sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Reestruturação da biblioteca



A Biblioteca Escolar encontra-se desde o dia 9 de dezembro parcialmente encerrada para reestruturação do seu espaço,  em virtude de receber  uma coleção que lhe foi doada.

Neste período não se procederá ao empréstimo de documentos.

Prometemos ser breves.

Agradecemos a sua compreensão.


professora Liliana Silva



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Evolução do Livro (2)





Das placas de argila à estrutura líquida dos textos digitais
A história da desmaterialização da biblioteca

Ler é uma função vital, natural ao ser humano, a par do batimento cardíaco ou da respiração. Surge do reconhecimento de que a um objeto (por exemplo, a carapaça de uma tartaruga), lugar (a terra onde o arquiteto vai construir a sua casa) ou acontecimento (a criança que, experimentando medo e alegria, aprende a andar) merece ser atribuída uma significação, merece ser lido. Lemos para compreender o mundo.
A escrita surge depois e, apesar de não ser um elemento indispensável ao homem – há sociedades sem escrita – confere-lhe uma virtude essencial ao autoconhecimento e evolução: a possibilidade de constituir uma memória comum.
Ao longo da história a leitura de textos escritos fez-se a partir de diferentes suportes de escrita. A pedra, a argila, a madeira, o papiro, o pergaminho, o papel e o digital foram as principais superfícies de inscrição de signos linguísticos utilizadas. Estes suportes conferiram ao texto lido diferentes formatos: a placa, o rolo, a tábua, o códice, o livro impresso e o livro digital. Neste percurso, cada nova tecnologia do texto escrito – o desenho, a gravação, o manuscrito, a imprensa e o computador - veio acrescentar possibilidades à anterior, intensificando os hábitos e o prazer da experiência de leitura. Os fatores que ditaram esta evolução da leitura foram: a duração, o manuseamento e a portabilidade do texto escrito.
Sob o ponto de vista dos seus conteúdos, a história da leitura corresponde a uma crescente dessacralização do livro e, no âmbito dos acessos, ela narra uma democratização progressiva do acesso ao livro.

Em 2013 e no âmbito do desenvolvimento do projeto, Nativos Digitais Leem+, a biblioteca da Escola disponibiliza uma coleção para a qual, pela primeira vez, não possui corpo físico visível: as licenças de eBooks descarregadas nos leitores digitais. Intermediária entre os utilizadores e a informação disponível online, a biblioteca reforça o seu papel de apoio pedagógico ao serviço da promoção da leitura e do desenvolvimento curricular esperando contribuir para o sucesso educativo dos alunos.

Nota: gostaríamos de deixar aqui uma palavra de agradecimento às professoras Teresa Sobral e Maria Joâo Castilho, à Viarco - Indústria de Lápis, Lda, e a Pedro Ferreira Artes Gráficas sem os quais a exposição não ficaria tão bem documentada. Bem hajam todos!

professora Liliana Silva


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Clube de Cinema




Ágora, palavra de origem grega que significa assembleia, lugar de reunião.

Epicentro social e cultural da urbe, afirma-se na cultura ocidental como espaço privilegiado de encontros e desencontros, argumentação e retórica, criação e fruição, pulsar da vida a caminho da morte.

Compreende-se assim a pertinência da escolha que fizemos ao selecionar o filme de Alejandro Almenábar, Ágora, como ponto de encontro para uma conversa à volta do valor dos livros como guardiões do pensamento, do saber e das ideias que, como os átomos, vão adquirindo ao longo do tempo novas configurações, dando a pensar. Os livros que, independentemente das roupagens, abrem mundos de significação e de sentido, livros que dizem e interpelam dizeres.

Foi mais ou menos isto que aconteceu na nossa “Ágora”, no dia 31 de novembro, em sessão aberta à comunidade escolar, no âmbito das comemorações do mês internacional das bibliotecas escolares.

Quem por lá passou parece ter gostado, e nós também, pois como terá dito Hipátia de Alexandria: reserve o seu direito a pensar, mesmo que esteja errado é melhor que não pensar.


professora Manuela Martins


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares




Outubro, Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

Atividades planeadas

Na biblioteca:
A evolução do livro e das bibliotecas - pequena mostra de objetos
21 de outubro a 1 de novembro

No auditório:
Ágora - atividade orientada a partir do visionamento de um excerto do filme
outubro, sessões às 10 e 15.15 horas, data a definir

Na Escola:
Lançamento do Concurso Escreve um Ensaio
21 de outubro a 17 de dezembro.

Comemoração do Dia Internacional das BEs através da rádio
28 de outubro

Encontro com o escritor Afonso Cruz
[1º período]


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Alice Munro




A arte do conto

A contista  Alice Munro, que muitos comparam a Tchekov, tornou-se, aos 82 anos, o primeiro autor canadiano a receber o Prémio Nobel da Literatura 2013.

As histórias de Munro [...] possuem uma atmosfera intemporal e sonhadora. São como "meditações" , onde não faltam nem um certo deslumbramento, nem uma ironia subtil e quase desesperada em torno da observação das eternas mutações, tanto na sociedade como no lugar mais íntimo do ser humano, com os seus anseios e lutas e, principalmente, com as suas incomensuráveis faltas e os seus patéticos erros.

