sexta-feira, 19 de maio de 2017

Fredrik Backman


Cota: 82-31 BAC

À primeira vista, Ove é o homem mais rabugento do mundo. Sempre foi assim, mas piorou desde a morte da mulher, que ele adorava. Agora que foi despedido, Ove decide suicidar-se. Mal sabe ele as peripécias em que se vai meter. Um casal recém-chegado destrói-lhe a caixa de correio, o seu amigo mais antigo está prestes a ser internado a contragosto num lar, e um gato vadio dá-se a conhecer. Ove vê-se obrigado a adiar o fim para ajudar a resolver, muito contrariado, uma série de pequenas e grandes crises.

Este livro simultaneamente hilariante e encantador fala-nos de amizades inesperadas e do impacto profundo que podemos ter na vida dos outros.

A obra é  recomendada pela RBE para o Concurso Nacional de Leitura 2016/2017 (ensino secundário).

sexta-feira, 12 de maio de 2017

National Geographic (6)



A genialidade é camaleónica.

Quem pode ser considerado um génio?
A questão fascina a humanidade e suscitou muitos problemas enquanto produzíamos a reportagem da edição deste mês.

Algumas mentes são tão excecionais que mudam o mundo.
Não sabemos ao certo o que eleva estes indivíduos estraordinários acima dos outros, mas a ciência encontrou algumas pistas

Estabeleçamos como premissa que Einstein era um génio. O seu rosto e cabelos são icónicos, símbolos internacionais para a genialidade. Nesta edição queríamos ir para lá do homem e explorar a natureza do próprio génio. Por que razão algumas pessoas são mais inteligentes ou criativas do que as restantes? E quem são elas? Foi aqui que começamos a ter problemas. Assumimos que seria mais difícil identificar, entre as personalidades vivas, aquelas que seriam verdadeiramente geniais e por isso apostamos nas figuras do passado. [...]
Os estereótipos perduram. Um estudo publicado na revista "Science" descobriu que, desde os 6 anos de idade, as raparigas têm menos probabilidades do que os rapazes de afirmar que elementos do seu género «são mesmo muito inteligentes». [...] Também há boas notícias. Num mundo ligado virtualmente estamos em posição de detetar traços de genialidade onde quer que eles apareçam.  E quanto mais vemos, mais somos capazes de perceber que fatores como o género, a etnia e a classe, não garantem a genialidade nem a impedem.

Por outras palavras, como escreve Claudia Kalb nesta edição, os génios do futuro existem onde quer existam indivíduos com «inteligência, criatividade, perseverança e...sorte».

Susan Goldberg. Editora.


O número de maio da NG, Portugal está disponível na biblioteca.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pedro Chagas Freitas (2)



Encontro com Pedro Chagas Freitas

Nunca como hoje a leitura e a escrita ocuparam um lugar tão central nas nossas vidas. Nos telemóveis e outros dispositivos eletrónicos, para além do papel, lemos e escrevemos à medida que respiramos e vivemos, de preferência, ligados a uma rede global na qual o que é difícil é a reserva da própria intimidade.

Bem consciente deste poder da palavra na atualidade, Pedro Chagas Freitas sensibilizou um auditório repleto de alunos e seus familiares e amigos, para além de professores e funcionários, a assumir um compromisso regular com a escrita, valorizando as suas capacidades de reflexão, síntese e criatividade. Neste trabalho de envolvimento com a palavra escrita é fundamental perder o medo de falhar, o que nem sempre é fácil porque a literatura sugerida pelos currículos e veiculada nas sala de aula é a de autoridades aparentemente intangíveis que versam sobre personagens que se apresentam como heróis isentos de erro ou imoralidade que mais bloqueiam do que inspiram à escrita e à ação.

Foi num registo descontraído e bem-humorado que Pedro Chagas Freitas, artífice da palavra em plena era digital, foi dirigindo este desafio para a escrita ao auditório que insistia em retê-lo muito embora o tempo para este encontro com o escritor já tivesse há muito esgotado.

Muito obrigada às alunas que tiveram esta feliz iniciativa (Diana Cunha, Mara Pereira, Inês Simões, Mariana Marques e Jéssica Mohamed são alguns dos nomes), à Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária Leal da Câmara que a apoiou sem hesitação e à professora Teresa Lucas que presidiu à comunidade de leitores reunida às quartas-feiras antes do encontro. 
Valeu a pena! Gostamos muito!

professora Liliana Silva

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Jean Monnet






Exposição evocativa de Jean Monnet

Reconhecido por muitos como o arquiteto do projeto europeu, Jean Monnet nasceu em França sob as ruínas da Grande Guerra e com o sonho de uma Europa Unida. Defendeu a ideia de uma Federação Europeia, dedicando grande parte da sua vida à construção e desenvolvimento do projeto que hoje conhecemos como União Europeia.

