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João Lobo Antunes [1944-2016]

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Cota : 174-ANT A ética, que nos ajuda a esforçar-nos por viver a vida boa de Aristóteles e Ricouer, está presente em todos e cada um dos ensaios aqui reunidos e é tratada sob a mais nobre das formas de a encarar, que é a do debate baseado na escuta exigente na fundamentação lógica dos argumentos, almejando  a razoabilidade, e informado pelo respeito pelas convicções e razões dos que pensam diferentemente. Mesmo que se não concorde com João Lobo Antunes (e algumas vezes tal acontece, felizmente, comigo), não se pode deixar de  saudar este formidável argumentador, este expositor sério e comprometido de valores e virtudes, renitente a aceitar princípios esquematizantes e só aparentemente orientadores da atitude certa e do procedimento correto. A sua experiência como médico, a observação aguda da complexidade emocional-racional do ser humano, particularmente quando se declara ou assume como doente, conduzem-no por vezes a confessar-se incapaz de optar em situaçõe...

Egas Moniz

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Esta é a primeira biografia de uma das mais fascinantes personalidades médicas do século XX, a quem se devem duas contribuições científicas fundamentais,: a angiografia, uma técnica que permite a visualização dos vasos cerebrais, e a psicocirurgia, o primeiro tratamento cirúrgico de certas doenças psiquiátricas, agora reabilitada em consequência de progressos tecnológicos recentes. António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz nasceu em 1874 em Avanca e formou-se na Universidade de Coimbra. A sua tese, intitulada « A Vida Sexual» , tornou-se um sucesso de vendas. Em 1991 transferiu-se para a Universidade de Lisboa como  professor de Neurologia. Até 1919 foi um político activo, chegando a ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Sidónio Pais e chefiando a delegação portuguesa à Conferência de Versalhes no final da Grande Guerra. Ganha em 1949 o Prémio Nobel da Medicina. Esta é uma narrativa que o autor pretendeu objectiva e crítica, e para a qual dispôs de num...

João Lobo Antunes

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 Cota: 821.139.3 Neste volume de ensaios, que o autor entende como um modo de falar com os outros por escrito numa experiência na primeira pessoa, são tratadas matérias tão variadas como a relação entre a arte e o cérebro e o velho duelo entre a ciência e a fé. Temas de ética, educação e cultura (num texto de homenagem a Vitorino Nemésio) entrelaçam-se com outros ligados a um ofício que trata da porção mais séria do viver. Há ainda a digressão pela  loucura  e uma confissão autobiográfica sobre a sua  razão de ser . É, finalmente, uma recordação de Nova Iorque e de como esta marcou o autor como homem e como médico. Como se diz no prefácio, o livro é assim também um pretexto para um abraço apertado a uma cidade sempre inconcluída.