sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Babies





Thomas Balmès, Everybody loves... Babies, 2010, 79 min.


Bebés. Nada melhor para falar sobre a diversidade humana do que bebés, uma vez que estes estão a começar um novo capítulo das suas vidas – um capítulo fora do útero materno. Um capítulo que os irá fazer crescer e tornarem-se Homens. Homens em diversos aspectos. A nível cultural, pois cada um dos bebés nasce e herda uma determinada cultura, e a nível social, porque vão inserir-se em grupos sociais distintos.

Quatro Bebés. Quatro indivíduos. Quatro Culturas. Quatro Sociedades.

Bebés muito distintos e singulares. Apresentam cada um deles, uma cultura, com hábitos (como o Ponijão que come com as mãos de dentro de uma grande tigela partilhada por todos), crenças (como o bebé da Mongólia que durante os primeiros meses de vida é embrulhado e atado com umas fitinhas na parte das pernas, para se manter imóvel e quente) e com maneiras de ver a realidade (e com realidades) completamente diferentes. Enquanto os primeiros (o bebé africano e o da Mongólia) brincam com a terra, com os animais, com objectos de uso doméstico. Os outros (os bebés americano e japonês) brincam com os livros e brinquedos didácticos. Contudo, apesar de tantas diferenças sociais, culturais e genéticas é fascinante ver como todos, sem excepção, passam pelas mesmas fases: a descoberta do mundo à sua volta, a descoberta do outro, o despertar para a individualidade.
É ainda interessante observar como o gatinhar e o brincar também fazem parte desta etapa de crescimento, em todos eles. Mas que é a partir do momento em que conseguem pôr-se em pé e começam a andar que o mundo se enche de cor e de movimento, adquirindo uma nova dimensão – a dimensão da diversidade humana que todos terão de procurar, interpretar, conhecer, afirmando assim, todos e cada um, como seres autónomos, livres e racionais.


Diana Neves, 12C3


O documentário está disponível na biblioteca.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

8Dias



Uma questão de moral. Será?


Nova polémica emerge da acção do Ministério da Educação. Desta vez envolve uma campanha sobre violência nas escolas. Para ser preciso, a campanha centra-se no bullying, mas centra-se na sua expressão homofóbica. Julgo que a palavra adequada para referir este tipo de problemas seja apenas: violência (1).

A campanha parece estar suspensa, ao que parece, porque o Ministério da Educação considera que as campanhas que patrocina não devem favorecer visões ideológicas sobre a Sociedade. Mas considere-se a mensagem e a imagem que consta desses cartazes (2) . Será que a campanha é muito diferente de outras que o Ministério da Educação já promove? Como a visão supostamente não-moralista que têm as suas linhas orientadoras para a Educação Sexual ou o tratamento das problemáticas religiosas na Escola Pública. Será que a recusa do Ministério se sustenta, na comparação com estas, que já se encontram decididas e, algumas delas, implementadas?

Dirijo agora a nossa atenção para o que me parece mais importante. Mesmo na perspectiva da salvaguarda dos direitos daqueles que visa defender (homossexuais, por exemplo), esta campanha não seria mais um foco de discriminação? Não seria mais uma forma de tratar diferentemente quem, na sua vida social e pública, é igual? Não será a Escola o lugar da formação dos cidadãos que se espera possam conciliar as suas convicções e crenças pessoais e o respeito pelas convicções e crenças dos outros? Independentemente de um cidadão pertencer a uma minoria ou a uma maioria.

Para o caso em análise, consideram os leitores que se faz um trabalho justo tratando diferentemente quem, quanto à sua orientação sexual ou à sua opção política, é supostamente igual?

professor Luís Vilela

________________________________

(1)Talvez se desconheça que, na sua origem circa séc. XVI, a palavra boele ´lover` que mais tarde evolui para bullying, designava uma afeição e carinho que se dedicava a alguém.