Dada a atualidade e relevância da temática, os alunos da disciplina de Ciência Política consideraram importante a realização desta exposição evocativa da vida de Jean Monnet (1888-1979) e do seu contributo para a construção do Projeto Europeu, idealizado numa época já distante dos nossos dias, com valores e objetivos necessariamente diferentes.

Esta exposição serve como ponto de partida para estimular a participação dos jovens nas políticas europeias e aprofundar o debate sobre o que foram estes 60 anos de história da Europa, pós assinatura do Tratado de Roma (25 de março de 1957) - o tratado fundador da CEE - e os grandes desafios que a União Europeia enfrenta no momento presente: a conclusão da União Económica e Monetária e da União Bancária; a crise dos refugiados e dos Direitos Humanos; as dificuldades dos valores do Estado de Direito nalguns países membros; os objetivos futuros da governação de uma Europa a 27, pós Brexit, entre outros.

professora Lucília Oliveira


 Esta exposição, amavelmente cedida pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors (Eurocid), esteve aberta ao público na Escola Secundária Leal da Câmara, entre os dias 21 de março a 3 de abril de 2017. Durante este período vários foram os professores que inscreveram a sua turma para a visita guiada conduzida pelos alunos de 12.º ano da disciplina de Ciência Política, devidamente orientados pela sua professora Lucília Oliveira. Não obstante o valor documental da exposição, a discussão do tema por parte dos alunos foi o momento alto da iniciativa, pelo que a biblioteca regista aqui o entusiasmo da participação dos alunos na exposição  e o trabalho da    professora que preparou  estes jovens para a análise e compreensão dos fenómenos políticos.

professora Liliana Silva


sexta-feira, 31 de março de 2017

Fritz Lang


[Viena 1890- Califórnia 1976]


ENTRE A LUZ E AS SOMBRAS

Na sequência da apresentação do filme Metrópolis (Berlim 1927), do realizador austríaco Fritz Lang, aos alunos do 2º ano do Curso Profissional de Técnico de Multimédia, o Clube de Cinema aceitou o desafio, lançado pela disciplina de Design, Comunicação e Audiovisuais, de analisar excertos de outros filmes do mesmo realizador que permitissem identificar características marcantes da sua obra cinematográfica.
E assim aconteceu.

No dia 14 de fevereiro, os alunos acolheram, participativos, na sua sala de aula, a professora Manuela Martins que procurou, em 90 minutos, fazer uma retrospectiva da obra do realizador que, em 40 anos de atividade, realizou cerca de 40 filmes, mudos e sonoros, predominantemente a preto e branco, rodados em alemão, francês e inglês, atravessando todos os géneros: da ficção científica ao western, do filme policial negro às histórias de aventuras.

Apesar da intensa produção de filmes cujo argumento e realização assina, bem como dos diferentes períodos de conturbação social e política que marcam o seu impulso criador, a conflitualidade dos opostos é uma presença permanente, por vezes, obsessiva, em toda a sua obra: animalidade/humanidade, inocência/culpa, justiça/vingança, piedade/condenação.

Os excertos fílmicos selecionados procuraram evidenciar este permanente confronto das forças do bem e do mal.
Primeiramente, a sequência inicial do filme que inaugura a Trilogia Mabuse, O Doutor Mabuse (Berlim, 1922), que nos apresenta um cenário da Bolsa ocupada por uma multidão frenética de homens de negócios dominados pela máquina do tempo, simbolizada pelo grande relógio, e por Mabuse, que emerge da multidão em plano contrapicado, o grande manipulador, que comanda e reduz à condição de marionetas todos os que o rodeiam, evidenciando assim uma formidável reprodução de uma sociedade onde o Mal se solta do seu corpo e se torna tão virtual como as mudanças económicas.

Seguidamente, as cenas inicial e final de M – Matou! (Berlim. 1931), o primeiro filme sonoro de Fritz Lang, inspirado na história  verídica de Perter Kurten , “o vampiro de Dusseldorf”, assassino em série preso em maio de 1930.  Ambas as cenas constituem verdadeiras lições de realização. A montagem alternada, ritmada, que faz crescer pouco a pouco o sentimento de angústia. O recurso aos efeitos de luz e sombra, que ora mostram, ora escondem. A mestria de moldar os atores à sua medida, como um escultor de emoções. Duas cenas, porventura, dignas de integrarem o património cinematográfico da humanidade.

