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Nuno Júdice (1949-2024)

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Morreu ontem Nuno Júdice e hoje a poesia portuguesa  acordou mais pobre. Estes são alguns dos livros de Nuno Júdice que podes encontrar na biblioteca: Um Rosto Apenas uma coisa inteiramente transparente: o céu, e por baixo dele a linha obscura do horizonte nos teus olhos, que pude ver ainda através de pálpebras semicerradas, pestanas húmidas da geada matinal, uma névoa de palavras murmuradas num silêncio de hesitações. Há quanto tempo, tudo isto? Abro o armário onde o tempo antigo se enche de bolor e fungos; limpo os papéis, cartas que talvez nunca tenha lido até ao fim, foto- grafias cuja cor desaparece, substituindo os corpos por manchas vagas como aparições; e sinto, eu próprio, que uma parte da minha vida se apaga com esses restos. In: https://www.escritas.org/pt/nuno-judice

«Escola a Ler» - uma semana dedicada à leitura e à Poesia

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Hoje, assinalando o dia da poesia e o início da semana da leitura, todas as turmas agrupamento foram desafiadas a celebrar a leitura e a poesia. Porque só a leitura nos salva.

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

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Lembramos um dos mais conhecidos sonetos de Camões e a sua adaptação para uma composição musical da autoria de José Mário Branco, compositor e cantor (ou cantautor, segundo o neologismo da língua portuguesa) falecido em 2019 com 77 anos.   Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades  Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança: Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança: Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía. Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"  

Novidade na Biblioteca: Como Veias Finas na Terra

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  Novo livro de uma das poetisas mais reconhecidas de Angola. Os referentes temáticos são africanos, mas são tratados de uma forma universal e intimista, através de uma escrita delicada, depurada, imagética. Título: Como   veias   finas   na   terra  : poesia Autor(es): Paula Tavares Publicação: Alfragide : Caminho, 2010 Descrição física: 51, [3] p. Colecção: (Outras margens : autores estrangeiros de língua portuguesa) ISBN/ISSN: ISBN 978-972-21-2134-7 Assuntos: Poesia CDU: 82-1 Veja também: Tavares, Ana Paula Ribeiro 1952- Localização: 82-1 TAV ( AELC/ESLC ) - 15340

O carteiro e o poeta

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Mario Jiménez, jovem pescador, decide abandonar o seu ofício para se converter em carteiro da Ilha Negra, onde a única pessoa que recebe e envia correspondência é o poeta Pablo Neruda . Mário admira Neruda e espera pacientemente que algum dia o poeta lhe dedique um livro ou aconteça mais que uma brevíssima troca de palavras ou o gesto ritual da gorjeta. O seu desejo vê-se finalmente realizado e entre os dois vai estabelecer-se uma relação muito peculiar. No entanto, a conturbada atmosfera que se vive no Chile daquela época precipitará um dramático desenlace. Este romance foi adaptado ao cinema pelo próprio autor em 1993, num filme premiado internacionalmente. Em 1994 estreou-se no Festival de Veneza uma nova adaptação, dirigida por Michael Radford e interpretada por Philippe Noiret e Massimo Troisi, nomeada para cinco Óscares. Michael Radford, Il postino, 1994 "A Essência da Poesia" - Discurso do poeta na entrega do Prémio Nobel em 1971, aqui. As obras estão disponívei...