quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz Natal!


A equipa da BE-CRE deseja a todo(a)s Boas Festas e boas leituras.




Gloria in Excelsis



"Gloria in Excelsis - Histórias Portuguesas de Natal" é uma antologia de contos de autores portugueses organizados, selccionados e apresentados pelo poeta Vasco Graça Moura.
A antologia, uma edição rara no mercado editorial português, reúne  28 histórias de Natal de 23 nomes cimeiros da literatura portuguesa - "O Suave Milagre", de Eça de Queiroz, "A Noite que Fora de Natal", de Jorge de Sena, "Natal" de Miguel Torga, "Natal dos Pobres", de Raul Brandão, "Conto do Natal", de José Régio, "O Natal do Dr. Crosby" ou "Natal Branco", ambos de José Rodrigues Miguéis, "Noite de Natal", de Manuel da Fonseca, "A Noite em que prenderam o Pai Natal", José Eduardo Agualusa, entre outros.
José de Andrade Ferreira, Ramalho Ortigão, João da Câmara, Abel Botelho, Fialho de Almeida, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Vitorino Nemésio, Domingos Monteiro, Maria Judite de Carvalho, Natália Nunes, José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, Alexandre O`Neill e Altino do Tojal, são os outros nomes que completam esta antologia.
Como é, então, o Natal em português? Vasco Graça Moura explica que os autores portugueses são "sobretudo sensíveis a um certo clima social, em que convergem a crença, as tradições, a afetividade, as coordenadas culturais ligadas à quadra do Natal, a própria ideia de paz entre os homens que hoje não é necessariamente um valor de matriz religiosa".
E o poeta a quem foi pedida a seleção dos textos para "Gloria in Excelsis" diz também que se deparou com algumas surpresas - a principal foi verificar que quase todos os grandes nomes da ficção portuguesa não deixou de abordar o tema.
Contos laicos ou religiosos, Natal à lareira, à volta da consoada ou do presépio, da Virgem Maria ou do Menino Jesus, da Missa do Galo ou da peregrinação dos Reis Magos, "o confronto com os azares da vida, a desgraça, a amargura, uma certa implacabilidade do destino" são temas recorrentes na literatura portuguesa de Natal, diz Graça Moura.

O livro está disponível na biblioteca

Miguel Real




Provocar «o estalo mental» a propósito de “Paiaçu”


            No âmbito de uma iniciativa promovida pela BE-CRE, em articulação com o grupo disciplinar de Português, o escritor Miguel Real, especialista em cultura portuguesa, esteve presente na nossa escola para nos provocar «o estalo mental» sobre o Padre António Vieira.

            Miguel Real, o pseudónimo literário do professor de filosofia Luís Martins, partilhou com alunos e professores o seu vasto conhecimento acerca desta figura tão marcante do nosso século XVII e sempre presente nas várias vertentes que constituem a sua obra enquanto ficcionista (O sal da terra,  2008), ensaísta (Padre António Vieira e a cultura portuguesa, 2008) e autor de textos dramáticos (Vieira – O Céu na Terra, na comemoração do quarto centenário do nascimento de Padre A. Vieira e Vieira – O Sonho do Império).

            Conhecedor do percurso de Vieira pelas terras do Brasil, Miguel Real / Luís Martins pôde contar “estórias” autênticas sobre o orador e evocar locais, cores e sabores distantes que muito contribuíram para criar a empatia do auditório com esta figura tão distante do nosso tempo, mas simultaneamente tão próxima, pelos valores que encarnou.

            Numa época caracterizada pela injustiça social, pelo preconceito e pela prepotência dos mais fortes, o Padre António Vieira usou eficazmente o poder da Palavra para confrontar o Poder, denunciar os excessos cometidos no tratamento dos Negros, na exploração e escravização dos Índios e defender os Judeus e Cristãos-Novos. Através da leitura de O Sermão de Santo António aos Peixes, por exemplo, podemos perceber exatamente a crítica feita por Vieira aos colonos brancos de S. Luís do Maranhão e o modo como defendia os índios escravizados, que, por este facto, o tratavam por “Paiaçu” (Grande Pai em Tupi).

            Esta vertente humanista do “Paiaçu”, que perpassa nos seus sermões, mas que se manifesta também nas várias funções exercidas – missionário, diplomata, conselheiro político, escritor, sem esquecer a de profeta do Quinto Império – fez deste orador jesuíta mais carismático do seu tempo uma figura mal-amada pela corte, expulsa pelos colonos do Grão Pará e do Maranhão e perseguida e condenada pela Inquisição.

            A luta determinada e persistente do Padre António Vieira pelo respeito pela dignidade humana, que tantos dissabores e contratempos lhe causou, e a importância da sua obra no século XVII justificam «o estalo mental» nos nossos alunos, despertando-os para a leitura do sermão e sensibilizando-os para a dimensão que a vida e obra deste pregador assumem na história da cultura portuguesa.

Mais informação disponível sobre o Padre António Vieira na exposição patente na BE-CRE, durante o mês de janeiro.

professora Teresa Lucas


A documentação facultada na sessão encontra-se aqui.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Padre António Vieira




A figura do Padre António Vieira é uma das mais controversas do nosso séc XVII e, seguramente, uma das mais interessantes da nossa história e do nosso panorama literário.

Mestre na arte da oratória, distinguiu-se a vários níveis e foi um ídolo do seu tempo, fascinando toda a Europa com as suas ideias e os seus sermões.

É um prazer encontrar no youtube uma coleção de documentários sobre a figura do Padre e o seu Sermão de Santo António aos Peixes. Vale a pena percorrer os 5 documentários. Aqui fica o primeiro, os outros estão nas proximidades.

professora Luísa Supico

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Prémio Leal da Câmara

Melissa Ablé
Ana Catarinha Trigueiro
Ruben Bernardo


No âmbito do PRÉMIO LEAL DA CÂMARA 2010/2011 (Categoria: Desenho/Pintura; Tema: Património) foram premiadas, ex aequo, as obras apresentadas a concurso pelos alunos Ana Catarina Trigueiro (11º A1), Melissa Ablé (10º A1) e Ruben Bernardo (12º A2).