Mas, como certamente o próprio realizador concordaria, o tempo urge e vai sempre à frente, ficando muito por dizer e mostrar. Antes assim, pelo que as últimas palavras são do realizador:
Todos os meus filmes alemães e os meus melhores filmes norte-americanos falam do destino. Hoje, já não acredito no destino. Cada um constrói o seu próprio destino. Não há um poder misterioso, não há deus que vos trace o destino. Sois vós que levantais o vosso destino.

professora Manuela Martins
Clube de Cinema


sexta-feira, 24 de março de 2017

Revolução de outubro




SESSÃO DO LABORATÓRIO DE HISTÓRIA – 6 e 7 de março

A Revolução de Outubro de 1917 ou Revolução Bolchevique, como também é conhecida, é considerada um dos acontecimentos históricos mais importantes e de maior impacto da época contemporânea, fazendo parte dos programas da disciplina de História do 9.º e 12.º anos.

No ano do centenário da Revolução, o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova apresenta um programa de iniciativas[i] em colaboração com diversas instituições científicas e culturais, entre as quais se encontra a Biblioteca Escolar da ESLC.

Foi neste contexto que, nos dias 6 e 7 de março, contámos com a presença do investigador Ricardo Noronha, do programa de estudos de pós-doutoramento do Instituto de História Contemporânea da FCSH, para duas sessões do Laboratório de História – espaço de aprendizagem, experimentação, inovação e partilha de conhecimentos do IHC – onde se ensaiam novas metodologias e se desenvolvem projetos inovadores envolvendo práticas de investigação histórica, numa aproximação do espaço académico à sociedade.

Muito participadas, as sessões envolveram os alunos das turmas do 12º ano de Línguas e Humanidades na abordagem do tema através de novas perspetivas, permitindo uma alargada compreensão da problemática. Também para os professores da disciplina presentes, estas sessões foram consideradas um espaço de formação por excelência, abarcando não só uma vertente de atualização de conteúdos mas também o contacto com especialistas de áreas do conhecimento relacionadas com a História, numa articulação com o Património e a Memória.

professora Lucília Oliveira

Pedro Chagas Freitas

(Clique para ampliar)

terça-feira, 14 de março de 2017

Oficina de Origami




Workshop de Origami

No dia 8 de março de 2017, pelas 13.30 horas, na biblioteca, realizou-se uma oficina de origami dirigida por Susana Domingues e destinada sobretudo a professores, mas à qual também não faltaram alunos e funcionários.

A partir de folhas quadradas de faces com motivos exóticos ou vintage lindíssimas construímos uma bola, um peão, uma flor, o chapéu do samurai - o soldado do imperador hábil no manejo do sabre e o tsuru  - a ave (grou) sagrada do Japão considerada símbolo de saúde, longevidade e fortuna. Num ambiente descontraído e bem humorado, Susana Domingues teve ainda oportunidade de partilhar connosco referências à história e cultura japonesa, como a da lenda do tsuru, à luz da qual se compreende que as peças fabricadas em origami sejam usadas não apenas para decoração, mas também nos rituais religiosos, associadas a pedidos dos crentes.

Eis a lenda do tsuru: Em 1945, depois da explosão da bomba de Hiroshima, os sobreviventes da II Guerra Mundial adquiriram inúmeras doenças. À pequena Sadako, de 12 anos de idade, foi diagnosticada leucemia. Hospitalizada, recebeu de um amigo papeis coloridos para fazer 1000 origamis de tsuru juntamente com o pedido de cura. Uma vez que se encontrava muito doente, Sadako enquanto fazia os tsurus em papel dirigia os seus pensamentos para o desejo de paz no mundo. Faleceu ao completar o 964 tsuru. Os seus amigos terminaram os 1000 tsurus e iniciaram uma campanha para erguer um monumento pela paz que foi inaugurado em 1958 no Parque da Paz de Hiroshima.

Muito obrigada à Susana Domingues pela sua disponibilidade na divulgação de técnicas manuais ancestrais de todo o mundo junto de escolas, museus e fundações - é uma animadora habitual da Fundação Oriente! – e pelo envio dos diagramas para os vários exemplares de origami construídos nesta sessão. Junto com eles segue um cubo construído através da app Cube Creator. Faço ainda votos para que outros sigam o exemplo da Susana de modo a que estas técnicas permaneçam vivas na nossa cultura. 

professora Liliana Silva


sexta-feira, 10 de março de 2017

Sérgio Luís de Carvalho


Estamos no reinado de D. João V.
A sua ideologia absolutista escoa às mãos cheias o ouro do Brasil, enquanto o reino empobrece ao ritmo dos seus devaneios de luxo e de amantes das mais variadas extrações. O facto de o governo ignorar o desenvolvimento da colónia - antes a vendo como uma árvore das patacas - leva ao descontentamento do Brasil, terra amiúde frequentada por personagens sonhadoras.

