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Encontro com Marco Oliveira Borges - 28 de abril

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Na próxima segunda-feira vamos receber na nossa escola o escritor e historiador Marco Oliveira Borges. Marco Oliveira Borges é atualmente como uma das vozes mais relevantes na historiografia marítima nacional. Nasceu em Cascais, em 1984, e licenciou‑se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde concluiu também o mestrado em História Marítima e, em 2020, o doutoramento em História, com a tese "O trajecto final da Carreira da Índia na torna‑viagem (1500‑1640). Problemas da navegação entre os Açores e Lisboa: acções e reacções, desenvolvido sob bolsa da FCT." Desde 2014, integra o Centro de História da Universidade de Lisboa como investigador integrado, sendo também membro efetivo da Academia de Marinha e da International Network – Small Cities in Time (In_Scit). A sua investigação concentra‑se na História da Expansão Europeia (séculos XV‑XVII), com especial foco na Carreira da Índia, aplicando‑se a uma abordagem interdisciplinar que recorre a métodos d...

Foi Cristóvão Colombo quem descobriu a América?

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Sabes que há provas de que os primeiros europeus chegaram à América do Norte muito antes de Cristóvão Colombo? Clica no link e fica a saber como uma tempestade solar e troncos de árvores cortadas podem datar com grande precisão acontecimentos históricos de há mais de 1000 anos.    https://observador.pt/2021/10/21/vikings-chegaram-a-america-ha-mais-de-mil-anos-pelo-menos-500-antes-de-colombo/ Imagem: https://bordalo.observador.pt/v2/q:85/c:4096:2305:nowe:0:453/rs:fill:860/f:webp/plain/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2021/10/21095659/GettyImages-541327473-scaled.jpg

Revolução de outubro

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SESSÃO DO LABORATÓRIO DE HISTÓRIA – 6 e 7 de março A Revolução de Outubro de 1917 ou Revolução Bolchevique, como também é conhecida, é considerada um dos acontecimentos históricos mais importantes e de maior impacto da época contemporânea, fazendo parte dos programas da disciplina de História do 9.º e 12.º anos. No ano do centenário da Revolução, o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova apresenta um programa de iniciativas [i] em colaboração com diversas instituições científicas e culturais, entre as quais se encontra a Biblioteca Escolar da ESLC. Foi neste contexto que, nos dias 6 e 7 de março, contámos com a presença do investigador Ricardo Noronha, do programa de estudos de pós-doutoramento do Instituto de História Contemporânea da FCSH, para duas sessões do Laboratório de História – espaço de aprendizagem, experimentação, inovação e partilha de conhecimentos do IHC – onde se ensaiam novas metodolog...

Sérgio Luís de Carvalho

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Estamos no reinado de D. João V. A sua ideologia absolutista escoa às mãos cheias o ouro do Brasil, enquanto o reino empobrece ao ritmo dos seus devaneios de luxo e de amantes das mais variadas extrações. O facto de o governo ignorar o desenvolvimento da colónia - antes a vendo como uma árvore das patacas - leva ao descontentamento do Brasil, terra amiúde frequentada por personagens sonhadoras. Pedro de Rates Henequim, depois de vinte anos nas minas de Ouro Preto, regressa ao reino cheio de ideias alucinantes nas quais antecipa o fim do mundo e vê o Paraíso nas terras brasileiras. Henequim ciranda por Lisboa pregando o seu pensamento e fazendo as mais desvairadas  propostas, quer aos espanhóis, quer ao irmão mais novo do Rei. Porém, nessa cidade eivada de hipocrisia religiosa, as suas ações conduzem-no às malhas da Inquisição. Num século XVIII marcado pela luxúria e pela ostentação, o reinado de D. João V continua a impressionar-nos pela frequente oscilação entre a c...

John Keay

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Cota: 82-31 KEA Há mais de dois mil anos que o mundo acidental vive obcecado pelos produtos vindos do Oriente, sendo a rota das especiarias um dos grandes enigmas da história. As especiarias vinham de terras nunca vistas e onde dificilmente se podia chegar, o que as tornavam ainda mais apetecíveis. No entanto, nenhuma outra rota comercial colocou em risco tantas vidas e nações, nem desencadeou tantas guerras e descobertas. Foi para conseguir as especiarias que os homens se aventuraram para lá dos horizontes conhecidos e ousaram explorar os limites do planeta. Os antigos egípcios lançaram o comércio marítimo para obter incenso da Arábia e os navegadores greco-romanos chegara à Índia à procura da pimenta e do gengibre. Tudo isto antes de Colombo ter partido para Oeste, Vasco da Gama para Oriente e Fernão de Magalhães para lá do Pacífico. A Rota das Especiarias é um relato épico que descreve uma história com mais de três milénios e a identifica como fundadora de um mu...