Além do romance A Vista de Catle Rock(2006) , várias coletâneas de contos de Alice Munro foram já publicadas em Portugal pela Relógio D'Água. Além de Amada Vida (2012), estão disponíveis Progresso do Amor (1986), O Amor de Uma Boa Mulher (1998), Fugas (2004),  e Demasiada Felicidade (2009).

Alice Munro é o 110º autor, e a 13ª mulher, a receber o Nobel da Literatura.


Fonte:  jornal Público, págs 28 e 29, 11/10/2013

Passeios literários


    (Clique na imagem)
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Informações e contactos: aqui
 Percursos em outubro e novembro


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Leitura digital



Sessão de utilização de eReaders e à leitura de eBooks


No âmbito do Projeto de Leitura Digital, Nativos Digitais Leem+, realizou-se, dia 2 outubro, às 13:30, na sala A4, uma sessão de iniciação à utilização de eReaders e à leitura de eBooks dinamizada pelo professor Carlos Pinheiro. Os professores, professores bibliotecários e funcionários que participaram na sessão puderam conhecer e experimentar as potencialidades destes novos suportes de leitura que, no âmbito deste projeto, se destinam à utilização em sala de aula e ao empréstimo domiciliário. 


professora Liliana Silva




Disney e Dalí



Há encontros felizes!

Guardado algures numa caixa por mais de cinco décadas, Destino foi encontrado por Roy Disney que decidiu dar-lhe corpo, alma e movimento com o apoio da The Walt Disney Studios e da Fundació Gala-Salvador Dalí, oferendo ao mundo uma criação artística de rara beleza, que pode ser partilhada na rede global com um simples clique!

Trata-se de um pequeno filme de animação de 7 minutos, que nasce do encontro entre dois grandes artistas do século XX, Salvador Dalí (1904-1989) e Walt Disney (1901-1966), na década de 40.
A ideia inicial era realizar várias curtas-metragens de animação a partir das pinturas e esculturas de Salvador Dalí, mas o advento da Segunda Guerra Mundial não permitiu a concretização do projeto, que só em 2003 foi parcialmente concluído por Roy Disney com o lançamento desta curta-metragem.

Destino é uma reflexão sobre a identidade, o amor e o tempo, num espaço que é essencialmente movimento e metamorfose, pautada pela música, com o mesmo título, de Armando Rodriguez.
É caso para dizer: há encontros felizes. E criações que podem e devem ser partilhadas, finalizadas e universalizadas.


professora Manuela Martins

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

6ª edição





Feira do Livro Usado 2013
 
Começa já 2º feira a 6ª edição da Feira do Livro Usado.
 
Nesta Feira tem oportunidade de doar, vender e comprar manuais escolares e outros livros já usados, a preços acessíveis e em bom estado de conservação.
 
Se quiser doar ou vender livros proceda à sua entrega,  na biblioteca, até ao dia 20 de setembro. Não se esqueça que o preço de venda é estabelecido por si e só revertem para a biblioteca 10% desse valor.
 
Para mais informações consulte o Regulamento da Feira do Livro Usado, aqui.
 
Vamos todos contribuir para a reciclagem do conhecimento.


professora Liliana Silva

Bom ano letivo!



Mais um ano  se inicia e a equipa da biblioteca deseja a toda a comunidade educativa e, em especial, aos alunos da escola, um bom ano letivo!
 
A biblioteca já abriu as suas portas e este ano letivo com dois novos e ambiciosos projetos: o projeto de leitura digital, Ideias com Mérito. Nativos Digitais Lêem+ e o projeto de abertura da biblioteca à comunidade no âmbito do Programa de Apoio ao Associativismo da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, Ler+ com a Comunidade. São projetos a desenvolver em dois anos letivos findos os quais ler, na Escola, conhecerá novos suportes e companheiros.
 
Façam o favor de entrar. Sejam muito bem vindos.
 
 
professora Liliana Silva

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Boas leituras (4)



Termina mais um ano letivo e a equipa da biblioteca deseja a toda a comunidade educativa e, muito especialmente aos alunos da Escola, umas magníficas férias!

Lá fora espera-vos um mundo surpreendente, façam o favor de o desfrutar!


professora Liliana Silva

Michael Palin (*)



Nenhum homem sensato se dispõe a passar a  vida a saltar de barco para comboio e de comboio para barco a pretexto de dar a volta ao mundo em oitenta dias...

Mas foi exatamente o que fez Michael Palin.

Seguindo a rota que Phileas Fogg tomara cento e quinze anos antes, Michael  Palin partiu do Reform Club para a sua viagem de circum-navegação. As regras eram simples, mas nada mais foi linear ao longo do percurso.

Desde uma volta por Veneza numa barcaça do lixo até colecionar viagens de barco no canal do Suez, enfrentar a hora de ponta das bicicletas e comer cobra na China, este é um contributo sem precedentes à capacidade do homem para dificultar ao máximo a sua própria vida.


O livro está disponível na biblioteca

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(*)  Michel Palin é comediante, ator, escritor e apresentador de televisão. Famosos por ser um dos membros do grupo Monty Python e pelos seus documentários sobre viagens, Palin protagonizou alguns dos mais famosos momentos dos Monty Python, incluindo  Papagaio Morto, A Canção do Lenhador, Inquisição Espanhola, entre outros. Depois dos Monty Python começou uma nova carreira como escritor de viagens. Em 2000, Palin tornou-se CBE (Commander of the Order of the British Empire) pelos seus serviços prestados em televisão.