Pedro de Rates Henequim, depois de vinte anos nas minas de Ouro Preto, regressa ao reino cheio de ideias alucinantes nas quais antecipa o fim do mundo e vê o Paraíso nas terras brasileiras. Henequim ciranda por Lisboa pregando o seu pensamento e fazendo as mais desvairadas  propostas, quer aos espanhóis, quer ao irmão mais novo do Rei. Porém, nessa cidade eivada de hipocrisia religiosa, as suas ações conduzem-no às malhas da Inquisição.

Num século XVIII marcado pela luxúria e pela ostentação, o reinado de D. João V continua a impressionar-nos pela frequente oscilação entre a comédia e a tragédia.

Sérgio Luís de Carvalho faz parte do elenco de autores do Concurso Nacional de Leitura 2017 para o ensino secundário.

A biblioteca dispõe de 3 exemplares da obra.


sexta-feira, 3 de março de 2017

Carlos No




No passado dia 22 de fevereiro  tivemos a visita do artista plástico Carlos No. 
Numa sessão dinamizada para os 11.º e 12.º anos de escolaridade do Curso de Artes Visuais da ESLC, o artista apresentou o seu ponto de vista sobre a Arte, assentando, sobretudo, em exemplos concretos selecionados entre várias obras que exemplificam a evolução humana, quer na Arte, quer na Sociedade e também na Política.

Numa linguagem muito acessível e clara, Carlos No soube também aconselhar os jovens alunos e promissores artistas quanto a procedimentos de índole prática, no caso de quererem divulgar o seu trabalho em espaços de exposição, dando a conhecer uma série de galerias nacionais onde os alunos podem apreciar obras menos convencionais.

Captando naturalmente a atenção dos alunos com a simplicidade do seu discurso e o conhecimento de quem faz parte do panorâma artístico atual, o nosso convidado mostrou algumas obras contemporâneas de caráter interventivo, com uma postura de atenção crítica aos acontecimentos mundiais, que partem de conceitos idênticos aos que regem o seu próprio trabalho. Alertou ainda os alunos para uma outra vertente que considera ser decisiva para o desenvolvimento e abrangência concetual do projeto artístico – a necessidade de cruzar saberes e usar informação diversificada, indo buscar inspiração nas mais diversas expressões e áreas do conhecimento.

Estiveram também presentes professores da área das Artes Visuais e ainda a professora bibliotecária da escola.

Fica aqui patente o nosso agradecimento por uma hora dedicada e intensa de partilha de interesses e abertura de horizontes, pois a Arte é algo que nos interpela a todo o momento, no desassossego constante da descoberta.

 professora Lúcia Carvalhas 


A página oficial de Carlos No pode ser consultada, Aqui.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Aula Aberta (6)

                                                       (clique para ampliar)



Obras de David Marçal disponíveis na biblioteca: Aqui e Aqui.




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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aula Aberta (5)

     (clique para ampliar)

Leal da Câmara



Leal da Câmara é uma personalidade cuja ação, sobretudo através  da caricatura e do desenho, foi influente para as artes e para a vida sociocultural e política do séc.XX, em Sintra e em Portugal. Elege-lo,na escola e no agrupamento como patrono significa, não apenas tomar as suas causas e ideais como nossos, definir a própria identidade com base na sua ação e obra, como também, fazer irradiar e cultivar essa identidade de forma a deixar a sua- e nossa-marca.

Sabem quem foi Leal da Câmara?

Foi esta pergunta o mote de duas sessões dinamizadas pela professora Arminda Bernardino nos dias 9 e 10 de fevereiro, entre as 14:15 e as 15 horas, no auditório, junto das turmas H1, H2, C3 do 10ºano e respetivos diretores de Turma, professores João Freitas, Conceição Mestre e Virgínia Amaral, no âmbito da hora Projeto Turma.

Para mais informações sobre Leal da Câmara,consultar a sala de estudo on line, Aqui.


professora Liliana Silva


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Renascença/CCB



Quinzenalmente, serão convidados um escritor e um leitor para conversarem sobre os livros que lêem e as obras que recomendam a futuros leitores.

Durante uma hora os convidados abrem os livros, escolhem personagens que os marcam e falam dos escritores de que gostam. Numa altura em que o sector editorial português coloca no mercado a um ritmo semanal novos títulos, o Obra Aberta vai falar também dessas novidades do mundo  da edição.