Visão História (*)

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Passam agora cem anos sobre o início da Primeira Guerra Mundial. Foi no dia 28 de junho de 1914 que, com o assassínio, em Sarajevo, do herdeiro do trono austro-húngaro, a Europa mergulhou numa vertigem de acusações e recriminações mútuas que redundaria, passado um mês e alguns dias, no desencadear das hostilidades. Essa « guerra para acabar com a guerra» , como lhe chamou H. G. Wells numa expressão que chegou a ter sucesso, revelar-se-ia afinal, ao longo dos quatro anos de pesadelo que durou, um longo calvário de horrores e perplexidades. Mas nada ficou resolvido em 1918, a não ser que a Europa cometera uma espécie de suicídio lento. Passados vinte anos as chamas reacender-se-iam, ainda mais alterosas e destruidoras. A participação direta de Portugal nesse conflito absurdo foi já tema de um número da VISÃO História , publicado em fevereiro de 2009. A VISÃO opta agora por organizar uma panorâmica fotográfica dos múltiplos aspetos da conflagração, acompanhada dos necessário...

Gabriel Mithá Ribeiro (2)

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A ação Como ensinar História no séc. XXI decorreu na biblioteca no dia 10 de abril, pelas 18:30. O auditório foi constituído essencialmente por professores e o debate em torno da obra e ideias do autor foi animado e muito participado. "E o que faz um bom aluno?" O sociólogo Albert Hischman, no seu modelo de participação cívica dos cidadãos em instituições, diz-nos que há quem fique quieto e aparentemente não faça nada, quem use a voz critica de modo ativo e ainda quem se submeta às regras do poder e da instituição. Este modelo altera muito do que habitualmente ouvimos na opinião pública, revelando que mesmo que os indivíduos aparentemente fiquem quietos e não façam nada, seguindo as suas rotinas, têm uma atitude com significado social importante. Criámos a ideia de que o aluno que está sempre a participar é um bom aluno mas, na verdade, é-o quem está intelectualmente ativo, o que muitas vezes só se manifesta a prazo. Mais do que com o profess...

Gabriel Mithá Ribeiro

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Nas sociedades ocidentais da atualidade, muito mais que limitações ao nível dos recursos materiais e humanos, é no domínio cultural e ideológico que residem os maiores bloqueios. Um dos mais importantes fatores explicativos dessa situação é a herança secular do materialisno dialético que, ao penetrar no pensamento do senso comum um pouco por todo o mundo, tornou-nos a todos, de uma ou de outra forma, depositários de versões (ultra)simplificadas das teorias de Karl Marx. Tendemos a não duvidar de que as condições económicas determinam muito daquilo que pessoas ou grupos valem. Se há nisso inegável verdade, andamos há muito a exagerar na dose, o que nos arrasta para vícios de perceção da realidade. Quanto maiores os recursos naturais, maior a tentação de se deitar dinheiro para cima dos problemas. Em muitos casos, essa atitude agrava as dificuldades porque alimenta bloqueios culturais que impedem a procura de soluções eficazes fora do círculo materialista. O resultado é viver...

Churchill

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Só neste Inverno de 1896, quando estava prestes a completar o meu vigésimo segundo ano, cresceu em mim o desejo de aprender. Comecei a sentir que me faltavam conhecimentos, por mais vagos que fossem, sobre muitas das grandes esferas do conhecimento. Reunira um vasto vocabulário e tinha um gosto especial pelas palavras e pela forma como se encaixavam e adaptavam nos devidos lugares, como moedas nas ranhuras de uma máquina. Dei comigo a utilizar muitas palavras cujo significado não conseguia definir com exatidão. Admirava essas palavras, mas receava utilizá-las com medo de parecer absurdo. Um dia, antes de ter saído de Inglaterra, um amigo meu disse-me: «O evangelho de Cristo é a última palavra em ética». Soava bem, aquilo, mas o que significava ética? (...). A julgar pelo contexto, pensei que podia significar «o espírito das escolas privadas», «respeitar as regras do jogo», «esprit de corps», «comportamento honroso», «patriotismo» e coisas semelhantes. Depois, alguém me disse qu...

