sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Aula Aberta (6)

                                                       (clique para ampliar)



Obras de David Marçal disponíveis na biblioteca: Aqui e Aqui.




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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aula Aberta (5)

     (clique para ampliar)

Leal da Câmara



Leal da Câmara é uma personalidade cuja ação, sobretudo através  da caricatura e do desenho, foi influente para as artes e para a vida sociocultural e política do séc.XX, em Sintra e em Portugal. Elege-lo,na escola e no agrupamento como patrono significa, não apenas tomar as suas causas e ideais como nossos, definir a própria identidade com base na sua ação e obra, como também, fazer irradiar e cultivar essa identidade de forma a deixar a sua- e nossa-marca.

Sabem quem foi Leal da Câmara?

Foi esta pergunta o mote de duas sessões dinamizadas pela professora Arminda Bernardino nos dias 9 e 10 de fevereiro, entre as 14:15 e as 15 horas, no auditório, junto das turmas H1, H2, C3 do 10ºano e respetivos diretores de Turma, professores João Freitas, Conceição Mestre e Virgínia Amaral, no âmbito da hora Projeto Turma.

Para mais informações sobre Leal da Câmara,consultar a sala de estudo on line, Aqui.


professora Liliana Silva


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Renascença/CCB



Quinzenalmente, serão convidados um escritor e um leitor para conversarem sobre os livros que lêem e as obras que recomendam a futuros leitores.

Durante uma hora os convidados abrem os livros, escolhem personagens que os marcam e falam dos escritores de que gostam. Numa altura em que o sector editorial português coloca no mercado a um ritmo semanal novos títulos, o Obra Aberta vai falar também dessas novidades do mundo  da edição.

Dia 09 de fevereiro:  Sala Glicínia Quartin
Helder Macedo e Francisco Seixas Costa

Dia 16 de fevereiro: Sala Vianna da Motta
Luís Fagundes Duarte e Rui Cardoso Martins


CCB das 18:00 às 19:00
A entrada é livre.


professora Fátima Loureiro


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

John Keay

Cota: 82-31 KEA


Há mais de dois mil anos que o mundo acidental vive obcecado pelos produtos vindos do Oriente, sendo a rota das especiarias um dos grandes enigmas da história. As especiarias vinham de terras nunca vistas e onde dificilmente se podia chegar, o que as tornavam ainda mais apetecíveis.

No entanto, nenhuma outra rota comercial colocou em risco tantas vidas e nações, nem desencadeou tantas guerras e descobertas.

Foi para conseguir as especiarias que os homens se aventuraram para lá dos horizontes conhecidos e ousaram explorar os limites do planeta. Os antigos egípcios lançaram o comércio marítimo para obter incenso da Arábia e os navegadores greco-romanos chegara à Índia à procura da pimenta e do gengibre. Tudo isto antes de Colombo ter partido para Oeste, Vasco da Gama para Oriente e Fernão de Magalhães para lá do Pacífico.

A Rota das Especiarias é um relato épico que descreve uma história com mais de três milénios e a identifica como fundadora de um mundo moderno e globalizado.

Saga exótica, apimentada com o drama de cada viagem, este livro transporta o leitor para os confins da terra.


Inspiring Future




A melhor decisão é a tua!

Quais os critérios que devem apoiar a minha decisão sobre o curso a seguir?
As disciplinas em que revelo ser bom e obtenho as melhores classificações, aquilo para o qual eu tenho jeito, as necessidades que a realidade me impõe (exemplo, oferta de emprego) e o estilo de vida que eu quero ter quando for adulto. É da ponderação cuidadosa sobre o conjunto destes quatro fatores que resulta a melhor decisão.

Será que a tomou?
Será que vale a pena modificar a decisão tomada?

Foi nestes termos que o Dr. Eduardo Filho, em representação da associação Inspiring Future, orientou a sessão que decorreu no passado dia 30 de janeiro, no auditório da escola, entre as 13:30 e as 15 horas.

Vale a pena refletir!


professora Liliana Silva


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Propostas de leitura

professora Teresa Lucas com o 11ºH3
(clique  na foto para ampliar)


Este ano a biblioteca, em articulação com os professores da disciplina de Português, lançou aos alunos e encarregados de educação o seguinte desafio:

- Qual o livro que te marcou mais e porquê?
- Qual a frase desse livro mais significativa?

Deste inquérito estão a surgir respostas muito interessantes e imprevistas: há leitores para os quais o livro mais marcante é uma fanfic,  há - muitos! - os que no seu tempo de lazer leem quase exclusivamente em língua inglesa,  há leitores muito jovens que leem poesia - quem diria? -, há os que optam por banda desenhada de notável qualidade e há ainda aqueles que preferem as novelas de amor ou os clássicos da literatura.

A todos estes alunos e encarregados de educação a biblioteca agradece a gentiliza da sua partilha, prometendo levar muito a sério a sua proposta  de leitura.

professora Liliana Silva

O resultado da participação do 11º H3 encontra-se exposto na biblioteca e  Aqui.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

FOCUS (edição especial)


Há séculos que tentamos perceber o que torna os seres humanos diferentes. Será a nossa forma de comunicar? Será a nossa capacidade de utilizar ferramentas? Ou será por conseguirmos pensar o impensável - inventar e construir equipamentos que nos levam do microscópio ao cósmico? As nossas capacidades "sobre-humanas" devem-se aos cerca de 1,4 kg de matéria cinzenta "aconchegada" no nosso crânio.

Esta edição especial, revela a anatomia do cérebro para compreender como funciona e descobrimos o que nos torna únicos. Saiba como os cientistas estão a investigar formas de eliminar memórias e implantar  novas recordações, e descubra porque é que o poder corrompe e de que modo o cérebro de um ditador difere do seu. Entre outros temas, explore ainda a forma como a inteligência evoluiu nos animais e o que se passa afinal, ao certo, na mente dos nosso cães.