Much better now


Philipp Comarella, Simon Greisser, Much Better Now, Itália, Áustria, 2011


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Jon Krakauer



Em abril de 1992, Christopher McCandless abandona um futuro promissor, a civilização, a sua própria identidade, doa 25 mil dólares que constam do seu saldo bancário para fins de caridade e parte em busca de uma experiência genuína que transcenda o materialismo do quotidiano.

Rendido ao apelo ancestral e romântico da vastidão selvagem do Oeste americano, este jovem enigmático inventa para si mesmo uma nova vida e, sem o saber, dá início a uma aventura que mais tarde viria a encher as páginas dos jornais. E é com justo sentido da dimensão trágica deste caso verídico que Jon Krakauer o recupera para criar uma narrativa iluminada, que nos cativa pela sua capacidade única de trazer para a página impressa a força de um espírito rebelde e lírico e de nos seduzir com o mistério maior que envolve toda a história.

Para todos os viajantes da estrada e da alma.

Ibidem

O Lado Selvagem foi adaptado ao cinema em 2008,  conta com o argumento e a realização de Sean Penn, com a banda sonora de Eddie Vedder e com Emile Hirsh no principal papel.



O livro está disponível na biblioteca.



Sarau musical



Música e Filosofia com…

Desde o início que a música foi pontuando, sem pauta, ao ritmo do pensamento, as aulas de filosofia do 10C5. Um videoclip para apresentar uma questão, uma letra para partilhar perspetivas, uma música para acalmar o espírito ou para o agudizar, sempre com o mesmo propósito: criar mundividência.

O desafio surgiu então naturalmente: pesquisar no âmbito dos valores estéticos o que os filósofos disseram acerca da música e os músicos  acerca da filosofia, lançando a partir daí um conjunto de questões cujas respostas possam ajudar-nos a ver mais longe. 


Os alunos não se fizeram rogados e abraçaram o projeto Música e Filosofia com afinco. 
O resultado não podia ter sido melhor, culminando num Sarau muito musical, no dia 7 de Junho de 2013. 

O lugar escolhido foi a nossa Bibilioteca Escolar, pois claro!
Uma biblioteca viva, ativa, de portas abertas, sempre em movimento.

Os convidados presentes, pais e encarregados de educação, amigos e professores aplaudiram com entusiasmo os nossos aprendizes de músicos e filósofos, que estiveram, de facto, muito bem. 

De agradecer e aplaudir, também, com orgulho o nosso convidado especial, o Miguel Cruz, antigo aluno da nossa escola, que nos presenteou com o seu dedilhar da guitarra e as suas melódicas canções, fazendo da voz o reflexo do pensamento. 
Confesso que me sinto muito orgulhosa e que por todo o seu empenho, dedicação e criatividade estes alunos merecem os nossos PARABÉNS! 

 professora Manuela Martins


Dia Mundial da Criança



Agora que somos agrupamento de escolas dos diversos níveis, não podíamos deixar de comemorar o Dia Mundial da Criança - no dia 4 de Junho (não foi possível no dia 1, mas é sempre dia de mimar as crianças!) os sorrisos e a alegria de 43 das crianças da escola básica nº 2 da Rinchoa encheram a nossa escola. Acompanhados pela professora Conceição Mesquita e de mãos dadas com alunos mais crescidos da turma do 10º C1 e dos Reticências, percorreram os vários espaços da escola, observaram experiências no Laboratório de Química, acolhidos pela professora Arlete e alunos, no Laboratório de Biologia, agora com a professora Élia e respetivos alunos, ouviram a poesia dita pelos elementos do teatro, realizaram um peddy paper…sempre atentos, participativos, curiosos!

De tarde, ocuparam o espaço dos livros, a nossa biblioteca, ouviram a leitura de um conto infantil e contactaram com a autora, a professora Lúcia Carvalhas, que falou da magia da escrita e respondeu às perguntas curiosas das crianças.

Houve prémios para os vencedores do peddy paper – que foram todos! – balões, guloseimas…
Vimo-los partir, de mãos dadas, a dois, disciplinados, mas deixaram connosco os seus sorrisos e a certeza de que, com eles, está a promessa  do futuro…

Obrigada a todos os que colaboram!

professora Fátima Monteiro


sexta-feira, 28 de junho de 2013

The Last Bookshop



Richard Dadd e Dan Freyer, The Last Bookshop, UK, 2013, 20 min

Umberto Eco (2)



Nos nosso dias, três redatores editorias italianos, cansados da rotina, são levados pela curiosidade e sede de cultura  a retomar a curiosa história de um segredo dos Templários.
Um segredo que os cavaleiros teriam ocultado no momento da extinção da ordem e da condenação à morte dos seus dirigentes em 1312. A descoberta de um "Plano" centenário para dominar o mundo vai levar os três homens muito longe na procura da verdade. Umberto Eco consegue assim, num mesmo volume, misturar romance histórico, aventura e mistério. O resultado é um inquietante relato que nos faz pensar: poderá ser verdade? Poderemos ser todos vítimas de uma enorme conspiração de proporções cósmicas?

