terça-feira, 1 de agosto de 2017

Boas Férias!


A equipa da BE/CRE deseja a todo(a)s  boas férias e boas leituras.


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segunda-feira, 31 de julho de 2017

À minha escola


Palavras de gratidão 

No próximo ano letivo 2017/2018 não serei mais a professora bibliotecária da Escola Secundária Leal da Câmara. Por razões pessoais irei aceitar um outro desafio que me levará a outras paragens.

Dos anos em que nesta escola trabalhei como professora bibliotecária levo comigo as mais gratas recordações do trabalho cooperativo que desenvolvi com todos os departamentos e grupos disciplinares, sem exceção, da elevação e criatividade de algumas das discussões científicas e pedagógicas em que participei, do rigor e clareza de diferentes documentos que ajudei a elaborar e, sobretudo, da entrega apaixonada e incondicional à causa pública da educação que observei em alguns colegas. Estas experiências modificaram a biblioteca, a escola, o agrupamento e, sobretudo, modificaram-me a mim: passei a compreender a dinâmica da biblioteca como uma inspiração e exemplo para o tipo de trabalho que deve ser feito em sala de aula e a geri-la e a monitoriza-la tendo em conta o superior interesse da escola e do agrupamento no seu conjunto. Do trabalho realizado não posso invocar quaisquer desculpas, uma vez que a equipa da biblioteca, a Direção, o Conselho Geral e os restantes órgãos de gestão e pessoas foram incansáveis na resposta pronta e eficaz a todos os pedidos, dando ainda à biblioteca a necessária visibilidade e reconhecimento público. Todos os erros – e alguns deles foram praticados – a mim se atribuem.

Não importa o caminho a percorrer. A riqueza da experiência, das memórias e dos amigos que colhi aqui e que levo comigo farão de mim melhor pessoa e profissional mais competente. 

professora Liliana Silva


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Concurso de Fotografia (2)




AMOR DE PERDIÇÃO inspira concurso de fotografia
                  
No dia 31 de maio, ocorreu uma singela homenagem aos alunos vencedores do Concurso de Fotografia em torno da obra Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, que contou, mais uma vez, com o apoio incondicional da BE, na figura da professora bibliotecária, a professora Liliana Silva.

Esta iniciativa inseriu-se no conjunto das atividades do Departamento de Português e foi promovida pelas docentes Fátima Loureiro e Teresa Lucas, tendo como público-alvo todos os alunos do 11º ano que participaram na visita de estudo à Cadeia da Relação do Porto (Porto) e a Casa de Camilo (S. Miguel de Seide). O objetivo era recolher imagens que, na sua perspetiva, melhor traduzissem as vivências expressas no livro em confronto com a realidade.

Com esta atividade, alunos e professoras provaram que a leitura abre horizontes, que é possível estimular e criar pontos de contacto entre diferentes linguagens e possibilitar, assim, abordagens complementares que espelham a fruição da obra por parte do leitor e influenciam a sua leitura.

Parabéns aos leitores (também pela sua audácia manifestada na fotografia!)

João Pedro de Cravalho Teixeira, nº 9 do 11º E1
Daniel Pedro Valente Matias, nº 11 do 11º C3
Mariana Dinis Gomes Moreira, nº 12 do 11º E1
Wilson Kennedy Cardoso Tavares, nº 20 d 11º E1

professora Teresa Lucas


quinta-feira, 22 de junho de 2017

60 minutos


Num formato informal e descontraído, 60 minutos de Ciência pretende ser um fórum de discussão entre especialistas e cidadãos sobre temas atuais de Ciência. 
Com a duração de uma hora, as suas  sessões decorrem nas quartas quintas-feiras do mês, pelas 17:30.
Este ciclo é uma iniciativa do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, do Comité UNESCO Matemática do Planeta  Terra e da Faculdade da Universidade de Lisboa.

Mais informações: Aqui.


professora Virgínia Amaral

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Camilo Castelo Branco




Aquela visita de estudo

     Creio que tive o prazer, senão a sorte, de visitar a cidade do Porto, nomeadamente, a casa e a cadeia onde Camilo Castelo Branco permaneceu, no âmbito da disciplina de Português, no meu 11º ano.

   Após esta, acredito que a obra será entendida de forma diferente, dado que nós, estudantes, tivemos a oportunidade de conhecer o ambiente da sua casa e da sua cela. De facto, Camilo escreve a maior parte das suas obras nesses locais que, de certa forma, demonstram o estado de espírito e as sensações aí transmitidas. Ou seja, as emoções tornam-se familiares para os leitores. Por exemplo, quando, na obra Amor de Perdição, Simão Botelho é preso, todos os seus sentimentos revelam-se íntimos para o leitor.

   Deste modo, foi também possível partir à descoberta do humor, da simplicidade e da gentileza do escritor. Num primeiro impacto, todo o vocabulário utilizado pelo mesmo remete para um carácter mais forte, autoritário, frio e até racional, que, ao longo da visita, é desmentido. Principalmente, na divisão do seu quarto, onde o escritor ocupa a cama mais próxima do escritório, de forma a não incomodar a mulher durante a noite, quando se levanta para escrever.

