quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Feliz Natal!



Ninguém o viu nascer
Mas todos acreditam 
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto nasceu
E recebeu a missão singular,
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas 
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.

Miguel Torga

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A equipa da BE deseja  a todo(a)s Boas Festas e boas leituras




Cahiers Science & Vie


nebulosa Hélice 



Mais do que nunca Deus está em toda a parte.Talvez mesmo nesse objeto celeste captado pelo Hubble no cosmos infinito.
No imaginário de alguns será mesmo possível identificar na imensidão da nebulosa Hélice os reflexos azulados da íris divina.
Antropomorfismo místico? (...)
Com um total de 4 biliões de seguidores, as religiões monoteístas constituem o primeiro grupo espiritual no mundo. No entanto e do ponto de vista social, a sua influência global - pelo menos na Europa - tem tendência a diminuir. O sentimento religioso, porém, representado nas suas mais variadas formas e manifestações religiosas ganha protagonismo e importância no domínio público provocando acesas discussões.
A violência verificada em determinados meios radicais muçulmanos, o escalar das guerras santas, levantam inevitavelmente a questão da intolerância face à crença num só Deus. (...)
Mas a história das civilizações, o regresso às fontes dos textos bíblicos, as descobertas arqueológicas apresentam novas respostas e diferentes perspetivas.

Esta edição de Les Cahiers de Science et Vie, no seguimento do trabalho publicado na edição anterior sobre as origens do sagrado e dos deuses,  pretende explicar como e porquê o Judaismo,o Cristianismo e o Islamismo  - que estando desde o seu início em constante interação -  têm afetado as sociedades e consequentemente a Humanidade.
Pretende igualmente explicar como a ciência se conseguiu demarcar da religião no século XVII no estudo do monoteísmo.
Não esquecendo igualmente o importante contributo "ocular" do Hubble...

.
Isabelle Bourdial, in Editorial
(tradução livre)




O nº 131 da revista Les Cahiers de Science & Vie está disponível na biblioteca.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Irvin D. Yalom





«Este é o romance mais intrigante que li nos últimos anos. Irvin Yalom concebeu um livro tenso, profundamente informativo, que nos prende da primeira à última página».

Sir Anthony Hopkins, ator

«O grande visionário psiquiatra escreveu um romance acerca de um grande visionário filósofo. Ambiciosa, erudita e envolvente, a narrativa entrelaçada de O Problema de Espinosa obriga o leitor a confrontar-se com uma questão fundamental: Poderá a razão exercer a sua força para sempre?»

Rebbeca Goldstein, autora de Bretraying Spinoza


Quando o jovem de dezasseis anos, Alfred Rosenberg, é chamado ao diretor devido a comentários antissemitas no liceu, é obrigado a estudar passagens sobre Espinosa. Rosemberg fica espantado ao descobrir que Goethe, o seu ídolo, era um grande admirador do filósofo português Bento Espinosa. Um judeu. Mais tarde, na sua vida, Rosenberg continua a ser perseguido por esse «problema de Espinosa»: como poderia o génio de Goethe inspirar-se num membro de uma raça inferior, uma raça que estava determinado a destruir?
Espinosa, um judeu português refugiado na Holanda, viveu uma vida de castigo e de isolamento. Devido aos seus pontos de vista, foi excomungado pela própria comunidade judaica de Amesterdão e banido do único mundo que sempre conhecera. Apesar de viver com poucos meios, Espinosa produziu obras que mudaram o rumo da História.
Com o passar dos anos, Rosenberg tornou-se um ideólogo nazi eloquente, fiel servidor de Hitler, e principal responsável pela política racista do Terceiro Reich. Todavia , a sua obsessão por Espinosa continuava a afetá-lo.

O romancista de sucesso mundial Irvin D. Yalom explora a mente de dois homens separados por trezentos anos, dois homens que mudaram o rumo do mundo, as vidas interiores de Espinosa, o virtuoso filósofo secular, e de Rosenberg, o ímpio assassino de massas. (...)
Yalom tem um talento único para personificar de forma inesquecível os maiores pensadores da História.

Ibidem.


O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 101 (YAL)


Prémio Pessoa 2012




O investigador Richard Zenith vence o Prémio Pessoa 2012.

Richard Zenith, um dos maiores especialistas na obra de Fernando Pessoa, é natural de Washington DC, tendo obtido a licenciatura em letras da University of Virginia. Viveu na Colombia, no Brasil e em França antes de se radicar em Lisboa, em 1987. Trabalha, em regime de freelancer, como escritor, tradutor, investigador e crítico, indica uma breve biografia publicada no Instituto de Estudos sobre o Modernismo, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

O Prémio Pessoa é «concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período e na sequência de uma atividade anterior tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país», segundo a organização.

O júri justificou a escolha dizendo que Richard Zenith «tornou-se um cidadão de Portugal por dedicação e louvor a uma  obra, a de Fernando Pessoa, uma literatura, a nossa, e uma língua, a portuguesa».