Foram ainda distinguidas com menção honrosa as obras da autoria de Melissa Ablé e Joana Rebelo (12º A1).


Melissa Ablé
Joana Rebelo
A Escola manifesta o seu reconhecimento a todos os que viabilizaram esta iniciativa. Em particular, agradece aos alunos participantes nesta primeira edição do Prémio, acreditando que os seus trabalhos constituirão, sem dúvida, um estímulo à participação dos colegas e ao aprofundamento da qualidade das obras.


professoras Gertrudes Brás dos Santos e Lúcia Carvalhas

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Steve Jobs (2)



É volumosa a biografia de Steve Jobs, o emblemático homem forte da Apple, génio da informática e das novas tecnologias falecido no mês passado. E a sua figura é de tal modo reconhecível - sinónimo de inteligência, criatividade e trabalho - que a capa da biografia autorizada relega para segundo plano o autor e o título para dar todo o destaque ao seu rosto e, na contracapa, à sua invenção: o universo da Macintosh.
Ao longo de 40 capítulos e quase 700 páginas, Walter Isaacson, ex-presidente da CNN e ex-diretor editorial da revista Time, passa em revista os grandes momentos da sua vida, com particular ênfase para o início da Apple, o seu posterior afastamento e regresso, e os projetos que tinha em mãos quando morreu. É um trabalho que resulta de dezenas de entrevistas ao mítico líder da Apple, aos amigos, familares, colegas e até adversários, como se esclarece numa nota editorial.
No fim,  Isaacson conclui: "A personalidade de Steve Jobs refletia-se em todos os produtos que criava. A filosofia da Apple, desde o Macintosh em 1984 ao iPad uma geração depois,  assentava na integração extremo-a-extremo do hardware e software". E acrescenta: "o mesmo se passava com o próprio Steve Jobs: a sua personalidade, as suas paixões, o seu perfeccionismo, os seus demónios, (...) e a sua obsessão pelo controlo estavam interligados na sua abordagem aos negócios e aos produtos inovadores que desenvolveu."
in, Jornal de Letras, 30/11/11


A biografia Steve Jobs, de  Walter Isaacson, está disponível na biblioteca.´

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dia do Mar



Dia Nacional do Mar – 16 de novembro

“Uma língua é um lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir.
Da minha língua vê-se o mar.” 
                                                                                                               Vergílio Ferreira

Foi no dia 19 de novembro, pelas 10 horas que a Escola Secundária de Leal da Câmara marcou presença na loja Pingo Doce do Fórum Sintra para dizer poemas de escritores portugueses alusivos ao mar.

Num cenário construído em redor de uma pequena embarcação, depositada sobre redes de emalhar, areia, conchas e búzios e no qual se podiam observar instrumentos de pesca artesanal, como os alcatruzes para a pesca do polvo e os covos para a captura do safio, da enguia e da lagosta, os alunos do grupo de teatro da Escola criavam cenas do quotidiano daqueles que encontram no mar o seu sustento. Fazendo acompanhar o grito de expressões como “Olhem! Há peixe!”, “Vamos! Força! Puxem a rede!”, dos gestos de quem puxa as redes lançadas ao mar, os alunos dispunham-se configurando a própria embarcação que lhes servia de cenário. Neste quadro ouviam-se excertos da Canção do Mar de Mariza.

Após esta cena de abertura, os alunos assumiram as figuras do pescador, da varina transportando canastras de vime sobre rodilhas depositadas na cabeça e de seres criados pela fantasia, como as sereias e os tritões. Disseram então poemas de escritores como Sophia de Mello Breyner Andresen, Almeida Garrett, Eugénio de Andrade, Matilde Rosa Araújo e Luísa Ducla Soares.

A sessão terminou com os alunos em interação com o público, designadamente as crianças que olhavam com surpresa e maravilha toda a representação.

Estes momentos mágicos feitos a pensar naqueles que visitam a loja Pingo Doce no Fórum Sintra foram preparados com a colaboração da D. Helena Moreira e receberam o apoio do Eng. João Neves, diretor da loja. A Escola Secundária de Leal da Câmara quer deixar-lhes aqui uma palavra de especial agradecimento. Um sincero obrigada também ao pescador do mercado da Ericeira que emprestou os instrumentos de pesca artesanal que configuraram este especial Dia do Mar.
Bem hajam!

professora Liliana Silva

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Biblioteca em movimento


O concurso Biblioteca em movimento tem por objetivo distinguir os melhores filmes produzidos pelos alunos no âmbito da promoção/divulgação do Centro de Recursos Educativos/Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Leal da Câmara, enquanto espaço privilegiado de aprendizagens, aquisição e produção de conhecimentos.

Os participantes devem realizar filmes em formato digital, com a duração máxima de 2 minutos, que abordem o tema “Biblioteca em Movimento" e
poderão inscrever-se, até ao dia 15 de dezembro, preenchendo a ficha de inscrição aqui disponível.

Os filmes produzidos deverão ser entregues na biblioteca escolar até ao dia 28 de fevereiro de 2012, data a partir da qual se iniciará o processo de apreciação e escolha por parte do júri selecionado para o efeito.

Consulta o Regulamento do concurso: aqui.