(2)Vejam-se os cartazes em:
http://www.rea.pt/inclusao/materiais/cartazA1.jpg
http://www.rea.pt/inclusao/materiais/cartazB2.jpg

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chico Buarque




"Chico Buarque ousou muito, escreveu cruzando um abismo sobre um arame e chegou ao outro lado. Ao lado onde se encontram os trabalhos executados com mestria, a da  linguagem, a da  construção narrativa, a do simples fazer. Não creio enganar-me dizendo que algo novo aconteceu no Brasil com este livro".
José Saramago, Folha de São Paulo

" O livro de Chico é uma vertigem. Você é sugado pela primeira linha e levado ao estilo falso-leve, a prosa depurada e a construção engenhosa até sair no fim lamentando que não haja mais, assombrado pelo sortilégio deste mestre de juntar palavras. Literalmente assombrado.
Luís Fernando Veríssimo,  O Globo.


A obra Leite Derramado  também pode ser requisitada na biblioteca.

Zafón



A história que precedeu A Sombra do Vento.

Na Barcelona de 1980, Óscar Drai sonha acordado, deslumbrado pelos palacetes modernistas próximos do internato onde estuda. Numa das escapadelas nocturnas conhece Marina, uma rapariga audaz e misteriosa que irá viver com Óscar a aventura de penetrar num enigma doloroso do passado da cidade e de um segredo de família obscuro. Um misterioso personagem do pós-guerra propôs a si mesmo o maior desafio imaginável, mas a sua ambição arrastou-o por veredas sinistras cujas consequências alguém deve pagar ainda hoje.

"À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre".

Carlos Ruiz Zafón, 2008


Também disponível na BE o romance A Sombra do Vento, do mesmo autor.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Edição completa

                                                                       Volume I

Resumo: Publicada em oito volumes, a colecção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da colecção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e a sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projectos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a colecção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do património cultural da África permitindo compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e da sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panoramica, diacrónica e objectiva, obtida no interior do continente. A colecção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direcção de um Comité Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços são africanos.

Fonte -  Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.


Download gratuito (versão em português):

•Volume I: Metodologia e Pré-História da África (PDF, 8.8 Mb)
◦ISBN: 978-85-7652-123-5

•Volume II: África Antiga (PDF, 11.5 Mb)
◦ISBN: 978-85-7652-124-2

•Volume III: África do século VII ao XI (PDF, 9.6 Mb)
◦ISBN: 978-85-7652-125-9

•Volume IV: África do século XII ao XVI (PDF, 9.3 Mb)
◦ISBN: 978-85-7652-126-6

•Volume V: África do século XVI ao XVIII (PDF, 18.2 Mb)
◦ISBN: 978-85-7652-127-3

•Volume VI: África do século XIX à década de 1880 (PDF, 10.3 Mb)
◦ISBN: 978-85-7652-128-0

•Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935 (9.6 Mb)
◦ISBN: 978-85-7652-129-7

•Volume VIII: África desde 1935 (9.9 Mb)
◦ISBN: 978-85-7652-130-3

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dia Europeu da Internet Segura


Hoje é  Dia Europeu da Internet Segura 2011.
Tal como nos anos anteriores, espera-se que neste dia 70 países dos cinco continentes promovam acções de sensibilização sobre a utilização segura da Internet. Este evento é organizado a nível Europeu pela Insafe, rede de cooperação dos projectos que promovem  a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos cidadãos.

Em Portugal, onde estas actividades são lideradas pelo Projecto Internet Segura coordenado pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP, são promovidas mais de 500 acções de 4 a 18 de Fevereiro em vários pontos do país sobre a utilização segura da Internet, com o objectivo de informar vários grupos da população sobre como podem beneficiar em segurança das grandes oportunidades oferecidas pela Internet.

