Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Newton Gostava de Ler (4)





No dia 9 de Abril de 2013, tive a oportunidade de participar numa atividade designada “Newton Gostava De Ler”. Esta tarefa foi realizada na escola básica Padre Alberto Neto, situada em Rio de Mouro.

Para começar, devo admitir que adorei o propósito deste projeto. O seu programa tem como finalidade conjugar dois elementos de aparente contraste e que se julgavam quase impossíveis de enquadrar um no outro, neste caso, a leitura e a ciência. Quando me deram a conhecer tal atividade, esta despertou a minha total atenção, pois eu nunca havia ouvido falar na interligação destes dois tipos de conhecimento. Assim, alinhei e dirigi-me para a escola acompanhada da professora bibliotecária, a professora Liliana Silva.

Durante a sessão de leitura, a turma do 9º ano à qual recitei os dois excertos do livro As mais belas coisas do mundo, de Valter Hugo Mãe, revelou-se bastante calma e atenta, o que possibilitou que os meus nervos se desvanecessem naquele silêncio inquietante. Esta experiência, enquanto leitora, permitiu-me perceber que tenho capacidade de captar a atenção de um público desconhecido, o que foi muito gratificante para mim, visto que sou inexperiente nesta “matéria”.
Depois, tive a possibilidade de assistir a inúmeras experiências que me relembraram os tempos do básico que vivenciei e que mais marcaram a minha vida.

Gostei imenso de ter tido a possibilidade de fazer parte de um projeto tão interessante, motivador e de carácter inovador, para não falar do livro delicioso e emotivo que foi escolhido para a execução das várias tarefas. Fez-me aprender a ver a leitura de uma forma mais ampla e aperceber que esta também pode ser a junção de outras ciências, levando-nos a ver para além dos limites do que fisicamente observável.

Como conclusão, devo afirmar que este projeto nasceu de uma ideia maravilhosa, com o objetivo de incentivar os alunos a apreciar melhor tanto a arte da escrita e leitura, como a das ciências. É acessível a todos, pois as experiências executadas são muito simples e até podem ser feitas em casa. Quanto aos livros escolhidos pelos criadores do projeto em si, são livros de uma fácil acessibilidade também, o que faz com que a leitura se torne mais agradável para o leitor.


Ana Teresa Bernardino Pousadas, 10º H1



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Valter Hugo Mãe (*)



Esta é a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida coma tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.

As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura do António e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com  a nossa natureza, tem o poder de a transformar.

Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe.

Ibidem.


O livro de Valter Hugo Mãe inspirou o trabalho da artista plástica Maria Rita Pires, patente na galeria Trema até ao dia 8 de Junho. 

Escreveu  o autor sobre o trabalho da artista: 

« O modo como o papel floriu, como se fez pássaro e borboleta, a roupa interior que seca na árvore, tudo me maravilha. Como se o mundo do livro se traduzisse num atrito ínfimo da luz, uma presença quase ausente, igual às visões de sonho. O trabalho da Maria Rita Pires deslumbra-me. Põe-me a ver milagrinhos de papel. Aquilo que os escritores tanto buscam nas palavras e que ela encontrou tão ao pé delas.»  Aqui.





O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 821.1343 - MAE

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(*) Autor vencedor do Prémio José Saramago (5º edição, 2007).


Cineconvida (4)



Foi no passado dia 4 de maio que o Clube de Cinema organizou mais um encontro cinéfilo, desta vez na cidade ribeirinha de Lisboa, para assistir ao filme Não (2012) de Pablo Larraín (Santiago, 19 de agosto de 1976), jovem realizador chileno cuja obra não deixa de surpreender e de ganhar prémios em festivais internacionais, de reconhecido mérito.

Nomeado pela Academia dos Óscares na categoria de melhor filme estrangeiro, Não é um filme muito diferente dos outros a que os holofotes publicitários teimam em nos habituar.

Difícil de classificar, entre o histórico e o documentário de ficção, Não atira-nos para um espaço e um tempo (Santiago do Chile,1988) que não é o nosso mas onde cresce o desejo que nos torna humanos, o desejo de afirmação da nossa autonomia, liberdade e responsabilidade, particularmente no que se refere ao direito a expressarmos o nosso pensamento, as nossas opiniões e escolhermos democraticamente aqueles que nos governam.

Pressionado pela comunidade internacional, o ditador Augusto Pinochet aceita realizar um plebiscito nacional que decida sobre a sua continuidade ou não no poder. Acreditando tratar-se de uma oportunidade única de pôr fim à ditadura, os líderes da oposição resolvem contratar René Saavedra (Gael García Bernal), criativo publicitário em ascensão, para coordenar a campanha do Não. Com poucos recursos e sob a constante observação dos agentes do governo, René Saavedra consegue, recorrendo a estratégias pouco consensuais, criar uma campanha consistente, alegre, positiva, na qual a palavra de ordem é um Não, cantado como um hino de esperança, que acabará por  sair vencedor, levando à queda do regime de Pinochet.

Um acontecimento com um final feliz que deu ao povo chileno uma nova esperança. Nem sempre acontece assim, pelo que este filme nos convida à reflexão partilhada, alertando-nos para a necessidade de estarmos vigilantes, ativos e, sobretudo, de nunca deixarmos de exercer o nosso olhar crítico, fundamentado num pensamento livre, autónomo e responsável.

professora Manuela Martins


Quero Saber (3)



Por que é que valorizamos tanto a ciência? Talvez porque, além de nos permitir conhecer, e até certo ponto controlar, o mundo em que vivemos, a curiosidade humana não tem fim. Existe sempre algo de novo e notável a descobrir sobre nós próprios, os mistérios do planeta que habitamos e o Universo.