   Em suma, é de espantar a forma como uma simples visita de estudo nos pode proporcionar tal manancial de aprendizagens, de conhecimentos e até de curiosidades. Na minha opinião, esta foi muito significativa para um crescente interesse tanto pela obra Amor de Perdição, como pelo próprio autor, Camilo Castelo Branco.

Catarina Cardoso, 11ºC3

Projeto desenvolvido no âmbito de Português
professora Teresa Lucas

Concurso de Fotografia

               
Cota: 821.134.3 BRA
[A biblioteca dispõe de 8 exemplares]


  Fotografias com livros…

                Mais uma vez, o livro constituiu objeto de desafio para os nossos alunos, provando, assim, que a leitura abre horizontes, estimula pontos de contacto entre diferentes linguagens e possibilita abordagens complementares, que se traduzem numa maior fruição da obra por parte do leitor.
                No âmbito da abordagem da obra Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, os alunos do 11º ano visitaram a Cadeia da Relação do Porto (Porto) e a Casa de Camilo (S. Miguel de Seide) com a missão de recolherem imagens que, na sua perspetiva, melhor traduzissem as vivências expressas no livro.
                Para além da imagem, houve também quem usasse o poder da palavra para expressar a forma como a viagem ao mundo de Camilo Castelo Branco influenciou a sua relação com leitura da obra.
                Aqui ficam os testemunhos. Parabéns aos leitores! 

professoras Fátima Loureiro e Teresa Lucas

[Clique nas  imagens para ampliar]
Daniel Matias  -11º E1
Mariana Moreira - 11º E1

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Manuel Alegre


Prémio Pessoa 1999
Cota: 82 -1 ALE


I.10.
Eis que saltam no poema os substantivos
peixes voadores além da linha do equador.
E nos adjectivos há praias flores
aliterações provocadas pelas vírgulas mareantes
cristais de gelo vindos do antárctico
perturbações sintácticas ao largo do Adamastor.

Agora sabe-se que para chegar à Índia
era preciso inventar
a língua.

Com que Pena, Vinte Poemas para Camões (1992)
ibidem, p. 594


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Outras obras de Manuel Alegre disponíveis na biblioteca

Poesia:
O Livro do Português Errante - Cota: 82-1 ALE
Che - Cota: 82 - 1 ALE [2 exemplares]

Prosa:
O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua - Cota: 821.134.3 ALE
Arte de Marear - Cota: 821.234.3 ALE [2 exemplares]
Jornada de África - Cota: 821.134.3 ALE [2 exemplares]
Cão como Nós - Cota: 821, 134.3 ALE [5 exemplares]
Alma - Cota: 821.134.3 ALE [2 exemplares]
O Quadro e outros contos - Cota: 821.134.3 ALE [2 exemplares]
A Terceira Rosa - Cota: 82. 1 e 821.134.3 ALE [2 exemplares]
O Homem do País Azul - Cota: 821.134.3 ALE [2 exemplares]


Prémio Camões 2017



Manuel Alegre é o vencedor do Prémio Camões 2017 considerado o mais alto galardão da literatura em língua portuguesa.

Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda.
Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Foi campeão de natação e ator de Teatro Universitário de Coimbra (TEUC). Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção.

Em outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de abril de 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República  e, em 2006, candidatou-se à Presidência da República.

A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Feira do Livro (4)




Começa hoje a 87ª edição da Feira do Livro de Lisboa.

Horários de visita: de segunda a quinta-feira, das 12:30 às 23:00; Sextas-feiras,, sábados, domingos e feriados, das 11:00 às 23:00.

Estão de regresso:

-  A "Hora H":  permite comprar livros de edição anterior aos 18 meses do preço fixo com o mínimo de 50% de desconto, de segunda a quinta-feira entre as 22:00 e as 23:00;
-  O "Dia do Livro", que permite comprar livros em destaque com descontos que podem chegar aos 50%.

Página oficial da Feira do Livro de Lisboa:  Aqui.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Fredrik Backman


Cota: 82-31 BAC

À primeira vista, Ove é o homem mais rabugento do mundo. Sempre foi assim, mas piorou desde a morte da mulher, que ele adorava. Agora que foi despedido, Ove decide suicidar-se. Mal sabe ele as peripécias em que se vai meter. Um casal recém-chegado destrói-lhe a caixa de correio, o seu amigo mais antigo está prestes a ser internado a contragosto num lar, e um gato vadio dá-se a conhecer. Ove vê-se obrigado a adiar o fim para ajudar a resolver, muito contrariado, uma série de pequenas e grandes crises.

Este livro simultaneamente hilariante e encantador fala-nos de amizades inesperadas e do impacto profundo que podemos ter na vida dos outros.

