quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Feliz Natal!



A equipa da BE deseja a todo(a)s  Boas Festas e boas leituras.


Festa de Natal



Dia 17 de dezembro, pelas 15: 30,  na sala de convívio da escola Secundária Leal da Câmara, ocorreu uma Festa de Natal muito especial dirigida a 60 crianças do Agrupamento, patrocinada pela loja PTMERCH.

O momento alto da Festa foi a apresentação da peça de teatro O Veado Florido -Texto do Escritor António Torrado adaptado para o  teatro pelo encenador, realizador e ator, Rui Mário - por parte de alunos do grupo de Teatro Reticências sob orientação de Rui Mário e dos professores Fátima Monteiro e Manuel  Alves e, é claro, a distribuição de presentes a todas as crianças por parte do Pai Natal e seus duendes.

Para nós o melhor da Festa foram os sorrisos que estas crianças nos deram, a sua alegria e imensa felicidade.

A iniciativa contou com o apoio da Junta de Freguesia de Rio de Mouro e com a colaboração dos alunos do Centro de Produção Audiovisual da ESLC.

A Direção do Agrupamento e das diferentes escolas que participaram na Festa estiveram presentes nesta ocasião e agradecem  à PTMERCH a generosidade da iniciativa. 
Para algumas destas crianças esta será provavelmente a sua melhor Festa de Natal deste ano.

Muito obrigada.

professora Liliana Silva

Miguel Claro

 Cota: 53 CLA
Edição bilingue português/inglês



A Terra está na zona habitável do Sol. Gerou vida inteligente e curiosa, deliciada com o mundo, mas a sua própria evolução retirou-lhe o céu estrelado que a envolveu até há poucas centenas de anos.

Este parapeito fabuloso está repleto de luz e movimento, mas o que o rodeia ficou ofuscado pelo seu próprio brilho: nos nossos dias a maioria das pessoas nunca viu a Via Láctea.

Para combater a poluição luminosa, culpada por este apagão do céu, foi criada a reserva Dark Sky Alqueva, no Alentejo, o primeiro destino do mundo certificado como "Destino Turístico Starlight" por parte da Fundação Starlight, apoiada pela UNESCO e pela Organização Mundial de Turismo das Nacões Unidas. Nesta zona é possível observar o céu dos nossos antepassados e a dinâmica celeste que ocorre ao longo de uma noite num registo astro fotográfico. É uma das formas de mostrar e comunicar ao mundo a importância da astronomia, enfatizando a grandiosidade do património arquitetónico, cultural e paisagístico, numa união entre o céu e a terra, uma simbiose perfeita em que através da expressão fotográfica "beleza, ciência e arte", caminharam lado-a-lado, permitindo registar imagens desde fenómenos celestes como o Airglow e a Luz Zodiacal, à deslumbrante presença da Via Láctea, que repleta de enxames de estrelas, nebulosas e poeira interestrelar, se vai tornar inesquecível. 
Fotografar o céu, escrever com luz, é uma das formas mais eficazes de comunicar ciência.

Venha ver por si.


Aula Aberta (2)



Ciclo de Aulas Abertas, Luz e Vida.

Astrofotografia – Dark Sky Alqueva, O Destino das Estrelas

A Astrofotografia é uma atividade que Miguel Claro desenvolve com arte, sensibilidade, dedicação e muito talento. O autor do livro veio trazer o seu entusiasmo e um pouco do seu saber à nossa escola. 

Durante 90 minutos, deixámo-nos extasiar e, por diversos momentos, a respiração ficou em suspenso perante a beleza fantástica do nosso universo. A fotografia de Miguel Claro traz à luz o que as luzes das nossas cidades não nos deixam ver – o céu escuro e tudo o que por lá de sublime existe. 

Confrontámo-nos com a nossa pequenez e ficámos a conhecer um pouco da nossa reserva de céu escuro que é património da Humanidade – Dark Sky Alqueva e fica, claro, no nosso Alentejo. 
Ficou uma vontade imensa de lá ir… e estar.


Tratou-se da primeira sessão do “Ciclo de Aulas Abertas sobre Luz e Vida” da responsabilidade da BE/CRE da Escola Secundária Leal da Câmara que aconteceu no dia 16 de dezembro de 2015 no auditório. 

Grande momento!


professora Arlete Cruz



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O dia mais curto



O solstício de inverno é um fenómeno astronómico que acontece todos os anos dia 21 ou 22 de dezembro, marcando o início do inverno no hemisfério norte e do verão no hemisfério sul.
É o dia mais curto do ano e consequentemente a noite mais longa.

Em Portugal, pelo terceiro ano consecutivo, em vários locais e cidades, a Agência Portuguesa da Curta Metragem faz a festa e convida a sair de casa.
Aceite o convite e consulte o programa, Aqui.

O Clube de Cinema sugere um passeio até à Cinemateca Portuguesa para assistir às cinco curtas que integram o Programa Especial. Curto mas rico em diversidade. 
Surpreenda-se!

professora Manuela Martins


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ciclo de Aulas Abertas




No âmbito das celebrações do Ano Internacional da Luz proclamado pela UNESCO iremos dar inicio ao nosso ciclo de Aulas Abertas sobre o tema do PAA, Luz e Vida.


A abordagem pretende-se multidisciplinar, inclui professores e alunos da escola e convidados de outras instituições.


Clique na imagem para melhor ler a programação.



Sessão para professores



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Yoko Ogawa



Uma empregada de limpeza começa a trabalhar na casa de um velho matemático, cuja carreira foi brutalmente interrompida por um acidente de automóvel, que reduziu a autonomia da sua memória a oitenta minutos.

A cada manhã, a jovem mulher deve apresentar-se como se se vissem pela primeira vez. e é com grande paciência, gentileza e muita atenção que ela consegue ganhar a sua confiança.
Também lhe apresenta o filho de dez anos e inicia-se então um relacionamento: o rapazinho e a sua mãe vão não só partilhar com o velho amnésico a paixão pelo basebol, como também vão aprender com ele a magia dos números.

Neste subtil romance sobre a herança e a filiação - e em que três gerações se encontram sob o signo de uma memória extraviada e fugidia - a narrativa desdobra-se com a graça e rigor de um origami. 

Lapidar e profundo como um haiku, A Magia dos Números é uma pequena obra-prima.