Esta publicação debruça-se também sobre alguns dos desafios mais sérios para a saúde mental: a ciência da sanidade(e insanidade), o que provoca os vícios, os últimos avanços sobre a doença de Alzheimer, como a música pode aliviar uma dor de cabeça ou a ciência do que causa a depressão.

Finalmente, descubra os gadgets que podem tornar-nos mais inteligentes, os projetos de construção de um cérebro artificial, a ciência e a tecnologia da criação de vida em laboratório, e o que a robótica e a automação representam para o nosso conceito de trabalho.

Tem aqui muito com que entreter as suas "pequenas células cinzentas"!


A revista está disponível na biblioteca.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Valter Hugo Mãe (2)



«Uma luminosa parábola que fica a reverberar muito tempo depois.»
José Tolentino Mendonça

«As fascinantes personagens deste romance vivem num Japão que é ao mesmo tempo mitológico e íntimo,  criado pela imaginação prodigiosa e profundamente poética do autor.»
Richard Zimler

Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.
Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar.

Uma humaníssima visão do mundo.


O livro está disponível na biblioteca


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Feliz Natal!

 Lorenzo Costa, Maria a Ler,  Itália, 1460-1535



A equipa da BE/CRE deseja a todo(a)s Boas Festas e boas leituras.


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Homero

Cota: 82-3 HOM

 A Ilíada é o primeiro livro da literatura europeia e, sob certo ponto de vista, nenhum outro livro que se lhe tenha seguido conseguiu superá-lo - nem mesmo a Odisseia. Lida hoje, no séc. XXI, a Ilíada mantém inalterada a sua capacidade esmagadora de comover e perturbar.
As civilizações passam, mas a cultura sobrevive.
É neste sentido que parece apontar a mensagem deste extraordinário poema.
Ler a Ilíada é reclamarmos o lugar que por herança nos cabe no processo de transmissão da cultura ocidental: cada novo leitor acrescenta mais uma etapa, ele mesmo um novo elo.


Cota: 82-3 HOM

A Odisseia  homérica é a seguir à Bíblia, o livro que mais influência terá exercido, ao longo dos tempos, no imaginário ocidental.. Esta tradução da Odisseia veio colmatar uma lacuna evidente: a inexistência, em português atual, de uma tradução vertida do grego, em verso e com a máxima fidelidade ao original, que devolva ao leitor o prazer do texto homérico.


Traduções de Frederico Lourenço.


Frederico Lourenço



Frederico Lourenço é o vencedor do Prémio Pessoa 2016.

Ficcionista, ensaísta, poeta, tradutor, Frederico Lourenço nasceu em Lisboa, em 1963, e é atualmente professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (depois de vinte anos na Universidade de Lisboa, onde se doutorou com uma tese sobre Eurípides).

Traduziu a Ilíada e a Odisseia de Homero, bem como um volume de poesia grega, duas tragédias de Eurípides ou peças de Schiller e Arthur Schnitzler.

Este ano traduziu e publicou o primeiro volume da Bíblia Grega, Septuaginta, o primeiro volume de uma série de seis, com os quatro Evangelhos canónicos de S.Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S.João.

No domínio da ficção é autor da trilogia Pode Um Desejo Imenso (que inclui também, além do título homónimo, os romances O Curso das Estrelas e À Beira do Mundo), bem como de A Formosa Pintura do Mundo, Amar Não Acaba e A Máquina do Arcanjo, ou do volume autobiográfico O Lugar Supraceleste.

Publicou ensaios como O Livro Aberto: Leituras da Bíblia, Grécia Revisitada, Estética da Dança Clássica ou Novos Ensaios Helénicos e Alemães, e livros de poemas como Santo Asinha e Outros Poemas e Clara Suspeita de Luz.

Entre outros, recebeu os prémios PEN Clube (2002), D. Diniz da Casa de Mateus (2003), Grande Prémio de Tradução (2003), Prémio Europa David Mourão-Ferreira (2006).



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

na BE



Matthew Brown, O Homem que Viu o Infinito, UK, 2016, [1h 49m]

Srinivasa Ramanujam (Dev Patel) é um génio autodidata de 25 anos de idade que não conseguiu entrar na universidade devido ao seu estudo quase obsessivo e solitário da matemática. Determinado a prosseguir a sua paixão, Ramanujan escreve uma carta e uma eminente professor  do Trinity College em Cambridge. O Professor Hardy (Jereny Irons), reconhece a originalidade e o génio do talento puro de Ramanujan e, apesar do ceticismo dos seus colegas, empenha-se em trazê-lo para Cambridge para que as suas teorias possam ser exploradas.

Ramanujan deixa a família e a sua jovem noiva, e cruza o mundo até Inglaterra para, sob a orientação de Hardy, trabalhar as suas teorias. Juntos, vão lutar para que o seu  trabalho seja finalmente visto e reconhecido por um meio matemático que não está preparado para os seus métodos não convencionais.

O Homem que Viu o Infinito é a improvável história verídica de um génio único, cujas inovadoras teorias o levam a sair da obscuridade, num mundo em plena guerra, e da sua luta incansável para mostrar ao mundo a genialidade da sua mente.


O filme está disponível na biblioteca


20 anos da RBE




No passado dia 14 de outubro de 2016 a Escola Secundária Leal da Câmara participou na comemoração dos 20 anos da Rede de Bibliotecas Escolares que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian mediante a realização de uma verdadeira maratona de jogos matemáticos.

Os alunos Diogo Passos, Nuno Duque e João Silva da turma P1 do 3º ano do Curso Profissional Técnico de Eletrónica e Automação de Computadores representaram a Escola na modalidade de jogos de tabuleiro tendo sido, para o efeito, orientados pelas professoras Teresa Pereira da disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais da turma e Conceição Mesquita, coordenadora do Departamento Curricular de Matemática.