A obra é  recomendada pela RBE para o Concurso Nacional de Leitura 2016/2017 (ensino secundário).

sexta-feira, 12 de maio de 2017

National Geographic (6)



A genialidade é camaleónica.

Quem pode ser considerado um génio?
A questão fascina a humanidade e suscitou muitos problemas enquanto produzíamos a reportagem da edição deste mês.

Algumas mentes são tão excecionais que mudam o mundo.
Não sabemos ao certo o que eleva estes indivíduos estraordinários acima dos outros, mas a ciência encontrou algumas pistas

Estabeleçamos como premissa que Einstein era um génio. O seu rosto e cabelos são icónicos, símbolos internacionais para a genialidade. Nesta edição queríamos ir para lá do homem e explorar a natureza do próprio génio. Por que razão algumas pessoas são mais inteligentes ou criativas do que as restantes? E quem são elas? Foi aqui que começamos a ter problemas. Assumimos que seria mais difícil identificar, entre as personalidades vivas, aquelas que seriam verdadeiramente geniais e por isso apostamos nas figuras do passado. [...]
Os estereótipos perduram. Um estudo publicado na revista "Science" descobriu que, desde os 6 anos de idade, as raparigas têm menos probabilidades do que os rapazes de afirmar que elementos do seu género «são mesmo muito inteligentes». [...] Também há boas notícias. Num mundo ligado virtualmente estamos em posição de detetar traços de genialidade onde quer que eles apareçam.  E quanto mais vemos, mais somos capazes de perceber que fatores como o género, a etnia e a classe, não garantem a genialidade nem a impedem.

Por outras palavras, como escreve Claudia Kalb nesta edição, os génios do futuro existem onde quer existam indivíduos com «inteligência, criatividade, perseverança e...sorte».

Susan Goldberg. Editora.


O número de maio da NG, Portugal está disponível na biblioteca.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pedro Chagas Freitas (2)



Encontro com Pedro Chagas Freitas

Nunca como hoje a leitura e a escrita ocuparam um lugar tão central nas nossas vidas. Nos telemóveis e outros dispositivos eletrónicos, para além do papel, lemos e escrevemos à medida que respiramos e vivemos, de preferência, ligados a uma rede global na qual o que é difícil é a reserva da própria intimidade.

Bem consciente deste poder da palavra na atualidade, Pedro Chagas Freitas sensibilizou um auditório repleto de alunos e seus familiares e amigos, para além de professores e funcionários, a assumir um compromisso regular com a escrita, valorizando as suas capacidades de reflexão, síntese e criatividade. Neste trabalho de envolvimento com a palavra escrita é fundamental perder o medo de falhar, o que nem sempre é fácil porque a literatura sugerida pelos currículos e veiculada nas sala de aula é a de autoridades aparentemente intangíveis que versam sobre personagens que se apresentam como heróis isentos de erro ou imoralidade que mais bloqueiam do que inspiram à escrita e à ação.

Foi num registo descontraído e bem-humorado que Pedro Chagas Freitas, artífice da palavra em plena era digital, foi dirigindo este desafio para a escrita ao auditório que insistia em retê-lo muito embora o tempo para este encontro com o escritor já tivesse há muito esgotado.

Muito obrigada às alunas que tiveram esta feliz iniciativa (Diana Cunha, Mara Pereira, Inês Simões, Mariana Marques e Jéssica Mohamed são alguns dos nomes), à Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária Leal da Câmara que a apoiou sem hesitação e à professora Teresa Lucas que presidiu à comunidade de leitores reunida às quartas-feiras antes do encontro. 
Valeu a pena! Gostamos muito!

professora Liliana Silva

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Jean Monnet






Exposição evocativa de Jean Monnet

Reconhecido por muitos como o arquiteto do projeto europeu, Jean Monnet nasceu em França sob as ruínas da Grande Guerra e com o sonho de uma Europa Unida. Defendeu a ideia de uma Federação Europeia, dedicando grande parte da sua vida à construção e desenvolvimento do projeto que hoje conhecemos como União Europeia.

Dada a atualidade e relevância da temática, os alunos da disciplina de Ciência Política consideraram importante a realização desta exposição evocativa da vida de Jean Monnet (1888-1979) e do seu contributo para a construção do Projeto Europeu, idealizado numa época já distante dos nossos dias, com valores e objetivos necessariamente diferentes.