É por isso que nos limitamos a trazer-lhe nesta edição meia centena de factos científicos incríveis, mas também lhe explicamos os princípios singulares que os regem, ajudando-o a perceber porque cada realidade funciona como funciona.

Sabia que 84% do volume da Terra é rocha derretida? Ou que os bebés têm cerca de mais de cem ossos que os adultos? Ou que há metais tão reativos que explodem com contacto com a água? Ou ainda que os nosso vasos sanguíneos dariam a volta ao mundo duas vezes e meia?

Poderá descobrir também o maior animal de sempre, porque é que o Universo se expande em todas as suas direções, quais as causas de o bambu ser a planta que cresce mais depressa, como é possível uma pulga acelerar mais que um vaivém espacial ou o que é que justifica que os ursos polares sejam quase indetetáveis por câmaras de infravermelhos.

Se fizer as contas, verificará que ainda tem muitos mais fenómenos espantosos para desvendar, (...), desde as origens do cosmos até ao funcionamento das células do nosso corpo.

in, Editorial.
Ibidem.


O nº 32 [maio de 2013] da Quero Saber está disponível na biblioteca.



Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Joana Vasconcelos


Anatomia de um fenómeno

Uma coisa parece incontestável: Joana Vasconcelos é de "outro campeonato". Para o bem e para o mal. Muitos consideram que atingiu um plano em que terá no país poucos no mesmo patamar. Outros simplesmente acham que o que faz está fora do jogo da arte. Não é naturalmente o caso de Miguel Amado, comissário da representação portuguesa na Bienal de Veneza 2013 e da presente exposição da artista no Palácio da Ajuda: «É engenhoso fazer um lustre com tampões higiénicos ou uma sandália com tachos e panelas. E isso remete para um certo jogo com a própria noção de artista, que torna aquele que transforma as coisas a que não atribuímos valor em obras valorizadas, num verdadeiro toque de Midas. [...] As peças de Joana Vasconcelos, além da forma, têm um conteúdo, um significado que as pessoas são capazes de discernir . Dessa identificação, resulta que são capazes de se questionar em termos individuais e do seu lugar no mundo.[...]»
Depois do flamejante helicóptero, forrado de penas de avestruz e cravejado de brilhantes, um cacilheiro para Veneza: não deixa de surpreender em grande. Não se trata de pura megalomania ou bizarra extravagância.  E se o big is beautiful poderá ser uma estratégia eficaz de ampliação e disrupção dos objetos quotidianos, a sua arte não é apenas de escala, nem o seu impacto cai nas convencionais medidas.

«Há comunicação a mais no nosso tempo e ser comunicante não quer dizer comunicativo», diz Paulo Cunha da Silva (*). A obra de arte é comunicante,  não tem que ser comunicativa, estar sempre a explicar, a pôr legendas ou a fazer piscadelas de olho. A obra de Joana Vasconcelos que  é sempre inteligente e sedutora, porque ela também o é, e muito divertida, está a dançar perigosamente com aquilo que mais adiante a pode dissolver, em vez de reforçar aquilo que lhe permitirá ficar como obra.
Um verdadeiro "fenómeno" que comporta os seus riscos.

Maria Leonor Nunes, in Jornal de Letras e Ideias, pag. 22, Ibidem.

O jornal revela a instalação que estará na Bienal de Veneza - num cacilheiro, Pavilhão de Portugal. Entrevista, a propósito, com a artista que fala também do seu percurso e de toda a obra, quando a sua mostra na Ajuda bate recordes de público.
O "fenómeno"  Joana Vasconcelos analisado  pelos especialista (págs. 18 a 24).



O nº 1111 do JL [1 a 14 maio de 2013] está disponível na biblioteca.



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(*) Ensaísta e curador da exposição de JV no Palácio da Ajuda.



Deana Barroqueiro (2)






Objetos com história…
A prestigiada autora de romances históricos, Deana Barroqueiro, deslocou-se à Escola Secundária Leal da Câmara, no dia 30 de abril, para falar dos seus objetos com história.
No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, a propósito do seu romance histórico O Corsário dos 7 Mares, aquela escritora partilhou com alunos e professores as histórias de alguns objetos, que testemunham as suas viagens pelos locais exóticos onde, outrora, nos séculos XV e XVI, os marinheiros portugueses deixaram marcas da sua presença.
Habituada nos seus romances a desafiar o leitor e a recriar uma envolvência histórica que lhe proporcione “um conhecimento da época e do espaço retratados, da geografia, dos ambientes, das gentes e costumes[i], não foi difícil para a escritora, dotada de uma imensa facilidade de expressão, cativar a audiência com a sua energia, espontaneidade e entusiasmo contagiantes.
Neste evento, destinado à celebração da leitura, a presença da autora Deana Barrroqueiro não deixou decerto ninguém indiferente às suas histórias, caracterizadas pelo realismo, visualismo e pitoresco e construídas em torno de objetos significativos, revestidos de uma manifesta carga afetiva.
Certamente que os textos solicitados aos participantes desta conversa não deixarão de refletir o interesse que as várias histórias lhes despertaram. Aguardemos, pois!
professora Teresa Lucas