Yoko Ogawa foi vencedora, em 2004, do Prémio Youmiuri que distingue autores de literatura japonesa.



A biblioteca tem disponíveis dois exemplares da obra.
Cota: 82-3 OGA



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Cultura Científica





Parece absolutamente necessário tentar definir com maior clareza aquilo que, como sociedade, esperamos e exigimos da ciência e da tecnologia e, por outro lado, aquilo que a comunidade científica considera útil, possível e desejável. É necessário aprofundar mais o consenso em torno da cultura científica e definir nessa área as responsabilidades a assumir pelos vários atores. A cultura científica não pode ser uma peninha no chapéu da comunidade científica, a usar nos dias de festa, e é fundamental saber o que ela está empenhada em fazer nesse domínio.

Este estudo tem por objetivo mapear algumas iniciativas de promoção da cultura científica e tecnológica que tiveram lugar nas últimas décadas em Portugal, criando uma primeira abordagem panorâmica a este tema que está longe de ser exaustiva e não tem a pretensão de ser uma obra fechada, mas antes de poder servir de base a outros trabalhos sobre o mesmo tema que venham a ser realizados nos próximos anos.

Fonte: FFMS

No âmbito do Mês da Ciência,  a Fundação Francisco Manuel dos Santos apresentou no dia 23, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, o último ensaio da Fundação, Cultura Científica em Portugal, coordenado por António Granado e José Vitor Malheiros.

Trata-se de uma publicação exclusiva online.
A versão integral do estudo pode ser descarregada, gratuitamente, Aqui.



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ETerna Biblioteca (5)


O 13º Encontro de Professores e Educadores do Conselho de Sintra - ETerna Biblioteca - decorre nos dias 20 e 21 de novembro no Centro Cultural Olga Cadaval. O evento é promovido pela Câmara Municipal de Sintra.

Informações, inscrições e programa oficial, Aqui.

William Bynum


 A historia da ciência desde as primeiras descobertas dos babilónios ao bosão de Higgs.

«Escrito em forma de saga, através dos tempos e das civilizações, esta divulgação de uma cronologia de várias ciências lê-se como as fábulas.
Oxalá estimule a curiosidade e o gosto, a vontade de saber mais, o desejo de perceber e de defender a prática científica.»

José Mariano Gago

«Um livro bem pensado e inspirador, que nos recorda a extraordinária jornada da ignorância ao conhecimento».

BBC Focus



Cota: 501-BYN


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

LEFFEST (2)



UM FESTIVAL QUE REFLETE O QUE O CINEMA TEM DE MELHOR:
A DIVERSIDADE DE PERSPETIVAS

Começa hoje a  9ª edição do Lisbon & Estoril Film Festival que exibe uma programação verdadeiramente surpreendente, empolgante e desafiadora, quer pela quantidade de filmes e eventos que propõe, quer pela qualidade das obras selecionadas e reconhecido mérito dos seus criadores.

De facto, o primeiro desafio que vamos ter de ultrapassar, diante da diversidade de perspetivas que se abrem à nossa liberdade de escolha, é o de traçar a rota cinematográfica que queremos percorrer ao longo destes 10 dias.

Para agilizar o processo, ou não, deixamos aqui algumas sugestões:
Sessão de abertura, dia 6 de novembro, no Cinema Medeia Monumental, sala 4, em Lisboa, às 19.30, exibição do filme Minha Mãe (2015) na presença do consagrado realizador italiano Nanni Moretti que assume, como é habitual, a sua dupla vertente criativa de realizador-ator.

Homenagem a Wim Wenders (realizador alemão, 1945). Exibição de 6 filmes, dos quais destacamos o incontornável Der Himmel Uber Berlin ( As asas do desejo), dia 8 de novembro, às 15.30, no Cinema Medeia  Monumental, sala 4, em Lisboa, com a presença do realizador e do ator Bruno Ganz – imperdível!

Homenagem a Luís Miguel Cintra (encenador e ator português, 1949). Exibição de 20 filmes que contam com o talento do ator e que marcam de forma indelével a história do cinema português.

Retrospetiva de Jonathan Demme (realizador norte americano, 1944), mundialmente conhecido por filmes como O silêncio dos Inocentes ou Filadélfia. Exibição de 19 filmes, entre os quais um documentário que acompanha a atuação do músico canadiano Neil Young, Heart of Gold, na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, dia 10 de novembro, às 21h, com a presença do referido realizador.

Retrospetiva de Barbet Schroeder (Teerão, Irão, 1941). Exibição de 16 filmes, dos quais 5 documentários muito interessantes pelas controversas questões e figuras que levantam e analisam.

Programa Hans-Jurgen Syberberg (cineasta alemão, 1935), com especial destaque para Faustos, no Teatro Nacional D.Maria II, em Lisboa, dia 14 de novembro, às 16.30. Uma boa oportunidade para dialogar com uma das mais emblemáticas obras literárias de Goethe, através do olhar do cineasta que a interpreta sob várias perspetivas e que estará presente nesta sessão especial.

Soirées Tarkovsky (cineasta russo, 1932-1986) com filmes, leituras e concertos em torno do inquieto e inquietante universo “tarkovskyano”.

Seleção Oficial, com 13 filmes em competição. Destacamos o filme de João Salaviza, Montanha, dia 8 de novembro,  às 18.45,  no Cinema Medeia Monumental, em Lisboa, sala 4, com a presença do realizador e elenco.

Seleção oficial, com 11 filmes fora de competição. Destacamos o filme de Pablo Trapero, El Clan (O Clã, Leão de Prata em Veneza para melhor realizador), dia 11 de novembro,  às 22h,  no Cinema Medeia Monumental, em Lisboa, sala 4. A história verídica do clã Puccio, uma família criminosa argentina, liderada por Arquímedes Puccio, que se tornou célebre nos anos 80, devido ao seu envolvimento em raptos e assassinatos de várias pessoas em Buenos Aires.

Simpósio Internacional Bigger than Life, no Centro Cultural de Belém, entre 13 e 15 de novembro, à volta da mesa com convidados de reconhecido mérito académico e criativo, acompanhados pelo curador do simpósio, o filósofo José Gil.