Esta exposição serve como ponto de partida para estimular a participação dos jovens nas políticas europeias e aprofundar o debate sobre o que foram estes 60 anos de história da Europa, pós assinatura do Tratado de Roma (25 de março de 1957) - o tratado fundador da CEE - e os grandes desafios que a União Europeia enfrenta no momento presente: a conclusão da União Económica e Monetária e da União Bancária; a crise dos refugiados e dos Direitos Humanos; as dificuldades dos valores do Estado de Direito nalguns países membros; os objetivos futuros da governação de uma Europa a 27, pós Brexit, entre outros.

professora Lucília Oliveira


 Esta exposição, amavelmente cedida pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors (Eurocid), esteve aberta ao público na Escola Secundária Leal da Câmara, entre os dias 21 de março a 3 de abril de 2017. Durante este período vários foram os professores que inscreveram a sua turma para a visita guiada conduzida pelos alunos de 12.º ano da disciplina de Ciência Política, devidamente orientados pela sua professora Lucília Oliveira. Não obstante o valor documental da exposição, a discussão do tema por parte dos alunos foi o momento alto da iniciativa, pelo que a biblioteca regista aqui o entusiasmo da participação dos alunos na exposição  e o trabalho da    professora que preparou  estes jovens para a análise e compreensão dos fenómenos políticos.

professora Liliana Silva


sexta-feira, 31 de março de 2017

Fritz Lang


[Viena 1890- Califórnia 1976]


ENTRE A LUZ E AS SOMBRAS

Na sequência da apresentação do filme Metrópolis (Berlim 1927), do realizador austríaco Fritz Lang, aos alunos do 2º ano do Curso Profissional de Técnico de Multimédia, o Clube de Cinema aceitou o desafio, lançado pela disciplina de Design, Comunicação e Audiovisuais, de analisar excertos de outros filmes do mesmo realizador que permitissem identificar características marcantes da sua obra cinematográfica.
E assim aconteceu.

No dia 14 de fevereiro, os alunos acolheram, participativos, na sua sala de aula, a professora Manuela Martins que procurou, em 90 minutos, fazer uma retrospectiva da obra do realizador que, em 40 anos de atividade, realizou cerca de 40 filmes, mudos e sonoros, predominantemente a preto e branco, rodados em alemão, francês e inglês, atravessando todos os géneros: da ficção científica ao western, do filme policial negro às histórias de aventuras.

Apesar da intensa produção de filmes cujo argumento e realização assina, bem como dos diferentes períodos de conturbação social e política que marcam o seu impulso criador, a conflitualidade dos opostos é uma presença permanente, por vezes, obsessiva, em toda a sua obra: animalidade/humanidade, inocência/culpa, justiça/vingança, piedade/condenação.

Os excertos fílmicos selecionados procuraram evidenciar este permanente confronto das forças do bem e do mal.
Primeiramente, a sequência inicial do filme que inaugura a Trilogia Mabuse, O Doutor Mabuse (Berlim, 1922), que nos apresenta um cenário da Bolsa ocupada por uma multidão frenética de homens de negócios dominados pela máquina do tempo, simbolizada pelo grande relógio, e por Mabuse, que emerge da multidão em plano contrapicado, o grande manipulador, que comanda e reduz à condição de marionetas todos os que o rodeiam, evidenciando assim uma formidável reprodução de uma sociedade onde o Mal se solta do seu corpo e se torna tão virtual como as mudanças económicas.

Seguidamente, as cenas inicial e final de M – Matou! (Berlim. 1931), o primeiro filme sonoro de Fritz Lang, inspirado na história  verídica de Perter Kurten , “o vampiro de Dusseldorf”, assassino em série preso em maio de 1930.  Ambas as cenas constituem verdadeiras lições de realização. A montagem alternada, ritmada, que faz crescer pouco a pouco o sentimento de angústia. O recurso aos efeitos de luz e sombra, que ora mostram, ora escondem. A mestria de moldar os atores à sua medida, como um escultor de emoções. Duas cenas, porventura, dignas de integrarem o património cinematográfico da humanidade.

Mas, como certamente o próprio realizador concordaria, o tempo urge e vai sempre à frente, ficando muito por dizer e mostrar. Antes assim, pelo que as últimas palavras são do realizador:
Todos os meus filmes alemães e os meus melhores filmes norte-americanos falam do destino. Hoje, já não acredito no destino. Cada um constrói o seu próprio destino. Não há um poder misterioso, não há deus que vos trace o destino. Sois vós que levantais o vosso destino.

professora Manuela Martins
Clube de Cinema


sexta-feira, 24 de março de 2017

Revolução de outubro




SESSÃO DO LABORATÓRIO DE HISTÓRIA – 6 e 7 de março

A Revolução de Outubro de 1917 ou Revolução Bolchevique, como também é conhecida, é considerada um dos acontecimentos históricos mais importantes e de maior impacto da época contemporânea, fazendo parte dos programas da disciplina de História do 9.º e 12.º anos.

No ano do centenário da Revolução, o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova apresenta um programa de iniciativas[i] em colaboração com diversas instituições científicas e culturais, entre as quais se encontra a Biblioteca Escolar da ESLC.

Foi neste contexto que, nos dias 6 e 7 de março, contámos com a presença do investigador Ricardo Noronha, do programa de estudos de pós-doutoramento do Instituto de História Contemporânea da FCSH, para duas sessões do Laboratório de História – espaço de aprendizagem, experimentação, inovação e partilha de conhecimentos do IHC – onde se ensaiam novas metodologias e se desenvolvem projetos inovadores envolvendo práticas de investigação histórica, numa aproximação do espaço académico à sociedade.