«O livro trata de esoterismo, mundo de coisas ocultas dentro de outras já manifestadas. O autor parte de um fantasma da cultura ocidental: a extinção dos Templários. No Convento de Cristo, em Tomar, um dos protagonistas tem a revelação do "Plano".
O que é o "Plano"? Só lendo...»                              
Expresso

«Partindo do pêndulo, da ideia do universo suspenso e ao mesmo tempo equilibrado, o livro fala-nos das "forças" ocultas que dirigem a nossa vida. É fabuloso!»
Francisco José Viegas


O lirvro está disponível na biblioteca.
Cota: 82 - ECO

Design










Os  1000 clássicos do design apresentados nesta obra foram selecionados em parceria com inúmeras personalidades. Pedimos a académicos, críticos, historiadores, curadores, jornalistas, designers e arquitetos para selecionar objetos fabricados em série que estivessem de acordo com a nossa definição de um clássico Phaindon do design, conforme especificado na capa de cada volume.

A seleção final de objetos ilustrada nestes 15 volumes é o resultado de um processo rigoroso de seleção e de uma investigação minuciosa. A coleção inclui uma grande variedade de produtos de consumo que vão da cadeira ao  avião, desde o período da Revolução Industrial até à atualidade. (...)

Para tornar esta coleção tão contemporânea quanto possível, incluímos também objetos de criação mais recente.
Torna-se, naturalmente,   mais difícil avaliar quais destes produtos criados nas últimas décadas serão considerados como clássicos, mas incluímos aqueles que pensamos poderem vir a ser os "clássicos do futuro".

Ibidem.



A coleção Design, 1000 Objectos de Culto está disponível na biblioteca.
Cota: 74 MOR


sexta-feira, 21 de junho de 2013

RAP

                                       Cota: 82.22 PER


                                       Cota: 821.134.3 PER


Um livro essencial para compreender o nosso tempo, especialmente da parte da tarde.

Boca do Inferno é uma composição de peças humorísticas com a assinatura inconfundível de Ricardo Araújo Pereira (RAP). Das crónicas que pervertem os assuntos mais banais às que colocam na berlinda políticos de ponta, o traço comum é uma ironia certeira, um olhar sempre inesperado, que nos surpreende de cada vez que julgamos nada mais haver para inventar. 

Falar deste conjunto de crónicas de RAP é, acima de tudo, perder tempo. Nada se poderá dizer delas que o leitor não descubra logo à primeira leitura - ou ainda antes. No entanto, poucas coisas serão mais estimulantes para os ociosos do que uma tarefa fácil. Eis porque é, para nós, um prazer efetuar a recensão crítica deste livro. [...]

A obra de RAP integra todas as estratégias de depreciação do humano,  e é muito interessante constatar como esse menosprezo concorre para compor uma homenagem, uma sublimação e uma redenção - o que  é paradoxal apenas na aparência. E também vale a pena observar com particular cuidado a forma absolutamente brilhante como, ao longo de todo o livro, RAP  consegue camuflar que, na verdade, não tem nada para dizer.

Manual Rosado Baptista
in, Posfácio Relativamente Interessantíssimo


«Para ter graça, antes de dar graça, é preciso ver graça. RAP tem esse poder de observação a tal ponto que consegue reproduzir fisica e verbalmente o que observa. [...] Estas crónicas -a maneira como estão escritas; a coragem da transparência narrativa; a inteligência de deixar as coisas e as pessoas falharem e espalharem-se ao comprido por si próprias - mostram que não é pelo humor puro que a escrita de Ricardo Araújo Pereira se vai ficar. Riam-se agora enquanto podem, que a coisa ameaça tornar-se muito mais engraçada dentro em breve.» 

Miguel Esteves Cardoso, Público 




Os livros estão disponíveis na biblioteca.


Blimunda




A Blimunda [ex "Lucerna"], revista literária digital da Fundação José Saramago,  encontra-se disponível a 18 de cada mês e comemora este junho o seu primeiro aniversário.

Na 13ª edição da revista destaca-se uma entrevista de Sara Figueiredo Costa a Ricardo Araújo Pereira, humorista e cronista, recentemente distinguido com o Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores.

No infantil e juvenil, uma viagem de Andreia Brites pelo trabalho de Miguel Horta e destaque para o livro Irmão Lobo, de Carla Maia de Almeida.

Dois textos, de José Saramago e Eduardo Lourenço, sobre o nome que a revista da Fundação escolheu como seu, fecham esta edição.


O nº 13 da Blimunda [pdf] pode ser descarregado, Aqui.


Primavera Poética (5)




Estações poéticas: na linha de Sintra, as mais apetecidas! Ciclo já bem enraizado no trabalho dos Reticências da ESLC, que consiste na realização de performances à volta do texto poético, na transição de estações: solstícios e equinócios de inverno e primavera. Este equinócio de primavera, nesta temporada bem luminoso, desenvolveu-se em duas fases de trabalho: em início de abril, e assistindo à dinâmica de agrupamento, a convite da EB nº 2 SM, criação de um espectáculo – “Primas Veras” – a partir da poesia para a infância, de autores portugueses, as atrizes saudaram, assim, as centenas de alunos desta escola, com muita luz, flores e boas brisas nas palavras dos poetas.

O segundo momento dá-se no início de maio, agora para turmas da ESLC, como resposta ao desafio do CRE. É um canto ao mar! Com agadoizoh, poesia de brisas marinhas, também privilegiando os poetas lusos, numa performance-coreografia que revelou, novamente, ao jovem público o poder da palavra e da dança. E o professor Fernando Bação falou dos peixes de Hemingway, d` O Velho e o Mar – as palavras acompanhadas dos traços, que iam tomando forma de peixes, cativaram alunos e professores! 