Dia 09 de fevereiro:  Sala Glicínia Quartin
Helder Macedo e Francisco Seixas Costa

Dia 16 de fevereiro: Sala Vianna da Motta
Luís Fagundes Duarte e Rui Cardoso Martins


CCB das 18:00 às 19:00
A entrada é livre.


professora Fátima Loureiro


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

John Keay

Cota: 82-31 KEA


Há mais de dois mil anos que o mundo acidental vive obcecado pelos produtos vindos do Oriente, sendo a rota das especiarias um dos grandes enigmas da história. As especiarias vinham de terras nunca vistas e onde dificilmente se podia chegar, o que as tornavam ainda mais apetecíveis.

No entanto, nenhuma outra rota comercial colocou em risco tantas vidas e nações, nem desencadeou tantas guerras e descobertas.

Foi para conseguir as especiarias que os homens se aventuraram para lá dos horizontes conhecidos e ousaram explorar os limites do planeta. Os antigos egípcios lançaram o comércio marítimo para obter incenso da Arábia e os navegadores greco-romanos chegara à Índia à procura da pimenta e do gengibre. Tudo isto antes de Colombo ter partido para Oeste, Vasco da Gama para Oriente e Fernão de Magalhães para lá do Pacífico.

A Rota das Especiarias é um relato épico que descreve uma história com mais de três milénios e a identifica como fundadora de um mundo moderno e globalizado.

Saga exótica, apimentada com o drama de cada viagem, este livro transporta o leitor para os confins da terra.


Inspiring Future




A melhor decisão é a tua!

Quais os critérios que devem apoiar a minha decisão sobre o curso a seguir?
As disciplinas em que revelo ser bom e obtenho as melhores classificações, aquilo para o qual eu tenho jeito, as necessidades que a realidade me impõe (exemplo, oferta de emprego) e o estilo de vida que eu quero ter quando for adulto. É da ponderação cuidadosa sobre o conjunto destes quatro fatores que resulta a melhor decisão.

Será que a tomou?
Será que vale a pena modificar a decisão tomada?

Foi nestes termos que o Dr. Eduardo Filho, em representação da associação Inspiring Future, orientou a sessão que decorreu no passado dia 30 de janeiro, no auditório da escola, entre as 13:30 e as 15 horas.

Vale a pena refletir!


professora Liliana Silva


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Propostas de leitura

professora Teresa Lucas com o 11ºH3
(clique  na foto para ampliar)


Este ano a biblioteca, em articulação com os professores da disciplina de Português, lançou aos alunos e encarregados de educação o seguinte desafio:

- Qual o livro que te marcou mais e porquê?
- Qual a frase desse livro mais significativa?

Deste inquérito estão a surgir respostas muito interessantes e imprevistas: há leitores para os quais o livro mais marcante é uma fanfic,  há - muitos! - os que no seu tempo de lazer leem quase exclusivamente em língua inglesa,  há leitores muito jovens que leem poesia - quem diria? -, há os que optam por banda desenhada de notável qualidade e há ainda aqueles que preferem as novelas de amor ou os clássicos da literatura.

A todos estes alunos e encarregados de educação a biblioteca agradece a gentiliza da sua partilha, prometendo levar muito a sério a sua proposta  de leitura.

professora Liliana Silva

O resultado da participação do 11º H3 encontra-se exposto na biblioteca e  Aqui.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

FOCUS (edição especial)


Há séculos que tentamos perceber o que torna os seres humanos diferentes. Será a nossa forma de comunicar? Será a nossa capacidade de utilizar ferramentas? Ou será por conseguirmos pensar o impensável - inventar e construir equipamentos que nos levam do microscópio ao cósmico? As nossas capacidades "sobre-humanas" devem-se aos cerca de 1,4 kg de matéria cinzenta "aconchegada" no nosso crânio.

Esta edição especial, revela a anatomia do cérebro para compreender como funciona e descobrimos o que nos torna únicos. Saiba como os cientistas estão a investigar formas de eliminar memórias e implantar  novas recordações, e descubra porque é que o poder corrompe e de que modo o cérebro de um ditador difere do seu. Entre outros temas, explore ainda a forma como a inteligência evoluiu nos animais e o que se passa afinal, ao certo, na mente dos nosso cães.

Esta publicação debruça-se também sobre alguns dos desafios mais sérios para a saúde mental: a ciência da sanidade(e insanidade), o que provoca os vícios, os últimos avanços sobre a doença de Alzheimer, como a música pode aliviar uma dor de cabeça ou a ciência do que causa a depressão.