Fonte: Lusa/SOL


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Florbela Espanca

Vicente Alves do Ó, Florbela, 2011


Num Portugal atordoado pelo fim da I República, Florbela separa-se de forma violenta de António. Apaixonada por Mário Lage, refugia-se num novo casamento para encontrar estabilidade e escrever, mas a vida de esposa na província não é conciliável com sua alma inquieta. Não consegue escrever nem amar. Ao receber uma carta do irmão Apeles, oficial da aviação naval e de licença em Lisboa, Florbela corre em busca de inspiração perto da elite literária que fervilha na capital. Na cumplicidade do irmão aviador, Florbela procura um sopro em cada esquina: amantes, revoltas populares, festas de foxtrot e o Tejo que em breve verá o irmão partir num hidroavião. O marido tenta resgatá-la para a normalidade, mas como dar norte a quem tem sede de infinito? Entre a realidade e o sonho, os poemas surgem quando o tempo pára. Nesse imaginário febril de Florbela, neva dentro de casa, esvoaçam folhas na sala, panteras ganham vida e apenas a sua poesia a mantém sã. Por isso, Florbela tem que escrever! Este filme é o retrato íntimo de Florbela Espanca: não de toda a sua vida cheia de sofrimento, mas de um momento no tempo, em busca de inspiração. Uma mulher que viveu de forma intensa e não conseguiu amar tranquilamente.


O filme  está disponível na biblioteca.
Cota: 597 DVD



Física do impossível

 
 
 
Há cem anos os cientistas teriam afirmado que os lasers, a televisão e a bomba atómica seriam impossíveis. Em A Física do Impossível, o físico Michio Kaku analisa até que ponto as tecnologias que encontramos na ficção científica e que são hoje em dia consideradas impossíveis, poderão ser comuns no futuro.
 
Do teletransporte à telecinese, Kaku recorre ao mundo da ficção científica para analisar os fundamentos e os limites -  das leis da Física tal como as conhecemos hoje. Dividindo as tecnologias em categorias - Classes I, II e III - conforme possam ser alcançáveis nos próximos séculos, nos próximos milénios ou talvez nunca, o autor, numa prosa intelectualmente estimulante, explica-nos:
 
- como os foguetões com estatorreatores, as velas propulsionadas por lasers e os motores de antimatéria poderão um dia levar-nos às estrelas mais próximas;
 - como a telepatia e a psicocinese, outrora consideradas pseudociência, poderão um dia ser possíveis com os progressos dos computadores, da supercondutividade e da nanotecnologia;
- por que razão uma máquina do tempo parece ser consistente com as leis conhecidas da Física, mas seria necessária uma civilização muito avançada para a construir.
 
A Física do Impossível conduz os leitores numa viagem inesquecível ao mundo da Ciência, uma viagem de aventura que simultaneamente ensina e diverte.

Ibidem
 
 
O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 53 (KAK)


 

Direitos Humanos



XI Mostra de documentários sobre Direitos Humanos
Centro cultural Olga Cadaval - 14.15.16 dezembro
A Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19, em colaboração com o Centro Cultural Olga Cadaval, promove a realização, entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2012, da XI Mostra de Documentários sobre Direitos Humanos, com o objetivo de sensibilizar a comunidade para a necessidade de promoção e defesa dos Direitos Humanos. Durante três dias serão exibidos documentários, alguns deles inéditos, sobre temas distintos, realizados em diversos países, com o intuito de fornecer uma perspetiva alargada sobre alguns dos desafios que se colocam aos Direitos Humanos na atualidade. O ano de 2011 foi rico de conflitos mas também de sinais de mudança. Mas o contraste entre a coragem dos cidadãos que saíram à rua em muitos países do mundo para exigir uma sociedade mais respeitadora dos Direitos Humanos, e por isso mais justa, e o fracasso das lideranças incapazes de responderem a esses apelos com ações concretas, e aí temos, entre outros, o caso da Síria, deixou clara a necessidade do reforço da exigência no quadro de uma sociedade mais bem informada e formada, o objetivo desta iniciativa, pelo terceiro ano consecutivo nas salas do Centro Cultural Olga Cadaval.
Realizadores e especialistas comentarão, com a Amnistia Internacional, alguns dos documentários logo após a sua projeção. Serão ainda realizadas atividades complementares relacionadas com temas e campanhas da Amnistia Internacional em curso.

Fonte, programa e sinopses: aqui.

Clube de Cinema


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

José Jorge Letria



Imagine-se o que diria o Principezinho a Saint-Exupèry, D. Afonso Henriques à sua mãe, Jesus a Maomé, Grouxo Marx a Karl Marx, Leonardo Da Vinci a Maquiavel, Don Corleone a Frank Sinatra, Humberto Delgado a Salazar ou o pai a Kafka se porventura tivessem tido ocasião de escrever cartas uns aos outros sobre os assuntos que lhe foram comuns.
É este exercício que José Jorge Letria, escritor com vasta obra publicada, traduzida e premiada em Portugal e no estrangeiro, propõe ao leitor, criando um conjunto de cartas imaginárias que, baseadas em factos que a História comprova, constituem uma viagem singular. De uma forma tensa e dramática, divertida e trangressora, por aqui desfilam séculos de histórias e vidas que se encontram e desencontram, se completaram ou destruiram.
Integrando-se na grande tradição da ficção epistolar, O que Darwin Escreveu a Deus é um livro original que, por caminhos inesperados e fortemente imaginativos, não deixará o leitor indiferente.
Ibidem.