O encontro com a escritora terminou com a entrega dos prémios do concurso de escrita, Conta um Conto, aos alunos vencedores:
Primeiro prémio
- Rodrigo Garcia, 12º H1
Menções Honrosas
- Marta Marques, 12º A1
- Henrique Matos, 11º H1
- Ana germano, 12º A1
- Catarina Santos, Inês Margato e professora Lucília Oliveira, 12º H3



[i] in Entrevista pelo jornalista Hélder Fernando, para o jornal Hoje Macau, no âmbito do festival literário da Lusofonia, A Rota das Letras

World Press Cartoon

 Sherif  Ahmed Arafa, Discussão, para o jornal Alitthad, Egito,  2012  
Categoria: Gag Cartoon, nº 275



O World Press Cartoon Sintra 2013 é a mais prestigiada exposição internacional de desenho de humor na Imprensa. Cartoons e caricaturas de autores de todos os continentes proporcionam uma retrospetiva sorridente do que foi a marcha da humanidade ao longo de um ano, vista pelo olhar mordaz dos cartoonistas.

Organizada em três categorias - Caricatura, Editorial e Desenho de Humor -  a mostra conta 343 ilustrações  publicadas na imprensa de todo o mundo.

A exposição está patente no antigo Casino de Sintra - ex-Museu de Arte Moderna - até ao dia 30 de Junho.
A entrada é livre.


Fonte: Sapo

Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Dia da Europa (3)





Celebra-se hoje o Dia da Europa.

Testa os teus conhecimentos, jogando este  Quiz.
Desenvolve os conteúdos, aqui.

Vamos aprender a Europa!


professora Ana Silva


Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

na LER



O olhar de Clarice

Antes de a vermos, é ela que nos vê. Ao fundo da sala, o olho de Clarice emerge na escuridão. Só o olho em grande plano, a curva da pálpebra, a ténue sobrancelha, as finas pestanas, um ponto de luz na pupila. Quando nos aproximamos percebemos que imagem é transparente. Por trás, uma frase: «Ver é pura loucura do corpo». Não há melhor resumo do que foi a vida e a escrita de Clarice Lispector. [...]

A primeira sala é panorâmica. Eis Clarice nas várias idades, o rosto transformando-se, ganhando sombras e uma espécie de alheamento  como  se tudo o que importa estivesse na escrita  e a escrita nunca chegasse para refletir o prodígio do mundo. Não há aqui explicações, enquadramentos  biográficos, cronologias. Só palavras nas paredes: «O nome da coisa é um intervalo para a coisa». Qualquer explicação de Clarice seria um intervalo entre nós e Clarice. Mais vale por isso a nudez das palavras em bruto, isoladas, arrancadas dos livros, sem contexto, aproximando-nos de uma perplexidade essencial: « Escrevo pela incapacidade de entender  sem ser através do processo de escrever». [...] Clarice sempre soube que escrever é uma maldição, mas «uma maldição que salva».
As palavras da escritora saem dos livros e colam-se à pele de quem as lê. É essa a sua força tirânica. [...]

Chagamos à sala do arquivo, gavetas de alto a baixo, mais de mil, embora só 35, com chave, se abram à nossa curiosidade. Lá dentro: documentos, rascunhos, edições estrangeiras das suas obras. A sala é uma cápsula de memórias. Vale a pena puxar uma das cadeiras e ficar ali, lendo tudo o que há para ler. [...]

À saída, Clarice permanece um mistério. A exposição sabe a pouco. E ainda bem.
O resto temos de procurar nos seus livros e é para os livros, sempre para os livros, que somos empurrados.

José Mário Silva, Cartão de Leitor, in revista LER. pag. 18



O nº 124 da revista LER, maio de 2013, está disponível na biblioteca

Clarice Lispector


                                       Cota: 82-3 LIS



Cota:   821.134.3 LIS


«Ler Clarice Lispector é encontramo-nos com ela. Desnudar a sua palavra, compartilhar uma sensualidade quase física, entrar no corpo de uma obra que vibra e cintila (...)» 

Miguel Cossio Woodward

Brasileira de origem ucraniana, Clarice Lispector deixou um rasto singular na literatura de língua portuguesa.
«Amo esta língua. Não é uma língua fácil. É um verdadeiro desafio para quem escreve querendo roubar às coisas e pessoas a sua primeira camada superficial. É uma língua que por vezes reage contra um pensamento mais complexo. Por vezes o imprevisto de uma frase causa-lhe medo. Mas eu gostava de manejá-la - tal como outrora gostava de montar um cavalo para o levar pelas rédeas, umas vezes lentamente, outras a galope. », dizia.

No ano em que passam 35 anos sobre a morte de Clarice Lispector, a Fundação Calouste Gulbenkian apresenta a exposição A Hora da Estrela com textos, facsimilies, fotografias e documentos pessoais de uma das mais destacadas vozes da literatura brasileira.






Os livros estão disponíveis na biblioteca



Sexta-feira, 26 de Abril de 2013

Ciência Descoberta



A exposição 360º Ciência Descoberta, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian resulta de uma aposta clara e empenhada, assumida nos últimos vinte anos, na divulgação científica de qualidade, através da concretização de diversas exposições de natureza científica.

