quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Tributo




«… a amizade é um serviço»
 Sándor Márai, As Velas Ardem Até ao Fim, 22ª edição. Publicações Dom Quixote. Julho de 2010, p.82  

À Mariana Carvalho, finalista da 10ª edição do Concurso Nacional de Leitura e vencedora do 2º Prémio, a nível nacional, do Concurso de escrita literária LER COMO QUEM JOGA - ESCREVER COMO QUEM PINTA - escrita do desassossego. 

Um tributo à amizade que a Mariana dedicou aos livros, estabelecendo, através da sua escrita, elos e relações de sentido que a distinguiram e que fortaleceram laços pessoais que perduram no tempo.

Celebrar a amizade… o amor… Para os amantes de livros, como a Mariana, nada mais adequado do que um encontro de leitores em torno de um livro centrado na amizade e nos compromissos que esta impõe àqueles que se consideram amigos. Assim, no passado dia 7 de outubro, depois da apresentação do livro As Velas Ardem Até ao Fim, do autor Sándor Márai, feita pela professora Manuela Martins, alunos e professores, desafiados e provocados pela professora Teresa Lucas, partilharam leituras e debateram excertos selecionados daquele livro, para através da partilha e da reflexão pessoal, «lançar a luz» sobre o sentido da amizade e a forma como esta é encarada pela sociedade, ao nível das interações pessoais e sociais instituídas. Deste modo, a leitura proporcionou a criação de sentidos significativos que «deram à luz», na aceção socrática do termo, diferentes formas de entender a vivência da amizade de uma forma responsável, preocupando-se com o Outro, sem o trair nem negligenciar os compromissos assumidos perante ele. Foi, sem dúvida, para alguns dos intervenientes, uma experiência enriquecedora e motivadora perceber o poder transformador e criador que a leitura pode assumir, dependendo da sensibilidade, da criatividade e da disponibilidade mental de cada um para se despojar das suas convicções inabaláveis e deixar-se contagiar pela magia do livro. Ler ajuda a equacionar soluções, a resolver conflitos e abre portas a um mundo onde a ideia de Utopia e o desejo de um mundo perfeito acalentam a esperança na mudança. Os professores dinamizadores desta atividade pretenderam, deste modo, mostrar que a relação com o livro também é feita de afetos e com afeto, como a Mariana tão bem soube demonstrar, durante a sua permanência na Leal, através da sua disponibilidade para se envolver em projetos de escrita e de leitura, sem outra ambição que não fosse o prazer e as experiências de vida que deles pudesse retirar. A escrita e a leitura constituíram no seu percurso pontos de confluência em torno do livro, ajudando a criar associações de sentido que traduzem a sua maturidade e enriquecimento cultural.

Parabéns, Mariana! Foi muito bom poder contigo e ver-te crescer! Muito obrigada por teres vestido a camisola da Leal, ajudando a elevar o seu nome até onde ninguém o tinha ainda feito na área das Humanidades. 

Se estás interessado(a) em seguir o exemplo da Mariana e experimentar o prazer da leitura, vem fazer parte da nossa Comunidade de Leitores e participar nas várias atividades/concursos dinamizados pelo Plano Nacional de Leitura em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares. Contacta a Biblioteca para mais informações. 

professora Teresa Lucas


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Aula Aberta (4)




Na sexta-feira, dia 11 de novembro, os alunos de Alemão e alguns de outras áreas de estudos participaram numa palestra na biblioteca, dinamizada pela professora de História Lucília Oliveira.
O tema da palestra foi “A queda do muro de Berlim”. Comemora-se este ano o vigésimo sétimo aniversário da sua queda.
Na biblioteca os alunos tiveram oportunidade de visitar uma exposição alusiva a este tema – Als die Mauer fiel.
Na opinião dos alunos a exposição e a palestra foram muito interessantes e enriquecedoras e consideram ter aprendido bastante sobre a história recente da Alemanha. Os alunos ficaram impressionados com o facto de atualmente existirem no mundo 65 muros que dividem cidades, comunidades e países.
Os alunos agradecem a disponibilidade da professora Lucília Oliveira e das professoras de Alemão e a oportunidade que lhes foi proporcionada.
Turmas 10ºH5 e 11ºH4


Am Freitag, den 11. November haben die Deutschschüler der Escola Secundária Leal da Câmara an einem Vortrag in der Bibliothek teilgenommen.
Der Vortrag war über den Fall der Berliner Mauer. Die Mauer ist am 9. November 1989 gefallen, deshalb feiert man 27 Jahre des Mauerfalls.
In der Bibliothek haben wir auch die Ausstellung ,Als die Mauer fiel’ angesehen.
Unserer Meinung nach waren die Ausstellung und der Vortrag sehr interessant und bereichernd.
Wir haben viele Tatsachen gelernt, hauptsächlich über die Geschichte von Deutschland und die 65 Mauern, die es zurzeit in der Welt gibt.
Wir hatten viel Spaβ und wir danken Frau Oliveira und die Deutschlehrerinnen für dieses entspanntes Treffen
Klasse 11ºH4

professoras Ana Aparício e Conceição Oliveira

Miguel Boim

Cota: 908(469) BOI


Sintra é, desde os tempos antigos, o paraíso terreno de Reis e Imperadores, monges e escritores, viajantes e peregrinos. Palco das mais belas histórias de amor às mais fantasmagóricas aparições, cada uma delas nos revela um portal para outro mundo: o mundo do sonho.