O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 821.134.3 (LET)

Conhecer uma escritora





Conhecer uma escritora

Durante o mês de outubro ouvimos e fizemos trabalhos acerca da história Os Guardadores das Histórias, de Maria Lúcia Carvalhas. A nossa professora informou-nos que iríamos conhecer esta escritora, no dia 5 de novembro. Ficamos logo muito entusiasmados!
         Em grande grupo, decidimos o que queríamos apresentar na sessão que teríamos com a escritora. Então, metemos as mãos a obra e construímos um livro com a biografia e autobiografia dela. No final, ficamos muito orgulhosos com o nosso trabalho.
         No dia 5 de novembro deslocamo-nos à escola sede, Leal da Câmara, para assistir a tão esperada sessão. Fomos os primeiros a apresentar o nosso trabalho, depois seguiram-se as outras turmas de 4º ano que estavam presentes. Os trabalhos apresentados foram todos diferentes, mas muito interessantes.
         Foi uma atividade fantástica porque deu-nos hipótese de conhecer pessoalmente uma escritora o que nos deu vontade de ler mais livros.


Turma  A
4º Ano
professora Helena Araújo, EB1/JI Rio de Mouro, nº 1

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cineconvida





Nós fomos e certificamos qualidade!

É um filme português, realizado por Bruno de Almeida, que põe em grande plano um ardiloso episódio da nossa história mais recente: o assassinato do General Humberto Delgado (1965). Como se de uma galeria viva de rostos, expressões, gestos e palavras se tratasse, o espetador é atirado para uma narrativa descontínua e intimado a assistir ao desenrolar dos acontecimentos sem nada poder fazer que possa alterar o rumo da história, pois como diz o povo a culpa morreu solteira e a procura da verdade ocupação social pouco pertinente , digo eu.
professora  Manuela Martins
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Também desenvolvemos uma espécie de operação outono caseira, igualmente bem sucedida mas muito pacífica e gratificante. Marcámos presença no encerramento do Lisbon and Estoril Film Festival  e embora fossemos poucos, cumprimos. Ainda que não tenhamos sido brindados com a presença de notáveis, nem mesmo alguém que representasse a organização (ao que parece, ocupada a entregar prémios noutra secção do certame), fomos nós as estrelas. Gostámos bastante do filme, vimos as exposições de pintura e a selecção de livros e filmes à disposição no local, jantámos bem e por baixo custo e, acima de tudo, conseguimos roubar algum tempo aos nossos afazeres sempre inadiáveis, para estar uns com os outros para conversar sobre mil coisas que nos aprouveram.
Embora a crítica especializada aponte fragilidades ao filme, nós, cinéfilos menores, recomendamos. Por um lado como exercício cinematográfico, mas também como um contributo interessante para a discussão do funesto episódio da história portuguesa contemporânea que evoca.
E como vem a propósito, para os que foram e para os que faltaram, uma nova oportunidade, ainda mais perto, com bilhetes a 3 euros: começa esta 4ª feira, 28 de Novembro, no Centro Cultural Olga Cadaval, o Córtex- Festival de Curtas Metragens de Sintra que também já vai na sua terceira edição.Como convidado especial, o muito precoce e talentoso realizador António Campos (mais conhecido pela obra After School), um jovem brasileiro radicado nos Estados Unidos da América que começou a filmar aos treze anos, e de quem se poderão ver pequenas obras no ciclo retrospectivo que lhe é dedicado. Entre os portugueses, a destacar, o igualmente jovem e talentoso João Salaviza já premiado em Veneza.
Como se constata, o difícil mesmo é conseguir fintar a agenda e esticar o tempo.
professora Guadalupe Gomes



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Os Cientistas vão à vila





A Escola Secundária Leal da Câmara, do Agrupamento de Escolas de Rio de Mouro, está a participar numa iniciativa, com a chancela Projeto aLer+ atribuída à biblioteca escolar que conta também com a colaboração do Centro Ciência Viva de Sintra e do Museu do Brinquedo.
A iniciativa, intitulada Os Cientistas vão à vila, está a ser dinamizada por alunos do 12.º ano de Química, sob a orientação da professora da disciplina e técnicos do Ciência Viva de Sintra.
Consiste na realização de experiências científicas e respetiva explicação, a decorrer na avenida Heliodoro Salgado, na Estefânia, em Sintra, num cenário de montras decoradas com documentos da biblioteca e de museus da vila. O objetivo da iniciativa é sensibilizar a comunidade a visitar os museus, as bibliotecas e a formar o gosto pela ciência. A iniciativa colheu a maior recetividade por parte dos lojistas e museus contactados e contribui também para dinamizar a zona onde se realiza. Ela será realizada nos dias de mercado pelo período de tempo de 90 minutos – tem início às 10 horas - até ao final do mês: dias 16, 20, 23, 27 e 30 de novembro de 2012.
A primeira sessão decorreu no dia 16 de novembro e foi um espetáculo! Cinco alunas do 12.ºC1 estiveram toda a tarde de sexta-feira a divulgar a ciência de uma forma muito simples e com um grande entusiasmo. Como professora destas alunas quero deixar aqui os meus agradecimentos a este grupo de jovens que, apesar da chuva, do frio e do vento, quis promover a divulgação e o gosto pela ciência.
Mesmo no meio de uma mini tempestade a rua Heliodoro Salgado contou com uma animação que superou as expectativas.  
Como professora da área de ciências fico muito emocionada com o empenho e o profissionalismo que as nossas jovens exibem numa situação completamente nova em relação à prática letiva a que estão habituadas.
São momentos como estes que me fazer adorar a minha profissão e ter esperança que Portugal caminhe numa direção de empreendedorismo e sucesso.

professora Maria Manuel Marques da Costa

Contos pessoanos




Em resposta aos vários pedidos de alunos do 12º ano,  informamos   que o conto de Fernando Pessoa  A Hora do Diabo já pode ser requisitado na BE.