Comunicar e divulgar Ciência  constitui uma arte, pois não se resume apenas a transmitir conhecimento. Deve, sobretudo, suscitar a curiosidade e estimular a imaginação. Para desempenhar bem o seu papel, a ciência tem de favorecer o diálogo e conseguir articular-se com todas as outras formas de saber, bem como facilitar os processos de circulação do conhecimento.

A exposição pretende pôr em destaque as importantes contribuições científicas de portugueses e espanhóis, no período das viagens e descobrimentos marítimos. Trata, ainda, de dar a conhecer e prestar homenagem a todas as personalidades, quer as conhecidas, quer uma grande maioria de individualidades desconhecidas, as quais, ao longo dos séculos XV e XVI, contribuíram para que o conhecimento do mundo natural e físico avançasse até ao nascimento da modernidade científica europeia.

Artur Santos Silva
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian



A exposição decorre na galeria de exposições temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian até ao dia 2 de junho.
Mais informações e programa do Ciclo de Conferências,  aqui.


O catálogo da exposição está disponível da biblioteca.
Cota: 55 MOU

Alfred Hitchcock





Reconhecido mundialmente como mestre do suspense, Alfred Hitchcock foi o realizador escolhido este ano, pelo Clube de Cinema da biblioteca escolar, como figura carismática e incontornável da 7ª arte a apresentar aos alunos do curso profissional multimédia.

A sessão decorreu no dia 17 de abril, pelas 10h, no auditório, tendo como principal objetivo suscitar a curiosidade e o desejo dos alunos de melhor conhecerem a obra deste realizador, de dupla nacionalidade (inglesa e americana), que nos deixou mais de 60 filmes surpreendentes, arrepiantes, por vezes, insólitos, meticulosamente pensados, filmados, montados, sempre com a mesma intenção: concentrar a atenção do espetador, enredando-o numa trama, porventura, inverosímil mas nunca banal.

Como disse numa entrevista a François Truffaut: “Nunca filmo uma fatia de vida pois isso as pessoas podem muito bem encontrar em casa ou na rua, ou até diante da porta do cinema. Não precisam de pagar para ver uma fatia de vida. Fazer filmes, para mim, quer dizer, em primeiro lugar e acima de tudo, contar uma história.”

E afinal é isso que Sir Alfred Hitchcock é: um exímio contador de histórias!


professora Manuela Martins


Pride and Prejudice




When wealthy Mr Bingley comes to live at Netherfield Hall, Mrs Bennet is delighted: she has five daughters to be married...


This reader uses the expansive reading approach, where the text becomes a springboard to improve language skills and to explore historical background, cultural connections and other topics suggested by the text. As well as the story, this reader contains:
- An introduction about Jane Austen and her life;
- A wide range of activities practising the four skills;
- Dossiers: The Social Context in Jane Austen´s Time, The Role of Women in the Regency Period and Jane Austen and the Romantic Movement;
- An internet project;
- FCE-style activities;
- Trinity-style activities (Grade 8);
- A recording of parts of the text;
- An exit test with answer key.


The book and audio-CD are available at the library: 811-111 AUS



Cineconvida (3)




Seis meses. Seis livros. Seis membros.
O Clube de Leitura de Jane Austen (2007), de Robin Swicord, é uma comédia romântica que releva a leitura dos clássicos como uma experiência que pode ser partilhada, desafiadora e muito divertida.
Quando cinco mulheres e um homem se reúnem para discutir a obra da famosa escritora inglesa, percebem que os problemas românticos de Emma, do Sr. Darcy e das irmãs Bennet não são muito diferentes dos seus próprios.
Procuram assim conforto e sabedoria nas páginas das obras de Jane Austen, descobrindo que, em assuntos do coração, tudo o que precisam de fazer é perguntar: nesta situação o que faria Jane?


No âmbito das  comemorações do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, o Clube de Cinema convida-te para o visionamento do  filme no dia 30 de abril, pelas 10h00,  no auditório da Leal da Câmara.




Terça-feira, 23 de Abril de 2013

Dia Mundial do Livro

(Clique na imagem para ampliar)

Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

Newton Gostava de Ler (3)






A leitura desta obra insere-se no contexto da realização do Módulo IV - Nanomundo, do projeto Newton Gostava de Ler que teve lugar na biblioteca a 12 de março pelas 10 horas.
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“Porque é fácil de ver: não são as coisas que são temporárias, são os investigadores que são temporários.
Newton morreu, como é sabido, mas as coisas que ele viu não. (E às coisas que ele viu, às suas transformações, os vivos chamam agora outros nomes.)"
                    
Gonçalo M. Tavares, Enciclopédia 1-2-3. Relógio D’Água. 2012
           

                A partir da leitura deste fragmento, poder-se-á inferir que o conhecimento é fruto da interação do Sujeito sobre o Objeto, numa tentativa de o compreender e explicar. Esta atitude de questionamento da realidade por parte dos investigadores reflete uma maneira científica de pensar, que visa alcançar a ilusão da Verdade, acrescentando, desenvolvendo, fazendo avançar o conhecimento na procura do Novo.

                Deste modo, a ciência progride com a lucidez de que faz parte intrínseca da natureza do próprio conhecimento questionar a ordem das coisas e, por isso, o cientista procura permanentemente novas explicações, para responder aos novos desafios resultantes do progresso da ciência. O conhecimento gera mudanças, transformações que exigem criatividade e imaginação para fazer pensar em novas hipóteses, que vão dar origem a novas teorias científicas e a novos instrumentos necessários à apropriação dessa nova realidade.

