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Fernando Martinho (2)

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O presente trabalho é, como o próprio nome indica, um estudo sobre as tendências dominantes da poesia portuguesa na década de 50. O estudo procura, de acordo com o modelo de periodização múltipla, captar "opções vivas" que se colocaram aos poetas do período, preocupando-se, assim, em estar atento à diversidade de vozes que se fazem ouvir na década. Consideram-se as grandes tendências em que essas vozes se organizam, correspondem todas elas a projetos que conhecem prolongamentos dentro do decénio, bem como outras orientações que trazem igualmente um contributo importante para a polifonia que é a poesia do período em análise.

Fernando Martinho

          Fernando Pessoa não foi único naquilo que fez e criou, a heteronímia, mas foi aquele que a levou mais longe e que quebrou todos os limites. Em vida não foi reconhecido, o seu génio passou despercebido. Aquando da sua morte, teve direito apenas a uma pequena notícia no Diário de Notícias porque o seu amigo Almada Negreiros teve a preocupação de informar o jornal da sua morte. A sua obra só se tornou conhecida após a descoberta da sua famosa arca que se revelou uma verdadeira lâmpada de Aladino. A cada procura foram descobertos textos e mais textos, que revelaram um génio incomparável - um ser único com uma capacidade ilimitada de inventar e de se inventar. O seu peso na literatura portuguesa e mundial já deu azo a milhares de estudos e debates em todo Mundo e, neste momento, já existe nos seus leitores quase que uma obsessão. Pessoa é nosso escritor de culto, o nosso orgulho. Para tentarmos descobrir um pouco mais e tentarmos penetrar na sua ...

Sessão para professores

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Miguel Real

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Mensagem , obra maior da poesia contemporânea, é um dos textos essenciais da cultura portuguesa Esta edição de uma das mais famosas criações de Fernando Pessoa analisa detalhadamente cada poema, desvenda as palavras do poeta e clarifica a informação histórica que lhe está subjacente. Elaborada de forma a possibilitar uma leitura acessível, quer ao aluno do ensino secundário, quer ao leitor mais íntimo da obra pessoana, Mensagem comentada por Miguel Real é uma obra de referência para se conhecer de forma mais profunda e rigorosa o maior poeta do séc. XX e um dos textos fundamentais da cultura portuguesa. Cota: 82-1

Sónia Louro

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Fernando Pessoa, o «náufrago das suas próprias memória», é resgatado nesta biografia subjetiva por uma escritora que o quer reter no nosso lado, do lado dos vivos, com toda a força do romamce. Sinto que todos nós, leitores, gostávamos de ter escrito esta obra. Sónia Louro escreveu-a por nós e dilatou assim, ainda mais, o Sonho Pessoa, esse sonho que hoje, dentro ou fora de Portugal, sonhamos acordados. Jeronimo Pizarro Este é o romance de Fernando Pessoa, o poeta que foi muitos poetas. Órfão de pai aos cinco anos, cedo perde a atenção da mãe quando volta a casar. Forçado a partir para a distante África do Sul, onde o nascimento de irmãos o isolam ainda mais, refugia-se em si mesmo e aí cria novos mundos. No fim da adolescência regressa a Lisboa, na vã tentativa de resgatar os poucos momentos da vida em que fora feliz. Aí conhece personalidades do mundo das artes e da literatura, como Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro ou Adolfo Casais Monteiro. É um dos fundadores ...

Prémio Pessoa 2012

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O investigador Richard Zenith vence o Prémio Pessoa 2012. Richard Zenith, um dos maiores especialistas na obra de Fernando Pessoa, é natural de Washington DC, tendo obtido a licenciatura em letras da University of Virginia . Viveu na Colombia, no Brasil e em França antes de se radicar em Lisboa, em 1987. Trabalha, em regime de freelancer, como escritor, tradutor, investigador e crítico, indica uma breve biografia publicada no Instituto de Estudos sobre o Modernismo, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O Prémio Pessoa é «concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período e na sequência de uma atividade anterior tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país» , segundo a organização. O júri justificou a escolha dizendo que Richard Zenith « tornou-se um cidadão de Portugal por dedicação e louvor a uma  obra...

Quem foi Pessoa?

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É vulgar referirmos em conversa os universos múltiplos que habitavam a cabeça de Fernando Pessoa, um plano aparentemente infinito onde a designação mais vulgar pela qual é citado, "poeta", se revela a cada descoberta inegavelmente redutora. Surgem agora argumentos para filmes, e outros escritos sobre cinema; uma antologia de provérbios; textos de um polémico antifeminismo; crónicas e reflexões sobre a portugalidade e a sociedade. Tantas vezes apresentado como um ser desligado do mundo e da realidade, quanto mais lemos o que escreveu, melhor compreendemos que era tudo menos isso; era uma antena magnética capaz de captar o espírito dos tempos - presente, mas também passado, e futuro. Por outro lado, várias são as edições elaboradas a partir de aspetos e interesses vários patentes na vida e na obra de Pessoa (que até no apelido foi irónico, ele, que tantas parece ter sido). A curiosidade gerada por uma obra tão diversificada ( e que parece ainda ter ainda outras surpresas...

O que leu Pessoa?

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Constituída por 1142 volumes, de todos os géneros e em vários idiomas, densamente anotados e manuscritos, a biblioteca particular de Fernando Pessoa foi construída entre 1898 e 1935, encontrando-se agora catalogada, digitalizada e disponível on-line na página Web da Casa Fernando Pessoa, à qual se pode aceder, em Português e Inglês. Esta biblioteca organiza-se em secções (Anotações, Assinaturas, Dedicatórias, Selos, Estudos, Bibliografia…) e permite a consulta, volume a volume, página a página e o download da obra completa - em PDF ou JPG - de cada um dos exemplares que a integram. A pesquisa pode ser feita por autor, tema e ano e a informação disponibilizada inclui interpretações sobre os propósitos de Pessoa para a aquisição de determinadas obras. Por entre as obras que compõem a biblioteca privada do escritor, há desde livros de latim do tempo da escola, na África do Sul, de filosofia (de Kant a Nietzsche), de poesia (Chatterton, Lord Byron e Carlos Queiroz), até alg...