Participa!



professora Manuela Martins

Inventário


Título: Património Metropolitano (Inventário Geo-referenciado do Património da Área Metropolitana de Lisboa)
Edição: Junta Metropolitana de Lisboa
Data: Fevereiro de 2002
Nº Registo: 224
Nº informático: 2485

A localização privilegiada da Área Metropolitana de Lisboa, conferiram-lhe, desde sempre, condições de excelência para a fixação do Homem.
Esta presença humana,cuja origem se perde nos tempos, deixou um legado histórico-cultural de elevado valor patrimonial, que importa salvaguardar e divulgar, mantendo viva a história de um passado que se projeta no presente, e ajuda a construir o futuro.
A edição deste CD-ROM com o inventário Geo-referenciado do Património da Área Metropolitana de Lisboa pretende divulgar o património histórico-cultural (património edificado e arqueológico) junto das escolas, universidades e do cidadão em geral.
O CD tem dois grandes objetivos: 1) Proporcionar uma visão metropolitana do património, não só do património classificado, mas também de um vasto conjunto de elementos não classificados, mas de relevo em termos patrimoniais, com especial destaque para a arqueologia e a arquitetura tradicional,
2) Construir uma base que sirva de ponto de partida a futuras investigações.
 Este CD-ROM permite a pesquisa da localização dos elementos patrimoniais - navegando em ortofotomapas - acedendo interativamente à ficha que contém a descrição do elemento e a fotografia do imóvel, e faculta ainda a sua procura por designação, por freguesia e concelho a que pertencem.

professor Mário Rui Simões


O CD-ROM  está disponível na biblioteca

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sabores e saberes




No dia 15 de novembro, aquando da cerimónia de entrega de diplomas aos formandos dos cursos EFA, a turma de Contabilidade ofereceu à BE/CRE, na pessoa do Diretor Dr. Jorge Lemos, o seu trabalho de fim de curso realizado no âmbito da Área Integradora: Constituição da Empresa: Sabores ECtrês.
Este trabalho procura mostrar as várias etapas conducentes à constituição de uma empresa bem como as suas práticas de funcionamento. O objetivo que conduziu esta iniciativa foi aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo dos três anos de formação na Área Técnica do Curso Efa de Contabilidade.

professora Maria do Carmo Silva



O livro está disponível na biblioteca

Dia de Festa (3)

Cerimónia de entrega de Diplomas dos Cursos EFA

 
Inserida nas comemorações do vigésimo quinto aniversário da Escola, decorreu no dia 15 a cerimónia de entrega de diplomas aos formandos dos cursos EFA.

As professoras Cristina Rodrigues e Maria do Carmo Silva, mediadoras dos cursos de Secretariado e de Contabilidade e Fiscalidade, respetivamente, tomaram assim a iniciativa de organizar este evento que englobou todos os formandos de todos os cursos que, desde 2009, foram concluindo o ensino secundário.


professora Cristina Rodrigues


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Umberto Eco


Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromboli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, a disseminação gradual daquela falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios de Sião (que inspirará a Hitler os campos de extermínio), jesuítas que tramam contra maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam padres com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planeiam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras.

Ótimo material para um romance-folhetim de estilo oitocentista, para mais, ilustrado com os feuilletons daquela época. Há aqui com que contentar o pior dos leitores. Salvo um pormenor. Excepto o protagonista, todos os outros personagens deste romance existiram realmente e fizeram aquilo que fizeram. E até o protagonista faz coisas que foram verdadeiramente feitas, salvo que faz muitas que provavelmente tiveram autores diferentes. Mas quando alguém se movimenta entre serviços secretos, agentes duplos, oficiais traidores e eclesiásticos pecadores, tudo pode acontecer. Até o único personagem inventado desta história ser o mais verdadeiro de todos, e se assemelhar muitíssimo a outros que estão ainda entre nós.

Um romance fantástico, de um autor que uma vez mais mostra saber como nenhum outro combinar erudição, humor e reflexão.

in, O Cemitério de Praga




O romance de Umberto Eco está disponível na biblioteca.

Rodolfo Castro






Rodolfo Castro - Habitar o som. Uma proposta de compreensão leitora e leitura em voz alta.

O som é a primeira casa em que habitamos. Som de proximidade e de afetos, som de embalo, daqueles que nos geraram contando-nos histórias sobre nós próprios e sobre a sua experiência – real ou ficcionada - das coisas. Formamos a nossa memória e identidade, conhecemos e imaginamos o mundo a partir de narrativas, mais marcadas pelo canto de colo daqueles que cuidavam de nós do que pelos conteúdos que nos iam transmitindo. Neste contexto, ler constitui uma necessidade vital e um prazer que antecede a fase do nascimento.
Ler literatura em voz alta em sala de aula, dando-se o direito de desfrutar da história lida, imaginando-a e acreditando nela, constitui o grande desafio que se coloca ao professor moderno, mais treinado para transmitir informação útil especializada do que em desenvolver a compreensão leitora dos jovens.
Estas foram algumas das ideias apresentadas, de forma apaixonada e bem humorada, pelo narrador oral argentino Rodolfo Castro.
A sessão decorreu no auditório, tendo sido transmitida, em direto, por videoconferência, para a biblioteca e, através do projeto TVLC, para toda a Escola e para o mundo. No âmbito desta iniciativa foi aberto um chat que foi recebendo participações por parte dos elementos que seguiam a sessão na biblioteca e na Internet. As professoras Teresa Lucas e Maria João Martins acompanharam o desenvolvimento da iniciativa na biblioteca, dando feed-back da mesma junto da assistência reunida no auditório. Segundo o professor Rui Hilário, “a sessão na biblioteca foi ainda mais divertida do que a do auditório”.
Para esta iniciativa a Escola teve o privilégio de receber, para além dos alunos das turmas 10.º H4, 10.º E1, 11.º C7 e 11.º P3, alunos do grupo de teatro Reticências, professores de todas as disciplinas, elementos da Direção, representantes da Câmara Municipal de Sintra, as coordenadoras interconcelhias de bibliotecas escolares de Sintra e da Amadora, vários professores bibliotecários do concelho, para além de professores de outras escolas.
O texto de Rodolfo Castro, Os peixes, o infinito  e os livros, lido pela aluna Beatriz Darame do 12º ano, encerrou a sessão.
Asseguraram – na perfeição! - a parte técnica destas três horas mágicas em torno da leitura, os alunos do Centro de Produção, dirigidos pelo professor Rafael Figueiredo e o professor Rui Hilário.
Bem hajam!

professora Liliana Silva

ETerna Biblioteca (2)





“E se, um dia, eu reconhecesse os alunos da Leal não pelo currículo formal, igual em todas as escolas, mas pelas palavras e imagens que intencionalmente dele extravasámos e partilhámos, com o sentido de construirmos a nossa singularidade como cidadãos?
Que bela história de autonomia: não uma disciplina de oferta própria mas antes a oferta própria de um percurso formal de leituras!”