Neste dia os alunos tiveram oportunidade de ser abordados por pessoas de diversas idades e formações e foram até surpreendidios por um cumprimento por parte do Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. De todas as vezes revelaram competências científicas muito boas, para além de elevado sentido de responsabilidadee maturidade.

Nesta festa também a aluna da Escola no ano letivo 2015/2016 Mariana Carvalho participou integrando um painel bem humorado de jovens moderados por Ricardo Araújo Pereira.

Na qualidade de professora bibliotecária da Escola que acompanhou a visita dos alunos senti-me muito orgulhosa!

professora Liliana Silva

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Projeto de Leitura


No âmbito dos novos programas de Português a BE-CRE divulga a lista de obras selecionadas para o Projeto de Leitura 2016/2017  do 10º ano. 

A biblioteca dispõe de várias exemplares das obras.

Para mais informações contacta o(a) teu(tua) professor(a) de Português.


A Tábua de Flandres, Arturo Pérez–Reverte
Cota: 821.134.3 REV
2 exemplares

As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
Cota: 82-3 SWI
3 exemplares

As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
Cota:  82 - CAL
8 exemplares

Capitães da Areia, Jorge Amado
Cota: 821.134.3 AMA
6 exemplares

Parábola do Cágado Velho, Pepetela
Cota: 82.31 PEP
5 exemplares

Antologia Poética, Cecília Meireles
Cota: 82-1 MEI

Antologia Poética, Vinícius de Moraes
Cota: 82-1 MOR

Quem me dera ser onda, Manuel Rui
Cota:821.134.3 RUI
7 exemplares

Poesia Completa, António Gedeão
Cota: 821.134.3 GED

Contos Fantásticos, Edgar Allan Poe
Cota: 82.3 POE

Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes, Mathias Énard
Cota: 82-3 ÉNA
5 exemplares

Robinson Crusoé, Daniel Defoe
Cota: 811.111 DEF
4 exemplares


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Tributo




«… a amizade é um serviço»
 Sándor Márai, As Velas Ardem Até ao Fim, 22ª edição. Publicações Dom Quixote. Julho de 2010, p.82  

À Mariana Carvalho, finalista da 10ª edição do Concurso Nacional de Leitura e vencedora do 2º Prémio, a nível nacional, do Concurso de escrita literária LER COMO QUEM JOGA - ESCREVER COMO QUEM PINTA - escrita do desassossego. 

Um tributo à amizade que a Mariana dedicou aos livros, estabelecendo, através da sua escrita, elos e relações de sentido que a distinguiram e que fortaleceram laços pessoais que perduram no tempo.

Celebrar a amizade… o amor… Para os amantes de livros, como a Mariana, nada mais adequado do que um encontro de leitores em torno de um livro centrado na amizade e nos compromissos que esta impõe àqueles que se consideram amigos. Assim, no passado dia 7 de outubro, depois da apresentação do livro As Velas Ardem Até ao Fim, do autor Sándor Márai, feita pela professora Manuela Martins, alunos e professores, desafiados e provocados pela professora Teresa Lucas, partilharam leituras e debateram excertos selecionados daquele livro, para através da partilha e da reflexão pessoal, «lançar a luz» sobre o sentido da amizade e a forma como esta é encarada pela sociedade, ao nível das interações pessoais e sociais instituídas. Deste modo, a leitura proporcionou a criação de sentidos significativos que «deram à luz», na aceção socrática do termo, diferentes formas de entender a vivência da amizade de uma forma responsável, preocupando-se com o Outro, sem o trair nem negligenciar os compromissos assumidos perante ele. Foi, sem dúvida, para alguns dos intervenientes, uma experiência enriquecedora e motivadora perceber o poder transformador e criador que a leitura pode assumir, dependendo da sensibilidade, da criatividade e da disponibilidade mental de cada um para se despojar das suas convicções inabaláveis e deixar-se contagiar pela magia do livro. Ler ajuda a equacionar soluções, a resolver conflitos e abre portas a um mundo onde a ideia de Utopia e o desejo de um mundo perfeito acalentam a esperança na mudança. Os professores dinamizadores desta atividade pretenderam, deste modo, mostrar que a relação com o livro também é feita de afetos e com afeto, como a Mariana tão bem soube demonstrar, durante a sua permanência na Leal, através da sua disponibilidade para se envolver em projetos de escrita e de leitura, sem outra ambição que não fosse o prazer e as experiências de vida que deles pudesse retirar. A escrita e a leitura constituíram no seu percurso pontos de confluência em torno do livro, ajudando a criar associações de sentido que traduzem a sua maturidade e enriquecimento cultural.

Parabéns, Mariana! Foi muito bom poder contigo e ver-te crescer! Muito obrigada por teres vestido a camisola da Leal, ajudando a elevar o seu nome até onde ninguém o tinha ainda feito na área das Humanidades. 