Cota: 821.134.3 (PES)


Dia do Desassossego





Dia do Desassossego


«Escrevo para desassossegar, não quero leitores conformados, passivos, resignados», disse José Saramago pelos cantos do mundo e, pela última vez, na apresentação de Caim, para muitos mais do que um romance, um grito para romper com a indiferença.
Nunca a sociedade precisou tanto de seres humanos desassossegados, capazes de mostrar coletivamente a inquietação e, a partir dela, elaborar alternativas que nos devolvam a racionalidade. O Dia do Desassossego é uma chamada de atenção. Somos seres pensantes e queremos viver enquanto tal. Não somos massa, nem um número, nem uma estatística, e muito menos um rebanho dirigido. Somos homens e mulheres capazes das maiores proezas, incluindo a de sorrir em tempos sombrios, porque decidimos que ninguém nos gela o sangue nem nos corta a respiração.

«Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo», escreveu Ricardo Reis-Fernando Pessoa. E José Saramago mostrou-lhe esse espetáculo no ano da sua morte porque sempre soube que contemplar é um passo necessário, mas o segundo, tão urgente hoje como em 1936, é intervir, antes que intervenham sobre nós. Como pessoas, como culturas, como países.



Neste Dia do Desassossego, quando José Saramago faria 90 anos, contemplemos o espetáculo do mundo pela sua mão. Caminhemos com O Ano da Morte de Ricardo Reis pelas ruas de Lisboa e, em cada esquina descrita, paremos para pensar, de cabeça levantada.
Somos cidadãos desassossegados, gente que pensa e tem coração para sentir a força da beleza, da bondade e dos argumentos.
Saiamos à rua neste 16 de novembro, desassossegados mas não vencidos, com as nossas capacidades despertas, a nossa sensibilidade afinada, seres de palavras, de memória e de gratidão.
O desassossego será uma forma de romper todos os cercos.



Manifesto da Fundação José Saramago a 16 de novembro de 2012







sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Concurso Saramago



No ano em que se celebra o 90º ano do nascimento do escritor José Saramago, o Plano Nacional de Leitura, em conjunto com a rede de bibliotecas escolares, a editora Leya-Caminho e a Fundação José Saramago, associam-se para assinalar o percurso pessoal e literário deste autor, de forma abrangente e com especial destaque para o público escolar.

Neste sentido, é lançado o Concurso Saramago - Uma História de 90 Anos  (16 de novembro/2012 a 11 de março/2013) dirigido aos alunos do ensino secundário e aos docentes dos diferentes níveis de educação/ensino, com o objetivo de estimular a criação e divulgação de trabalhos/textos, em suporte digital, e procurando incentivar a revelação de novos talentos.

A iniciativa apela à participação ativa de alunos e professores, através da produção de textos originais com inspiração na obra de Saramago [ver Regulamento na página dos Concursos PNL], utilizando as tecnologias como suporte de apresentação.
Todas as escolas da rede pública (sede de agrupamentos e escolas não agrupadas) e escolas privadas têm disponível, no Sistema de Informação do PNL, os formulários para inscrição no concurso.

Apelamos à divulgação desta iniciativa junto de todos os docentes e alunos do 12º Ano, nas escolas em que este nível de ensino funcione.


Fernando Pinto do Amaral,
Comissário do PNL

Alice na Gulbenkian


                                Maggie Taylor, EUA, 2008


No dia 4 de julho de 1962, Lewis Carroll, um talentoso professor de matemática no Christ Church College de Oxford, narrou pela primeira vez as aventuras de Alice, a história surreal de uma menina numa terra de maravilhas. Tal como a matemática, o seu texto era intrigante, enigmático e divertido, os ingredientes para que se tornasse um conto intemporal, agora traduzido para mais de 100 idiomas.
Lewis Carroll ilustrou o manuscrito com desenhos de sua autoria que, sem dúvida, influenciaram as magníficas ilustrações a preto e branco de John Tenniel, publicadas com a 1ª edição. Desde então, As Aventuras de Alice no País das Maravilhas têm sido uma fonte de inspiração para incontáveis versões ilustradas, que podem ser consideradas verdadeiras traduções para uma linguagem visual universal.

Cada ilustrador usa as suas capacidades técnicas e artísticas, para criar uma narrativa visual que comunica com o leitor muito para além do texto que lhe deu origem. As imagens transportam-nos inevitavelmente para uma dimensão paralela ao texto, uma informação visual feita de cores, formas, texturas, relações volumétricas, elementos que, por sua vez, ecoam em cada espetador de uma maneira única e irrepetível.

Foi este o nosso mote: celebrar Alice através dos seus ilustradores, dando a ver uma seleção de cerca de 100 ilustrações originais, por alguns dos mais aclamados artistas contemporâneos do mundo.
Através da sua arte, revisitamos episódios e personagens, comparamos estilos, escolas e técnicas, reconhecemos influências culturais e, quem sabe, descobrimos novas interpretações.