Finalmente, descubra os gadgets que podem tornar-nos mais inteligentes, os projetos de construção de um cérebro artificial, a ciência e a tecnologia da criação de vida em laboratório, e o que a robótica e a automação representam para o nosso conceito de trabalho.

Tem aqui muito com que entreter as suas "pequenas células cinzentas"!


A revista está disponível na biblioteca.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Valter Hugo Mãe (2)



«Uma luminosa parábola que fica a reverberar muito tempo depois.»
José Tolentino Mendonça

«As fascinantes personagens deste romance vivem num Japão que é ao mesmo tempo mitológico e íntimo,  criado pela imaginação prodigiosa e profundamente poética do autor.»
Richard Zimler

Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.
Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar.

Uma humaníssima visão do mundo.


O livro está disponível na biblioteca


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Feliz Natal!

 Lorenzo Costa, Maria a Ler,  Itália, 1460-1535



A equipa da BE/CRE deseja a todo(a)s Boas Festas e boas leituras.


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Homero

Cota: 82-3 HOM

 A Ilíada é o primeiro livro da literatura europeia e, sob certo ponto de vista, nenhum outro livro que se lhe tenha seguido conseguiu superá-lo - nem mesmo a Odisseia. Lida hoje, no séc. XXI, a Ilíada mantém inalterada a sua capacidade esmagadora de comover e perturbar.
As civilizações passam, mas a cultura sobrevive.
É neste sentido que parece apontar a mensagem deste extraordinário poema.
Ler a Ilíada é reclamarmos o lugar que por herança nos cabe no processo de transmissão da cultura ocidental: cada novo leitor acrescenta mais uma etapa, ele mesmo um novo elo.


Cota: 82-3 HOM

A Odisseia  homérica é a seguir à Bíblia, o livro que mais influência terá exercido, ao longo dos tempos, no imaginário ocidental.. Esta tradução da Odisseia veio colmatar uma lacuna evidente: a inexistência, em português atual, de uma tradução vertida do grego, em verso e com a máxima fidelidade ao original, que devolva ao leitor o prazer do texto homérico.


Traduções de Frederico Lourenço.


Frederico Lourenço



Frederico Lourenço é o vencedor do Prémio Pessoa 2016.

Ficcionista, ensaísta, poeta, tradutor, Frederico Lourenço nasceu em Lisboa, em 1963, e é atualmente professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (depois de vinte anos na Universidade de Lisboa, onde se doutorou com uma tese sobre Eurípides).

Traduziu a Ilíada e a Odisseia de Homero, bem como um volume de poesia grega, duas tragédias de Eurípides ou peças de Schiller e Arthur Schnitzler.

Este ano traduziu e publicou o primeiro volume da Bíblia Grega, Septuaginta, o primeiro volume de uma série de seis, com os quatro Evangelhos canónicos de S.Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S.João.

No domínio da ficção é autor da trilogia Pode Um Desejo Imenso (que inclui também, além do título homónimo, os romances O Curso das Estrelas e À Beira do Mundo), bem como de A Formosa Pintura do Mundo, Amar Não Acaba e A Máquina do Arcanjo, ou do volume autobiográfico O Lugar Supraceleste.

Publicou ensaios como O Livro Aberto: Leituras da Bíblia, Grécia Revisitada, Estética da Dança Clássica ou Novos Ensaios Helénicos e Alemães, e livros de poemas como Santo Asinha e Outros Poemas e Clara Suspeita de Luz.

Entre outros, recebeu os prémios PEN Clube (2002), D. Diniz da Casa de Mateus (2003), Grande Prémio de Tradução (2003), Prémio Europa David Mourão-Ferreira (2006).



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

na BE



Matthew Brown, O Homem que Viu o Infinito, UK, 2016, [1h 49m]

Srinivasa Ramanujam (Dev Patel) é um génio autodidata de 25 anos de idade que não conseguiu entrar na universidade devido ao seu estudo quase obsessivo e solitário da matemática. Determinado a prosseguir a sua paixão, Ramanujan escreve uma carta e uma eminente professor  do Trinity College em Cambridge. O Professor Hardy (Jereny Irons), reconhece a originalidade e o génio do talento puro de Ramanujan e, apesar do ceticismo dos seus colegas, empenha-se em trazê-lo para Cambridge para que as suas teorias possam ser exploradas.

Ramanujan deixa a família e a sua jovem noiva, e cruza o mundo até Inglaterra para, sob a orientação de Hardy, trabalhar as suas teorias. Juntos, vão lutar para que o seu  trabalho seja finalmente visto e reconhecido por um meio matemático que não está preparado para os seus métodos não convencionais.