Entre tantas outras propostas como A arte de amar de Jean Douchet (cineasta francês, 1029); Retrospectiva Austin, Texas: o novo pólo americano; David Gordon Green Integral (realizador Texano); Descobrir Nabil Ayouch (realizador marroquino, 1969); Descobrir Sara Driver (realizadora norte americana, 1955); Descobrir Martin Rejtman (escritor e realizador argentino, 1961); Promessas (Louis Garrel, Patrícia Sequeira e Gabriel Ripstein) , entre muitos outros eventos, conversas, masterclasses e leituras.

Consulte a página oficial do evento, Aqui.

professora Manuela Martins

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Curso de língua japonesa



Terão início no próximo dia 6 de novembro as aulas de japonês na nossa Escola.
O horário e a sala serão divulgados no dia 3.

O curso de 30 horas (nível A1) será assegurado por uma professora nativa e conta com os apoios  da Embaixada do Japão e da escola de línguas, LanguageCraft.

Para mais informações dirija-se à biblioteca.


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Svetlana Aleksievitch (2)



Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria.

Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem.

Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por trás de uma grande utopia.

Ibidem.


O livro está disponível na biblioteca
Cota: 94(47) ALE


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Curtas às Quartas



Crendo no poder dos sentidos para impressionar a mente e dar que falar, o projeto Curtas às Quartas nasce da vontade de criar um espaço outro de encontro, livre de verdades feitas, conhecimentos programáticos e valores garantidos, que se afirme enquanto tempo de fruição e partilha de sentires, impressões e dizeres, gerador de sentido.

Com um calendário intermitente, esta iniciativa do Clube de Cinema da Biblioteca é dirigida a toda a comunidade escolar que às quartas-feiras, entre as 14h e as 15h, tenha disponibilidade e esteja na disposição de aceitar o desafio de ver um filme de curta-metragem, com a duração máxima de 25 minutos, e ficar para uma conversa informal impulsionada pelas questões e perspetivas emergentes.

Cada encontro será atempadamente divulgado, por isso deixamos aqui o convite para a próxima quarta-feira, dia 28 de outubro, pelas 14h, no auditório da Escola Leal da Câmara, para conhecermos o projeto fílmico CRIANÇAS INVISÍVEIS e assistirmos a uma das curtas que o integram – Blue Gypsy dos Kusturica, Stribor e Emir.

Carpe Diem!

professora Manuela Martins

Cada um o seu


Gilles Jacob, Chacun son Cinéma, França, 2007


Um filme absolutamente único realizado por ocasião dos 60 anos do Festival de Cannes, reúne o modo como 33 cineastas de 25 países olham o cinema e as salas de cinema, lugar de comunhão dos cinéfilos do mundo inteiro.

Objeto cinematográfico imperdível, autêntico compêndio do estado do mundo do cinema e das singularidades de cada cineasta.

Os filmes que o compõem são realizados por David Cronenberg, Nanni Moretti, Gus Van Sant, David Lynch, Claude Lelouch, Romam Polanski, Alejandro Iñárritu, Lars von Trier, Wim Wenders, entre outros e também pelo português Manoel de Oliveira, que apresenta um dos segmentos mais originais do conjunto.


O filme em DVD  está disponível na biblioteca.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

José Tito Mendonça


Por decisão das Nações Unidas, o ano de 2015 é o Ano Internacional da Luz.

À luz devemos a nossa origem e a nossa sustentação, pois no Big Bang houve luz e no sistema solar há luz vinda do Sol. À luz devemos a maior parte da informação que recebemos do Universo. Graças às tecnologias baseadas na luz conseguimos hoje viver melhor na Terra.

Por tudo isso, é bom que, neste Ano Internacional da Luz, se faça mais luz sobre a luz.
Uma Biografia da Luz, de José Tito Mendonça, cumpre, com mestria, esse objetivo.
Conta-nos o essencial sobre a luz de um modo assaz cativante.
Um livro que ilumina.

Carlos Fiolhais, Coordenador em Portugal de 2015 - Ano Internacional da Luz.


Cota: 535-MEN

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Exposição de pintura

(clique na imagem)
                                                       

«A Cor e a Luz» é a exposição de pintura de José Carvalhal que inaugura no próximo dia 14 de outubro, pelas 19h00 na sede do Conselho da Ordem dos Advogados, em Lisboa.

A exposição estará patente até ao dia 30 de outubro e pode ser visitada nos dias úteis entre as 9h30 e as 18h30 e entre as 14h00 e as 19h00 aos fins de semana.

Esta sugestão insere-se no âmbito do tema do PAA para o ano letivo 2015/2016, «A Luz e a Vida»,


professora Lúcia Carvalhas


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Festa do cinema francês


Pela 16ª vez, A FESTA DO CINEMA FRANCÊS está de volta a Portugal.

Organizada pelo Institut français du Portugal e a Embaixada de França, em colaboração com a Alliance française e a Unifrance Films, para regozijo dos amantes da 7ª Arte, a Festa começa já no próximo dia 8 de Outubro, no Cinema São Jorge, em Lisboa, com a antestreia do filme Le Dernier Loup, de Jean-Jacques Annaud que aceitou apadrinhar a iniciativa.

Mas não são só os lisboetas a poder participar desta Festa. Muitas são as cidades, de norte a sul, que abrem as suas portas para acolherem as 46 longas-metragens selecionadas, 41 das quais antestreias, 7 a nível mundial.

A Festa é para todos, pois o cartaz é diversificado e abrangente. Desde a comédia ao drama, do burlesco ao universo da animação (programa família), dos grandes clássicos do cinema de autor (retrospectiva Jacques Doillon) à emergente e talentosa geração de jovens cineastas, a dificuldade está na escolha.

Sempre atento ao pulsar dos tempos, o CINEMA tem esta capacidade: transportar-nos para universos, conhecidos ou desconhecidos, que nos convidam a interiorizar gestos, olhares, emoções, sentimentos, paisagens, interiores e exteriores, dando-nos a pensar.


Do que estão à espera?! Encontramo-nos por lá!

Consulte o programa,  Aqui.


professora Manuela Martins

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Svetlana Alexievich



Prémio Nobel da Literatura 2015.


"O mais importante prémio literário foi atribuído à jornalista e escritora bielorussa pela sua escrita polífónica, memorial ao sofrimento e à coragem na nossa época."


Fonte: Jornal Público.

Desenvolvimento da notícia, Aqui.