Podemos, então, afirmar que o desejo de conhecer e de explicar a realidade serve-se da linguagem para fazer avançar a ciência, usando-a para alcançar a Verdade. Ao contrário do que se poderia supor, a objetividade e o rigor exigidos pelo método científico pressupõem outras características que se pensa serem exclusivas do mundo da cultura e das artes, como a literatura. As fronteiras entre a ciência e a literatura parecem esbater-se, uma vez que ambas recorrem à criatividade para gerar ideias novas e criar algo novo.

O Senhor Henri de Gonçalo M. Tavares é o exemplo de, como através da linguagem (literatura), é possível abordar temas da ciência.

Neste livro, o segundo da coleção «O Bairro», o leitor é confrontado com a ideia da temporalidade do saber, em busca do verdadeiro conhecimento, guiado pelo Senhor Henri, o protagonista, que se autocaracteriza como sendo «muito cerebral», muito bem informado, detentor de um vasto conhecimento enciclopédico, que partilha com todos os que o querem ouvir no estabelecimento onde passa a maior parte do tempo.

Ao longo da leitura, através das várias reflexões e associações que a personagem vai estabelecendo, é sugerida uma maneira científica de pensar, usada pelo Senhor Henri para questionar a essência das coisas e valorizar a dúvida na procura de explicações suscetíveis de fazer avançar o conhecimento através da exploração de novos factos.

                Considerando que a aquisição do conhecimento dá que pensar, este personagem defende, assim, a existência de «um sistema geral do pensamento» - o absinto, a sua «teoria do mundo» – o qual, a partir da vasta informação enciclopédica de que dispõe, o leva a subverter os padrões instituídos e a criar uma «realidade melhor», com novos conceitos - bolsos de calças que estejam preparados para levar líquidos, por exemplo.

O absinto está para o Senhor Henri como a imaginação (a criatividade), o pensamento (a razão) estão para o cientista: representa o estímulo, o incentivo que põe em causa toda a erudição, o saber pré-concebido para estabelecer novas conexões, criar novas teorias: «as pessoas que têm azar não deixam de ter sorte” ou ainda “nos dias que correm aprende-se por todos os lados do corpo

Em síntese, podemos considerar que no livro O Senhor Henri literatura e ciência confluem, esbatendo-se a antinomia objetividade científica versus criação subjetiva, pois ambas valorizam a criatividade como atitude que conduz à (des) ocultação do real:

"Muito deve a literatura
ao absinto,
Em qualidade, muito mais
Que ao tinto..."

                          Alexandre O´Neill

professora Teresa Lucas



O livro está disponível da biblioteca.
Cota: 821.134.4 TAV



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Gabriel Mithá Ribeiro (2)



A ação Como ensinar História no séc. XXI decorreu na biblioteca no dia 10 de abril, pelas 18:30.
O auditório foi constituído essencialmente por professores e o debate em torno da obra e ideias do autor foi animado e muito participado.



"E o que faz um bom aluno?"
O sociólogo Albert Hischman, no seu modelo de participação cívica dos cidadãos em instituições, diz-nos que há quem fique quieto e aparentemente não faça nada, quem use a voz critica de modo ativo e ainda quem se submeta às regras do poder e da instituição. Este modelo altera muito do que habitualmente ouvimos na opinião pública, revelando que mesmo que os indivíduos aparentemente fiquem quietos e não façam nada, seguindo as suas rotinas, têm uma atitude com significado social importante. Criámos a ideia de que o aluno que está sempre a participar é um bom aluno mas, na verdade, é-o quem está intelectualmente ativo, o que muitas vezes só se manifesta a prazo. Mais do que com o professor, o bom aluno deve mostrar empatia com o conhecimento. Durante mais de uma geração tivemos uma ditadura que impôs o silêncio. Saramago dizia que «O silêncio serve para ouvirmos o que é importante». Essa  democratização tem de vir de uma adesão voluntária da sociedade.  Era fundamental para repensar a própria ideia de escola. A escola carece de silêncio."

Excerto da entrevista de Gabriel Mithá Ribeiro ao Jornal de Letras em janeiro de 2013.


O nº 1103 do JL  está disponível na biblioteca .


Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

Pascal Mercier (*)



Numa manhã chuvosa, uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte, em Berna. Raimund consegue dissuadi-la de tal propósito, mas depois a mulher desaparece. Tudo o que sabe é que é portuguesa. De tarde, entra numa livraria e, por acaso, descobre um livro de um autor português, Amadeu de Prado, que foi médico, poeta e resistente durante o salazarismo.

Raimund é, desde há muito tempo, professor de latim e grego, o que já o entusiasma tão pouco como o seu casamento, em estado de desagregação. Aprende português e, uma noite, mete-se num comboio para Lisboa, uma cidade que irá ser o local de todas as revelações: de dois mistérios da vida humana, da coragem, do amor e da morte.
Um livro que apetece reler lentamente, mal se acaba de ler.

Ibidem.


«Escrita sólida, fluida, um bilhete de ida para uma viagem recheada de ideias e personagens confrontadas com a História, o acaso, as escolhas. Metáfora para as mudanças e o exercício para a liberdade.»     
Visão

«Um misterioso escritor é pretexto para falar de questões como a solidão, a morte ou a identidade. Tudo a partir de Pessoa e da musicalidade do português».     
Diário de Notícias


O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 82-3 MER




Comboio Noturno para Lisboa foi adaptado ao cinema pelo realizador Bille August, e quase integralmente rodado em Lisboa.
Conta com as interpretações de Jeremy Irons, no papel de Raimund Gregorius, e ainda de Mélanie Laurent, Jack Huston, Bruno Ganz, Lena Olin, Christopher Lee, Charlotte Rampling, e dos portugueses Nicolau Breyner, Beatriz Batarda e Marco d´Almeida.