Se estás interessado(a) em seguir o exemplo da Mariana e experimentar o prazer da leitura, vem fazer parte da nossa Comunidade de Leitores e participar nas várias atividades/concursos dinamizados pelo Plano Nacional de Leitura em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares. Contacta a Biblioteca para mais informações. 

professora Teresa Lucas


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Aula Aberta (4)




Na sexta-feira, dia 11 de novembro, os alunos de Alemão e alguns de outras áreas de estudos participaram numa palestra na biblioteca, dinamizada pela professora de História Lucília Oliveira.
O tema da palestra foi “A queda do muro de Berlim”. Comemora-se este ano o vigésimo sétimo aniversário da sua queda.
Na biblioteca os alunos tiveram oportunidade de visitar uma exposição alusiva a este tema – Als die Mauer fiel.
Na opinião dos alunos a exposição e a palestra foram muito interessantes e enriquecedoras e consideram ter aprendido bastante sobre a história recente da Alemanha. Os alunos ficaram impressionados com o facto de atualmente existirem no mundo 65 muros que dividem cidades, comunidades e países.
Os alunos agradecem a disponibilidade da professora Lucília Oliveira e das professoras de Alemão e a oportunidade que lhes foi proporcionada.
Turmas 10ºH5 e 11ºH4


Am Freitag, den 11. November haben die Deutschschüler der Escola Secundária Leal da Câmara an einem Vortrag in der Bibliothek teilgenommen.
Der Vortrag war über den Fall der Berliner Mauer. Die Mauer ist am 9. November 1989 gefallen, deshalb feiert man 27 Jahre des Mauerfalls.
In der Bibliothek haben wir auch die Ausstellung ,Als die Mauer fiel’ angesehen.
Unserer Meinung nach waren die Ausstellung und der Vortrag sehr interessant und bereichernd.
Wir haben viele Tatsachen gelernt, hauptsächlich über die Geschichte von Deutschland und die 65 Mauern, die es zurzeit in der Welt gibt.
Wir hatten viel Spaβ und wir danken Frau Oliveira und die Deutschlehrerinnen für dieses entspanntes Treffen
Klasse 11ºH4

professoras Ana Aparício e Conceição Oliveira

Miguel Boim

Cota: 908(469) BOI


Sintra é, desde os tempos antigos, o paraíso terreno de Reis e Imperadores, monges e escritores, viajantes e peregrinos. Palco das mais belas histórias de amor às mais fantasmagóricas aparições, cada uma delas nos revela um portal para outro mundo: o mundo do sonho.

Esta é a mais completa obra sobre Lendas de Sintra, onde se contam mais de sessenta histórias e de trezentas fotografias e gravuras (algumas delas de importantes monumentos cujas velhas estruturas eram até aqui desconhecidas), várias delas inéditas.

Através destas páginas somos conduzidos por um caminho de mistério, onde a tocha que alumia os antigos pergaminhos fará reluzir as velhas lendas e histórias do Monte da Lua.


Dia 7 de dezembro, realiza-se no auditório da ESLC, às 10h00, um encontro com o autor Miguel Boim, O Caminheiro de Sintra.
A iniciatica está aberta à comunidade escolar.





segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ETerna Biblioteca 2016




Vai realizar-se, nos dias 25 e 26 de novembro no Centro Cultural Olga Cadaval, a 14ª ETerna Biblioteca - Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares.

Este encontro é um momento de formação acreditado destinado a  professores bibliotecários ou simplesmente a todos os interessados pelo livro e pela leitura.

O cartaz é da autoria do ilustrador José Manuel Saraiva e o encontro apresenta, a par dos painéis compostos por mediadores culturais e bibliotecários, conferências sobre cinema e leitura, a exibição de uma curta metragem, assim como ateliês cujos temas irão da música à fotografia.

Ficha de inscrição: aqui.
Programa do Encontro: aqui.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Leonard Cohen [1934-2016]


Tributo a Leonard Cohen 

Quando uma voz se cala para sempre, isso significa, inevitavelmente,  o fim. O fim de uma vida, tal como a conhecemos.

Mais uma vez, o silêncio definitivo atinge-nos como um raio. Não há forma de nos prepararmos para a perda.  Leonard Cohen, cantor, poeta e compositor canadiano, acompanhou-nos durante décadas e ofereceu-nos a qualidade da sua obra, como quem nos traz, amorosamente, num tabuleiro arranjado com primor, o pequeno almoço à cama.

Fomos muito bem tratados por este homem das palavras e dos sons. A sua voz gravíssima inebria e apela, comovendo e alertando. São memórias, críticas sociais, poemas sentidos e com sentido.
A voz, sempre a voz. Quente, sensual, interpeladora, nunca indiferente.

A figura esguia e elegante, por vezes encimada por um chapéu, lembra personagens de algum film noir de qualidade. Quem nos dera um final mais feliz...

Tantos anos vividos e a mesma inocência. Um Artista não costuma ser bom a fazer contas aos lucros obtidos à custa do seu trabalho. Que se lhe há de fazer?

Tive a sorte de assistir ao vivo a um espetáculo de Cohen, em Cascais, já nos idos anos 80 do século XX. Eramos ainda jovens, ele e eu. Muitos dos seus êxitos foram ali desfiados perante os nossos sentidos, com a magia e o poder da performance ao vivo.

O registo permanece enquanto o homem deixa o seu corpo finito. As obras intemporais, como a de Mr. Cohen, pairam e cobrem-nos com o seu manto invisível, até ao fim dos tempos. Contêm a rara dimensão do sublime.

Mais uma perda. Ficámos órfãos, de novo.

Contudo, o Homem possui memória e é com base nessa memória que aqui rendo, postumamente, o meu humilde tributo. E a melhor forma de o fazermos, talvez seja ouvi-lo, revê-lo, deixá-lo preencher-nos um pouco daquele vazio que sempre fica e devolver-lhe a capacidade de nos tornar mais ricos.

Till the end of love, we shall dance with you in our thoughts.

Até sempre.


professora Lúcia Carvalhas



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

10º LEFFEST


UMA DÉCADA A ACENDER LANTERNAS MÁGICAS

Na sua 10ª edição, o Lisbon&Estoril Film Festival não cessa de nos surpreender, presenteando-nos durante 10 dias com um programa que prima pela diversidade de géneros, realizadores, atores, homenagens, retrospetivas e autores, o qual poderá consultar, Aqui.