A biblioteca assinala o  Dia Europeu da Internet Segura com diversas iniciativas:

- Passagem do filme der David Fincher,  A Rede Social, no auditório, às 11:45, 13:30 e 20:50.
- Sessões de esclarecimento, dia 17,  5º feira, às 10:00 e 15:15  asseguradas pela Fundação para a Divulgação das TIC.
- Disponibilização dos conteúdos do CD-ROM, Internet Segura (2008/2009). Contém, entre outros documentos, o Guia para a Segurança na Internet e o  Guia para pais e educadores.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

LEALdade


Moreira,

Há um pouco mais que 20 anos estávamos a chegar a uma escola no meio do eucaliptal, que mencionávamos com orgulho (omitindo a estrada poeirenta, ou lamacenta, que tínhamos de atravessar para a alcançar)…

Estava tudo por fazer, como páginas de um livro em branco que se quisesse escrever… encontrámos em ti, e no teu modo de (su)gerir, a porta aberta, o caminho livre, o estímulo e o desafio para concretizar os sonhos.

Acreditámos todos, partilhámos o entusiasmo e, de súbito, tínhamos um projeto comum, um modo de estar só nosso, uma escola de saberes, com projetos, mas também de afetos.

Em nome desse afeto estaremos sempre unidos neste projeto que é a Leal da Câmara, em nome desse afeto nunca nos perderemos dos compromissos que celebrámos. Sempre nos sentiremos ligados a ti e uns aos outros! Quando a força nos faltar, há de ser nesta teia de afetos e compromissos que nos havemos de (re)encontrar para prosseguir na (re)construção permanente da escola que quisemos e ainda queremos ser!

Ser-te-emos sempre reconhecidos pelo que aqui possibilitaste que se construísse. Sabemos que é nosso dever manter e ampliar!

Abraços.

professora Luísa Supico em nome da Escola.

Pensar a Evolução


No dia 25 de Janeiro decorreu uma palestra subordinada ao tema da disputa entre o Criacionismo e o Evolucionismo, destinada a duas turmas do 11º ano de escolaridade da área de Ciências.

A palestrante, professora de Filosofia desta escola, pretendeu fazer uma abordagem essencialmente histórica do confronto entre ambas as correntes. Assim, indicou que as raízes desta querela radicam na época medieval, com as suas “questões disputadas”, em que se procurava sobretudo conciliar a Razão e a Fé. Seguidamente, procurou clarificar a natureza e o âmbito dos conceitos de Criacionismo e de Evolucionismo, caracterizando-os sumariamente. Então, mostrou alguns dados sobre os desenvolvimentos da disputa, sobretudo nos E.U.A. Concluiu que seria preferível uma “Não Sobreposição de Magistérios” (termo de Stephen Jay Gould), mantendo a Religião e a Ciência como duas vertentes presentes no ser humano – certamente distintas, mas complementares.

A palestrante é autora de um site onde se encontram diversos materiais didácticos para a compreensão desta temática, e onde incluiu a apresentação realizada, que poderá consultar AQUI.  Criou no mesmo endereço um Museu Virtual da Evolução, onde se encontram evidências a favor do Evolucionismo.


professora Marina Santos

Geração t@s on


A Rede Social é uma história sobre a ambição, o sucesso, o dinheiro, o poder, através da criação de uma rede cibernauta que conta com mais de 500 milhões de utilizadores em todo o mundo, o Facebook.

Estreou a 1 de Outubro de 2010 nos EUA e é desde então um fenómeno de bilheteira. Produzido pelo prestigiado realizador David Fincher (conhecido também pelo filme O Estranho caso de Benjamin Button), sendo baseada no livro Bilionários Acidentais de Ben Mezrich.

O filme aborda a criação da rede social facebook por Mark Zuckerberg, os bastidores e tudo o que a criação desta teve de positivo e negativo na vida dos que a idealizaram e, consequentemente, na dos seus utilizadores.

Rede Social conta com um elenco de peso, do qual fazem parte : Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Brenda Song, Justin Timberlake, entre outros.

Um rapaz que anda desleixado, sempre de t-shirt e calças de ganga é, agora, o retrato da nossa geração, que depois de um desamor decidiu refugiar-se na maior descoberta de todos os tempos, a internet, criando, assim, uma ferramenta capaz de manter ligados os seus utilizadores, independentemente do lugar do mundo onde possam estar.

