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Guilherme d' Oliveira Martins

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Neste inesperado livro de viagens relatam-se diversas peregrinações de « Os Portugueses ao Encontro da Sua História» do Centro Nacional de Cultura , em todos os continentes. Trata-se de um caminho fantástico de múltiplos encontros em que a literatura e a aventura se misturam.  Na História portuguesa, temos vários símbolos da viagem, desde D. Pedro das Sete Partidas aos novos Argonautas, os Lusíadas, que foram à Índia e acharam os múltiplos caminhos do mundo... É apaixonante ver como os portugueses e Portugal se encontram em todos os continentes. Sente-se a cada passo, o humanismo universalista. [...] Sophia define que vivemos «de pouco pão e de luar» , porque a viagem nos anima, para que possamos combater a mediocridade e  a indiferença! Almada Negreiros ensinou-nos: « Nós somos do século de inventar outras vez as palavras que já foram inventadas». Viajar é inventar de novo. Ibidem. Cota: 94 (469) MAR

Alexandra Pelúcia

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Sebastião José Tibau, nascido em Santo António do Tojal, embarcado para a Índia na qualidade de soldado em 1605, desertou do serviço da Coroa tornando-se líder de uma república pirata. Sob o seu comando mais de 3 mil homens, uma imponente armada e numerosas peças de artilharia espalharam a violência e o terror nos mares de Bengala. A historiadora Alexandre Pelúcia, baseada numa investigação histórica cuidada, conta-nos a história de Tibau e de outros corsários e piratas portugueses temidos por todos nos mares da Ásia. Navios com velas desfraldadas sulcando as ondas do mar prontos para o combate, abordagens e assaltos violentos, vidas e ações entrecortadas por combates de artilharia e duelos de esgrima travados corpo a corpo, tudo em prol da disputa das fantásticas riquezas que circulavam por aquelas paragens. É este o cenário de Corsários e Piratas Portugueses que nos traz a história de homens como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e de ou...

Frederico Delgado Rosa

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Chamaram-lhe terramoto e furacão. Uns apelidaram-no de general-dinamite, outros de cowboy e de general Coca-Cola. Ele próprio se retratou como um «Tufão sobre Portugal», mas foi outro o epíteto que ficou para a posteridade e no coração do Povo: Humberto Delgado, o General Sem Medo . Esta é a primeira biografia do homem que desafiou Salazar ao proferir a célebre frase: «Obviamente  demito-o!». Candidato à Presidência da República em 1958, Humberto Delgado galvanizou multidões de Norte a Sul, tendo sido vítima de uma das maiores fraudes eleitorais da História. A sua morte às mãos da PIDE a 13 de fevereiro de 1965, foi o principal assassínio político da ditadura e marcou indelevelmente a memória coletiva. Mito do Século XX, Humberto Delgado renasce neste livro, que narra passo a passo o romance de aventuras da sua vida, desde a infância no Ribatejo até à cilada de Badajoz. Escrita por Frederico Delgado Rosa, neto de Humberto Delgado, a presente biografia des...

Fantasia Lusitana

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Foi adquirido pelo CRE o documentário Fantasia Lusitana, do realizador João Canijo. Este documentário, na sua essência, explora a relação dos portugueses com os estrangeiros refugiados da segunda guerra mundial e a forma como a sua estadia em Portugal influenciou (ou não) o olhar português sobre esse conflito e se essa passagem deixou (ou não) a sua marca cultural no nosso país. É uma visão de um determinado período da história de Portugal do século XX, construída totalmente a partir de imagens de arquivo, de jornais de actualidades da época e da leitura de testemunhos, em que é bem perceptível toda a propaganda do salazarismo: Portugal é apresentado como um paraíso de paz e harmonia, numa altura em que grande parte da Europa sofria com a guerra, totalmente alheio a este conflito que só dizia respeito aos outros. “Tudo pela Nação”, proclama-se o orgulho numa pátria com 800 anos de história e onde Salazar e Carmona discursam e assistem à marcha da Mocidade Portuguesa. Exibe-se a Exp...

Narrativas

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A História é uma narrativa, sendo que as Histórias narradas pelo historiador serão tão mais convincentes quanto nelas ecoarem os mitos e as crenças culturais da sua época. O historiador deve, no entanto, realçar a importância do efeito da realidade na narrativa e simultaneamente da consciência da subjectividade. Podemos pois afirmar que a História apenas existe nos discursos contemporâneos dos historiadores, os quais não podem ignorar as interpretações ou as tramas dos documentos. O passado não é descoberto, mas criado e representado pelo historiador como texto. Rui Ramos, de quem o CRE adquiriu a sua História de Portugal , insere-se neste registo historiográfico, assumindo que “(…) a História é uma revisão das lendas e do que nós julgamos saber. Nós julgamos saber algumas coisas, ouvimos, julgamos que aprendemos na escola, e a história documental, que é baseada nos documentos e na reflexão sobre os documentos, é uma revisão disso mesmo, é uma crítica e uma revisão. Quando me pergun...