Rui Mário
professora Fátima Monteiro


Antologia (2)


É com prazer que deixo aqui o convite à leitura do livro Ensinar filosofia? O que dizem os filósofos, editado pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Integrado no Projeto O Ensino/Aprendizagem da Filosofia (PTDC/FIL-FIL/102893/2008), coordenado por Maria Luísa Ribeiro Ferreira, este livro reúne uma coletânea de textos sobre a problemática da ensinabilidade da filosofia, perspetivada por pensadores e pensadoras de diversas épocas, como problema eminentemente filosófico.

Ensinar filosofia? Porquê? Para quê? O quê? Como? A quem?

Este livro não nos dá a resposta, como seria de esperar, mas lança-nos num transversal movimento hermenêutico através do qual descobrimos leituras orientadas por olhares, sensibilidades, entendimentos, afirmações, respostas, necessariamente diferentes que, certamente, nos levarão a repensar a nossa posição pessoal acerca deste problema.

Reconheço que os tempos e os ventos que correm e sopram não são os mais favoráveis às lucubrações filosóficas e que atividades mais terrenas preenchem a nossa existência, ocupando-nos o tempo. Acredito, contudo, no poder da Filosofia enquanto força impulsionadora capaz de nos elevar para outras dimensões ontológicas, no mínimo, mais desafiadoras, e ousar é preciso!


professora Manuela Martins



O livro está disponível na biblioteca

sexta-feira, 14 de junho de 2013

EUkids Online



Comportamentos online dos jovens.
Discussão dos resultados de um estudo realizado na Escola

Em matéria de tecnologias de informação e comunicação (TIC) a preocupação fundamental das escolas é de ordem técnica: assegurar o número e a qualidade necessária de máquinas para responder às necessidades da população que serve. Sem pretender desvalorizar esta preocupação de base – a velocidade de acessos à Internet nos mais diversos formatos e plataformas cresce a enorme velocidade, pelo que as exigências nesta área são fortíssimas! – importa, para além dela, conhecer os comportamentos dos jovens online na Escola e, em casa - lugar onde atualmente eles mais acedem à Internet – de forma a definir uma estratégia em matéria de educação ética e segura dos jovens online que envolva os diferentes parceiros nesta área: os professores, os pais e os representantes das indústrias, entre outros. 

Foi com este propósito que a equipa da biblioteca escolar tomou a iniciativa de adaptar o questionário do projeto europeu EU Kids Online sobre comportamentos dos jovens online, sujeita-lo à aprovação da sua coordenadora em Portugal, professora Cristina Ponte (UNL) e aplica-lo na Escola. 

Os resultados foram divulgados no passado dia 28 de maio, em sessão realizada na biblioteca e aberta à comunidade. Teve o privilégio de contar com as participações de Cristina Ponte e Ana Jorge do projeto EU Kids Online e de Tito de Morais, coordenador de Miúdos Seguros Na.Net. O auditório reunido, não obstante a sua dimensão reduzida, é influente no meio, integrando pais, professores, coordenadores de diretores de turma, representantes da Associação de Pais e Encarregados de Educação, Coordenadora Interconcelhia de Bibliotecas Escolares de Sintra, Conselho Geral e Direção do Agrupamento de Escolas de Rio de Mouro.

 A Escola deve permitir o uso de telemóveis em sala de aula sob determinadas condições? O professor deve tornar-se amigo dos seus alunos nas redes sociais? O estudo que os jovens levam a cabo em diferentes ambientes e plataformas potencia uma aprendizagem mais eficaz dos conteúdos curriculares? A Escola desenvolve uma política de educação cívica na área da educação para os media, sensibilizando os jovens para uma utilização crítica e responsável destes meios? Estas foram algumas das questões debatidas na sessão que terminou com a promessa de apresentação de um plano plurianual nesta área que reúna os diferentes intervenientes.

No final a Pastelaria Arca de Noé, localizada em frente à Escola, serviu uns deliciosos pãezinhos com chouriço e bolinhos que a todos agradaram.

professora Liliana Silva


Reading for Pleasure



Now that the school year is coming to an end and your free time is getting longer, don’t miss the chance of having a book wherever you go. That may be quite relaxing, enriching and funny.

Recently our school library has been given a generous gift of plenty of books by the Embassy of the United States of America in Lisbon. Among them you can find many different topics such as: history, science, sport, biographies, novels, teen literature and many others.

Either your proficiency in English is good or not that good, it might be a good idea to pick up some of these books from the library to have great fun and a great time …. Reading for Pleasure.

Here you  are just some of the book covers:







professora Maria do Carmo Silva

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Tito de Morais






Think before you post!

Atualmente a internet constitui o ambiente no qual os jovens socializam e adquirem experiência, enfim, VIVEM.

E os jovens vivem online da mesma forma que os peixes vivem na água: sob o seu ponto de vista, não existe qualquer distinção entre o mundo online e o mundo offline, um é a continuação natural do outro, pelo que as consequências ocorridas num têm necessariamente efeitos no outro. A insegurança que se vive nas ruas veio apenas reforçar a oportunidade que esta nova tecnologia oferece, a de viver na rede social de amigos no ambiente virtual.

Assim, é natural que, enquanto estão online, os jovens façam amigos, cortem relações – o verbo ‘desamigar’ passou a integrar o vocabulário usual dos jovens - ou, até mesmo, possam ocasionalmente falar com estranhos e criar novas amizades, sobretudo se têm idades superiores a 15 anos, como é o caso da maioria dos alunos da Escola. É também natural para estas idades e como é o caso dos alunos da Leal da Câmara (consultar resultados do inquérito aplicado na plataforma moodle), fazê-lo sobretudo a partir do próprio quarto de dormir.