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(*) Pascal Mercier é o pseudónimo literário do filósofo Peter Bien. Nasceu em Berna em 1944 e vive em Berlim. Até recentemente foi professor de Filosofia na Universidade de Berlim. Filho da pequena burguesia, cedo decidiu que não queria para si o tipo de vida que os homens da casa levavam. O determinismo do almoço às 12h30 imposto pela fábrica fê-lo começar a refletir sobre a condição humana ao completar 12 anos, altura em que iniciou a leitura da História, das religiões e da vida dos santos. Aos 45 começou a escrever romances «enquanto professor receei colocar a minha reputação académica em causa quando me iniciei na ficção. Precisava de me esconder atrás de um pseudónimo para ter coragem de me libertar na escrita». Escolheu o nome pelo qual hoje é conhecido na lista telefónica de Genebra. Comboio Noturno para Lisboa é o seu terceiro romance. Está traduzido em 15 idiomas.


Frederico Delgado Rosa


Chamaram-lhe terramoto e furacão.
Uns apelidaram-no de general-dinamite, outros de cowboy e de general Coca-Cola. Ele próprio se retratou como um «Tufão sobre Portugal», mas foi outro o epíteto que ficou para a posteridade e no coração do Povo: Humberto Delgado, o General Sem Medo.

Esta é a primeira biografia do homem que desafiou Salazar ao proferir a célebre frase: «Obviamente  demito-o!».
Candidato à Presidência da República em 1958, Humberto Delgado galvanizou multidões de Norte a Sul, tendo sido vítima de uma das maiores fraudes eleitorais da História.
A sua morte às mãos da PIDE a 13 de fevereiro de 1965, foi o principal assassínio político da ditadura e marcou indelevelmente a memória coletiva. Mito do Século XX, Humberto Delgado renasce neste livro, que narra passo a passo o romance de aventuras da sua vida, desde a infância no Ribatejo até à cilada de Badajoz.
Escrita por Frederico Delgado Rosa, neto de Humberto Delgado, a presente biografia desvenda factos totalmente vedados aos historiadores e faz surpreendentes revelações sobre o assassinato, lançando nova luz no «Caso Delgado». A obra inclui uma extraordinária coleção de fotografias, na maior parte inéditas.

Ibidem.



O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 94(469) ROS




Sexta-feira, 5 de Abril de 2013

FESTin



O FESTin regressa ao Cinema São Jorge, em Lisboa, entre 3 e 10 de abril de 2013, para a sua quarta edição. Entre as novidades na programação, destaca-se uma homenagem ao prestigiado Festival de Gramado (Brasil) que, entre diversos filmes premiados, traz a Lisboa a estreia do filme Colegas, protagonizado por três atores com Síndrome de Down, que está a ser um fenómeno de sucesso no Brasil; o cinema de Angola será também homenageado através de uma parceria com o o IACAM – Instituto Angolano de Cinema Audiovisual e Multimédia. Haverá ainda uma maratona de documentários, uma mostra dedicada ao público infanto-juvenil e o I Encontro Internacional de Jornalistas de Cinema, que reunirá pela primeira vez profissionais ligados ao jornalismo, crítica e divulgação cinematográfica num debate sobre o setor.
 
Estas sessões vêm juntar-se ao programa habitual do FESTin, constituído por duas sessões competitivas (longas e curtas-metragens), Mostra de Cinema Brasileiro (longas e curtas-metragens) e Mostra de Inclusão Social, para além de oficinas de iniciação ao cinema para crianças e jovens e mesas redondas.
 
Ao longo de uma semana serão exibidos 75 filmes, entre longas e curtas-metragens (ficção, documentário e animação), provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Uma vez mais destaca-se a forte presença de filmes oriundos do Brasil, que continua a concorrer em peso ao FESTin.

professora Manuela Matins

 

A odisseia da espécie



Journey of Man: A Genetic Odyssey, National Geografic Channel, 2009, 93 min.

Como conseguiu a raça humana povoar o planeta? Um grupo de geneticistas estudou esta questão durante uma década e chegou a uma surpreendente conclusão: a "árvore genealógica" global pode ser traçada até um homem que viveu em África há 60.000 anos atrás. O Dr Spencer Wells é o anfitrião deste programa inovador, que conta também com os testemunhos de especialistas científicos,  historiadores, arqueólogos e antropólogos.



Com a qualidade a que a National Geografic já nos habitou, este documentário relata o percurso realizado por um geneticista que reconstrói o caminho feito pelo ancestral do Homem desde que saiu do seu continente de origem, África, até chegar à Europa e à América. Por incrível que pareça, a seguir a África o Homem terá colonizado o continente australiano, após um longo percurso de milhares de quilómetros! Esta afirmação parece-nos ainda mais extravagante quando pensamos na vasta massa de água que na atualidade separa estes dois continentes! Depois da Austrália, o geneticista visita vários pontos de passagem do Homem, nomeadamente o Oriente, a Europa de Leste e até faz uma longa viagem pelo gelo para conhecer um povo primitivo que vive em condições extremas de frio, os Inuítes. Esta longa viagem teve como objetivo recolher várias amostras de sangue que possibilitaram comparações genéticas e permitiram desenhar o percurso do Homem na sua dispersão por toda a Terra, desde o seu aparecimento em África. As provas que apoiam as descobertas do autor baseiam-se no estudo de alguns genes que por se terem mantido inalterados (sem mutações) permitiram estabelecer ligações entre várias populações e a população humana mais antiga ainda viva, os bosquímanos, cujos hábitos de vida se mantêm primitivos.

professora Élia Meneses



O documentário em DVD está disponível na biblioteca.
 