O Homem que Viu o Infinito é a improvável história verídica de um génio único, cujas inovadoras teorias o levam a sair da obscuridade, num mundo em plena guerra, e da sua luta incansável para mostrar ao mundo a genialidade da sua mente.


O filme está disponível na biblioteca


20 anos da RBE




No passado dia 14 de outubro de 2016 a Escola Secundária Leal da Câmara participou na comemoração dos 20 anos da Rede de Bibliotecas Escolares que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian mediante a realização de uma verdadeira maratona de jogos matemáticos.

Os alunos Diogo Passos, Nuno Duque e João Silva da turma P1 do 3º ano do Curso Profissional Técnico de Eletrónica e Automação de Computadores representaram a Escola na modalidade de jogos de tabuleiro tendo sido, para o efeito, orientados pelas professoras Teresa Pereira da disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais da turma e Conceição Mesquita, coordenadora do Departamento Curricular de Matemática.

Neste dia os alunos tiveram oportunidade de ser abordados por pessoas de diversas idades e formações e foram até surpreendidios por um cumprimento por parte do Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. De todas as vezes revelaram competências científicas muito boas, para além de elevado sentido de responsabilidadee maturidade.

Nesta festa também a aluna da Escola no ano letivo 2015/2016 Mariana Carvalho participou integrando um painel bem humorado de jovens moderados por Ricardo Araújo Pereira.

Na qualidade de professora bibliotecária da Escola que acompanhou a visita dos alunos senti-me muito orgulhosa!

professora Liliana Silva

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Projeto de Leitura


No âmbito dos novos programas de Português a BE-CRE divulga a lista de obras selecionadas para o Projeto de Leitura 2016/2017  do 10º ano. 

A biblioteca dispõe de várias exemplares das obras.

Para mais informações contacta o(a) teu(tua) professor(a) de Português.


A Tábua de Flandres, Arturo Pérez–Reverte
Cota: 821.134.3 REV
2 exemplares

As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
Cota: 82-3 SWI
3 exemplares

As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
Cota:  82 - CAL
8 exemplares

Capitães da Areia, Jorge Amado
Cota: 821.134.3 AMA
6 exemplares

Parábola do Cágado Velho, Pepetela
Cota: 82.31 PEP
5 exemplares

Antologia Poética, Cecília Meireles
Cota: 82-1 MEI

Antologia Poética, Vinícius de Moraes
Cota: 82-1 MOR

Quem me dera ser onda, Manuel Rui
Cota:821.134.3 RUI
7 exemplares

Poesia Completa, António Gedeão
Cota: 821.134.3 GED

Contos Fantásticos, Edgar Allan Poe
Cota: 82.3 POE

Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes, Mathias Énard
Cota: 82-3 ÉNA
5 exemplares

Robinson Crusoé, Daniel Defoe
Cota: 811.111 DEF
4 exemplares


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Tributo




«… a amizade é um serviço»
 Sándor Márai, As Velas Ardem Até ao Fim, 22ª edição. Publicações Dom Quixote. Julho de 2010, p.82  

À Mariana Carvalho, finalista da 10ª edição do Concurso Nacional de Leitura e vencedora do 2º Prémio, a nível nacional, do Concurso de escrita literária LER COMO QUEM JOGA - ESCREVER COMO QUEM PINTA - escrita do desassossego. 

Um tributo à amizade que a Mariana dedicou aos livros, estabelecendo, através da sua escrita, elos e relações de sentido que a distinguiram e que fortaleceram laços pessoais que perduram no tempo.

Celebrar a amizade… o amor… Para os amantes de livros, como a Mariana, nada mais adequado do que um encontro de leitores em torno de um livro centrado na amizade e nos compromissos que esta impõe àqueles que se consideram amigos. Assim, no passado dia 7 de outubro, depois da apresentação do livro As Velas Ardem Até ao Fim, do autor Sándor Márai, feita pela professora Manuela Martins, alunos e professores, desafiados e provocados pela professora Teresa Lucas, partilharam leituras e debateram excertos selecionados daquele livro, para através da partilha e da reflexão pessoal, «lançar a luz» sobre o sentido da amizade e a forma como esta é encarada pela sociedade, ao nível das interações pessoais e sociais instituídas. Deste modo, a leitura proporcionou a criação de sentidos significativos que «deram à luz», na aceção socrática do termo, diferentes formas de entender a vivência da amizade de uma forma responsável, preocupando-se com o Outro, sem o trair nem negligenciar os compromissos assumidos perante ele. Foi, sem dúvida, para alguns dos intervenientes, uma experiência enriquecedora e motivadora perceber o poder transformador e criador que a leitura pode assumir, dependendo da sensibilidade, da criatividade e da disponibilidade mental de cada um para se despojar das suas convicções inabaláveis e deixar-se contagiar pela magia do livro. Ler ajuda a equacionar soluções, a resolver conflitos e abre portas a um mundo onde a ideia de Utopia e o desejo de um mundo perfeito acalentam a esperança na mudança. Os professores dinamizadores desta atividade pretenderam, deste modo, mostrar que a relação com o livro também é feita de afetos e com afeto, como a Mariana tão bem soube demonstrar, durante a sua permanência na Leal, através da sua disponibilidade para se envolver em projetos de escrita e de leitura, sem outra ambição que não fosse o prazer e as experiências de vida que deles pudesse retirar. A escrita e a leitura constituíram no seu percurso pontos de confluência em torno do livro, ajudando a criar associações de sentido que traduzem a sua maturidade e enriquecimento cultural.