Muito participadas, as sessões envolveram os alunos das turmas do 12º ano de Línguas e Humanidades na abordagem do tema através de novas perspetivas, permitindo uma alargada compreensão da problemática. Também para os professores da disciplina presentes, estas sessões foram consideradas um espaço de formação por excelência, abarcando não só uma vertente de atualização de conteúdos mas também o contacto com especialistas de áreas do conhecimento relacionadas com a História, numa articulação com o Património e a Memória.

professora Lucília Oliveira

Pedro Chagas Freitas

(Clique para ampliar)

terça-feira, 14 de março de 2017

Oficina de Origami




Workshop de Origami

No dia 8 de março de 2017, pelas 13.30 horas, na biblioteca, realizou-se uma oficina de origami dirigida por Susana Domingues e destinada sobretudo a professores, mas à qual também não faltaram alunos e funcionários.

A partir de folhas quadradas de faces com motivos exóticos ou vintage lindíssimas construímos uma bola, um peão, uma flor, o chapéu do samurai - o soldado do imperador hábil no manejo do sabre e o tsuru  - a ave (grou) sagrada do Japão considerada símbolo de saúde, longevidade e fortuna. Num ambiente descontraído e bem humorado, Susana Domingues teve ainda oportunidade de partilhar connosco referências à história e cultura japonesa, como a da lenda do tsuru, à luz da qual se compreende que as peças fabricadas em origami sejam usadas não apenas para decoração, mas também nos rituais religiosos, associadas a pedidos dos crentes.

Eis a lenda do tsuru: Em 1945, depois da explosão da bomba de Hiroshima, os sobreviventes da II Guerra Mundial adquiriram inúmeras doenças. À pequena Sadako, de 12 anos de idade, foi diagnosticada leucemia. Hospitalizada, recebeu de um amigo papeis coloridos para fazer 1000 origamis de tsuru juntamente com o pedido de cura. Uma vez que se encontrava muito doente, Sadako enquanto fazia os tsurus em papel dirigia os seus pensamentos para o desejo de paz no mundo. Faleceu ao completar o 964 tsuru. Os seus amigos terminaram os 1000 tsurus e iniciaram uma campanha para erguer um monumento pela paz que foi inaugurado em 1958 no Parque da Paz de Hiroshima.

Muito obrigada à Susana Domingues pela sua disponibilidade na divulgação de técnicas manuais ancestrais de todo o mundo junto de escolas, museus e fundações - é uma animadora habitual da Fundação Oriente! – e pelo envio dos diagramas para os vários exemplares de origami construídos nesta sessão. Junto com eles segue um cubo construído através da app Cube Creator. Faço ainda votos para que outros sigam o exemplo da Susana de modo a que estas técnicas permaneçam vivas na nossa cultura. 

professora Liliana Silva


sexta-feira, 10 de março de 2017

Sérgio Luís de Carvalho


Estamos no reinado de D. João V.
A sua ideologia absolutista escoa às mãos cheias o ouro do Brasil, enquanto o reino empobrece ao ritmo dos seus devaneios de luxo e de amantes das mais variadas extrações. O facto de o governo ignorar o desenvolvimento da colónia - antes a vendo como uma árvore das patacas - leva ao descontentamento do Brasil, terra amiúde frequentada por personagens sonhadoras.

Pedro de Rates Henequim, depois de vinte anos nas minas de Ouro Preto, regressa ao reino cheio de ideias alucinantes nas quais antecipa o fim do mundo e vê o Paraíso nas terras brasileiras. Henequim ciranda por Lisboa pregando o seu pensamento e fazendo as mais desvairadas  propostas, quer aos espanhóis, quer ao irmão mais novo do Rei. Porém, nessa cidade eivada de hipocrisia religiosa, as suas ações conduzem-no às malhas da Inquisição.

Num século XVIII marcado pela luxúria e pela ostentação, o reinado de D. João V continua a impressionar-nos pela frequente oscilação entre a comédia e a tragédia.

Sérgio Luís de Carvalho faz parte do elenco de autores do Concurso Nacional de Leitura 2017 para o ensino secundário.

A biblioteca dispõe de 3 exemplares da obra.


sexta-feira, 3 de março de 2017

Carlos No




No passado dia 22 de fevereiro  tivemos a visita do artista plástico Carlos No. 
Numa sessão dinamizada para os 11.º e 12.º anos de escolaridade do Curso de Artes Visuais da ESLC, o artista apresentou o seu ponto de vista sobre a Arte, assentando, sobretudo, em exemplos concretos selecionados entre várias obras que exemplificam a evolução humana, quer na Arte, quer na Sociedade e também na Política.

Numa linguagem muito acessível e clara, Carlos No soube também aconselhar os jovens alunos e promissores artistas quanto a procedimentos de índole prática, no caso de quererem divulgar o seu trabalho em espaços de exposição, dando a conhecer uma série de galerias nacionais onde os alunos podem apreciar obras menos convencionais.