Os adultos, respeitando a privacidade e a intimidade dos jovens, exercem, neste processo, uma vigilância atenta, mas subtil, do tipo sombra, dirigida para o acompanhamento e influência através do diálogo que obriga a conter os conselhos que gostariam realmente de dar, todos eles subordinados ao imperativo, ‘Não faças!’. E isto porque sabem que não há outro modo de adquirir autonomia e responsabilidade, a não ser por si próprio, na primeira pessoa.

Foi enquanto adulto e investigador experiente do comportamento dos jovens online que Tito de Morais foi convidado, por parte da equipa da biblioteca escolar, a realizar uma sessão de formação para jovens no passado dia 29 de maio. Num auditório repleto de alunos e professores o fundador do projeto Miúdos Seguros Na. Net contou histórias verídicas que levaram os alunos a refletir sobre as diferenças entre o mundo real e o mundo virtual e das quais é preciso ter bem consciência a partir do momento em que se regista algo. Nestas histórias aspetos como a pesquisabilidade, a replicabilidade, a escalabilidade, o anonimato e a possibilidade de colapsar contextos dos conteúdos online estiveram no cerne da reflexão. Rendida às palavras do conferencista a assistência reforçou a sua consciência do enorme poder – inspirador e destruídos - da internet.

professora Liliana Silva

Blitz




O génio de Storm Thorgerson

Nasceu em 1944 e a sua infância nada teria de invulgar não fosse o facto de ter sido colega de escola, em Cambridge, de Roger Waters e Syd Barret, futuros elementos dos Pink Floyd. Formado em cinema e televisão, escolheu o design: tem o seu dedo a maior parte das capas dos Pink Floyd, incluindo o icónico prisma de The Dark Side of The Moon. 
Storm Thorgerson faleceu em abril último aos 69 anos - a sua arte é explicada, detalhadamente, numa das suas entrevistas mais reveladoras, dada em 2009 a Jonathan Wingate. Recordamos a sua obra gráfica.

Ibidem, pág 40


O nº 84 da revista BLITZ [junho de 2013] está disponível na biblioteca.


João Ferreira do Amaral




Em 1581, Portugal rendia-se a Espanha. Em 1992, capitulava aos pés de instituições europeias crescentemente instrumentalizadas pela Alemanha. Não houve referendo, os leitores não foram consultados. As elites portuguesas, que esperavam vir a beneficiar largamente dos fundos estruturais europeus, entregaram levianamente a nossa moeda - e com ela a soberania monetária. O resto é história. A partir de 2008, a Comissão Europeia, cortando com toda a sua tradição anterior, tornou-se um órgão ao serviço do novo poder. A economia portuguesa, asfixiada pelo novo marco, sucumbiu.
Mas a tragédia tinha sido anunciada. Na década de 90, várias vozes nos tinham alertado para os perigos da adesão à moeda única. Uma das mais destacadas e consistentes foi a do professor de Economia João Ferreira do Amaral. O tempo, infelizmente, viria a dar-lhe razão - e concretizaram-se as suas mais negras previsões.
Não temos, no entanto, de nos conformar. O autor argumenta neste livro que podemos e devemos deixar o Euro. Explica-nos como e quando; enuncia as condições que têm de estar reunidas para o fazermos com sucesso; e aponta os caminhos para um Portugal pós-Euro.
Defende a sua tese com uma paixão que só possível a quem ama o seu país. Mas é ponderado e imparcial na análise da situação económica. E na mesma medida em que apoia a nossa permanência na União Europeia (com a devida distância), reivindica a imperiosa saída do euro como a única solução possível para recuperarmos a autonomia. E ultrapassarmos a crise.


O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 336.7- AMA


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Prémio Camões 2013



O escritor moçambicano Mia Couto é o vencedor da 25º edição do Prémio Camões. Leia mais: Aqui.




Identidade

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólen sem insecto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato
morro
no mundo que luto
nasço

setembro de 1977

Raiz de Orvalho e outros poemas, Ibidem,  pág.13


Outras obras de Mia Couto disponíveis na biblioteca:

- A Confissão da Leoa, (romance)
- Cada Homem é uma Raça, (estórias)
- Cronicando, (crónicas)
- O Outro Pé da Sereia, (romance)
- A Varanda do Frangipani, (romance)
- Jerusalém, (romance)
- Venenos de Deus e Remédios do Diabo, (romance)
- Estórias Abensonhadas, (contos)
- O Último Voo do Flamingo, (romance)

Cotas: 821.1.134.3 (COU)


Alexandra Pelúcia



Sebastião José Tibau, nascido em Santo António do Tojal, embarcado para a Índia na qualidade de soldado em 1605, desertou do serviço da Coroa tornando-se líder de uma república pirata. Sob o seu comando mais de 3 mil homens, uma imponente armada e numerosas peças de artilharia espalharam a violência e o terror nos mares de Bengala.

A historiadora Alexandre Pelúcia, baseada numa investigação histórica cuidada, conta-nos a história de Tibau e de outros corsários e piratas portugueses temidos por todos nos mares da Ásia.