Martin Gilbert

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"Um feito enorme, uma síntese prodigiosa que demonstra sentido de proporção, sustentado por uma extraordinária autodisciplina e capacidade para escolher, resumir e processar uma montanha de material desordenado.  Um livro de referência notável e inestimável que se abstém de juízos de valor, lúcido e ponderado." Philip Ziegler , Daily Telegraph "Nesta grande obra a escrita é lúcida, a ação estruturada na perfeição, os factos evocados com clareza. Os horrores são destacados com circunspeção quase confucionista, que ensina sem cair no didaticismo. Na visão que  Gilbert tem da história, as grandes questões não ofuscam a escala humana."  Felipe Fernández-Armesto , Sunday Times "A par das suas investigações sobre as ações e as tomadas de decisão das grandes figuras da humanidade, Gilbert tem-se esforçado por encontrar pessoas anónimas intervenientes nos acontecimentos históricos. Esta é uma empresa nobre, que permite ao homem e à mulher comuns partilharem o pal...

Cancioneiro medieval

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Alguma vez se imaginou a folhear um cancioneiro medieval? Passar um a um os fólios dos velhos cancioneiros que nos permitiram chegar ao conhecimento de uma parte significativa da nossa literatura medieval é agora um privilégio ao alcance de todos graças ao projeto Littera, edição, atualização e preservação do património literário medieval português, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e sediado no Instituto de Estudos Medievias da FCSHUNL. Cantigas Medievais Galego-Portuguesas    é o site que resulta do trabalho deste projeto e disponibiliza a totalidade das cantigas galego-portuguesas que chegaram até nós através dos Cancioneiros da Ajuda, da Vaticana e da Biblioteca Nacional, bem como as músicas e a pauta, sempre que disponíveis. As cantigas estão ordenadas por ordem alfabética e podemos aceder a informação sobre os autores, bem como percorrer as iluminuras, consultar a “Arte de Trovar”, ou informação sobre as personagens ou os locais referidos nas cantig...

Vitorino Magalhães Godinho

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(disponíveis os 4 volumes) No passado dia 26 de Abril, com 92 anos, morreu o Professor Vitorino Magalhães Godinho. Foi um dos nossos mais ilustres historiadores, a par de Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Damião Peres ou Jaime Cortesão. Considerado uma das maiores figuras da investigação mundial da economia dos descobrimentos, ainda muito novo iniciou pesquisas sobre a História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa centrado em dois aspectos: levantamento minucioso, erudito, das fontes ligadas a essa temática e estudo das culturas e civilizações antes da chegada dos portugueses. Partindo das reflexões e investigações de Oliveira Martins, Jaime Cortesão e Duarte Leite, actualizou e renovou os estudos de história da expansão portuguesa numa perspectiva global, o que possibilitou comprovar a importância dos portugueses no desenvolvimento da economia mundial. Destacou-se ainda pela resistência à ditadura (o que lhe valeu por duas vezes o afastamento da universidade portugue...

Fantasia Lusitana

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Foi adquirido pelo CRE o documentário Fantasia Lusitana, do realizador João Canijo. Este documentário, na sua essência, explora a relação dos portugueses com os estrangeiros refugiados da segunda guerra mundial e a forma como a sua estadia em Portugal influenciou (ou não) o olhar português sobre esse conflito e se essa passagem deixou (ou não) a sua marca cultural no nosso país. É uma visão de um determinado período da história de Portugal do século XX, construída totalmente a partir de imagens de arquivo, de jornais de actualidades da época e da leitura de testemunhos, em que é bem perceptível toda a propaganda do salazarismo: Portugal é apresentado como um paraíso de paz e harmonia, numa altura em que grande parte da Europa sofria com a guerra, totalmente alheio a este conflito que só dizia respeito aos outros. “Tudo pela Nação”, proclama-se o orgulho numa pátria com 800 anos de história e onde Salazar e Carmona discursam e assistem à marcha da Mocidade Portuguesa. Exibe-se a Exp...

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