O chá está servido. Desfrutemos uma nova "idade de ouro"da ilustração de Alice!


Ju Godinho e Eduardo Filipe
Curadores



De 1 de novembro a 10 de fevereiro.
Mais informações sobre a exposição: aqui.



Empreendedorismo



Mark Zuckerberg é daltónico. Agora sabemos porque o Facebook é azul.


A biblioteca está a fazer a coleção Histórias de Génio publicada pela revista VISÃO.
São biografias que revelam quatro dos grandes talentos do empreendedorismo do nosso tempo: Steve Jobs,  Mark Zuckerberg, Bill Gates e Richard Branson.

Pretendem os editores  "dar a conhecer estas personalidades, estimular ideias e inspirar as pessoas. Queremos contribuir para uma sociedade mais empreendedora dando a conhecer alguns exemplos e tornando alguns dos conceitos de gestão e inovação acessíveis a todos."

As biografias de Mark Zuckerberg  e Steve Jobs já estão disponíveis  na biblioteca.



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Exposição de Matemática





Decorre entre 31 de Outubro e 9 de Novembro, nas instalações do CRE-BE, a exposição de matemática,
Sempre Houve Problemas.

Nesta exposição, está patente o carácter «lúdico na pedagogia medieval».

O primeiro livro de matemática editado em Portugal, Tractado Darysmetica de Gaspar Nicolas (1519), autor natural de Guimarães, tratava, para além de problemas diretamente relacionados com transações comerciais, de problemas onde ressaía o caráter lúdico, também presentes em obras de outros autores, nomeadamente no Tratado da Arte de Arismética (1555), de Bento Fernandes.
O uso do lúdico como instrumento pedagógico, ludus de escola, e escola - scholé - de lazer, remonta há muitos séculos atrás. Carlos Magno (742-814), criou um local de ensino no seu palácio, tendo entregue a sua direção ao filósofo e pedagogo britânico, Alcuíno, que tinha como norma pedagógica «deve-se ensinar divertindo», para «aguçar a inteligência». Os seus problemas estão repletos de enigmas e brincadeiras como:

Um boi que está arando todo o dia, quantas pegadas deixa ao fazer o último sulco?
Resposta: nenhuma, pois as pegadas do boi são apagadas pelo arado que passa depois.

Ou em problemas ainda hoje utilizados nas nossas escolas:

Um homem devia passar, de uma margem a outra margem de um rio, um lobo, uma cabra e uma couve. E não pôde encontrar outra embarcação a não ser uma que só comportava dois entes de cada vez, e ele tinha recebido ordens de transportar ilesa, toda a carga. Diga quem puder, como fez ele a travessia?
Resposta: Todos estavam na margem direita do rio. O homem leva primeiro a cabra e deixa na margem esquerda. Volta para a margem direita e pega a couve e volta para a margem esquerda. Deixa a couve e volta para a margem direita com a cabra, deixando-a e voltando para a margem esquerda com o lobo. O lobo ficará com a couve na margem esquerda e o homem voltará a pegar a cabra na margem direita.

Também o lúdico, como atitude, recebe em São Tomás de Aquino (1225-1274) uma fundamentação filosófica: «O brincar é necessário para a vida humana». Tal como é necessário o repouso corporal para retemperar forças, também é preciso repousar a alma, o que se consegue pela brincadeira.
Na viragem do século XV para o século XVI começou a manifestar-se uma mudança na vida cultural portuguesa, inserida no movimento do Renascimento Europeu, cujos fatores catalisadores foram o classicismo por um lado e os descobrimentos por outro. É dentro deste espírito que surge em 1519 o livro de Gaspar Nicolas, que foi também ele o primeiro a introduzir o sistema de numeração árabe, isto é a numeração de posição e o primeiro que ensinou as regras de cálculo do sistema referido.
Gaspar Nicolas não deduz as soluções dos problemas que considera e não emprega a arte algébrica; enuncia-os, indica as soluções e verifica-as, sem dizer o modo como as obteve. Um dos seus problemas lúdicos e patente na nossa exposição é o seguinte:

“ Um homem foi de Lisboa a Belém e levava dinheiro, não sabemos quanto, e na venda de Santos dobrou o dinheiro que levava e gastou 10 e ficou-lhe ainda dinheiro e em Alcântara dobrou o dinheiro que levava e gastou 10 e ficou-lhe ainda dinheiro, e em Belém dobrou o dinheiro que levava e gastou 12 e ficaram-lhe 3 reais. Ora eu pergunto: quanto dinheiro levava este homem?”

Tente resolvê-lo. 
A solução é 9,5 reais.