Navios com velas desfraldadas sulcando as ondas do mar prontos para o combate, abordagens e assaltos violentos, vidas e ações entrecortadas por combates de artilharia e duelos de esgrima travados corpo a corpo, tudo em prol da disputa das fantásticas riquezas que circulavam por aquelas paragens.

É este o cenário de Corsários e Piratas Portugueses que nos traz a história de homens como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e de outras figuras, descobridores de novas terras, conquistadores de praças em nome da Coroa, cuja atividade corsária,  ao serviço de El-Rei, é praticamente desconhecida.


O livro está disponível na biblioteca
Cota: 94(469) PEL



Da experiência e do mito











A viagem do herói

Para o marinheiro o espaço e o tempo não é homogéneo e contínuo, mas, antes, apresenta quebras, ruturas.
Por um lado, o marinheiro vive no porto de terra no qual estabelece as suas relações familiares estáveis e duradouras. Parte integrante da civilização, o marinheiro toma a mulher do porto de terra como um ser confiável e digno de proteger os seus filhos.

Por outro lado, o marinheiro vive no porto de escala, lugar profano e impuro, habitado por demónios suscetíveis de o fazer romper com os seus compromissos em terra. Quando habita este lugar o marinheiro olha a mulher como suscetível de aventura e digna de ser sua amante.
Finalmente e, uma vez em mar alto, sob o signo da viagem, o marinheiro luta feroz e incansavelmente com os elementos da natureza que, a todo o instante, põem à prova a sua força, prudência e temperança. Esta luta, da qual depende a sua sobrevivência e a dos outros elementos do navio, faz dele um herói ou uma besta.
Estas regiões, qualitativamente diferentes, separam-se por escotilhas que, uma vez atravessadas, deixam ao marinheiro sempre a nostalgia da viagem na qual ele, aos olhos dos companheiros e de si próprio, ascendeu à condição de imortal.

Foi do mito e da experiência de um navio de guerra que o Sr. Comandante Alcindo Ferreira da Silva veio à Escola falar, no passado dia 23 de maio, num auditório repleto de alunos e de professores. Foram as obras de Júlio Verne e de Luís Vaz de Camões que o fizeram apaixonar-se pela marinha. Já reformado e dedicado a outros projetos, como o do seu doutoramento em História, deixou-nos o sentimento de, verdadeiramente, nunca ter abandonado o navio que dirigiu.

professora Liliana Silva


Artes & Multimédia





Mais um ano está prestes a terminar.

Para todos foi o ultrapassar de uma etapa tantas vezes penosa, tantas vezes compensadora. Para os mais novos, foi o tomar de consciência de que nem sempre o sonho cola com a realidade…é afinal preciso muito mais esforço, dói mesmo por vezes. Para os mais velhos  é o terminar de um ciclo, o vislumbrar de uma nova fase da vida esperando que a passagem por esta escola os tenha preparado para algo maior. Para os professores, espelha-se no trabalho obtido a sensação do dever cumprido restando esperar pelos que hão de  vir.

Os desenhos também podem ser vistos aqui

professora Arminda Bernardino



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Granta Portugal



Já editada no Brasil, Espanha, Noruega, Suécia e Bulgária a  versão  portuguesa  da  revista literária inglesa GRANTA encontra-se, desde hoje,  à venda nas livrarias.


Chancelada pela editora Tinta-da-China, a edição portuguesa é dirigida pelo jornalista Carlos Vaz Marques e terá  periodicidade semestral.

EU é o mote inicial.

«Dizemos eu a todo o momento, mesmo quando julgamos estar a anunciar verdades universais. A primeira pessoa do singular é o ponto de partida literário por excelência. Dele emerge, nos melhores casos, um olhar capaz de nos restituir o mundo a partir de um ponto de vista inaugural, permitindo-nos questionar e reavaliar não apenas o que nos rodeia e o que vemos, mas acima de tudo aquilo que somos.

É desse pressuposto que nasce a Granta e foi por isso óbvio, desde o início, que o tema deste primeiro número seria o mais elementar dos pronomes pessoais, aquele a partir do qual tudo de constrói.

Pediu-se aos autores portugueses que compõem este número inicial que interpretassem tão livremente quanto possível o mote que lhes foi proposto. [...]

A vocação da Granta cumpre-se  acima de tudo nos textos inéditos que nasceram para lhe dar corpo. Não será o caso dos sonetos de Fernando Pessoa que aqui revelamos, quase oitenta anos depois da morte do poeta: uma edição a acentuar o carácter de coleccionador que este primeiro número por certo alcançará. Acima de tudo, no entanto, orgulhamo-nos dos textos que sem esta revista nunca teriam existido».

Carlos Vaz Marques, in Editorial   

Além dos cinco sonetos inéditos de Fernando Pessoa, o primeiro número da revista Granta inclui  textos de Saul Bellow, Orhan Pamuk, Dulce Maria Cardoso, Hélia Correia, Afonso Cruz, Rachel Cusk, Ricardo Felner, Valter Hugo Mãe, Rui Cardoso Martins, Simon Gray e Ryszarh Kapuscinski, ilustrações de Vera Tavares e um ensaio fotográfico de Daniel Blaufuks.



O nº 1 da revista Granta está disponível na biblioteca.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Feira do livro (2)



Começa hoje a 83º Edição da Feira do Livro de Lisboa.