Inicialmente, o facebook foi criado somente para fins amorosos, mas com o tempo foi adquirindo outros contornos, tornando-se, assim, um veículo de comunicação interactiva, onde se pode conectar e compartilhar o que se quiser com quem se quiser, sejam, essas pessoas, importantes ou não nas nossas vidas. Permite, ainda, partilhar culturas, pontos de vista, ideias, alertar para causas pertinentes (sociais, ambientais...), possibilita oportunidades profissionais, entre muitas outras utilidades que nos aliciam para um mundo novo, sem fronteiras, por vezes, mágico!

A “geração tas on” faz parte deste mundo virtual.
Tem uma comunidade no facebook e conta contigo para fazeres parte dessa comunidade! Foi por isso que aceitamos o desafio do CRE/BE para redigir este artigo, juntando-nos assim à participação do Dia Europeu da Internet Segura, que a nossa escola não podia deixar de assinalar com um conjunto de actividades, das quais destacamos a exibição do filme referido, no auditório, dia 8 de Fevereiro, pelas 11.45 (1ª sessão) e 13.30m (2ª sessão).

Nós vamos estar lá, e tu?

12º H2

Maria Teresa Maia Gonzalez (2)




«Há quem morra sem sequer ter chegado, alguma vez, a viver.»

Assim se referia a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez à falta de sensibilidade, à indiferença e futilidade com que ocupamos o nosso dia-a-dia e desprezamos os nossos pequenos dons, à nossa indisponibilidade para os problemas do nosso semelhante … É esta morte espiritual que a preocupa e contra a qual se insurge nos seus livros, como forma de consciencializar os leitores para os seus efeitos, para, assim, poder mudar algo, por muito pouco que seja…

Foi no dia 24 de Janeiro, durante o encontro dos nossos alunos com a escritora, que esta, dirigindo-se a um auditório juvenil totalmente rendido à sua presença e ao poder sedutor das suas palavras introdutórias, se revelou em toda a sua humanidade.

Mais do que um mero evento pontual, esta conversa com a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez sobre os seus livros, os seus temas, as suas personagens assumiu um significado especial para todos os intervenientes: as suas respostas frontais deixaram transparecer vivências e testemunhos autênticos de entrega ao Outro e à escrita, que fizeram eco na forma de estar e de sentir da assistência. Foi particularmente vivido o apelo à educação para os afectos e para os valores; a valorização dos pequenos gestos, insignificantes para o próprio, mas muito significativos para a pessoa do Outro, pois têm o poder de lhe conferir dignidade e auto-estima; fazendo com que sinta valorosa.

Na perspectiva humanista da escritora, este é, afinal, o autêntico sentido da Vida, patente nas marcas que deixamos, nos elos de ligação que estabelecemos, presentes, por exemplo, na «força de um abraço», que tanta falta faz, como testemunha uma aluna presente na sessão: “ (…) ninguém, ninguém tem coragem. Ninguém se atreve a pedir um abraço quando mais precisa a um desconhecido. Nem todos têm um ombro para chorar nas situações mais indesejáveis, sufocantes... Para mim, foi muito comovente. A minha sensibilidade ficou ainda mais "sensível"!”

Não tenhamos vergonha de tomar «o abraço» que Maria Teresa Maia Gonzalez «fez o favor» de nos deixar com a sua presença.

Dignifiquemos a nossa Vida!
Fiquemos também nós mais sensíveis!

professora Teresa Lucas

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os poetas não são tipos normais (*)


(*) PEDRO TAMEN, FORMADO EM DIREITO E SOLIDÃO

Chamaram-lhe em tempos «poeta barroco» e ele ri-se. Gosta de dizer que escreve no escuro. É esse o tema do livro que acaba de publicar. Um Teatro às Escuras (Dom Quixote) é a encenação poética da incapacidade intransponível de nos entendermos sem equívocos. A vida é um palco de sombras.

Fonte: sítio da LER.


O nº 99 (Fevereiro) está disponível na biblioteca.