professor João Manique


Convidada a participar no painel das escolas da 9.ª edição da ETerna Biblioteca que decorreu no passado dia 4 de novembro, a Escola proferiu uma comunicação na qual foram apresentadas algumas das suas propostas de leitura a partir do currículo: kits pedagógicos, base de conteúdos em linha por disciplina e nível (blogue), guiões de filmes, oficinas de formação de utilizadores, exposições com consulta de documentos e visitas guiadas, visitas de estudo orientadas (por exemplo, à Torre do Tombo), percursos de leituras por disciplina e nível e histórias de ciência. Estas propostas conhecem atualmente um uso sistemático e generalizado, constituindo boas práticas da Escola.
A comunicação proferida foi da responsabilidade do presidente do Conselho Geral, professor João Manique e da professora bibliotecária, Liliana Silva.
A Escola saúda esta feliz iniciativa e agradece à Câmara Municipal de Sintra, na pessoa da Dra. Raquel Camacho, o convite que lhe foi dirigido.

professora Liliana Silva

domingo, 13 de novembro de 2011

LEFF' 11


Termina este fim-de-semana a 4ª edição do Estoril & Lisbon Film Festival que teve abertura oficial a 4 de Novembro. Já considerada como a melhor programação de sempre, a edição deste ano alargou-se à capital e diversificou ainda mais as suas atividades numa ligação muito abrangente entre diversas formas de expressão artística.Com muitos destaques e antestreias, iniciativas e a presença de muitas figuras notáveis, um dos pontos que mais tem notabilizado este certame é a aposta do seu diretor, o produtor Paulo Branco, na qualidade dos Júris convidados. Este ano, a escolha recaiu, entre outros, em J.M.Coetzee (laureado com o Nobel da Literatura em 2003), Paul Auster (escritor e realizador), Don de Lillo (que assina Cosmopolis,),  Peter Handke (escritor), Luca Guadagnino (realizador), Gidon Kremer (Músico) e José Barrias (artista em diversas áreas, como pintura, desenho e fotografia).

Das obras presentes têm sido realçadas pela crítica como favoritas: Faust de Sokurov (Leão de Ouro em Veneza este ano), Melancholia, de Lars Von Trier e A Dangerous Method de David Cronenberg.

Para além de sessões especiais de retrospetiva e de homenagem a realizadores recentemente desaparecidos, foram apresentados em paralelo outros eventos como concertos, exposições de pintura e fotografia e o Simpósio: Que futuro para as industrias culturais na era da Internet? acerca dos direitos autorais.

O destaque para a última sessão, onde será atribuído o prémio de melhor filme da edição de 2011, vai para o filme de encerramento, La Piel que Habito, de Pedro Almodovar.


professora Guadalupe Gomes


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A arte da ciência


Em entrevista exclusiva, o autor de O erro de Descartes fala sobre a mente, emoções, literatura, cinema e o seu percurso de vida.


O número 1070 do JL (outubro de 2011) está disponível na biblioteca.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Veste a camisola da Leal


No âmbito do 25.º aniversário da Escola Secundária Leal da Câmara, os alunos das turmas do 11.º ano de Artes Visuais do ano letivo de 2010/2011, levaram a cabo um projeto de imagem gráfica para t-shirt comemorativa.
Estão expostas no 1.º andar do pavilhão central 22 propostas que aguardam a tua visita.
Vota na tua favorita até dia 10 de novembro.
A sondagem encontra-se na coluna à direita.
Associa-te à festa!
Veste a camisola da Leal!


professora Lúcia Carvalhas

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Apoio à leitura



A loja Pingo Doce do Fórum Sintra apoia a leitura e a iniciativa da Escola Secundária Leal da Câmara no mês internacional das bibliotecas escolares.


Nunca se leu tanto como nos dias de hoje. Livros, DVD, jornais e revistas integram as nossas atividades diárias e são disponibilizados junto de bens de primeira necessidade como pão, fruta e peixe.
Dia a dia tendemos, porém, a restringir a leitura a documentos formais, de estudo, úteis para se ser produtivo e obter êxito e impomos este tipo de leitura aos jovens que, nem sempre, a acolhem bem.
Para que a leitura adquira a magia e a sedução do tempo em que os livros eram raros, há que ler também textos literários e, sempre que possível, em voz alta, com os outros, para que as palavras, por via da expressividade do corpo de quem lê, adquiram um valor emotivo e simbólico, para além do seu significado literal.

Para chamar a atenção da importância da leitura e do valor das bibliotecas das escolas na atual sociedade da informação e do conhecimento, a Associação Internacional de Bibliotecas Escolares decretou outubro o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.
O grupo de teatro Reticências da Escola Secundária Leal da Câmara assinalou esta data junto da comunidade, criando pequenas peças humorísticas em torno da leitura e do livro e lendo em voz alta, na loja Pingo Doce do Fórum Sintra, durante a manhã de 29 de outubro.

A Escola agradece ao diretor da loja, engenheiro João Neves e à Sra. D. Helena Moreira, o apoio prestado na realização destas atividades e a sensibilidade demonstrada em relação à importância da leitura na atualidade.


professora Liliana Silva

Marcos de Leituras


A Escola Secundária Leal da Câmara assinalou  o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares com a realização de duas iniciativas: Marcos de Leituras 2011 e Leitura de Livros em sala de aula.