Esta é a mais completa obra sobre Lendas de Sintra, onde se contam mais de sessenta histórias e de trezentas fotografias e gravuras (algumas delas de importantes monumentos cujas velhas estruturas eram até aqui desconhecidas), várias delas inéditas.

Através destas páginas somos conduzidos por um caminho de mistério, onde a tocha que alumia os antigos pergaminhos fará reluzir as velhas lendas e histórias do Monte da Lua.


Dia 7 de dezembro, realiza-se no auditório da ESLC, às 10h00, um encontro com o autor Miguel Boim, O Caminheiro de Sintra.
A iniciatica está aberta à comunidade escolar.





segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ETerna Biblioteca 2016




Vai realizar-se, nos dias 25 e 26 de novembro no Centro Cultural Olga Cadaval, a 14ª ETerna Biblioteca - Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares.

Este encontro é um momento de formação acreditado destinado a  professores bibliotecários ou simplesmente a todos os interessados pelo livro e pela leitura.

O cartaz é da autoria do ilustrador José Manuel Saraiva e o encontro apresenta, a par dos painéis compostos por mediadores culturais e bibliotecários, conferências sobre cinema e leitura, a exibição de uma curta metragem, assim como ateliês cujos temas irão da música à fotografia.

Ficha de inscrição: aqui.
Programa do Encontro: aqui.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Leonard Cohen [1934-2016]


Tributo a Leonard Cohen 

Quando uma voz se cala para sempre, isso significa, inevitavelmente,  o fim. O fim de uma vida, tal como a conhecemos.

Mais uma vez, o silêncio definitivo atinge-nos como um raio. Não há forma de nos prepararmos para a perda.  Leonard Cohen, cantor, poeta e compositor canadiano, acompanhou-nos durante décadas e ofereceu-nos a qualidade da sua obra, como quem nos traz, amorosamente, num tabuleiro arranjado com primor, o pequeno almoço à cama.

Fomos muito bem tratados por este homem das palavras e dos sons. A sua voz gravíssima inebria e apela, comovendo e alertando. São memórias, críticas sociais, poemas sentidos e com sentido.
A voz, sempre a voz. Quente, sensual, interpeladora, nunca indiferente.

A figura esguia e elegante, por vezes encimada por um chapéu, lembra personagens de algum film noir de qualidade. Quem nos dera um final mais feliz...

Tantos anos vividos e a mesma inocência. Um Artista não costuma ser bom a fazer contas aos lucros obtidos à custa do seu trabalho. Que se lhe há de fazer?

Tive a sorte de assistir ao vivo a um espetáculo de Cohen, em Cascais, já nos idos anos 80 do século XX. Eramos ainda jovens, ele e eu. Muitos dos seus êxitos foram ali desfiados perante os nossos sentidos, com a magia e o poder da performance ao vivo.

O registo permanece enquanto o homem deixa o seu corpo finito. As obras intemporais, como a de Mr. Cohen, pairam e cobrem-nos com o seu manto invisível, até ao fim dos tempos. Contêm a rara dimensão do sublime.

Mais uma perda. Ficámos órfãos, de novo.

Contudo, o Homem possui memória e é com base nessa memória que aqui rendo, postumamente, o meu humilde tributo. E a melhor forma de o fazermos, talvez seja ouvi-lo, revê-lo, deixá-lo preencher-nos um pouco daquele vazio que sempre fica e devolver-lhe a capacidade de nos tornar mais ricos.

Till the end of love, we shall dance with you in our thoughts.

Até sempre.


professora Lúcia Carvalhas



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

10º LEFFEST


UMA DÉCADA A ACENDER LANTERNAS MÁGICAS

Na sua 10ª edição, o Lisbon&Estoril Film Festival não cessa de nos surpreender, presenteando-nos durante 10 dias com um programa que prima pela diversidade de géneros, realizadores, atores, homenagens, retrospetivas e autores, o qual poderá consultar, Aqui.

Imperdível, para lá de todos os preconceitos e polémicas, é a retrospetiva integral da obra de Jean-Luc Godard, cineasta vivo, cujo pensamento e obra fílmica muito influenciou e continua a influenciar o cinema moderno e outros domínios artísticos, razão suficiente para a realização do Simpósio Internacional, Godard vu par.... , que decorrerá na Sala Luís de Freitas Branco, no Centro Cultural de Belém, entre os dias 11 e 13 de novembro.

Como o programa sublinha: A sua obra, profundamente reflexiva, plena de citações, referências ou alusões de várias origens (cinematográficas, literárias, musicais, filosóficas, científicas, de teoria política), capaz de fundir ‘alta’ e ‘baixa’ cultura, trabalhando de forma inovadora as imagens de arquivo, o vídeo (toda a produção da SonImage, a companhia que fundou com Anne- Marie Miéville em 1972 é um pequeno mundo a descobrir) e o 3D, interpela a História (e a história do cinema, com um clímax no monumental História(s) do Cinema), os traumas do nosso tempo e a linguagem (e os seus limites) com que (não) comunicamos, sempre com uma assinatura absolutamente inconfundível.

Obrigatório para todos os estudantes da 7ª Arte, para os nossos alunos dos cursos Multimédia e para todos os que amam o cinema.

Eu vou! 

professora Manuela Martins