Captando naturalmente a atenção dos alunos com a simplicidade do seu discurso e o conhecimento de quem faz parte do panorâma artístico atual, o nosso convidado mostrou algumas obras contemporâneas de caráter interventivo, com uma postura de atenção crítica aos acontecimentos mundiais, que partem de conceitos idênticos aos que regem o seu próprio trabalho. Alertou ainda os alunos para uma outra vertente que considera ser decisiva para o desenvolvimento e abrangência concetual do projeto artístico – a necessidade de cruzar saberes e usar informação diversificada, indo buscar inspiração nas mais diversas expressões e áreas do conhecimento.

Estiveram também presentes professores da área das Artes Visuais e ainda a professora bibliotecária da escola.

Fica aqui patente o nosso agradecimento por uma hora dedicada e intensa de partilha de interesses e abertura de horizontes, pois a Arte é algo que nos interpela a todo o momento, no desassossego constante da descoberta.

 professora Lúcia Carvalhas 


A página oficial de Carlos No pode ser consultada, Aqui.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Aula Aberta (6)

                                                       (clique para ampliar)



Obras de David Marçal disponíveis na biblioteca: Aqui e Aqui.




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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aula Aberta (5)

     (clique para ampliar)

Leal da Câmara



Leal da Câmara é uma personalidade cuja ação, sobretudo através  da caricatura e do desenho, foi influente para as artes e para a vida sociocultural e política do séc.XX, em Sintra e em Portugal. Elege-lo,na escola e no agrupamento como patrono significa, não apenas tomar as suas causas e ideais como nossos, definir a própria identidade com base na sua ação e obra, como também, fazer irradiar e cultivar essa identidade de forma a deixar a sua- e nossa-marca.

Sabem quem foi Leal da Câmara?

Foi esta pergunta o mote de duas sessões dinamizadas pela professora Arminda Bernardino nos dias 9 e 10 de fevereiro, entre as 14:15 e as 15 horas, no auditório, junto das turmas H1, H2, C3 do 10ºano e respetivos diretores de Turma, professores João Freitas, Conceição Mestre e Virgínia Amaral, no âmbito da hora Projeto Turma.

Para mais informações sobre Leal da Câmara,consultar a sala de estudo on line, Aqui.


professora Liliana Silva


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Renascença/CCB



Quinzenalmente, serão convidados um escritor e um leitor para conversarem sobre os livros que lêem e as obras que recomendam a futuros leitores.

Durante uma hora os convidados abrem os livros, escolhem personagens que os marcam e falam dos escritores de que gostam. Numa altura em que o sector editorial português coloca no mercado a um ritmo semanal novos títulos, o Obra Aberta vai falar também dessas novidades do mundo  da edição.

Dia 09 de fevereiro:  Sala Glicínia Quartin
Helder Macedo e Francisco Seixas Costa

Dia 16 de fevereiro: Sala Vianna da Motta
Luís Fagundes Duarte e Rui Cardoso Martins


CCB das 18:00 às 19:00
A entrada é livre.


professora Fátima Loureiro


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

John Keay

Cota: 82-31 KEA


Há mais de dois mil anos que o mundo acidental vive obcecado pelos produtos vindos do Oriente, sendo a rota das especiarias um dos grandes enigmas da história. As especiarias vinham de terras nunca vistas e onde dificilmente se podia chegar, o que as tornavam ainda mais apetecíveis.

No entanto, nenhuma outra rota comercial colocou em risco tantas vidas e nações, nem desencadeou tantas guerras e descobertas.

Foi para conseguir as especiarias que os homens se aventuraram para lá dos horizontes conhecidos e ousaram explorar os limites do planeta. Os antigos egípcios lançaram o comércio marítimo para obter incenso da Arábia e os navegadores greco-romanos chegara à Índia à procura da pimenta e do gengibre. Tudo isto antes de Colombo ter partido para Oeste, Vasco da Gama para Oriente e Fernão de Magalhães para lá do Pacífico.

A Rota das Especiarias é um relato épico que descreve uma história com mais de três milénios e a identifica como fundadora de um mundo moderno e globalizado.

Saga exótica, apimentada com o drama de cada viagem, este livro transporta o leitor para os confins da terra.


Inspiring Future




A melhor decisão é a tua!

Quais os critérios que devem apoiar a minha decisão sobre o curso a seguir?
As disciplinas em que revelo ser bom e obtenho as melhores classificações, aquilo para o qual eu tenho jeito, as necessidades que a realidade me impõe (exemplo, oferta de emprego) e o estilo de vida que eu quero ter quando for adulto. É da ponderação cuidadosa sobre o conjunto destes quatro fatores que resulta a melhor decisão.

Será que a tomou?
Será que vale a pena modificar a decisão tomada?