A primeira destas iniciativas realizou-se no dia 24 e constituiu uma retrospetiva, levada a cabo por professores e alunos, dos prémios, comemorações e acontecimentos que, no mundo e, sobretudo, em Portugal, marcaram o livro impresso no ano em curso.
A sessão iniciou-se com uma referência, feita por parte da professora Lucília Oliveira, a D. Dinis (1261 - 1325), o rei que tornou o português a língua oficial do reino e cujo papel cultural foi determinante na época. Comemoram-se este ano 750 anos do seu nascimento.
Em seguida, a professora Luísa Supico lembrou Sophia de Mello Breyner, a escritora cujo espólio passou a pertencer, a partir de janeiro de 2011, à Biblioteca Nacional por generosa oferta da família.
Numa terceira parte, foram apresentadas as obras dos seguintes escritores premiados: Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura pela professora Bela Xavier; Gonçalo M. Tavares, Prémio Autores com o livro Uma viagem à Índia pelo aluno Alexandre Ribeiro do 11.º E1; Manuel António Pina, Prémio Camões e João Ricardo Pedro, Prémio Leya, com o livro O teu rosto será o último pela professora Teresa Lucas e Mia Couto, Prémio Eduardo Lourenço pela professora Teresa Boavida.
Finalmente, a professora Fátima Monteiro lembrou Alves Redol (1911-1969) a propósito do centenário do seu nascimento. Com grande pena do público presente não houve tempo para homenagear Manuel da Fonseca (1911-1993), apresentação preparada pela professora Manuela Martins no âmbito da comemoração do centenário do seu nascimento, nem o escritor Jorge Amado (1912 - 2001), apresentação preparada pelas alunas Gabriela Oliveira, Ingrid Silva e Viviane Campos do 11.º E1, a pretexto do décimo aniversário da sua morte.
Pelo interesse e duração da iniciativa, a sessão terminou com a promessa de um novo encontro, com uma maior duração, a realizar no âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro 2012.


Na época em que há meios tecnológicos que podem substituir o livro impresso publica-se mais do que nunca: mais de um milhão de títulos novos por ano; um livro editado em cada 30 segundos.
Mas... e se fossem destruídos todos os livros, como viveríamos?
Foi esta a hipótese colocada pelas professoras Fátima Monteiro, Manuela Martins e Liliana Silva em várias salas de aula, durante o dia 25 de outubro, com base na leitura do livro, História Universal da Destruição dos Livros (2004) de Fernando Báez, bibliotecólogo, poeta e ensaista venezuelano.
Um momento que serviu para lembrar que cada livro nos oferece a experiência de pensar e de sentir de forma totalmente diferente, de conviver com o outro distinto de nós, ensinando-nos a ser tolerantes, condição necessária ao convívio entre os homens. Ao longo da história da humanidade houve dirigentes políticos e religiosos que ordenaram a destruição maciça de livros como forma de eliminar da memória dos homens as marcas de determinados grupos minoritários - foi assim que o holocausto nazi foi precedido por um bibliocausto. 

professora Liliana Silva

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

National Geographic



Descodificar o adolescente.

Estou tão frustrado com o meu filho de 14 anos que me sinto à beira de explodir. Estou a levantar a voz. Não, sejamos sinceros, estou a gritar. Detesto gritar. Estamos atrasados. Detesto estar atrasado.
A minha filha de 19 anos levanta os olhos do telefone, interrompe o envio de mensagens de texto e diz: "Pai, tenha calma!". Detesto que me digam para ter calma. O meu filho está sentado em frente ao televisor a ver o futebol da Liga inglesa. Descobriu uma forma de desbloquear a emissão codificada por satélite. Detesto isso. Para  agravar o caso, ele até descobriu a senha do meu telefone e está no sofá a trocar mensagens com a "rapariga mistério". A minha tensão arterial dispara. Ele não fez as tarefas e tem o quarto numa barafunda. Não consegue encontar  a camisola de futebol. Vamos perder o jogo dele. Por que razão os adolescentes se portam assim?

A pensar nesta agitação, preparámos a reportagem "Cérebros  Brilhantes". Enviámos ao Texas uma fotógrafa talentosa, Kitra Cahana, até há pouco ela própria uma adolescente. Pedimos-lhe para comentar a vida dentro e em redor da escola secundária. As imagens evocam memórias boas e menos boas da nossa adolescência  através da perspetiva da evolução e sugere que existe de facto uma razão para o comportamento desesperante.

De volta à minha manhã frustrante: conseguimos chegar a tempo ao jogo de futebol. O meu filho jogou com paixão, marcou um golo e saltou para os braços dos seus colegas de equipa. Disso eu gosto.

Chris Johnsin Editorial da revista NG de outubro de 2011.


A revista está disponível na biblioteca.

Jean-Claude Carrière


Este livro conta-nos a história de uma estudante apaixonada pela figura de Albert Einstein. O impossível torna-se realidade quando a esta jovem surge a oportunidade de entrevistar o génio, na casa dele, cinquenta anos após a sua morte.

Entrevista a Einstein é uma obra surpreendente que alia o talento literário ao conhecimento científico. E convida-nos a uma viagem extraordinária pelo universo intelectual de um dos mais brilhantes cientistas do século XX.


O livro está disponível na biblioteca.

ETerna Biblioteca



O 9.º Encontro ETerna Biblioteca irá decorrer nos dias 4 e 5 de novembro de 2011, no Palácio Valenças, em Sintra, e é organizado pela Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra. A par de painéis compostos por mediadores culturais e bibliotecários, decorrerão conferências e mesas-redondas protagonizadas por escritores, ilustradores, editores, artistas plásticos e performers, bem como diversas oficinas de formação a funcionar em simultâneo. Haverá espaço, também, para o lançamento de um livro.    

Programa detalhado, aqui.
Ficha de inscrição, aqui.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cancioneiro medieval


Alguma vez se imaginou a folhear um cancioneiro medieval?
Passar um a um os fólios dos velhos cancioneiros que nos permitiram chegar ao conhecimento de uma parte significativa da nossa literatura medieval é agora um privilégio ao alcance de todos graças ao projeto Littera, edição, atualização e preservação do património literário medieval português, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e sediado no Instituto de Estudos Medievias da FCSHUNL.
Cantigas Medievais Galego-Portuguesas  é o site que resulta do trabalho deste projeto e disponibiliza a totalidade das cantigas galego-portuguesas que chegaram até nós através dos Cancioneiros da Ajuda, da Vaticana e da Biblioteca Nacional, bem como as músicas e a pauta, sempre que disponíveis. As cantigas estão ordenadas por ordem alfabética e podemos aceder a informação sobre os autores, bem como percorrer as iluminuras, consultar a “Arte de Trovar”, ou informação sobre as personagens ou os locais referidos nas cantigas. É um site acessível ao público em geral, mas é também um instrumento precioso de trabalho para especialistas, já que a publicação obedece a critérios de seleção e edição cuja explicitação é feita no próprio site.
O site das cantigas medievais irá ser apresentado publicamente hoje, dia 27, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e amanhã, dia 28, na Biblioteca Nacional. Em ambos os casos, às 18 horas.
professora Luísa Supico


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dia das BEs

Doclisboa



Organizado pela Apordoc na segunda metade de outubro, o doclisboa apresenta todos os anos em antestreia os melhores documentários da última temporada e reúne uma série de programações competitivas e não competitivas, incluindo a retrospetiva de autores internacionalmente aclamados. Decorre até dia 30 e as masterclasses do festival são públicas e gratuitas. Os encontros informais com os realizadores estimulam o diálogo entre os profissionais e o público (sessões de pitching). Ao longo do festival os participantes também podem assistir e participar no Forum Internacional para Coproduções Lisbon Docs.