Imperdível, para lá de todos os preconceitos e polémicas, é a retrospetiva integral da obra de Jean-Luc Godard, cineasta vivo, cujo pensamento e obra fílmica muito influenciou e continua a influenciar o cinema moderno e outros domínios artísticos, razão suficiente para a realização do Simpósio Internacional, Godard vu par.... , que decorrerá na Sala Luís de Freitas Branco, no Centro Cultural de Belém, entre os dias 11 e 13 de novembro.

Como o programa sublinha: A sua obra, profundamente reflexiva, plena de citações, referências ou alusões de várias origens (cinematográficas, literárias, musicais, filosóficas, científicas, de teoria política), capaz de fundir ‘alta’ e ‘baixa’ cultura, trabalhando de forma inovadora as imagens de arquivo, o vídeo (toda a produção da SonImage, a companhia que fundou com Anne- Marie Miéville em 1972 é um pequeno mundo a descobrir) e o 3D, interpela a História (e a história do cinema, com um clímax no monumental História(s) do Cinema), os traumas do nosso tempo e a linguagem (e os seus limites) com que (não) comunicamos, sempre com uma assinatura absolutamente inconfundível.

Obrigatório para todos os estudantes da 7ª Arte, para os nossos alunos dos cursos Multimédia e para todos os que amam o cinema.

Eu vou! 

professora Manuela Martins



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

João Lobo Antunes [1944-2016]


Cota: 174-ANT


A ética, que nos ajuda a esforçar-nos por viver a vida boa de Aristóteles e Ricouer, está presente em todos e cada um dos ensaios aqui reunidos e é tratada sob a mais nobre das formas de a encarar, que é a do debate baseado na escuta exigente na fundamentação lógica dos argumentos, almejando  a razoabilidade, e informado pelo respeito pelas convicções e razões dos que pensam diferentemente. Mesmo que se não concorde com João Lobo Antunes (e algumas vezes tal acontece, felizmente, comigo), não se pode deixar de  saudar este formidável argumentador, este expositor sério e comprometido de valores e virtudes, renitente a aceitar princípios esquematizantes e só aparentemente orientadores da atitude certa e do procedimento correto. A sua experiência como médico, a observação aguda da complexidade emocional-racional do ser humano, particularmente quando se declara ou assume como doente, conduzem-no por vezes a confessar-se incapaz de optar em situações dilemáticas e angustiantes, aquelas situações de vida ou morte em que só a recta intenção e a consciência sondada até ao âmago podem servir de decisor.
Por outro lado, este é um livro autobiográfico, na medida em que não só são relatadas situações vividas como se patenteia, nu ou descarnado, o homem, sem nunca se ofender o natural pudor de quem recusa qualquer exibição.

Carece-me autoridade para emitir juízos acerca da qualidade literária destes escritos. Como leitor crónico, dependente de livros, posso todavia dizer que é raro encontrar quem alie, como o Autor, a elegância formal a uma análise rigorosa, a riqueza das metáforas e imagens a uma enxuta e cristalina exposição de teses. Não é, certamente, deslustre para a ínclita geração dos Lobo Antunes, que conta entre os seus representantes três médicos escritores, este opus admirável. Basta ler a «História de um Velho» para se concluir que este realista, compassivo e rigoroso retrato da decadência orgânica e da coragem fiel do ocaso de uma vida garante uma duradoura presença na grande prosa portuguesa. 

Walter Osswald (*), in Prefácio

Outras obras de João Lobo Antunes disponíveis na biblioteca: Aqui e Aqui.


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(*) Professor aposentado da Faculdade de Medicina do Porto; Presidente da Comissão de Ética da Universidade do Porto; Conselheiro do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa; Detentor da Cátedra de Ética da Universidade do Porto.





segunda-feira, 24 de outubro de 2016

DocLisboa´16



Começou no passado dia 21 a 14ª edição do Doclisboa – festival internacional de cinema que decorre até 30 de outubro, em vários locais da cidade – Culturgest, cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian e Palácio do Príncipe Real.


A Programação é vasta e diversa. Na Competição Internacional podemos ver 18 filmes, 7 dos quais em estreia mundial: Kimi Takesue (EUA), Yuki Kawamura (Japão, França), Maria Giovanna Cicciari (Itália), Ludovica Tortori de Falco (Itália), Féliz Rehm (França), Louis Henderson (Reino Unido), e Maximiliano Schonfeld (Argentina). Nesta selecção de obras, de diferentes formatos e durações, Rita Azevedo Gomes é a presença portuguesa, com o filme Correspondências

Na Competição Portuguesa estarão Marília Rocha, Pedro Neves, Cláudia Varejão, André Marques, Cláudia Rita Oiiveira, Miguel Faro, Ida Marie Sørensen, Joana Linda, Mário Macedo, Patrícia Pinheiro de Sousa, Edgar Pêra e Luciana Fina. Da Terra à Lua, que estreia fora de competição, traz os mais recentes filmes de realizadores como Wang Bing, Avi Mograbi, Werner Herzog e Rithy Panh, entre outros. Na secção Riscos destaca-se a homenagem a Peter Hutton, realizador experimental americano recentemente falecido, num programa assinado por Luke Fowler e Rinaldo Censi. Luke Fowler, candidato ao Turner Prizer em 2012, é também alvo de uma incursão pelos seus filmes.

Destacamos Manon de Boer, presença regular no festival, convidada nesta edição a programar uma sessão em torno do seu último filme. How I fell in Love with Eva Ras, de André Gil Mata, menção especial do grande prémio FidMarseille, também marca presença nos Riscos. O filme de abertura desta secção será Manoel de Oliveira: 50 anos de Carreira, filme realizado em 1981 por Augusto M. Seabra e José Nascimento.
No Cinema de Urgência destacamos a sessão com a presença da Mídia Ninja. A segunda edição do Arché, o laboratório de desenvolvimento de projectos do Doclisboa, além de projectos portugueses e espanhóis, abre-se este ano a projectos suíços. Este ano, a Oficina de Escrita e Desenvolvimento de Projeto conta com seis projetos e a Oficina de visionamento com cinco.  As restantes secções, Heart Beat, Verdes Anos e Doc Alliance mantêm-se.