Este ano a listagem dos "Livros do Dia"   previstos para os 19 dias de duração do evento poderá ser consultada antecipadamente:  Aqui.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Newton Gostava de Ler (4)





No dia 9 de Abril de 2013, tive a oportunidade de participar numa atividade designada “Newton Gostava De Ler”. Esta tarefa foi realizada na escola básica Padre Alberto Neto, situada em Rio de Mouro.

Para começar, devo admitir que adorei o propósito deste projeto. O seu programa tem como finalidade conjugar dois elementos de aparente contraste e que se julgavam quase impossíveis de enquadrar um no outro, neste caso, a leitura e a ciência. Quando me deram a conhecer tal atividade, esta despertou a minha total atenção, pois eu nunca havia ouvido falar na interligação destes dois tipos de conhecimento. Assim, alinhei e dirigi-me para a escola acompanhada da professora bibliotecária, a professora Liliana Silva.

Durante a sessão de leitura, a turma do 9º ano à qual recitei os dois excertos do livro As mais belas coisas do mundo, de Valter Hugo Mãe, revelou-se bastante calma e atenta, o que possibilitou que os meus nervos se desvanecessem naquele silêncio inquietante. Esta experiência, enquanto leitora, permitiu-me perceber que tenho capacidade de captar a atenção de um público desconhecido, o que foi muito gratificante para mim, visto que sou inexperiente nesta “matéria”.
Depois, tive a possibilidade de assistir a inúmeras experiências que me relembraram os tempos do básico que vivenciei e que mais marcaram a minha vida.

Gostei imenso de ter tido a possibilidade de fazer parte de um projeto tão interessante, motivador e de carácter inovador, para não falar do livro delicioso e emotivo que foi escolhido para a execução das várias tarefas. Fez-me aprender a ver a leitura de uma forma mais ampla e aperceber que esta também pode ser a junção de outras ciências, levando-nos a ver para além dos limites do que fisicamente observável.

Como conclusão, devo afirmar que este projeto nasceu de uma ideia maravilhosa, com o objetivo de incentivar os alunos a apreciar melhor tanto a arte da escrita e leitura, como a das ciências. É acessível a todos, pois as experiências executadas são muito simples e até podem ser feitas em casa. Quanto aos livros escolhidos pelos criadores do projeto em si, são livros de uma fácil acessibilidade também, o que faz com que a leitura se torne mais agradável para o leitor.


Ana Teresa Bernardino Pousadas, 10º H1



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Valter Hugo Mãe (*)



Esta é a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida coma tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.

As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura do António e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com  a nossa natureza, tem o poder de a transformar.

Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe.

Ibidem.


O livro de Valter Hugo Mãe inspirou o trabalho da artista plástica Maria Rita Pires, patente na galeria Trema até ao dia 8 de Junho. 

Escreveu  o autor sobre o trabalho da artista: 

« O modo como o papel floriu, como se fez pássaro e borboleta, a roupa interior que seca na árvore, tudo me maravilha. Como se o mundo do livro se traduzisse num atrito ínfimo da luz, uma presença quase ausente, igual às visões de sonho. O trabalho da Maria Rita Pires deslumbra-me. Põe-me a ver milagrinhos de papel. Aquilo que os escritores tanto buscam nas palavras e que ela encontrou tão ao pé delas.»  Aqui.





O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 821.1343 - MAE

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(*) Autor vencedor do Prémio José Saramago (5º edição, 2007).


Cineconvida (4)



Foi no passado dia 4 de maio que o Clube de Cinema organizou mais um encontro cinéfilo, desta vez na cidade ribeirinha de Lisboa, para assistir ao filme Não (2012) de Pablo Larraín (Santiago, 19 de agosto de 1976), jovem realizador chileno cuja obra não deixa de surpreender e de ganhar prémios em festivais internacionais, de reconhecido mérito.

Nomeado pela Academia dos Óscares na categoria de melhor filme estrangeiro, Não é um filme muito diferente dos outros a que os holofotes publicitários teimam em nos habituar.

Difícil de classificar, entre o histórico e o documentário de ficção, Não atira-nos para um espaço e um tempo (Santiago do Chile,1988) que não é o nosso mas onde cresce o desejo que nos torna humanos, o desejo de afirmação da nossa autonomia, liberdade e responsabilidade, particularmente no que se refere ao direito a expressarmos o nosso pensamento, as nossas opiniões e escolhermos democraticamente aqueles que nos governam.

Pressionado pela comunidade internacional, o ditador Augusto Pinochet aceita realizar um plebiscito nacional que decida sobre a sua continuidade ou não no poder. Acreditando tratar-se de uma oportunidade única de pôr fim à ditadura, os líderes da oposição resolvem contratar René Saavedra (Gael García Bernal), criativo publicitário em ascensão, para coordenar a campanha do Não. Com poucos recursos e sob a constante observação dos agentes do governo, René Saavedra consegue, recorrendo a estratégias pouco consensuais, criar uma campanha consistente, alegre, positiva, na qual a palavra de ordem é um Não, cantado como um hino de esperança, que acabará por  sair vencedor, levando à queda do regime de Pinochet.

Um acontecimento com um final feliz que deu ao povo chileno uma nova esperança. Nem sempre acontece assim, pelo que este filme nos convida à reflexão partilhada, alertando-nos para a necessidade de estarmos vigilantes, ativos e, sobretudo, de nunca deixarmos de exercer o nosso olhar crítico, fundamentado num pensamento livre, autónomo e responsável.

professora Manuela Martins