Agradecemos à associação de professores de matemática, que promove a cultura científica, a oportunidade que nos deu em presentear os alunos da Leal da Câmara e da Padre Alberto Neto com esta exposição.


professora Susana Tenreiro



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Manuel António Pina 1943-2012




«As palavras (o tempo e os livros
que foram necessários para aqui chegar,
ao sítio do primeiro poema!)
são apenas seres deste mundo,
insubstanciais seres, incapazes de compreender,
falando desamparadamente deste mundo.
As palavras não chegam,
a palavra azul não chega,
a palavra dor não chega.
Como faremos com tantas palavras? Com que palavras e sem
                                                                               [que palavras?
E, no entanto, é à sua volta
que se articula, balbuciante,
o enigma do mundo.
Não temos mais nada, e com tão pouco
havemos de amar e ser amados,
e de nos conformar à vida e à morte,
e ao desespero, e à alegria,
havemos de comer e de vestir,
e de saber e de não saber,
e até o silêncio, se é possível o silêncio,
havemos de, penosamente, com as nossas palavras construí-lo.
Teremos então enfim, uma casa onde morar,
e uma cama onde dormir,
e um sono onde coincidiremos com a nossa vida.
Um sono coerente e silencioso,
uma palavra só, sem voz, inarticulável,
anterior e exterior,
como um limite tendendo para destino nenhum,
e para palavra nenhuma.»


A obra poética (1974-2011) de Manuel António Pina está reunida no volume Todas as Palavras, publicado em 2011  pela Assírio & Alvim.


O nº 1098 do JL - 31 de outubro a 13 de novembro - retrata e evoca o poeta; divulga dois textos inéditos e inclui as crónicas de António Carlos Cortez e Valter Hugo Mãe sobre o autor.
O jornal está disponível na biblioteca.





na Visão



Os cientistas conseguem, hoje, ter uma ideia do que acontece quando dormimos, ou onde guardamos as memórias. São capazes de descrever o que corre mal na doença de Alzheimer ou porque certos defeitos genéticos tornam a aprendizagem numa missão impossível. Nos institutos de investigação, os cientistas começam agora a desenhar novos planos de ação para desenvolver ao longo desta década. «Estamos a olhar para as interações com outras partes do corpo, como o sistema imunitário ou as hormonas», avança Rui Costa, neurocientista da Fundação Champalimaud, em Lisboa, «Também começamos a tentar perceber como é que o cérebro funciona nas interações sociais. Já sabemos que se comporta de maneira diferente, quando estamos sózinhos ou no meio da multidão
Bem-vindo, pois, ao admirável mundo da nossa cabeça!

Ibidem.


O nº 1026 - 1 a 7 de novembro - da revista VISÃO está disponível na biblioteca.

Ramón Ribeyro




Porquê A palavra do mudo?
"Porque na maioria dos meus contos se exprimem  aqueles que estão privados da palavra, os marginalizados, os esquecidos, os condenados a uma existência anónima e sem voz. Eu devolvi-lhes esse sopro negado e permiti-lhes modular as suas aspirações, expectativas e angústias."

(de uma carta do autor ao editor, datada de 15 de fevereiro de 1973)


Os contos de Julio Ramón Ribeyro são um espelho da sua vida e do mundo em que viveu. Com uma prosa límpida e de raiz clássica, sem alardes, soube radiografar a classe média e o colapso dos seus sonhos de prosperidade. Nas suas narrativas esforçou-se sobretudo por dar voz aos "mudos", ou seja, aqueles que foram excluídos do festim da vida: seres anónimos, discretos, condenados a uma existência insignificante, quase invisível. Segundo o escritor Alfredo Bryce Echenique, Ribeyro consegue como ninguém transpor para a prosa a dor humana da poesia de Vallejo.
O presente volume recolhe alguns contos mais representativos de génio de Ribeyro, como Silvio no Roseiral e o autobiográfico Só para fumadores, dois exemplos do seu inconfundível universo literário.

Ibidem.


O livro  (volume I) está disponível na biblioteca.
Cota: 82-3 (RIB)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

ETerna Biblioteca (3)



Consulte o  programa  do  10º Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares, aqui.

Dias 9 e 10 de novembro, no Palácio Valenças.

Ficha de inscrição online: aqui.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Biblioteca em movimento (3)



O Concurso Biblioteca em Movimento está de volta!
Este ano, o desafio é alargado a todas as escolas do Agrupamento, sendo transversal a todos os níveis de ensino.
Por isso as palavras de ordem são: PARTICIPAR e PARTILHAR.

professora Manuela Martins


Regulamento do concurso: aqui.
Ficha de inscrição: aqui.

Peter Ackroyd



Passa-se no futuro, daqui a 2000 anos, o imaginativo romance de Peter Ackroyd e é ao mesmo tempo real, inventivo e surpreendente.
Platão, o orador, reúne os cidadãos de Londres para encontros ritualizados em que partilha a antiga história da sua cidade. Insiste particularmente na triste era da Toupeira (1500- 2300 dC), que existiu antes do esmorecimento das estrelas e da queima das máquinas.
Discursa sobre A Origem das Espécies de Charles Dickens, romancista do século dezanove, e sobre os números pantomínicos de Sigmund Freud.
Fornece até um glossário de expressões do século vinte, e explica alguns mitos de criação antigos tais como a "teoria das supercordas" e a "relatividade". Mas então acontece algo.
Ele tem um sonho, ou uma visão, em que embarca numa jornada real - as opiniões dividem-se - e entra numa vasta caverna subterrânea, onde os cidadãos da Londres da Toupeira ainda vivem.
Quando Platão regressa com as histórias deste mundo perdido é levado a tribunal por corromper os mais jovens através de mentiras e fábulas, uma vez que as suas palavras haviam espalhado a consternação entre eles.
Serão as suas vidas parte de uma realidade mais vasta?
E, se aprenderem a duvidar, talvez se tornem capazes de reconhecer uma verdade que ultrapassa o seu próprio mundo.
Tudo irá depender do julgamento de Platão por parte dos seus concidadãos.
Ibidem.