Foi nestes termos que o Dr. Eduardo Filho, em representação da associação Inspiring Future, orientou a sessão que decorreu no passado dia 30 de janeiro, no auditório da escola, entre as 13:30 e as 15 horas.

Vale a pena refletir!


professora Liliana Silva


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Propostas de leitura

professora Teresa Lucas com o 11ºH3
(clique  na foto para ampliar)


Este ano a biblioteca, em articulação com os professores da disciplina de Português, lançou aos alunos e encarregados de educação o seguinte desafio:

- Qual o livro que te marcou mais e porquê?
- Qual a frase desse livro mais significativa?

Deste inquérito estão a surgir respostas muito interessantes e imprevistas: há leitores para os quais o livro mais marcante é uma fanfic,  há - muitos! - os que no seu tempo de lazer leem quase exclusivamente em língua inglesa,  há leitores muito jovens que leem poesia - quem diria? -, há os que optam por banda desenhada de notável qualidade e há ainda aqueles que preferem as novelas de amor ou os clássicos da literatura.

A todos estes alunos e encarregados de educação a biblioteca agradece a gentiliza da sua partilha, prometendo levar muito a sério a sua proposta  de leitura.

professora Liliana Silva

O resultado da participação do 11º H3 encontra-se exposto na biblioteca e  Aqui.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

FOCUS (edição especial)


Há séculos que tentamos perceber o que torna os seres humanos diferentes. Será a nossa forma de comunicar? Será a nossa capacidade de utilizar ferramentas? Ou será por conseguirmos pensar o impensável - inventar e construir equipamentos que nos levam do microscópio ao cósmico? As nossas capacidades "sobre-humanas" devem-se aos cerca de 1,4 kg de matéria cinzenta "aconchegada" no nosso crânio.

Esta edição especial, revela a anatomia do cérebro para compreender como funciona e descobrimos o que nos torna únicos. Saiba como os cientistas estão a investigar formas de eliminar memórias e implantar  novas recordações, e descubra porque é que o poder corrompe e de que modo o cérebro de um ditador difere do seu. Entre outros temas, explore ainda a forma como a inteligência evoluiu nos animais e o que se passa afinal, ao certo, na mente dos nosso cães.

Esta publicação debruça-se também sobre alguns dos desafios mais sérios para a saúde mental: a ciência da sanidade(e insanidade), o que provoca os vícios, os últimos avanços sobre a doença de Alzheimer, como a música pode aliviar uma dor de cabeça ou a ciência do que causa a depressão.

Finalmente, descubra os gadgets que podem tornar-nos mais inteligentes, os projetos de construção de um cérebro artificial, a ciência e a tecnologia da criação de vida em laboratório, e o que a robótica e a automação representam para o nosso conceito de trabalho.

Tem aqui muito com que entreter as suas "pequenas células cinzentas"!


A revista está disponível na biblioteca.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Valter Hugo Mãe (2)



«Uma luminosa parábola que fica a reverberar muito tempo depois.»
José Tolentino Mendonça

«As fascinantes personagens deste romance vivem num Japão que é ao mesmo tempo mitológico e íntimo,  criado pela imaginação prodigiosa e profundamente poética do autor.»
Richard Zimler

Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.
Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar.

Uma humaníssima visão do mundo.


O livro está disponível na biblioteca


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Feliz Natal!

 Lorenzo Costa, Maria a Ler,  Itália, 1460-1535



A equipa da BE/CRE deseja a todo(a)s Boas Festas e boas leituras.


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Homero

Cota: 82-3 HOM

 A Ilíada é o primeiro livro da literatura europeia e, sob certo ponto de vista, nenhum outro livro que se lhe tenha seguido conseguiu superá-lo - nem mesmo a Odisseia. Lida hoje, no séc. XXI, a Ilíada mantém inalterada a sua capacidade esmagadora de comover e perturbar.
As civilizações passam, mas a cultura sobrevive.
É neste sentido que parece apontar a mensagem deste extraordinário poema.
Ler a Ilíada é reclamarmos o lugar que por herança nos cabe no processo de transmissão da cultura ocidental: cada novo leitor acrescenta mais uma etapa, ele mesmo um novo elo.


Cota: 82-3 HOM

A Odisseia  homérica é a seguir à Bíblia, o livro que mais influência terá exercido, ao longo dos tempos, no imaginário ocidental.. Esta tradução da Odisseia veio colmatar uma lacuna evidente: a inexistência, em português atual, de uma tradução vertida do grego, em verso e com a máxima fidelidade ao original, que devolva ao leitor o prazer do texto homérico.


Traduções de Frederico Lourenço.


Frederico Lourenço



Frederico Lourenço é o vencedor do Prémio Pessoa 2016.

Ficcionista, ensaísta, poeta, tradutor, Frederico Lourenço nasceu em Lisboa, em 1963, e é atualmente professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (depois de vinte anos na Universidade de Lisboa, onde se doutorou com uma tese sobre Eurípides).

