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Primavera Poética (6)

Como já é habitual, o grupo de teatro Reticências juntou alguns dos seus elementos para realizar a Primavera Poética de 2015. Sendo que o tema da Primavera Poética é sempre a celebração da chegada da Primavera, ao mesmo tempo que se declamam poemas, este ano não foi exceção. Foram escolhidos uma série de poemas de variados escritores (desde Sophia de Mello Breyner Andresen até Miguel Torga) para serem declamados no jardim da Escola Secundária Leal da Câmara. Em autêntica celebração greco-romana, o cenário que se formou foi inspirado na Antiguidade Clássica onde predominavam as togas, as coroas e as flores  que, entre outros elementos, ajudaram a (re)criar o ambiente. Ao som do violino (tocado pelo elemento do grupo Nuno Carmo), as energias primaveris começaram a formar-se num belo dia de sol. Assim, esperemos ter iniciado da melhor maneira a Primavera na nossa escola, convidando os alunos para participarem neste espírito. Nesse sentido, no fim da performance alguns ...

Primavera Poética (5)

Estações poéticas : na linha de Sintra, as mais apetecidas! Ciclo já bem enraizado no trabalho dos Reticências da ESLC, que consiste na realização de performances à volta do texto poético, na transição de estações: solstícios e equinócios de inverno e primavera. Este equinócio de primavera, nesta temporada bem luminoso, desenvolveu-se em duas fases de trabalho: em início de abril, e assistindo à dinâmica de agrupamento, a convite da EB nº 2 SM, criação de um espectáculo – “ Primas Veras ” – a partir da poesia para a infância, de autores portugueses, as atrizes saudaram, assim, as centenas de alunos desta escola, com muita luz, flores e boas brisas nas palavras dos poetas. O segundo momento dá-se no início de maio, agora para turmas da ESLC, como resposta ao desafio do CRE. É um canto ao mar! Com agadoizoh , poesia de brisas marinhas, também privilegiando os poetas lusos, numa performance-coreografia que revelou, novamente, ao jovem público o poder da palavra e da dança...

Primavera Poética (4)

Uma Primavera quer-se poética. Querem-se poemas de folhas e árvores, e de flores e de arbustos. Os atores assim fizeram: celebraram a Primavera, unindo-se ao público e à biodiversidade, e dedicaram o espetáculo àquelas que nascem sós e a sós florescem. Celebraram as árvores, os arbustos e as flores. Celebraram o ritual de ar puro do qual nasce teatro. Celebraram a vida. A que cresce nos ramos de uma magnólia, a que corre nos nossos braços ou mesmo aquela vida assassina e verde de um loureiro. Este ano, houve teatro na sombra das árvores. Paulo Gaspar, 12º H1

Primavera poética (3)

Que (re)nasça a nova Lua! São precisos rituais, cada vez mais… em época difícil no Mundo, necessário é que nos unamos, que possamos repartir pão e sorriso. A poesia é palavra – e esta é energia, intenção: pura luz. E daqui partimos, reticências, para lembrar tempos antigos, originais, tempos que fundaram a nossa cultura, a que legámos… Inspirados nos cultos a Diónisos , deus grego da fertilidade, das colheitas, do vinho, do teatro, foi nosso trabalho criar uma dimensão ritual e coral que faça renascer esta vontade plena do regresso da Lua, dos dias longos, da fruta fresca e pomarosa que a cada ser tira a sede. O regresso do ar cheio de perfume e da água que corre livre e fresca! Juntos damos mãos em Luz e Abundância! Que a Primavera nos encha olhos e nos traga Liberdade nestes tempos que nos oferecem e dos quais somos donos e senhores, por mais que nos digam o contrário… Cravo ao peito, que viva a Primavera do nosso contentamento! Rui Mário do grupo de teatro Reticências ____...

Primavera poética (2)

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(clique para ampliar a imagem) Depois do Inverno, a escola voltou a celebrar na passada noite de 14 de Abril o renascer da vida com uma festa de poesia, música e dança convidando à criação de novos textos como este da autoria de Odete Malheiro, aluna da Turma 3 do Curso de Ciências Sociais e Humanas: SOMOS Somos Vida e Morte Pedaços de luz fragmentados Somos esperança e desespero Pedaços de sonhos despedaçados Somos luzes e sombras Pedaços de sons repartidos Somos dia e noite Pedaços de nós esquecidos Somos tudo e nada Pedaços de seres desamparados Nesta solidão espacial de Mundos desencontrados Esta actividade contou com a participação do grupo Pochette (Joana Guerra ao violoncelo e João Vicente na declamação), do Grupo de Dança, de alunos do Grupo de Teatro Reticências e do Centro de Produção da Escola.

Primavera poética

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(clique para ampliar a imagem) Que venha a Primavera! Momento de Luz. Tão esperado... desejado! O ritual começa: na sagração da cor, da terra ainda húmida, da flor. E no teatro tal se cumpre - é essa a sua missão - o encontro renovado e renovador entre autores portugueses - Fernando Pessoa, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, Maria Almira Medina, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner , Eugénio de Andrade - e o seu público, neste iniciar de um tempo novo, um tempo que se espera de descoberta de novos caminhos, de novos olhares sobre a vida... e que melhor lugar que este admirável mundo novo? ... a escola. Vivamo-la, somos humanas cigarras! Rui Mário (actor e encenador do grupo de teatro Reticências ) __________________ Em homenagem a Maria Almira Medina Manhãs de infância Ter-te nas mãos em concha ó Serra de Sintra verde pomba mansa de heras manhãs de infância hibernadas pitosporo a exalar primaveras paralelas obsessivas derramadas no tempo escorregadio voz e viol...