Imperdível!
Consulte o programa, aqui. 


professora Manuela Martins

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bio e geodiversidade



Por iniciativa da equipa do Eco-escolas, está em exibição no CRE, uma exposição sobre biodiversidade e geodiversidade no Parque Natural de Sintra Cascais (PNSC). Os painéis da responsabilidade do PNSC foram patrocinados pela Câmara Municipal de Sintra e por ela disponibilizados. A exposição integra ainda exemplares taxidermizados (empalhados), de mamíferos e aves de espécies presentes no Parque, cedidos pela Escola Secundária c/ 3º ciclo de Pedro Nunes no âmbito de uma cooperação que agora se inicia.

A iniciativa visa sensibilizar para a problemática da conservação da natureza, indicando quais as mais-valias dessa atuação, simultaneamente permite observar a beleza de algumas espécies que muitos de nós só vimos em fotografias e/ou filmagens.

A exposição “Olhar pela diversidade” é assim uma oportunidade de olhar a beleza florística, faunística e geológica que o PNSC oferece, sem esquecer que nos cabe também a nós “olhar” por essa riqueza e zelar pela sua conservação de uma forma informada e consciente.

A equipa do Eco-escolas

João Tordo


« Um enorme romancista que nos redime do horror, como os grandes mestres, pela força misteriosa da escrita. »  António-Pedro Vasconcelos, Sol

« O novo romande do século XXI em Portugal.» João Céu e Silva, Diário de Notícias

« Estamos diante de um escritor cuja notável vocação narradora não se furta em nenhum momento de analisar a brutalidade da vida que nos habita.» Nelida Piñon



João Tordo ganhou em 2009 o Prémio Literário José Saramago(*) com o romance As Três Vidas (2008).


O livro está disponível na biblioteca.

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(*) O Prémio Literário José Saramago, instituído pela Fundação Círculo de Leitores com periodicidade bienal, celebra a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 1998 ao escritor José Saramago, destina-se a promover a divulgação da cultura e do património literário em língua portuguesa, através do estímulo à criação e dedicação à escrita por jovens autores da lusofonia.
O Prémio distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por escritor com idade não superior a 35 anos.

Dia Mundial da Música (2)


A arte das musas foi celebrada na biblioteca da Escola Secundária Leal da Câmara através de um conjunto diversificado de atividades: mostra de instrumentos musicais que puderam ser experimentados pelos alunos, atuação de músicos do Conservatório de Música de Sintra, alguns deles matriculados na Escola, palestra sobre a história da fabricação de alguns instrumentos de música e sessão de cinema a partir do filme, Le concert. Foi assim no dia 3 de outubro, graças à boa colaboração do Conservatório e da empresa Russomúsica.

O que se passa no mundo, passa-se na biblioteca escolar.
Quem lá entra, não sai indiferente. Sai com muitos mundos dentro de si.

professora Liliana Silva
Fonte:  Jornal de Sintra, edição 3905, 07/10/ 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

outubro





 Mês internacional da biblioteca escolar

A International Association of School Librarianship (IASL) assinala outubro como mês internacional da biblioteca escolar e celebra esta data com várias iniciativas subordinadas ao tema School Libraries: A Big Picture.

A Rede de Bibliotecas Escolares, partilhando dos objetivos da IASL, declara o dia 24 de outubro como o Dia da Biblioteca Escolar e dedica esta comemoração ao tema "Biblioteca escolar. Saber. Um poder para a vida.".

A biblioteca da Leal  associa-se a esta celebração organizando um conjunto de atividades que decorrerão de 24 a 26 de outubro.


professora Liliana Silva

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ler+ em tempos de crise



Em tempo de crise, 10 razões para Ler +


1. Abrir janelas para o mundo sem sair do sofá, em menos de um clique;

2. Viajar sem bilhete, necessidade de fazer check-in ou transportar bagagem;

3. Reciclar sem necessidade de indústrias transformadoras;

4. Conhecer outras pessoas, as suas histórias, experiências, dúvidas, pontos de vista, quando queremos, sem obrigação, dever ou cortesia;

5. Ser transportados para o passado ou para o futuro sem recurso a nenhuma máquina de engenharia;

6. Escolher sem imposições de audiências, orientações institucionais e outras mais;

7. Estar informado sem ter de ouvir vozes e ver rostos que não queremos;

8. Ocupar o tempo sem desperdiçar, usufruindo dos recursos bibliotecários que pagamos todos os dias, que são nossos, e que por isso podemos e devemos requisitar;

9. Alargar os nossos horizontes de conhecimento, descobrindo coisas novas, interrogando-nos, refletindo;

10. Criar comunidades de pessoas interessadas e interessantes sem ter medo de estar fora da grande rede ou sequer correr o risco de sermos apanhados por ela.



Chega?! Em tempo de crise, pensamos que sim, porque a liquidez é pouca e temos de ser poupadinhos.

LER É PRECISO, OBRIGAR NÃO É PRECISO!


professora Manuela Martins

Geometrias não euclidianas


"Não existiu movimento mais esmagador em toda a história da ciência do que o desenvolvimento da geometria não euclidiana, um movimento que fez estremecer até aos alicerces da crença, oriunda de épocas remotas, de que Euclides tinha expressado verdades eternas".