O livro está disponivel na biblioteca.
Cota: 82-3 (ACK)


Livro II


" Em Chamas não só correspondeu às minhas expectativas, como as superou. É tão emocionante como o anterior volume desta série, mas é ainda mais arrebatador, agora que as personagens nos são familiares e que partilhámos as suas aflições"  Stephenie Meyer


Contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem que escolher entre matar ou morrer, para os espetadores de todos os distritos foi um ato de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o capitólio não olhará a meios para se vingar...
O segundo volume da trilogia Os Jogos da Fome mantem um ritmo constante de adrenalina e promete tornar-se numa das leituras mais viciantes do ano.

Ibidem.


O segundo volume da trilogia está disponível na biblioteca.
Cota: 82-3 (COL)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Festa e festivais



Neste Outono, veja Cinema...

Já a decorrer, em vários locais da capital (cinema S. Jorge, cinemateca, cinema Londres e Culturgest), o DOCLisboa’12 apresenta para além das obras em competição (longas e curtas metragens), um conjunto diversificado de eventos. Do vasto programa que pode ser consultado no sítio oficial do certame, destacamos as secções Investigações, um cinema exploratório, de estudo e debate acerca de questões contemporâneas de grande relevância com participações muito distintas (China, Japão, República Checa, França) e Verdes Anos, um espaço dedicado às primeiras obras de jovens realizadores e à produção audiovisual das escolas de cinema.
Paralelamente, o público pode usufruir de outras iniciativas como exposições e instalações, apresentação de livros e DVD (s), retrospetivas de autores (Milos Forman, Polanski, Chantal Akerman) e de grupos de vanguarda (os chamados coletivos radicais dos anos 60 e 80), oficinas de formação e espaços de debate.
Estão também agendados uma homenagem ao realizador Fernando Lopes, desaparecido recentemente e um colóquio internacional dirigido a artistas e críticos. (25, 26 e 27 de outubro).


Também a Festa do Cinema Francês, que desde Lisboa vai passando por várias cidades do país (Lisboa, Almada, Faro, Coimbra, Porto e Guimarães) até 9 de novembro, nos convida a apreciar a mais recente produção da sétima arte deste país, numa multifacetada mostra de retrospetivas e antestreias. Com a presença da atriz e realizadora Maria de Medeiros como madrinha, o festival apresenta cerca de 50 filmes entre a ficção e o documentário, com um grande número de obras de animação para o público infantil e juvenil. De acordo com a organização (Instituto Franco-Português), a seleção de filmes dá ainda ênfase ao cinema de intervenção, com destaque para o filme de Tony Gatlif inspirado no muito aclamado manifesto de Stéphane Hessel, Indignai-vos!



Por último, e ainda mais perto de nós, prepara-se o Lisbon& Estoril  Film Festival, que terá lugar entre 9 e 18 de novembro e já publicitou o seu programa, AQUI. Como já vinha acontecendo em edições anteriores, para além da presença de atores e realizadores, foram convidadas outras figuras destacadas da cultura, como é o caso do escritor Enrique Vila-Matas e do pianista Alfred Brandel. O júri conta entre os seus membros, o casal de neurocientistas Hanna e António Damásio e a atriz Fanny Ardant. Com sessões especiais dedicadas à História e à memória do cinema, tanto os filmes a concurso como os que se apresentam fora da seleção oficial nos prometem este ano uma grande edição desta competição que é sobretudo um grande momento para ver e rever muito bom cinema. A dificuldade será encontrar disponibilidade para ver muitos. Dentre esta poderosa oferta, faça a sua escolha e…vá ao cinema!  


CRE.BE /Clube de Cinema
professora Guadalupe Gomes



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Manifesto anti-leitura



ABAIXO A LEITURA,  PIM!
(...)
Uma geração que lê é uma geração que pensa!
Uma geração que lê é uma geração que duvida!
Uma geração que lê é uma geração que questiona!
Uma geração que lê é uma geração que critica!
Uma geração que pensa e duvida e questiona e critica não engole qualquer patranha que lhe queiram enfiar!
Não obedece! Não se baixa! Não se cala!
Uma geração que lê e pensa é um perigo para a civilização ocidental e para o país! (...)

José Fanha, Manifesto Anti-Leitura.


O texto integral do Manifesto Anti-Leitura, apresentado publicamente em abril de 2012 com patrocínio da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa, pode ser lido AQUI.