Traduziu a Ilíada e a Odisseia de Homero, bem como um volume de poesia grega, duas tragédias de Eurípides ou peças de Schiller e Arthur Schnitzler.

Este ano traduziu e publicou o primeiro volume da Bíblia Grega, Septuaginta, o primeiro volume de uma série de seis, com os quatro Evangelhos canónicos de S.Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S.João.

No domínio da ficção é autor da trilogia Pode Um Desejo Imenso (que inclui também, além do título homónimo, os romances O Curso das Estrelas e À Beira do Mundo), bem como de A Formosa Pintura do Mundo, Amar Não Acaba e A Máquina do Arcanjo, ou do volume autobiográfico O Lugar Supraceleste.

Publicou ensaios como O Livro Aberto: Leituras da Bíblia, Grécia Revisitada, Estética da Dança Clássica ou Novos Ensaios Helénicos e Alemães, e livros de poemas como Santo Asinha e Outros Poemas e Clara Suspeita de Luz.

Entre outros, recebeu os prémios PEN Clube (2002), D. Diniz da Casa de Mateus (2003), Grande Prémio de Tradução (2003), Prémio Europa David Mourão-Ferreira (2006).



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

na BE



Matthew Brown, O Homem que Viu o Infinito, UK, 2016, [1h 49m]

Srinivasa Ramanujam (Dev Patel) é um génio autodidata de 25 anos de idade que não conseguiu entrar na universidade devido ao seu estudo quase obsessivo e solitário da matemática. Determinado a prosseguir a sua paixão, Ramanujan escreve uma carta e uma eminente professor  do Trinity College em Cambridge. O Professor Hardy (Jereny Irons), reconhece a originalidade e o génio do talento puro de Ramanujan e, apesar do ceticismo dos seus colegas, empenha-se em trazê-lo para Cambridge para que as suas teorias possam ser exploradas.

Ramanujan deixa a família e a sua jovem noiva, e cruza o mundo até Inglaterra para, sob a orientação de Hardy, trabalhar as suas teorias. Juntos, vão lutar para que o seu  trabalho seja finalmente visto e reconhecido por um meio matemático que não está preparado para os seus métodos não convencionais.

O Homem que Viu o Infinito é a improvável história verídica de um génio único, cujas inovadoras teorias o levam a sair da obscuridade, num mundo em plena guerra, e da sua luta incansável para mostrar ao mundo a genialidade da sua mente.


O filme está disponível na biblioteca


20 anos da RBE




No passado dia 14 de outubro de 2016 a Escola Secundária Leal da Câmara participou na comemoração dos 20 anos da Rede de Bibliotecas Escolares que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian mediante a realização de uma verdadeira maratona de jogos matemáticos.

Os alunos Diogo Passos, Nuno Duque e João Silva da turma P1 do 3º ano do Curso Profissional Técnico de Eletrónica e Automação de Computadores representaram a Escola na modalidade de jogos de tabuleiro tendo sido, para o efeito, orientados pelas professoras Teresa Pereira da disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais da turma e Conceição Mesquita, coordenadora do Departamento Curricular de Matemática.

Neste dia os alunos tiveram oportunidade de ser abordados por pessoas de diversas idades e formações e foram até surpreendidios por um cumprimento por parte do Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. De todas as vezes revelaram competências científicas muito boas, para além de elevado sentido de responsabilidadee maturidade.

Nesta festa também a aluna da Escola no ano letivo 2015/2016 Mariana Carvalho participou integrando um painel bem humorado de jovens moderados por Ricardo Araújo Pereira.

Na qualidade de professora bibliotecária da Escola que acompanhou a visita dos alunos senti-me muito orgulhosa!

professora Liliana Silva

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Projeto de Leitura


No âmbito dos novos programas de Português a BE-CRE divulga a lista de obras selecionadas para o Projeto de Leitura 2016/2017  do 10º ano. 

A biblioteca dispõe de várias exemplares das obras.

Para mais informações contacta o(a) teu(tua) professor(a) de Português.


A Tábua de Flandres, Arturo Pérez–Reverte
Cota: 821.134.3 REV
2 exemplares

As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
Cota: 82-3 SWI
3 exemplares

As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
Cota:  82 - CAL
8 exemplares

Capitães da Areia, Jorge Amado
Cota: 821.134.3 AMA
6 exemplares

Parábola do Cágado Velho, Pepetela
Cota: 82.31 PEP
5 exemplares

Antologia Poética, Cecília Meireles
Cota: 82-1 MEI

Antologia Poética, Vinícius de Moraes
Cota: 82-1 MOR

Quem me dera ser onda, Manuel Rui
Cota:821.134.3 RUI
7 exemplares

Poesia Completa, António Gedeão
Cota: 821.134.3 GED

Contos Fantásticos, Edgar Allan Poe
Cota: 82.3 POE

Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes, Mathias Énard
Cota: 82-3 ÉNA
5 exemplares

Robinson Crusoé, Daniel Defoe
Cota: 811.111 DEF
4 exemplares