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Centenário da publicação


«Certa manhã, ao acordar de sonhos inquietos, Gregor Samsa viu-se transformado num gigantesco inseto», assim começa A Metamorfose, de Franz Kafka, uma das ficções mais influentes da História da Literatura universal, publicada há cem anos, em outubro de 1915.

Escrita no final de 1912, em apenas três semanas, quando o escritor checo (1883/1924) tinha 29 anos, seria uma das poucas publicadas em vida, numa revista literária. E tornar-se-ia uma das mais editadas de sempre, em todo o mundo, incluindo em Portugal.
O JL evoca um século de A Metamorfose e a obra do autor, que se tornou um "monstro" literário, referência fundamental de inúmeros escritores de várias gerações - por exemplo, Sartre, Camus e García Marquéz, entre tantos outros. Assim, publicamos um ensaio de um especialista do autor de O Processo, a quem dedicou a sua tese de doutoramento, o professor de Letras da Universidade do Porto Gonçalo Vilas-Boas; um texto (...) de  Jorge Listopad, poeta, dramaturgo, encenador e também checo (e português); o testemunho sobre A Metamorfose, de Isabel Castro Silva, sua tradutora ( e de outros títulos) para a Relógio d´Água; as opiniões de três escritores - A.M.Pires Cabral, António Vieira e José Viale Moutinho - sobre o legado kafkiano e possível "presença" na sua escrita.

Ibidem, pág.8


O nº  1172 do Jornal de Letras Artes e Ideias, [2 a 15 de setembro], está disponível na biblioteca.


Franz Kafka




A Metamorfose é uma das obras mais conhecidas da literatura universal.
Nela, Kafka abre a porta ao mundo de Samsa, um trabalhador como qualquer outro que sofre a tragédia de se transformar num inseto da noite para o dia. A negação da aceitação dessa condição, o seu desejo de lutar contra ela, apesar das suas limitadas condições físicas, levam-no a um estado de terrível angústia, levado ao extremo pela impotência perante o facto.
Através da história simbólica de Samsa, que decorre num clima de pesadelo em vigília, Kafka analisa a situação do marginalizado, vítima de permanente incomunicação.  E explora um elemento constante em quase toda a sua obra: o totalitarismo da burocracia. 
Além disso, evidencia o seu pessimismo face ao humano, o medo da perda da identidade humana e o abandono ao instintivo. São questões atuais hoje em dia.

Os fantasmas que perseguem o escritor deram lugar ao adjetivo «kafkiano»: tudo o que é absurdo, confuso, obscurecido por uma maquinaria formal ou que se enreda nas redes de burocracias, instituições e papéis.

A Metamorfose, tal como o resto da sobra de Kafka, chega às nossas mãos graças a Max Brod,  amigo do escritor checo  que desobedeceu às ordens dadas pelo autor no sentido de destruir toda a sua obra.

Coleção Mil Folhas,  Público, 2002

Cota: 82-31 KAF [4 exemplares]


Outras obras de Franz Kafka disponíveis na biblioteca:
- O Processo  [2 exemplares]
Cota: 82.31 KAF

- Os Contos
Cota: 82.34 KAF


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Jacques Tati



No NIMAS o VERÃO EM FESTA COM JACQUES TATI continua a dar-nos ANIMA!

São seis longas-metragens e um conjunto de seis curtas (estas reunidas numa sessão), em versões digitais restauradas, meticulosamente, por mãos estudiosas e sábias, com a missão de nos oferecerem a obra completa deste singular realizador francês tal como ele a pensou, filmou, montou, remontou e guardou, na esperança de que pudesse vir a ser salva da corrosão do tempo.
Como refere Serge Daney, no seu elogio ao autor, cada filme de Tati marca ao mesmo tempo: 1) um momento na obra de Jacques Tati; 2) um momento na história do cinema francês; 3) um momento na história do cinema. Desde 1948, os seus seis filmes são talvez os que pontuam mais profundamente a nossa história.

É difícil não concordar com esta visão e é por isso que não devemos perder a oportunidade de olhar o mundo através das múltiplas janelas que, geometricamente, Tati nos abre, oferecendo-nos uma lufada de ar fresco que nos faz sentir bem, com a alma a sorrir, numa tarde ou noite de verão em festa que teima em ficar, pelo menos até 7 de outubro, no Espaço Nimas, em Lisboa.

Consulte aqui o programa, Aqui.´

O cinema de Jacques Tati teve desde sempre uma estreita relação com a ilustração.
A Leopardo Filmes lançou um desafio a seis ilustradores portugueses para criarem novos cartazes para as seis longas-metragens do realizador. São esses seis cartazes que aqui apresentamos e que se encontram expostos no Espaço Nimas, em Lisboa, e no Teatro Municipal Campo Alegre, no Porto.


professora Manuela Martins


8ª edição



Consulte o regulamento da Feira do Livro Usado, Aqui.


Bom ano escolar



A natureza tem os seus ritmos e ciclos à semelhança dos quais o ser humano organiza e gere o seu tempo.
E este é tempo de regressar à escola e  ao trabalho, de construir novas amizades, de conhecer outras coisas, de levantar diferentes perguntas, de reformular projetos e... de crescer.
 A equipa da biblioteca espera que contes com ela neste caminho.

Abriu as suas portas no dia 14 de setembro para receber os novos alunos e respetivos encarregados de educação e familiares.
Desejamos a todos um bom ano letivo 2015/2016.

professora Liliana Silva


domingo, 2 de agosto de 2015

Boas Leituras (6)




Chegou um outro tempo.
Um tempo lento que dispensa horários, planos e métodos e que, por isso, é atravessado por uma especial leveza.
Este tempo feito de acasos, de silêncios e de sensações constitui a oportunidade única, por um lado, de esquecimento e libertação do que, ao longo do ano pesou demasiado em nós e, por outro lado, de ensaio de um outro caminho e (re)encontro do que nos é essencial. Por isso o aguardávamos com especial urgência.

A todos os nossos leitores e amigos desejamos que este tempo seja reparador e traga o equilíbrio necessário à conquista de novos desafios. 

Em setembro aqui marcamos novo encontro.

