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Dossier José Saramago

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http://ensina.rtp.pt/dossie/jose-saramago   No ano em que se comemoram os 20 anos da atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, a RTP Ensina organizou um interessante dossiê dedicado ao escritor português. Organizado em três secções - Contexto, Saramago por Saramago e Ensaios sobre a obra - o dossiê oferece um documentação variada em formato vídeo que permite conhecer melhor a vida e a obra do autor de o Ano da Morte de Ricardo Reis.

Svetlana Alexievich

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Prémio Nobel da Literatura 2015. " O mais importante prémio literário foi atribuído à jornalista e escritora bielorussa pela sua escrita polífónica, memorial ao sofrimento e à coragem na nossa época." Fonte: Jornal Público. Desenvolvimento da notícia, Aqui.

Mário de Carvalho

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Estes contos são vagabundos porque não param de caminhar, percorrem as estradas do arco-da-velha, deambulam pelos recantos mais sombrios, mas também surgem à claridade do dia, marcham alegremente e intrometem-se, com ironia, nas tramas do nosso quotidiano.  Pelo caminho, vão deixando o mundo às avessas, interpelando o leitor e desafiando-o para a aventura e para as perplexidades da vida e da literatura. O demónio também por aqui faz as suas andanças. Insiste em pôr-nos um espelho na frente. Cota: 821.134.3

Ramón Ribeyro

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Porquê A palavra do mudo? " Porque na maioria dos meus contos se exprimem  aqueles que estão privados da palavra, os marginalizados, os esquecidos, os condenados a uma existência anónima e sem voz. Eu devolvi-lhes esse sopro negado e permiti-lhes modular as suas aspirações, expectativas e angústias ." (de uma carta do autor ao editor, datada de 15 de fevereiro de 1973) Os contos de Julio Ramón Ribeyro são um espelho da sua vida e do mundo em que viveu. Com uma prosa límpida e de raiz clássica, sem alardes, soube radiografar a classe média e o colapso dos seus sonhos de prosperidade. Nas suas narrativas esforçou-se sobretudo por dar voz aos "mudos", ou seja, aqueles que foram excluídos do festim da vida: seres anónimos, discretos, condenados a uma existência insignificante, quase invisível. Segundo o escritor Alfredo Bryce Echenique, Ribeyro consegue como ninguém transpor para a prosa a dor humana da poesia de Vallejo. O presente volume recolhe ...

Mo Yan

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  A Academia Sueca atribuiu nesta quinta-feira o Prémio Nobel da Literatura ao escritor chinês Mo Yan Um dos mais celebrados escritores no seu país, embora não isento de polémica, Mo Yan faz habitar a sua obra de um humanismo compassivo, habitualmente centrado na ruralidade da localidade em que nasceu a 5 de Março de 1955, Gaomi, na província de Shandong. O escritor, que lançou o seu primeiro romance, Falling Rain On a Spring Night , em 1981, mereceu a mais nobre distinção do mundo da literatura por ser, segundo comunicado pelo comité do Nobel, um autor " cujo realismo alucinatório funde contos tradicionais, História e contemporaneidade ". A sua escrita, como é aliás reconhecido pelo próprio, é grandemente influenciada por William Faulkner, Gabriel Garcia Marquez. (...)   Em Portugal, Mo Yan tem apenas um livro traduzido, Peito Grande, Ancas Largas , editado em 2007 pela Ulisseia. Publicada originalmente em 1995, a obra causou grande controvérsia na China de...

Gonçalo M. Tavares (3)

«Vamos desenhar uma casa errada?!»                 Numa conversa animada e muito estimulante a propósito da leitura e da escrita, que muito interesse despertou por parte de todos os participantes, o escritor português Gonçalo M. Tavares partilhou com o auditório a sua conceção muito própria sobre a importância dos atos de LER e de ESCREVER.                 A partir de um exercício de reprodução icónica daquilo que para cada um poderia ser considerado como «a sua casa errada», ficou claro o poder subversivo da Arte/ Leitura/Escrita: apesar de condicionada por modelos e padrões que pautam o nosso conhecimento da realidade (normal), a representação final do que é uma “casa errada” traduziu-se na criação de imagens únicas, diversas, que “desarrumaram” totalmente aqueles modelos iniciais e remeteram para uma outra ”realidade” do domí...

Zoran Živković

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«Talvez seja ainda cedo para coroar Zoran Živković como o "novo" Borges, mas é sem dúvida um dos maiores candidatos ao lugar.» The New York Times Books Review Livro vencedor do prestigiado World Fantasy Award , A Biblioteca reune seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges e na sua biblioteca infinita, mas também no universo de Kafka ou de Umberto Eco. No conto de abertura, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro, uma comum biblioteca transforma-se durante a noite num arquivo de almas; noutro, ainda, o Diabo decide estabelecer os níveis da literacia infernal... Ibidem. O livro está disponível na biblioteca.

Mario Vargas Llosa

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«Quem renuncia à sua vocação por razões práticas, comete a mais imprática idiotice» Mario Vargas Llosa Sempre que o mais recente laureado com o Nobel da Literatura (2010) é instigado a revelar alguns dados acerca dos seus mais íntimos e peculiares processos de criação literária, a resposta não se faz esperar: «a escrita tornou-se quase uma respiração ». Mas, discorrendo mais demoradamente sobre o tema, o autor justifica o seu percurso e a sua obra como um caminho árduo e sinuoso, pleno de recomeços. Numa longa e comovente conversa com os seus leitores, mais tarde publicada (conferência proferida na Washington State University , 1968), Vargas Llosa revela que são sempre as experiências pessoais (vividas, sonhadas, lidas) que disparam a história. Ainda que nem o próprio autor « possa escutar facilmente esse coração autobiográfico que palpita em toda a ficção », porque disfarçado se oculta, não é possível separar a literatura da vida. E porque a literatura é como fogo e ...