Plano Nacional de Cinema




Antes tarde que nunca.
Na sequência da recém aprovada Lei do Cinema e do Audiovisual, foi lançado o projeto-piloto PNC (Plano Nacional de Cinema) - programa de literacia para o cinema junto do público escolar para a divulgação de obras cinematográficas de importância histórica e, em particular, das longas-metragens, curtas -metragens, documentários e filmes de animação.
Ao contrário da referida Lei, que muita polémica tem gerado no setor, esta iniciativa foi acolhida com agrado porquanto há muito que as escolas fazem do cinema um lugar privilegiado de interpretação, aprendizagem, desenvolvimento pessoal e partilha de perspetivas, dentro e fora da sala de aula.
Trata-se pois, em meu entender, de um projeto oportuno e pertinente, sobretudo se for capaz de corroborar a ideia de que o cinema pensa e dá a pensar, e que, por isso, ver cinema é ler e ler é poder olhar o mundo com olhos de ver!
professora Manuela Martins


Consulte a lista de filmes incluidos no Plano Nacional de Cinema, aqui.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Casa das Ciências (2)




No contexto da recém-celebrada parceria entre a Rede de Bibliotecas Escolares e a Casa das Ciências da Fundação Calouste Gulbenkian, vimos divulgar os recursos educativos digitais do portal da Casa das Ciências, destacando a WikiCiências, vocacionada para os programas do ensino básico e secundário e editada por investigadores convidados de diversas universidades das áreas da Biologia, Geologia, Física, Química, Matemática, Informática e Epistemologia. Sem dúvida, um valioso recurso para a melhoria das aprendizagens dos alunos. Aqui.

professora Liliana Silva


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mo Yan



 


A Academia Sueca atribuiu nesta quinta-feira o Prémio Nobel da Literatura ao escritor chinês Mo Yan

Um dos mais celebrados escritores no seu país, embora não isento de polémica, Mo Yan faz habitar a sua obra de um humanismo compassivo, habitualmente centrado na ruralidade da localidade em que nasceu a 5 de Março de 1955, Gaomi, na província de Shandong. O escritor, que lançou o seu primeiro romance, Falling Rain On a Spring Night, em 1981, mereceu a mais nobre distinção do mundo da literatura por ser, segundo comunicado pelo comité do Nobel, um autor "cujo realismo alucinatório funde contos tradicionais, História e contemporaneidade". A sua escrita, como é aliás reconhecido pelo próprio, é grandemente influenciada por William Faulkner, Gabriel Garcia Marquez. (...)
 
Em Portugal, Mo Yan tem apenas um livro traduzido, Peito Grande, Ancas Largas, editado em 2007 pela Ulisseia. Publicada originalmente em 1995, a obra causou grande controvérsia na China devido ao teor sexual da história. Mo Yan foi obrigado a escrever uma autocrítica ao seu próprio livro, e, mais tarde, a retirá-lo de circulação. Esse episódio, aliado, por exemplo, à participação na cópia manuscrita de um discurso de Mao Zedong, em que este definia os parâmetros a seguir na arte e literatura chinesas, levou-o a ser considerado pelos opositores ao regime chinês como um autor alinhado, não independente. O pseudónimo Mo Yan, escolhido pelo homem nascido Guo Moye, significa em chinês "não fales". Dessa forma, ele que se diz sempre franco no seu discurso, lembrar-se-á constantemente de que não deve falar demasiado. Há outra leitura para o pseudónimo, esta literária. Para Mo Yan, "um escritor deve enterrar os seus pensamentos e transmiti-los através dos personagens dos seus romances".
Em 2009, numa conferência na Feira do Livro de Frankfurt, respondeu às acusações de falta de independência perante o poder. "Um escritor deve exprimir crítica e indignação perante o lado negro da sociedade e a fealdade da natureza humana, mas não devemos recorrer a formas de expressão uniformes. Alguns poderão querer gritar nas ruas, mas devemos tolerar aqueles que se escondem nos seus quartos e usam a literatura para transmitir as suas opiniões".
Mo Yan abandonou os estudos muito jovem devido à turbulência causada pela Revolução Cultural e trabalhou numa quinta antes de, em 1973, se empregar como operário fabril. Alistou-se no Exército de Libertação do Povo Chinês (ELPC) três anos depois, iniciou-se na publicação em 1981 e, mais tarde, entre 1984 e 1986, estudou literatura na Academia das Artes do ELPC. Vencedor o ano passado do mais importante prémio literário chinês, o Mao Dun, Mo Yan é também vice-presidente da Associação de Escritores da China. (...)
 
 
Fonte: Ípsilon, Público, 12/10/12


O livro está disponível da biblioteca.

Física e Química A




A Mais Bela História Do Mundo de Hubert Reeves e outros autores é uma deliciosa obra editada pela Gradiva que nos permite, com uma linguagem muito simples aceder a conhecimentos complexos acerca do Universo, da Vida e do Homem.

No âmbito do estudo da teoria do Big Bang que explica a formação do Universo na disciplina de Física e Química A, convido os alunos das turmas 10ºC1 e 10ºC5 a lerem AQUI o excerto digitalizado da obra referida, para nele identificarem, sublinhando, as principais etapas do Big Bang e os factos que fundamentam a referida teoria e que a transformam na mais credível das teorias explicativas da formação do Universo.

Boas leituras e … bom trabalho aos meus alunos!


professora Arlete Cruz




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

(in)acabado






«É sabido que quem conta um conto,  acrescenta-lhe um ponto. Mas não é esse o caso de Os Ciganos.
Trata-se de uma história a duas mãos, quase um pergaminho ou uma "jóia de família".  É um conto inédito, inacabado, de Sophia de Mello Breyner Andresen, que foi concluido pelo neto, o jornalista Pedro Sousa Tavares. (...)
Vai ser lançado pela Porto Editora, com uma sessão de apresentação, a 16, às 19, na Livraria Bertrand Chiado.»

Fonte: Jornal de Letras, pág 6.

Sinopse: aqui.



O número 1096 do JL (3 a 16 de outubro) está disponível na biblioteca.