Boas Férias!


professora Liliana Silva


José Luís Peixoto (3)


            
´"É importante encontrar os livros certos" JLP



Não é possível conceber a Literatura enquanto arte desligada da realidade, seja esta real/histórica ou ficcional. 
Se considerarmos a Literatura como a arte da palavra e pensarmos que a palavra reenvia sempre para um     referente específico, facilmente se percebe que a Literatura não pode refletir e/ou escrever sobre o vazio. Por outro lado, também não há literatura sem leitor.  Dito de  outro modo, não  existe uma obra  literária  válida  por si só. O seu valor é condicionado por estratégias de leitura e interpretações diferenciadas de comunidades de leitores que a consideram arte ou não de acordo com os seus interesses e expectativas ou com a maior ou menor proximidade daquela aos grupos influentes do poder.

Desta simples constatação decorre a ideia de que a Literatura pode ser entendida como arte em interação em que o escritor é também leitor, porque reflete sobre a realidade circundante, para a partilhar com os seus leitores, renovando, através da palavra, experiências que integram a vida vivida. 

Neste processo de leitura, partilhado pelo escritor e pelo leitor, o domínio da palavra é importante e constitui um incentivo ao pensamento e à tomada de decisões. As palavras preparam para pensar e viver; despertam no ser humano qualidades que o incentivam a viver, tornando-o mais sensível, com mais qualidade de vida, não só para sentir as vivências, mas também para pensar e refletir; para criticar o preconceito, o cliché, o «kitsch»  e, deste modo, afirmar e fundamentar as escolhas pessoais.

Com base no acima exposto, é possível afirmar que a obra literária proporciona uma reflexão sobre a realidade, que conduz necessariamente à questionação e problematização do real, ao mesmo tempo que possibilita o (auto) conhecimento em contínua evolução. Nesta medida, escrever é olhar e querer conhecer o outro, para partilhar vivências com convicção, com a consciência de que não se está só, mas ligado por um sentimento de pertença a alguma coisa que já existe e que pode ser reinventada pelo poder da palavra escrita. Da mesma maneira, ler proporciona o encontro do sujeito leitor com essas vivências num processo de crescimento e de valorização pessoal, que conduz à mudança interior, com a certeza de que tudo está em contínua renovação.

Em síntese, a Literatura pode ser considerada um fator de mudança individual que apela, por isso, à importância da escolha das leituras que norteiam a vida. Ler é uma preparação para a vida.

Saibamos, assim, escolher os livros da nossa vida!


professora Teresa Lucas

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Seguiu-se ao Encontro com o Escritor uma venda de livros de José Luís Peixoto na qual foram apurados quase 500 euros com 20% de desconto sobre o preço de venda ao público. Imagino que este deva ter sido um recorde de vendas nacional em encontros deste género em que o livro é adquirido numa escola espontaneamente por parte do leitor, sendo que este é um jovem. O número é tanto mais impressionante quanto durante toda a semana já se tinham vendido na biblioteca um número muito significativo de livros. Claro que a fila para a aquisição e   autógrafo de livros foi longa e  a maior parte dos títulos esgotaram-se.

Num mundo superficial e aparente em que vivemos toca-me particularmente esta situação em que um escritor é tomado, por parte dos nossos adolescentes, como  ídolo a venerar.

professora Liliana Silva.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Mário de Carvalho



Estes contos são vagabundos porque não param de caminhar, percorrem as estradas do arco-da-velha, deambulam pelos recantos mais sombrios, mas também surgem à claridade do dia, marcham alegremente e intrometem-se, com ironia, nas tramas do nosso quotidiano. 
Pelo caminho, vão deixando o mundo às avessas, interpelando o leitor e desafiando-o para a aventura e para as perplexidades da vida e da literatura.

O demónio também por aqui faz as suas andanças.
Insiste em pôr-nos um espelho na frente.


Cota: 821.134.3


National Geographic (4)



A mecânica quântica é a teoria que se aplica a todos os fenómenos atómicos e nucleares. É um dos pilares da física contemporânea. Max Plank já não participou na elaboração da mecânica quântica, que foi obra de físicos mais jovens como Heisenberg, Schrödinger, Dirac, Born, Jordan ou Pauli. No entanto todos reconheceram nele o seu fundador, o homem que tinha encontrado a primeira pista para a compreensão profunda  da natureza atómica da matéria. De certa forma, ele foi o primeiro revolucionário e recebeu o Prémio Nobel da Física pela sua descoberta em 1918. 
[...]
Max Plank preocupou-se também com os aspetos filosóficos da ciência. Manteve a controvérsia intensa com um dos filósofos mais prestigiados do seu tempo, Ernest Mach, sobre a natureza da investigação científica. Nos seus últimos anos, escreveu ensaios sobre ciência, filosofia e religião que tiveram uma grande receção entre o o público não especializado.
A física quântica alterou a nossa conceção do mundo natural. Também deu lugar a numerosas inovações tecnológicas que moldaram a civilização atual. Porém, por cada descoberta que realizamos, surgem dezenas de novas perguntas. Max Planck sentia dentro de si essa necessidade premente de compreensão do mundo e dos seus fenómenos que leva os homens de ciência a trabalhar incansavelmente.
A busca da Verdade e do Absoluto foi um guia constante da sua vida atribulada.



A edição especial da NG - julho de 2015 - está disponível na biblioteca.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Clube Manga (3)


Logotipo vencedor - Bruno Carrinhas, 1P3



Concurso para a criação de um logotipo do Clube

Por solicitação dos alunos da escola foi criado em setembro de 2014 um Clube de Ilustração Manga e Cultura Pop japonesa na biblioteca. Reuniu em plenário todas as segundas-feiras, pelas 14:15 horas; informalmente reuniu diariamente e, às vezes, mais do que uma vez por dia. E isto, porque este clube não é um clube qualquer: nasceu de uma imensa paixão que alguns alunos sentem pelo anime (banda desenhada japonesa) e pelo manga (desenho aos quadradinhos japonês) e de uma profunda admiração pelos valores e cultura japonesa.

O Plano Anual de Atividades do Clube foi exposto pelos seus membros e incluiu a discussão de temas sugeridos por eles (por exemplo, Otaku e Manga e Realidade), da qual resultou a redação de artigos que foram publicados neste blogue, a redação de uma história sobre corrupção protagonizada por personagens de grande densidade psicológica e que será publicada no próximo ano letivo, a divulgação de desenhos, cartazes e eventos em painel próprio colocado à entrada da biblioteca e a criação de um roteiro de leituras para quem se inicia nesta nova dimensão da realidade e da literatura. No âmbito destas ações fizeram-se novos parceiros, designadamente a loja PT Merch e a Embaixada do Japão que nos ofereceram vários materiais e a possibilidade de, no próximo ano letivo, virem à Escola dinamizar diferentes atividades.