Terça-feira, 19 de Março de 2013

Boa Páscoa


A equipa da BE-CRE deseja a todos(as) boas férias e boas leituras.




Inédito




A Fundação José Saramago vai publicar um novo livro do escritor, A Estátua e a Pedra, com lançamento mundial na segunda quinzena de abril, na Feira do Livro de Bogotá. A obra, em edição bilingue, em português e espanhol, estará disponível no mercado português no início de abril.
O livro «é uma reflexão de José Saramago sobre os seus livros e sobre a importância decisiva que o facto de viver numa ilha de pedra e vulcões como Lanzarote teve para entender o seu estilo literário e de vida. Na verdade, este é um livro que não existiria sem Lanzarote», explica a fundação, através de um comunicado.
O texto de José Saramago é acompanhado de dois textos introdutórios dos Professores italianos Luciana Stegagno Picchio e Giancarlo Depretis e de um epílogo do escritor espanhol Fernando Gómez Aguilera.

Fonte: ionline

Concurso Nacional de Leitura (4)






 Obras selecionadas para a 2º fase do Concurso Nacional de Leitura e disponibilizadas  aos alunos apurados  para as eliminatórias distritais.




Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Malba Tahan



Um humilde pastor persa do século XIII, Beremiz Samir, exímio no exercício da arte de calcular, é o protagonista deste livro. O enredo ambienta-se no exotismo do Médio Oriente, mesclando aspetos da cultura islâmica, da herança grega e de outras grandes culturas e reflete com realismo fascinante o clima filosófico, religioso e social da época. No universo narrativo estão integrados curiosos problemas e enigmas matemáticos e lógicos, aparentemente complicados mas sempre iluminados pela simplicidade dos raciocínios que lhes propõem solução. (...)
 
Malba Tahan é na realidade o pseudónimo de Júlio César de Mello e Souza, um professor de múltiplos talentos, entre outros o de contador de histórias tradicionais, que foi acima de tudo um pedagogo visionário, preocupado em refletir sobre os métodos de ensino.
Dele se diz que, na sala de aula, lembrava um ator empenhado em conquistar plateias e as suas propostas didáticas tinham tanto de ousadas como de inovadoras. A Matemática foi o terreno por excelência escolhido para transmitir conteúdos pedagógicos de forma lúdica e divertida. (...)
 
O Homem Que Sabia Contar impôs-se como um verdadeiro clássico, uma espécie de As Mil e Uma Noites da Matemática, para deleite de leitores de todas as idades, mas especialmente dedicado a um público juvenil.
 
Ibidem
 

O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 51- TAH

livros X e-books


Sexta-feira, 8 de Março de 2013

Gabriel Mithá Ribeiro




Nas sociedades ocidentais da atualidade, muito mais que limitações ao nível dos recursos materiais e humanos, é no domínio cultural e ideológico que residem os maiores bloqueios. Um dos mais importantes fatores explicativos dessa situação é a herança secular do materialisno dialético que, ao penetrar no pensamento do senso comum um pouco por todo o mundo, tornou-nos a todos, de uma ou de outra forma, depositários de versões (ultra)simplificadas das teorias de Karl Marx. Tendemos a não duvidar de que as condições económicas determinam muito daquilo que pessoas ou grupos valem. Se há nisso inegável verdade, andamos há muito a exagerar na dose, o que nos arrasta para vícios de perceção da realidade. Quanto maiores os recursos naturais, maior a tentação de se deitar dinheiro para cima dos problemas. Em muitos casos, essa atitude agrava as dificuldades porque alimenta bloqueios culturais que impedem a procura de soluções eficazes fora do círculo materialista.
O resultado é vivermos numa época de incapacidade de isolar as questões culturais das questões materiais. Desse modo, dificilmente se percebe que uma melhor regulação da vida institucional no que respeita aos comportamentos e atitudes possa ser, em si, condição essencial para a melhoria sustentável do bem estar coletivo.
 
Ibidem. 
                
Numa iniciativa do Agrupamento de Escolas de Rio de Mouro, decorrerá no dia 10 de abril, pelas 18:30,  na Biblioteca da Leal, a ação Como ensinar História no séc. XXI, dinamizada pelo autor do livro, Gabriel Mithá Ribeiro.


 
O livro está disponível da biblioteca.

 
Cota: 94 - RIB

Newton gostava de ler (2)





As palavras têm PH


«O meu avô dizia que a melhor parte da vida haveria de ser ainda um mistério e que o imprtante era viver procurando».
«Eu brincava com as palavras e o meu avô, que adorava ler depois o que eu escrevia, dizia que eu tinha aprendido a sonhar, porque sonhar é achar que estamos a fazer algo que se passa só na nossa cabeça. Eu estava a aprender a sonhar de dia, e quem sonha de dia transforma sempre a sua vida, transforma o mundo.»
«Só os que sonham apenas durante a noite é que não levam os sonhos a sério e desistem de mudar o mundo. Depois, a minha mãe ainda me disse que sonhar assim não era algo que se passava apenas na minha cabeça, mas também no coração. As coisa que se passam no coração, isso aprende-se com o tempo, são as mais importantes de todas.»