Edward Kasner e James Newman
Matemática e Imaginação, 1941


A nossa mente encontra-se cheia de noções de geometria porque usamos constantemente este ramo da matemática em múltiplos aspetos da nossa vida quotidiana. Essas ideias pertencem à geometria conhecida como «clássica» ou «euclidiana», mas existem outras diferentes daquelas que nos foram ensinadas na escola.

Este livro não pretende criar peritos em geometrias não convencionais, mas serve para mostrar que a nossa realidade é mais rica do que pensamos, não só nas suas manifestações naturais, como também ao nível dos instrumentos que conseguimos desenvolver para lidarmos com elas.

in Prefácio.



O livro está disponível na biblioteca

Acordando


ACORDANDO para a nova ortografia

O Novo Acordo Ortográfico: o que muda?

O Acordo Ortográfico de 1990, assinado por todos os países da CPLP, entrou em vigor no Brasil a 1 de janeiro de 2009 e em maio de 2009 em Portugal. Este Acordo Ortográfico permite a redução de divergências ortográficas entre os países que falam português (vantagens diplomáticas, editoriais) e a simplificação da grafia – aproximação da escrita à oralidade (vantagens pedagógicas).

Sabemos, no entanto, que essa mudança implica sempre esforços de desautomatização e de reaprendizagem. Temos, pois, de começar a “acordar” para estas novidades na grafia da língua portuguesa.

Neste sentido, todas as semanas, na Biblioteca da escola, haverá um novo desafio - “ACORDANDO para a nova ortografia” - que nos ajudará a refletir sobre estas alterações e a reaprender a escrever corretamente. As soluções serão afixadas na semana seguinte.

Vem aprender o que mudou na nossa escrita!

professora Elisabete Dourado

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer


Após um intervalo de 15 anos, o Nobel da Literatura voltou a premiar um poeta: um sueco de 83 anos, cujas "imagens condensadas e translúcidas" foram elogiadas pelo júri da Academia.

Fonte:  jornal Público, o7/10/2011


Tomas Tranströmer

No bairro de Alfama os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.

"Mas aqui!", disse o condutor e riu à sucapa como se cortado ao meio,
"aqui estão políticos". Vi a fachada, a fachada, a fachada
e lá no cimo um homem à janela,
tinha um óculo e olhava para o mar.

Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa:
"será verdade ou só um sonho meu?"

Tradução de Vasco Graça Moura

sábado, 8 de outubro de 2011

Steve Jobs 1955-2011

"Nós não cultivamos a maior parte da comida que ingerimos. Usamos roupas que outras pessoas fazem. Falamos uma língua que outras pessoas desenvolveram. Usamos uma matemática que outras pessoas fizeram evoluir…Quero dizer, estamos constantemente a apropriar-nos de coisas. É uma sensação maravilhosa e delirante sentir que criamos algo que devolvemos ao conjunto da experiência e do conhecimento humano. "


"Há uma expressão no budismo: mente de principiante. É maravilhoso ter uma mente de principiante. "

"Vemos televisão para desligar o nosso cérebro e trabalhamos no nosso computador quando queremos ligar o nosso cérebro. "

"A inovação distingue um líder de um seguidor."

"Trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates. "

"Estamos cá para deixar uma marca no universo. Senão, para que estaríamos sequer aqui?"


"O nosso tempo é limitado, por isso não o percamos nas vidas dos outros. Não fiquemos encurralados em dogmas, isso é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixem que o ruído das opiniões dos outros torne a nossa voz interior inaudível. E acima de tudo, tenham a coragem para seguir o vosso coração e a vossa intuição. De alguma forma, eles sabem aquilo em que verdadeiramente nos queremos tornar. Tudo o resto é secundário. "



A edição portuguesa da biografia autorizada de Steve Jobs vai ser publicada em novembro pela editora Objectiva.



Sobre o medo




Intervenção de Mia Couto nas Conferências do Estoril (maio  de 2011).


Nascido em 1955, Mia Couto é o mais galardoado escritor moçambicano, tendo recebido uma miríade de prémios, tanto no seu país como no estrangeiro. Estudante de Medicina, abandonou os seus estudos para se juntar à luta anti-colonialista em Moçambique. Após a independência do seu país, em 1975, trabalhou como jornalista em Maputo por mais de dez anos. Licenciado em Biologia, está atualmente a realizar pesquisa ambiental no seu país. Mia Couto publicou 28 livros, traduzidos e distribuídos em 27 países.
Em 1998, Mia Couto foi eleito membro da Academia Brasileiras de Letras, sendo o único africano a integrar a Academia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Oficinas de formação


Dias 21 e 28 de setembro  e 12 de outubro a professora Lucinda Santos dinamizou, na biblioteca da Escola, oficinas de formação para professores e funcionários sobre o Novo Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa com vista a facilitar a sua aplicação.

Síntese das sessões: aqui.

Ligações úteis contendo atividades e materiais didáticos: aqui e aqui.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dia Mundial da Música




Na época de Brejnev, Andreï Filipov era o maior maestro da União Soviética e dirigia a célebre Orquestra de Bolshoï. Mas após ter recusado separar-se dos seus músicos judaicos, entre os quais o seu melhor amigo Sacha, foi afastado em plena glória. Trinta anos mais tarde, ele trabalha todos os dias no Teatro de Bolchoï mas… como empregado de limpeza.
Uma noite, quando Andreï fica a tratar das limpezas até tarde, dá de caras com um fax endereçado à  direção do Teatro – um convite do Teatro de Châtelet para que a Orquestra de Bolshoï vá tocar a Paris. Subitamente, Andreï tem uma ideia louca: por que não reunir os seus antigos companheiros, que hoje em dia vivem de pequenos trabalhos e dirigi-los em Paris, fazendo-os passar pela orquestra de Bolchoï ?



Associando-se às comemorações do Dia Mundial da Música (1 de outubro), o Clube de Cinema apresentará  no dia 3, às 13:30,  no auditório da Escola, o filme O Concerto de  Radu Mihaileanu.

Esperamos por si.

Quem foi Pessoa?