Difícil vai ser escolher, por isso pode consultar o programa do Doclisboa’16, aqui.


professora Manuela Martins



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

The Times They Are A Changin'


Bob Dylan é o vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2016, "por ter criado novas expressões poéticas na tradição da canção americana". (...)
É a primeira vez que o Nobel é entregue a um compositor, "que pode e deve ser lido", para além de escutado.

Fonte: Observador, 13/10/2016



(...) The line it is draw
The curse it is cast
The slow one now 
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is rapidly fadin'
And the first one now 
Will later be last
For the times they are a changin'! 

1964

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Jornadas Pedagógicas (3)


(clique na foto para ampliar)

Visto de perto o mundo gira cada vez mais veloz e, por vezes, a uma velocidade cujo ritmo nos dá gozo, mas que nos deixa quase sem fôlego!

Foi assim no ano letivo 2015/2016 e, tudo leva a crer, que será também assim este ano letivo.

De facto, no ano passado juntou-se ao programa habitual da biblioteca escolar um intenso Ciclo de Aulas Abertas sobre o tema do Plano Anual de Atividades, Luz e Vida, para além de um conjunto de outras iniciativas na área do manga/anime e da cultura pop japonesa e do Plano de Formação do Agrupamento, do qual a biblioteca passou a ser responsável. Reconhecida como um pólo de desenvolvimento do conhecimento e da cultura, seja do Agrupamento, seja da comunidade (todas as suas atividades estão abertas a todos os que nelas queiram participar!) foi, no final do ano letivo transato, desafiada pelo Diretor, Professor Jorge Lemos, a organizar a segunda edição das Jornadas Pedagógicas do Agrupamento que decorreram no passado dia 12 de setembro, sob o título Desafios da Educação. Para que tudo pudesse decorrer da melhor forma a ação da biblioteca deixou de se orientar pelo ciclo do ano letivo e passou a funcionar segundo o modo NO STOP, vendo reforçado o trabalho da sua equipa e colaboradores (com e sem horas no seu horário). A eles, peças-chave deste sucesso, gostaria de deixar aqui uma palavra de sentido agradecimento. As suas ideias e as suas críticas serviram de inspiração a tudo o que foi bem feito na biblioteca. Eis alguns dos principais nomes: Lúcia Carvalhas, Teresa Lucas, Ana Tavares, Alexandre Cruz, Manuela Martins, Ana Falé, Fátima Monteiro, Fátima Loureiro, Ana Esteves, Mário Rui, Guadalupe Gomes e Arlete Cruz, António Narciso, João Manique, Lucília Santos, Conceição Mestre e todos os maravilhosos alunos do Clube Manga. Ao Carlos Pinheiro e à Ana Paula Rocha, amigos de ofício, também deixo aqui uma palavra de gratidão pela sua disponibilidade e empenho incondicionais. Às entidades como a Gradiva, a PT Merch, a LanguageCraft e a Fnac que, de forma mais regular e próxima trabalharam connosco, muito para além do envolvimento estritamente profissional, deixamos aqui também uma palavra de reconhecimento e amizade.


Este ano letivo novos desafios estão à vista. Para podermos estar à altura da missão para a qual fomos convocados, gostaríamos de poder contar com estes e outros novos amigos.

professora Liliana Silva


Bom Ano Escolar


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Concurso Nacional de Leitura (3)

Obras a ler na fase final do CNL


Cota: 821.134.3 SEN



Cota: 82.2 SAN

sábado, 21 de maio de 2016

E fez-se luz!


Fez-se luz… e agora?

Em role-playing, o 11ºC3 mostrou, no dia 11 de maio de 2016, conhecimento científico, mas também competências de pesquisa, de argumentação e de comunicação numa aula aberta “Fez-se luz… e agora?” do Ciclo de Aulas Abertas sujeito ao tema “Luz e Vida”, promovido pelo BE/CRE e preparada no contexto da disciplina de Física e Química A. Tratou-se de uma discussão em que puseram à prova a sua capacidade de deliberar sobre uma questão socio-científica controversa “Lâmpadas LED – Sim ou não?”

A representação dos papéis, além de ter tornado todo o processo mais divertido, garantiu abordagens diversificadas, surgindo, a partir de um cenário fictício, argumentos de natureza científico-tecnológica, económico-sociais e ainda argumentos de natureza ética e ambiental, tal como acontece na complexidade da vida real.

A entrega foi total por parte de todos os envolvidos. Na ESLC viveu-se um BOM momento!

professora Arlete Cruz


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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Os 12 de Inglaterra