Outra das ações propostas pelos alunos do Clube foi um concurso para a criação de um logotipo e de um nome para o Clube. Foram apresentados diversos trabalhos de grande qualidade, sobretudo atendendo às circunstâncias de que esta não é uma àrea trabalhada nos currículos e de que os seus autores não são alunos dos cursos de artes. A difícil tarefa de seleção dos trabalhos do concurso coube aos professores, Karina Jeppesen,  Tuta Santos e Fernando Neves e aos alunos do Clube que fizeram parte do júri. Os 1.º e 3.º lugares do concurso foram atribuídos ao aluno Bruno Carrinhas (1P3) e o 2.º lugar ao aluno João (11.º C7). Também foram distinguidas as propostas de trabalho das alunas Maria Zolotareva - todos quiseram uma t-shirt com o seu desenho - e Cláudia Nunes (1P3). A sessão de entrega dos prémios decorreu no dia 29 de junho, às 10 horas, na Direção; os cheques-oferta PT Merch foram entregues aos alunos por parte da sub-diretora Lucinda Santos e da professora adjunta do diretor Maria João Gomes.
Parabéns aos vencedores e ilustres concorrentes!

Aos membros do Clube - Daniel Fernandes, Katherynne Seibert, Luís Basto, Luís Cerqueira, Ricardo Santa e Yuri Inocentes  - gostaria de deixar aqui uma palavras de reconhecimento e de admiração pelo modo entusiasta , criativo e empenhado com que se entregaram à dinamização do Clube, constituindo um exemplo do quanto de bom os alunos podem dar a uma escola e a um agrupamento.
No próximo ano letivo, a biblioteca da EPAN vai inaugurar o seu primeiro Clube Manga.
Parabéns também a eles!
O Clube passou definitivamente a constar da oferta formativa do Agrupamento.


professora Liliana Silva

Marco Polo

Número de registo: 14174


prefácio de António Osório

No livro Il Milione de Marco Polo estão descritas, com verdadeira objetividade, as "maravilhas do mundo" depois de vinte e quatro anos passados na Ásia. Marco Polo é, no seu regresso, um veneziano de formação ocidental cristã, que aprendeu a ver um mundo novo e diverso sem preconceitos. Ciente da excecionalidade da experiência vivida, Marco Polo entregou aos vindouros, através deste livro, uma mensagem de tolerância, de otimismo, de pragmática confiança no homem, mensagem que decorridos sete séculos conserva inalterada todo o seu valor e atualidade. [...]

De facto, durante séculos, a  mais verdadeira imagem do Oriente foi-nos dada por este livro Il Milione, cujo título legendário deriva do segundo apelido dos Polo, Emilione. Esta obra notável move-se no plano dos costumes e dos conhecimentos geográficos e mercantis que podiam ter sido úteis a quem viajasse pelas terras do Oriente. Enfim, foi através de Marco Polo que o Ocidente ficou a conhecer os palácios sumptuosos dos déspotas asiáticos, os rios e as cidades do Catai (China), os costumes e os ritos dos indianos, as plantas e as espécies raras, os animais fabulosos. É ainda o testemunho, como escreveu Maria Bellonci, «que rompe os limites do espaço e do tempo, e que nos liberta também dos limites que temos dentro de nós e que aproxima do real a utopia da fraternidade».


Ana Osório de Castro, tradutora



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Poesia e BD



A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada acontece todos os sábados, em Campolide, desde setembro de 2012.

Por ali passaram amigos, leitores, autores, colecionadores... ao longo destes últimos 3 anos.
Ali acorreram pessoas de todo o país, do Porto ao Algarve.
Ali se realizaram tertúlias, lançamentos, leituras de poesia, encontros com autores, enchendo os sábados de Campolide de animação cultural.
Ali se encontraram autores, quase todos os sábados, em visita, a meio da tarde, que ficavam à conversa entre os livros.
Ali se divulgaram os livros de artista, as edições de autor, os livros de editoras independentes, os fanzines, as revistas literárias... a poesia e a banda desenhada.
Ali se divulgaram autores africanos com uma banca totalmente dedicada a eles.
Ali existiu uma banca de livros de livros grátis, onde as pessoas puderam entregar ou levar livros livremente.

(...) Em breve esta Feira do livro vai acabar.
Estará aberta todos os Sábados até 1 de agosto.
Das 19H00 às 19H00, no Palácio de Laguares, em Lisboa (Campolide, perto das Amoreiras)


Texto retirado, d´ AQUI.


terça-feira, 30 de junho de 2015

Ler+ em Inglês






Ler + em Inglês
Livros

Comunicar em línguas estrangeiras e, designadamente, em língua inglesa, tornou-se, na era da globalização em que vivemos, um requisito indispensável ao sucesso no mundo da educação e do trabalho.
Atenta a esta realidade a Biblioteca da ESLC propôs ao grupo disciplinar de Inglês e Alemão a constituição de maletas pedagógicas contendo novos livros de ficção escritos em Inglês (continuação) e Alemão (iniciação). A empresa solicitada para fornecer à Escola estes livros seria o armazém de revenda José de Almeida Gomes & Filhos, Lda. com sede em Coimbra e que possui livros em inglês, espanhol e alemão, de interesse escolar, das principais editoras estrangeiras: Express Publishing, Parson Longman, Cambridge University Press, Heinemann , MacMillan, Oxford University Press, Edi Numen, Edelsa, Grupo Didascália SA, Pinguin Books e Difusión.

O uso de maletas pedagógicas em sala de aula constitui uma boa prática pedagógica desenvolvida na Escola pelos professores de línguas estrangeiras, desde o ano letivo 2012/2013 e que consiste na integração da leitura de livros no final de todas as aulas da disciplina de Inglês, durante 10 a 15 minutos (os alunos de iniciação ao Alemão também desenvolvem esta atividade no terceiro período), com base na qual farão uma recensão crítica e apresentação do livros aos colegas da turma.

As maletas que neste final de ano letivo se vão constituir integram, não apenas livros selecionados por nível de proficiência, como também livros orientados para determinados àreas vocacionais, pois o uso destas maletas, para além de promover a leitura, adequa-se a uma prática de ensino diferenciado que progressivamente se vai consolidando.