Valter Hugo Mãe, As Mais Belas Coisas do Mundo, 1.ª edição, Lisboa, Editora Objetiva, 2010.
Dia 5 de fevereiro, pelas 15 horas, realizou-se, na biblioteca, o Módulo III do projeto, Newton gostava de ler. A sessão iniciou-se com a leitura, por parte da professora bibliotecária, Liliana Silva, do livro do escritor valter hugo mãe, As mais belas coisas do mundo. Em seguida, a professora de Física e Química, Maria Manuel Costa, dirigiu a atividade experimental com os alunos. Participaram na sessão as turmas 12.º C2 e 10.º C1 e a professora de Biologia e Geologia, Élia Meneses.
A atividade foi replicada na biblioteca da Escola Padre Alberto Neto, dia 19 de fevereiro, pelas 15 horas, por parte de um grupo de alunos da turma 10.º C1, dirigidos pela professora Élia Meneses.
Eis alguns depoimentos sobre a sessão do dia 5 de fevereiro:
Foi uma atividade que relacionou a química com a leitura, o que foi bem inovador. A interação com a outra turma correu bem e, apesar do nosso grupo não ter conseguido concluir a atividade experimental, foi muito enriquecedor!
Foi engraçado realizar a atividade e observar os seus resultados.
A leitura do livro foi muito expressiva e fez-nos pensar sobre as coisas da vida.
Foi uma atividade deveras interessante!

Os alunos Catarina, Daniela, Mariana e Pedro do 12.º C2
Na sessão tocou-me particularmente a curiosidade, o interesse, o rigor de procedimentos e o espírito de entreajuda dos alunos. Estas coisas invisíveis são, para um professor, das mais belas coisas do mundo.

A  professora  bibliotecária

O livro  está disponível da bilioteca.
Cota: 821.134.3-MAE

Sexta-feira, 1 de Março de 2013

Falsa ciência



Este livro conta histórias de falsa ciência. Abundam as aldrabices na internet, de que o vídeo que mostra milho a transformar-se em pipocas devido à radição de telemóveis é um bom exemplo. Também há muitas tarefas nos media, a começar pelos horóscopos e pelas descobertas no inesgotável campo das Ciências Engraçadas. As prateleiras de supermercado estão recheadas de falsas promessas de medicina preventiva, das quais uma das mais delirantes foi revelada pelo escândalo «iogurtegate». Mas, pasme-se, a falsa ciência também é praticada e ensinada nalgumas escolas e está bem mais presente do que se julga na área da saúde. Nem as revistas científicas escapam, pois também aí se encontra uma boa coleção de fraudes que mais cedo ou mais tarde acabaram por ser descobertas.
Não há lugares seguros.
A segurança terá de estar no leitor: com uma atitude crítica, poderá evitar muitos contratempos e poupar dinheiro. Lembre-se de que a ciência assenta na observação, na experiência e na correção de erros, e não nas palavras de pretensas autoridades que nunca aceitam ser corrigidas.
Não se deixe enganar!

Ibidem.


O livro está disponível na biblioteca.
Cota: 575.8 - MAR


Livros que fizeram história (2)



 

Exposição itinerante Santillana - Livros que fizeram história

AULA ABERTA

Dias 15 e 22 de fevereiro, pelas 10 horas, teve lugar na biblioteca da Escola uma Aula Aberta sobre Livros que fizeram história, exposição itinerante amavelmente emprestada pela editora Santillana.
Os oradores que nos vieram falar destes livros foram a aluna Inês Margato do 12.º H3 (O Capital de Karl Marx) e os professores Fátima Loureiro (Biblia), Lucília Oliveira (As viagens de Marco Polo), Isabel Oliveira (Romeu e Julieta de William Shakespeare), João Manique (A origem das Espécies de Charles Darwin), Liliana Silva (Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll), Maria Manuel Costa (A Teoria da Relatividade de Albert Einstein), Luísa Supico (O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry), Guadalupe Gomes (O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir) e Carlos Pinheiro (A enciclopédia).
Os livros sobre os quais falaram são livros infinitos, suscetíveis de inúmeras leituras ou interpretações, intemporais e que mudaram o destino do mundo, da história da humanidade – as palavras têm este poder! – e, alguns deles, das pessoas que discursaram durante a sessão.
Neste contexto foi pedido a estes oradores uma missão quase impossível: apresentar a obra de que são porta-vozes durante dez minutos. Por este facto, esta Aula não foi mais do que uma passagem de testemunho: as palavras dos livros sobre os quais falaram passaram a estar nas mãos dos elementos do auditório para que estes as leiam e discutam.
A biblioteca bateu o seu record de audiência: estiveram presentes nas duas sessões desta Aula Aberta as turmas 10.º C5, 11.º H4, 12.º C1, 12.º E1 e 12.º H3 com os respetivos professores, para além de outros elementos da comunidade.
A qualidade da iniciativa justifica que passe a ter lugar, quinzenalmente, a publicação de um post sobre cada um dos livros desta exposição.
 
professora Liliana Silva