O meu nome é Inês Soares, sou aluna do 12.º ano do Curso de Artes Visuais na Escola Secundária Leal da Câmara.
Sinto que devo começar por dizer que esta palestra foi, para mim, uma agradável surpresa. Tenho de admitir que os meus conhecimentos em relação ao livro, Os Doze de Inglaterra publicado pela editora Gradiva ou até a Guilherme d’Oliveira Martins e a José Ruy eram poucos. Até à data sabia apenas que se tratava de um álbum de banda desenhada e de um administrador da Fundação Gulbenkian e de um ilustrador, pintor e autor deste tipo de arte gráfica. No entanto, acreditando que posso aprender em todas as minhas vivências e também devido à insistência da nossa diretora de turma Fernanda Filipe, ali estava eu, sentada na audiência com os ouvidos a postos.
Assim que começou a palestra apercebi-me do esforço que houve, por parte da Escola e da Biblioteca, em organizar uma iniciativa que despertasse interesse nos alunos e, uma vez que os presentes espetadores podiam, tal como eu, ter pouco conhecimento acerca da obra e dos convidados, foi feita a apresentação dos oradores por parte de dois alunos Leonor Cavalheiro e Martim Machado e foi lido um excerto do livro por parte da aluna Sara Fonseca e da professora Luísa Supico.
Apreciei muito toda a palestra. No entanto, a parte que mais me cativou, foi quando o ilustrador José Ruy partilhou connosco algumas das suas experiências. Para mim foi fascinante estar a ouvir alguém que, para além de ter vingado no desenho, atingiu o meu maior objetivo de vida que é fazer aquilo que mais amo. Ainda mais impressionante foi que iniciou a sua carreira aos 14 anos e conta agora com 86 anos de idade.
Apesar de estar em Artes, sinto alguma dificuldade na disciplina de Desenho. Dá-me imensa ansiedade e dores de cabeça. No entanto, estava ali perante alguém que desenhou durante toda a sua vida e que se sente, de facto, feliz em faze-lo. Soube, por isso, de imediato que havia algo que eu podia aprender ao estar perante alguém que apresentava em relação ao desenho um sentimento tão diferente do meu.
Ao terminar a palestra tivemos oportunidade de falar com José Ruy mais pessoalmente, o que, para mim, foi muito importante.
Apesar de não ser grande apreciadora de Banda Desenhada, senti necessidade de comprar um exemplar d’ Os Doze de Inglaterra. Pedi ao ilustrador que, como dedicatória, me escrevesse o que é para ele o desenho e/ou o que sente ao desenhar. Inicialmente pensei que ele iria escrever imenso, devido ao caráter vago da pergunta que lhe dirigi. No entanto, este conseguiu escreve-lo em apenas duas frases que partilho convosco: “O desenho representa para mim uma forma de respiração. É uma oxigenação da arte que gostamos de realizar”.

Aprendi muito com esta palestra. Espero que a Biblioteca e a Escola continue com iniciativas destas, porque é assim que a Escola cultiva a cultura e o conhecimento nos seus alunos e é devido a este tipo de iniciativas que posso dizer “Gosto da minha escola!” 

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Com o passar dos dias aprendo cada vez mais e viu-se isso mesmo hoje, dia 20 de abril, através da apresentação do livro Os Doze de Inglaterra desenhado por Eduardo Teixeira Coelho

Quem nos veio falar sobre o livro foi Guilherme d' Oliveira Martins, membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e José Ruy, o maior autor de Banda Desenhada escrita em português da atualidade.
Estive a ler algumas páginas do livro e adorei os desenhos, nomeadamente da capa e contracapa.

Quanto ao que o Mestre José Ruy disse eu concordo plenamente... Precisamos de repetir várias vezes, seja no desenho, seja na vida, os mesmos gestos para que a nossa obra e a nossa vida se aproxime da perfeição.

Adorei a sessão!

João  Fernandes Vicente 10.º A




quinta-feira, 5 de maio de 2016

João Tordo (3)



Encontro com o escritor João Tordo na Leal da Câmara

No dia 11 de março, os alunos de literatura da Escola Secundária Leal da Câmara tiveram o privilégio de receber, no seu auditório, o escritor João Tordo. Neste encontro, a que várias turmas assistiram, o escritor manteve um diálogo descontraído e honesto com os jovens. 

Tordo fez questão de descer do seu "pedestal" que, prémios como o de José Saramago, lhe concedem, de forma a mostrar-se mais próximo dos alunos para que estes se sentissem mais confortáveis.

 O autor das céleres obras As Três Vidas, O Ano Sabático, O Bom Inverno, entre outras, respondeu com muita atenção e preocupação às questões feitas pelos alunos em relação às mesmas.

 O escritor despertou em todos os participantes um interesse genuíno devido a ter mostrado não apenas o seu lado profissional, como também o humano. Com esta visita, João Tordo enriqueceu a mente dos jovens ao incentivá-los a encontrar quem são com calma e sem a pressão de corresponderem a expectativas. Em suma, este encontro breve com o escritor foi uma experiência que os alunos jamais irão esquecer e que os motivou a criar uma relação mais próxima e até divertida com a literatura.


Daniela e Luana, 10ºH4


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Concurso Nacional de Leitura (2)


Numa das longas, ternas e luminosas tardes passadas na biblioteca da escola, que, mesmo nos dias em que o sol se esconde atrás das nuvens, nos têm acompanhado todas as semanas desde o outono, foi-nos inquirido o significado dos encontros semanais que realizamos, sempre ansiosos pela próxima vez, com vista à participação no Concurso Nacional de Leitura de 2016. Esta pergunta veio como o vento. Começou por ser uma brisa calma, o despontar de uma ideia, de uma reflexão. Até que acabou por se incrustar em nós, rebelde como um tornado, amontoando uma aglomeração de pensamentos e fazendo-nos questionar tudo o que havíamos estado a fazer nas últimas tardes de quinta-feira dos nossos dias.

A nossa assídua Comunidade de Leitores é constituída por um núcleo de amantes de livros, do seu cheiro, das folhas, das palavras, do conteúdo. Somos uma massa íntegra de seres enfeitiçados, embriagados pelo fluxo de imaginação e tentados a ir à procura de mais, a ver para além daquilo que nos é sugerido pelas bonitas páginas de fundo branco recheadas de letras impressas a preto, que se encontram diante dos nossos olhos. Não nos basta olhar, nós queremos ver com os olhos de quem deseja o infinito. A nossa Comunidade tem, como todo o ser vivo, uma essência que emana de si, podemos até ousar afirmar que, tal como uma flor, ela é dotada de uma raiz, um caule, folhas e pétalas, que florescem com o andar dos ponteiros do relógio. A raiz é o segmento, a partir do qual tudo começa, é a voz orientadora, que nos oferece, de bom grado, como uma mãe, o combustível, a alimentação, o empurrão necessário para voarmos, para florirmos, para crescermos mais um bocadinho. Tendo este ponto de partida, filtramos estes estímulos através do caule e damos vida a cada uma das folhas, a cada uma das pétalas da nossa flor, que são mais resistentes, exatamente, por nascerem da união de umas quantas almas na procura da significância de uma pergunta. É isso que nós somos, umas quantas almas que, por momentos, se esquecem daquilo que são e que as define para poderem progredir em conjunto. 