No ano letivo 2015/2016 o 9.º ano da PAN irá introduzir o uso de maletas pedagógicas em sala de aula com livros de Inglês da ESLC - níveis de proficiência 0 e 1.
Agrada-nos muito esta partilha.

Obrigado também ao armazém José de Almeida Gomes &Filhos, Lda. pelo envio de mais de meia centena de livros à consignação e de catálogos atualizados das diferentes editoras.


Filmes

Na Escola os professores da disciplina de Inglês integram frequentemente o visionamento de DVD na lecionação dos conteúdos do programa.
De forma a enriquecer as propostas já existentes, a biblioteca acabou de adquirir os seguintes DVD (ficção):

- Debate pela Liberdade, Jobs, Roubamos Segredos, Quinto Poder, Tron: O Legado, títulos que sugere para o desenvolvimento dos domínios de referência Os Media e a Comunicação Global/Os Jovens na Era Global, do 10.º ano:

- Lixo Extraordinário (documentário - já tínhamos nesta categoria Uma Verdade Inconveniente, 11.ª Hora, The Cove - Baía da Vergonha), O Dia Depois de Amanhã, Wall-e, Elysium, Esquecido, Distrito 9 e Silent Running (já tínhamos Erin Brockovich) sugeridos para tratamento do domínio da referência O Mundo à Nossa Volta, do 11.º ano.

Poder ler e ver todos estes novos documentos quase que  nos dá vontade que o ano letivo 2015/2016 chegue rápido.


professora Liliana Silva



quinta-feira, 25 de junho de 2015

Choose Life





Dia 2 de junho teve lugar na Biblioteca Escolar uma sessão de sensibilização para projeto Choose Life. Este é levado a cabo pela organização internacional SHINE e tem por objetivo sensibilizar jovens para viver uma vida em pleno e ainda angariar fundos para instituições de cariz social a nível nacional e internacional. 

Para além da apresentação deste mesmo projeto tivemos o privilégio de ouvir o testemunho de recuperação de um dos beneficiários do Desafio Jovem, instituição que presta auxílio a pessoas com problemas de vício. Por fim, foi ainda possível contribuir para o projeto sendo ainda realizados dois torneios de futsal nos dias 9 e 11 de junho cujos fundos angariados reverterão para o Desafio Jovem.

Gostaria ainda em nome da organização agradacer à Direção que autorizou a sessão, à professora Liliana Silva que sempre nos acompanhou neste processo, à Associação de Estudantes que organizou os torneios de fultsal, aos professores que trouxeram os seus alunos à sessão e a todos os presentes. Um especial obrigado à equipa do Choose Life, Pedro Barbosa e Alessandro Sousa e ao representante do Desafio Jovem, Rui Campôa.

Ficam aqui algumas palavras de Pedro Barbosa acerca desta iniciativa:

«Com o programa Choose Life pretendemos tocar jovens e adolescentes para alguns dos dramas sociais que assolam a nossa sociedade e mais diretamente eles, e ao termos tido o privilégio de ter estado na Escola Secundária Leal da Câmara, sentimo-nos em casa, para além de termos sido muito bem recebidos, vimos uma equipa liderada por uma estudante que em conjunto com colegas e professores colocaram de pé um evento que mobilizou ainda bastantes colegas.
Não ficaram apenas pela palestra mas definiram uma estratégia de apoio financeiro que resultou na cobertura total de um utente do Desafio Jovem por um mês e meio.
Claramente estão todos de parabéns e em nome do Choose Life e do Desafio Jovem agradecemos e incentivamos profundamente a manterem bem gravado o testemunho do Rui Campôa, que em última análise é o centro das nossas atenções.

Muito obrigado!»  

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Sara, 12ºA1





sexta-feira, 12 de junho de 2015

Primavera Poética (6)




Como já é habitual, o grupo de teatro Reticências juntou alguns dos seus elementos para realizar a Primavera Poética de 2015. Sendo que o tema da Primavera Poética é sempre a celebração da chegada da Primavera, ao mesmo tempo que se declamam poemas, este ano não foi exceção. Foram escolhidos uma série de poemas de variados escritores (desde Sophia de Mello Breyner Andresen até Miguel Torga) para serem declamados no jardim da Escola Secundária Leal da Câmara.

Em autêntica celebração greco-romana, o cenário que se formou foi inspirado na Antiguidade Clássica onde predominavam as togas, as coroas e as flores  que, entre outros elementos, ajudaram a (re)criar o ambiente. Ao som do violino (tocado pelo elemento do grupo Nuno Carmo), as energias primaveris começaram a formar-se num belo dia de sol.

Assim, esperemos ter iniciado da melhor maneira a Primavera na nossa escola, convidando os alunos para participarem neste espírito. Nesse sentido, no fim da performance alguns alunos leram também poemas de outros autores, ao mesmo tempo que eram agraciados pelos atores com flores.
Foi uma experiência leve e positiva para os elementos dos Reticências que assim se despedem de mais um ciclo.


Ana Narciso, Ana Raquel Lopes  e Marta Fernandes, 12º H2


Mathias Énard




13 de maio de 1506: ao desembarcar em Constantinopla, Miguel Ângelo sabe que enfrenta o poderio e a cólera de Júlio II, papa guerreiro e mau pagador, para quem deixou preparada a edificação de um túmulo em Roma. Mas como não havia de responder ao convite do sultão Bayazid, que, depois de ter recusado os planos de Leonardo da Vinci, lhe propõe a conceção de uma ponte sobre o Corno de Ouro?
Assim começa este romance, todo feito de alusões históricas, servindo-se de um facto concreto para expor os mistérios daquela viagem.

Perturbante como o encontro do homem do renascimento com as belezas do mundo otomano, exato e cinzelado como uma peça de ourivesaria, este retrato do artista em pleno trabalho é também uma fascinante reflexão sobre o ato de criar e sobre o simbolismo de um gesto inacabado para a outra margem da civlização. É que, através da crónica dessas poucas semanas da História, Mathias Énard esboça uma geografia política cujas hesitações ainda hoje, passados cinco séculos, são igualmente sensíveis.

Tradução de Pedro Tamen


Disponível na biblioteca.