É vulgar referirmos em conversa os universos múltiplos que habitavam a cabeça de Fernando Pessoa, um plano aparentemente infinito onde a designação mais vulgar pela qual é citado, "poeta", se revela a cada descoberta inegavelmente redutora. Surgem agora argumentos para filmes, e outros escritos sobre cinema; uma antologia de provérbios; textos de um polémico antifeminismo; crónicas e reflexões sobre a portugalidade e a sociedade. Tantas vezes apresentado como um ser desligado do mundo e da realidade, quanto mais lemos o que escreveu, melhor compreendemos que era tudo menos isso; era uma antena magnética capaz de captar o espírito dos tempos - presente, mas também passado, e futuro. Por outro lado, várias são as edições elaboradas a partir de aspetos e interesses vários patentes na vida e na obra de Pessoa (que até no apelido foi irónico, ele, que tantas parece ter sido). A curiosidade gerada por uma obra tão diversificada ( e que parece ainda ter ainda outras surpresas para revelar), alimenta várias gerações de investigadores - os pessoanos - e de leitores, que a cada leva de novos títulos, fixações, reedições e interpretações questionam quem foi... Pessoa.

João Morales, in Editorial da revista Os meus livros, nº 101, agosto de 2011.

A revista está disponível na biblioteca.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

3ª Edição



Realiza-se na biblioteca da escola, de 26 de setembro a 7 de outubro, a 3º Edição da Feira de Livros Usados.

Trata-se de uma iniciativa na qual os alunos, encarregados de educação, pessoal docente e não docente podem comprar e vender livros escolares (manuais adotados, cadernos de exercícios, gramáticas) e outros (romances, contos, poesia, banda desenhada, DVD, CD) já usados e a preço acessível.

Possui como objetivos a promoção da leitura, o enriquecimento do fundo documental da biblioteca, o apoio à educação e ao ensino, o combate ao consumismo e a defesa do meio ambiente.

Se quiser vender livros e outros recursos em bom estado de conservação, dirija-se à biblioteca.

Para mais informaçãoes consulte o Regulamento da Feira, aqui.

1/4 de século






Depois das palavras do Diretor que apontou as metas e os objetivos do Projeto Educativo da Escola, o Grupo de teatro Reticências, nos dias 13 e  14, pelas 18:00,  deu as boas vindas aos novos alunos com uma performance teatral, dando conta de alguns momentos que a escola viveu  ao longo dos 25 anos da sua história.  Uma Escola que se constrói com o esforço e o entusiasmo de alunos, pais e encarregados de educação, funcionários e professores. Uma Escola que vai construindo a própria identidade em abertura ao mundo e em resposta aos desafios globais.
A nossa Escola...

professora Fátima Monteiro

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As palavras que acompanharam a performance do Grupo de Teatro:

Prólogo: Encontros. Desencontros. Gentes que vêm de todos os sítios. O subúrbio tem muitas cores, muitas caras. A escola quando nasce, nasce para todos. Desbravando os caminhos do pão...

Cena 1: Quem espera desespera! 1986... Europa abre-nos a porta com sorrisos franceses ou alemães, piscando o olho. Os cravos  d'abril ainda não murcharam nas lapelas mais ou menos puídas. Mas as salas d'aula estão fantasmas, vazias de zum zum de prof's e alunos. Não há recheio: cadeiras para ouvir os livros, carteiras onde pousar livros de ponto ou mãos a escreverem sonhos... Revolução na rua por favor! Revolução das cadeiras! Pais e alunos futuros querem futuro na escola. Das casas de Rio de Mouro saem cadeiras e bancos. Acorda: senhores que mandam! Se Maomé não vai à montanha... (Já no final) Salas d'aula cheias, burburinho, muito aprender! Das pedras nascem flores, das cabeças tantas ideias de espantar! Enxadas na mão os jardins vão nascer... E a escola crescer. Das mãos unidas que jamais serão vencidas!

Cena 2: O mundo pula e avança... 1989, lá vai mais uma década! Em Berlim, ventos de mudança! Muros não, nem no coração! E as mãos que constroem também são capazes de destruir: muros d'egoísmo, muros de Raiva. Muros de fogo, muros de solidão. Muros de Berlim, outros sem Fim! Liberdade, Paz, Fraternidade, Igualdade! Novo vento areja o Velho Mundo. E a escola assim solta velas, amarras, com ele navega, vento em popa! Abrindo corações...

Cena 3: Já a década de 90 vai a meio... O Mundo galopa veloz, não para, bit, byte, giga ou mega... os ecrãs piscam como células num corpo gigante. Fala-se sem fio à meada, fala-se de tudo e de nada. La Terra é mobile! A Escola nossa não perde pitada neste banquete tecnológico... Os olhos dos jovens seres deslumbram-se em maravilhas que transbordam dos mágicos ecrãs... O Admirável Mundo Novo aí está, tal como nos prometeram...

Cena 4: Novo Milénio! Afinal o Mundo não acabou, era só brincadeira de magos e astrólogos! War Games, jogos de guerra... No entanto são os mais jogados nos altos salões do Império... Golfos apetitosos, recheados de ouro negro, petróleo... países cujo brinquedo predileto são AK7 ou Kalashnikov's, shot's de terror e amargura... E um dia a casa vai abaixo. Trágicas Torres d'uma Babilónia que já ninguém entende, línguas trocadas... New York, New York... Inocência perdida. Será?... O Fim do Mundo como o conhecemos? Castelo de cartas que desaba...

Epílogo: Epilogar, agora... um lugar fora... Aqui. Transformar futuro. Não esperar mansamente por ele. Fazer nascer um Novo Dia! E Agora? Que desejos têm estes sonhadores alunos que vos abrem os braços, jovens colegas de carteira? Desastres Ecológicos, fome,  guerras, desemprego... Vamos fazer revolução? Deixar de ser Geração à Rasca? Aqui começa, na Escola, pátria de sonhos e projetos... Aqui se faz o mundo novo, aqui se constrói o futuro. Depende de nós regar estes jardins, derrubar muros e sonhar horizontes... Mãos à obra... há escola! Existe Futuro! E não será à Rasca!

Rui Mário
Grupo de teatro Reticências