Quando nos encontramos na biblioteca da secundária, estamos a trazer o sonho à realidade ou a devolver a realidade ao sonho, estamos a alargar os nossos horizontes, como quem afasta, com as suas próprias mãos, as cortinas da janela, estamos a dar asas à fecundação de várias sementes, a do espírito crítico, a do crescimento pessoal e social, a do sonho e da imaginação, a da entreajuda, do companheirismo e da valorização do outro e a da ressurreição, isto é, de um renascer constante dentro de nós mesmos.

Nestas tardes em que nos temos encontrado por uma pura paixão em comum, já tivemos a possibilidade de conhecer cinco obras de cinco autores distintos, para além daquelas com que nos vamos deparando ao longo das nossas reflexões. Estas relacionam-se entre si da mesma forma que a Comunidade de Leitores o faz. O Carteiro de Pablo Neruda, O que Darwin escreveu a Deus, As Cidades Invisíveis, O Ano Sabático, Flores. António Skármeta, José Jorge Letria, Italo Calvino, João Tordo, Afonso Cruz. Tantos nomes que temos vindo a discutir, uns já familiares ao ouvido, outros que se fizeram conhecer. Tantas ideias, tantas crenças, tantas afinidades, tanto conhecimento, que nos devíamos sentir tão pesados pela responsabilidade que é detê-lo, no entanto saltitamos tão leves, tão livres.

Nós somos indivíduos que partilham um universo único, através do qual podem florir. Mas estas pétalas, estas flores que criamos não estavam lá sem a raiz, que nos sustenta, que nos dá alento e coragem e que nos rega com carinho. Esta raiz não nos dá a flor que amadurece deste impulso, dá-nos antes algo ainda mais louvável, a crença na capacidade, na possibilidade, as bases sem as quais nada é feito. Essa raiz orientadora, como uma mãe, é a professora Teresa Lucas.

O nosso plano nacional de leitura é especial, porque ouvimos aquilo que de mais humano há em nós, a necessidade do outro, as relações afetivas, o espírito de equipa e irmandade. Já está mais do que na altura de sabermos que o indivíduo prospera ao máximo, quando se permite escutar o outro. O “eu” não existe sem “nós” e, por isso, este projeto aquece-nos o coração, mostra-nos que cada percurso a seguir, desde que saibamos dar lugar ao outro, é o certo.

Mariana Carvalho, 12º H2

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Ao contrário dos meus colegas, participei, no meu 9º ano, no Concurso Nacional de Leitura. Coube-nos, nesse ano letivo, apenas, ler os livros escolhidos a concurso e analisá-los sozinhos, sem discutir ideias uns com os outros. Eu apenas conhecia de vista os colegas que, tal como eu, participavam neste projeto. Entre nós não havia uma ligação, nem companheirismo, mas, apenas, uma espécie de rivalidade, porque o nosso objetivo principal era ir a concurso. Aquilo que absorvíamos do processo de leitura, a aprendizagem que fazíamos uns com os outros, o prazer do ato de folhear o livro, lê-lo e compreendê-lo era quase inexistente. Líamos só por ler, como quem lê uma revista ou um manual de História A. Não retínhamos conhecimentos, nem decifrávamos enigmas escondidos nas entrelinhas.

Agora, no meu último ano do ensino secundário, participo, novamente, neste concurso. Desta vez, sinto que esta experiência é revigorante e que estou a apreender muito. Nós criamos um grupo de leitura, encontramo-nos todas as semanas para discutirmos ideias sobre as obras que vão a concurso e não só. Esta partilha entre nós possibilitou captar melhor a essência de cada livro e as emoções que estes nos transmitem. Fez crescer, entre os membros do nosso círculo, uma amizade e conexão. Nós ficamos horas na biblioteca entretidos com conversas interessantíssimas. Descobrimos muito mais em equipa do que sozinhos.

A minha experiência neste projeto é, também, uma descoberta de mim e do meu autoconceito, o que promove o pensamento. Isto deve-se ao diálogo intensivo que estabelecemos, quando analisamos, em todas as sessões, as personagens e as suas características psicológicas, fazendo com que eu me identifique com elas. Isto ajuda--me não só a entendê-las, mas, também, a entender-me.

 Muitas vezes, as pessoas focam-se demasiado nelas próprias, esquecem-se que existem outros ´´eu´s``. Penso que esta é uma das razões para que haja tenções. A verdade  é que é complicado pormo-   -nos no lugar dos outros, percebê-los e compreender as suas perspetivas em relação às mais variadas coisas e situações. É ainda mais difícil quando aquilo que eles apregoam como o correto anula aquilo em que acreditamos. Sinto que este Clube de Leitores fomentou em mim a alteridade e a entreajuda. Cada vez que me encontro com os meus companheiros, o meu espírito crítico é estimulado, desenvolvo competências em mim que eu desconhecia e aprendo a perceber os outros, as suas perspetivas e entendo como expressar melhor os meus pontos de vista.

Penso que hoje em dia a sociedade promove cada vez mais a competição desmedida cuja principal intenção é quase que ´´eliminar`` os nossos adversários, e isso é mau… Em contraste com esta realidade, o projeto dinamizado pela Professora Teresa Lucas favorece uma competição saudável, com o objetivo de aprendermos uns com os outros.

  
    Maria Leonor Negalha Mendes Belo, 12º H2