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Boyhood



Richard Linklater, Boyhood, EUA, 2014  [2h, 46m]


Filmado ao longo de 12 anos, sempre com mesmo elenco, Boyhood - Momentos de uma vida, é uma inovadora  história sobre o crescimento e uma experiência cinematográfica única.

Thann Hawke e Patrícia Arquete (vencedora do Óscar de melhor atriz secundária) lideraram o elenco como os pais de Mason (Ellar Coltrane), que cresce, literalmente, a olhos vistos, no ecrã de cinema à nossa frente. Explorando o conturbado terreno da adolescência, como nunca antes no cinema, este filme conta ainda com uma banda sonora que inclui os êxitos "Yellow" dos Coldplay e "Deep Blue" dos Arcade Fire. 

Boywood - Momentos de uma vida é ao mesmo tempo uma nostálgica cápsula do tempo de um passado recente, e um retrato genuíno e atual sobre os desafios do crescimento, para as crianças e seus pais.


Número de registo: 727

Malala


Edição para jovens leitores

Malala Yousafzai tinha apenas dez anos quando os Talibãs tomaram o controlo da região onde vivia. A música passou a ser um crime. As mulheres foram proibidas de ir ao mercado. As raparigas deixaram de poder ir à escola.

Nascida numa região do Paquistão outrora pacífica mas depois transformada pelo terrorismo, Malala foi educada a defender os valores em que acredita. E sob a região talibã lutou pelo seu direito à educação. No dia 9 de outubro de 2012, quase perdeu a vista por essa causa: foi gravemente atingida à queima roupa quando regressava a casa na carrinha da escola.
Ninguém esperava que ela sobrevivesse.
Hoje, Malala é um símbolo do protesto pacífico e a pessoa mais jovem de sempre  a receber o Prémio Nobel da Paz.

Esta edição das suas memórias dirigidas aos leitores mais jovens, dá-nos a conhecer a história extraordinária de uma rapariga que soube desde muito cedo que queria mudar o mundo.
E mudou.


Cota: 82-93 YOU

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Feira do Livro (3)





Começou ontem no Parque Eduardo VII em Lisboa  a 85ª edição de Feira do Livro.
De segunda a quinta-feira, entre as 22h00 e 23h00,  acontece a "Hora H", onde várias editoras, durante uma hora, colocam alguns livros à venda com descontos de 50 %.

Esta e outras iniciativas podem ser consultados no sítio oficial da feira, Aqui.



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Francisco Galope



Na  Batalha de La Lys, Milhões ficou para trás e cobriu a retirada dos camaradas. Durante vários dias vagueou por trincheiras e descampados sobrevivendo graças à sua metralhadora e a um pacote de amêndoas da Páscoa. Ao regressar ao seu acampamento, depois de matar soldados alemães e salvar civis, foi recebido como um herói.

«A história do Milhões tem qualquer coisas de conto de fadas. Qaundo o seu filhito tiver idade de ouvir histórias, se alguém o tomar sobre os joelhos e lhe contar a de seu pai, o pequeno tem de abrir uns grandes olhos, como se lhe relatassem o caso do Grão de Milho ou da Gata Borralheira.»

André Brun in Diário de Notícias (1924)

Uma história de glória e esquecimento de um soldado que se tornou uma lenda.



Aníbal Milhais, o soldado Milhões





Milhões, o herói português da Grande Guerra

Este homem valia por vinte, trinta mil, por um milhão de homens. Não devia ser Milhais, mas Milhões.
Comandante do batalhão em que Milhais servia  (França)


Aníbal Augusto Milhais (1895-1970) combateu na Grande Guerra (1914-1918) como elemento do Corpo Expedicionário Português (CEP) entre 1917 e 1918. Tal como a grande maioria dos soldados do CEP era um jovem de origens muito humildes, analfabeto, agricultor e que, até à data da sua partida para a Guerra, não tinha saído das imediações da sua terra natal, Valongo, concelho de Murça (Trás-os-Montes).
Não fora a iniciativa do jornal Diário de Lisboa, em 1924, convidá-lo para participar na cerimónia de Estado de tumulização dos dois soldados desconhecidos da Grande Guerra (um das expedições em África e outro das expedições na Flandres) e acender da Chama da Pátria que teve lugar no Mosteiro da Batalha e, provavelmente não ouviríamos falar mais dele, dada a sua simplicidade e modéstia.

O seu maior feito na frente de combate da Flandres foi durante a batalha de La Lys (9 de abril de 1918) em que, contrariando as ordens de um oficial, cobriu a retirada dos seus companheiros portugueses e britânicos, acompanhado de uma metralhadora ligeira Lewis, arriscando a própria vida.
 Pelo seu desempenho exemplar na Guerra foi o único soldado raso a receber a mais alta condecoração a que um militar português pode aspirar, a de Cavaleiro da Ordem de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito. Para além desta, foram-lhe atribuídas ainda outras condecorações, designadamente a de participação na Frente Ocidental, a Medalha Interaliada da Vitória, a Medalha de Cobre Leopoldo II da Bélgica, a Cruz da Guerra da 1.ª Classe, para além de um prémio de 1000 liras atribuído por uma sociedade italiana.

O testemunho da sua neta no passado dia 15 de abril de 2015, pelas 15 horas, no auditório da ESLC, Dra. Leonida Milhões, constituiu a justa e singela homenagem da Escola aos humildes combatentes do CEP que, sem compreenderem as razões de uma Guerra tão mortífera, aí deixaram a sua vida. Leonida, vinda de Torres Vedras propositadamente para esta sessão, partilhou com os alunos e professores presentes no auditório o seu ponto de vista do homem e do avô que foi este soldado, mostrou fotografias do seu espólio que pode ser visto no Museu Militar do Porto, falou do projeto de construção de uma Casa Museu e ofereceu à biblioteca um bilhete-postal no qual o seu avô surge retratado e que esta conservará com muito carinho.

Aníbal Milhais não deixou escrito nada. Para que o exemplo de valentia deste jovem franzino de bigode farfalhudo perdure na memória das futuras gerações também muito contribuirá, por certo, a publicação do empolgante romance histórico do jornalista Francisco Galope, O Herói Português da I Guerra Mundial. De anónimo nas trincheiras a herói nacional, a história de Aníbal Milhais, o soldado Milhões, em 2014, pela Matéria Prima Edições e que se encontra disponível na biblioteca.

Desenvolvimento de conteúdos Aqui e Aqui.

professora Liliana Silva