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Ler em voz alta (2)

Desde o seu surgimento, há 5.200 anos atrás, na Mesopotâmia, que a escrita foi criada com a finalidade de ser lida em voz alta e, por isso, continha na sua própria estrutura elementos de oralidade que, para além de atraírem a atenção do leitor e de envolverem emocionalmente o recetor, facilitavam o entendimento da mensagem. Os elementos de oralidade a que nos referimos são, entre outros, as repetições, as redundâncias e os pleonasmos, as metáforas, as hesitações, os trocadilhos, os alongamentos, as rimas, as frases feitas, os ditos populares e a gíria. O avanço da ciência e da técnica impôs à escrita uma crescente abstração e depuração dos seus elementos orais que, nessa medida, tem evoluído no sentido de uma maior objetividade e neutralidade. Fomos educados e somos educadores neste paradigma das Luzes e, nesta medida, cultivamos o uso da palavra ( logos ) escrita (divorciada da oralidade) e do silêncio. Só assim se compreende que nos seja tão difícil ler em voz alta faze...

Dia 19

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Melhor conhecido como «O pior contador de histórias do mundo». No ano 1993 comecei a contar histórias profissionalmente. Esforcei-me sempre por ser o melhor. Para isso treinei, estudei, trabalhei... e não consegui. Quando comprovei que não podia ser o melhor decidi ser o pior... e consegui. Antes disso trabalhei de pedreiro e de carteiro, de sapateiro e de vendedor ambulante. Tentei o futebol e a actuação, fui professor de ensino básico e tive a minha banda de música. Vendi postais de natal nas ruas de Buenos Aires e artesanato no México. Sou escritor e formador creditado na área da literatura e dos contos. Nasci e cresci em Buenos Aires, formei-me profissionalmente no México, hoje vivo em Lisboa. Rodolfo Castro Fonte: www.narracaooral.blogspot.pt