Parabéns, Mariana! Foi muito bom poder contigo e ver-te crescer! Muito obrigada por teres vestido a camisola da Leal, ajudando a elevar o seu nome até onde ninguém o tinha ainda feito na área das Humanidades. 

Se estás interessado(a) em seguir o exemplo da Mariana e experimentar o prazer da leitura, vem fazer parte da nossa Comunidade de Leitores e participar nas várias atividades/concursos dinamizados pelo Plano Nacional de Leitura em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares. Contacta a Biblioteca para mais informações. 

professora Teresa Lucas


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Aula Aberta (4)




Na sexta-feira, dia 11 de novembro, os alunos de Alemão e alguns de outras áreas de estudos participaram numa palestra na biblioteca, dinamizada pela professora de História Lucília Oliveira.
O tema da palestra foi “A queda do muro de Berlim”. Comemora-se este ano o vigésimo sétimo aniversário da sua queda.
Na biblioteca os alunos tiveram oportunidade de visitar uma exposição alusiva a este tema – Als die Mauer fiel.
Na opinião dos alunos a exposição e a palestra foram muito interessantes e enriquecedoras e consideram ter aprendido bastante sobre a história recente da Alemanha. Os alunos ficaram impressionados com o facto de atualmente existirem no mundo 65 muros que dividem cidades, comunidades e países.
Os alunos agradecem a disponibilidade da professora Lucília Oliveira e das professoras de Alemão e a oportunidade que lhes foi proporcionada.
Turmas 10ºH5 e 11ºH4


Am Freitag, den 11. November haben die Deutschschüler der Escola Secundária Leal da Câmara an einem Vortrag in der Bibliothek teilgenommen.
Der Vortrag war über den Fall der Berliner Mauer. Die Mauer ist am 9. November 1989 gefallen, deshalb feiert man 27 Jahre des Mauerfalls.
In der Bibliothek haben wir auch die Ausstellung ,Als die Mauer fiel’ angesehen.
Unserer Meinung nach waren die Ausstellung und der Vortrag sehr interessant und bereichernd.
Wir haben viele Tatsachen gelernt, hauptsächlich über die Geschichte von Deutschland und die 65 Mauern, die es zurzeit in der Welt gibt.
Wir hatten viel Spaβ und wir danken Frau Oliveira und die Deutschlehrerinnen für dieses entspanntes Treffen
Klasse 11ºH4

professoras Ana Aparício e Conceição Oliveira

Miguel Boim

Cota: 908(469) BOI


Sintra é, desde os tempos antigos, o paraíso terreno de Reis e Imperadores, monges e escritores, viajantes e peregrinos. Palco das mais belas histórias de amor às mais fantasmagóricas aparições, cada uma delas nos revela um portal para outro mundo: o mundo do sonho.

Esta é a mais completa obra sobre Lendas de Sintra, onde se contam mais de sessenta histórias e de trezentas fotografias e gravuras (algumas delas de importantes monumentos cujas velhas estruturas eram até aqui desconhecidas), várias delas inéditas.

Através destas páginas somos conduzidos por um caminho de mistério, onde a tocha que alumia os antigos pergaminhos fará reluzir as velhas lendas e histórias do Monte da Lua.


Dia 7 de dezembro, realiza-se no auditório da ESLC, às 10h00, um encontro com o autor Miguel Boim, O Caminheiro de Sintra.
A iniciatica está aberta à comunidade escolar.





segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ETerna Biblioteca 2016




Vai realizar-se, nos dias 25 e 26 de novembro no Centro Cultural Olga Cadaval, a 14ª ETerna Biblioteca - Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares.

Este encontro é um momento de formação acreditado destinado a  professores bibliotecários ou simplesmente a todos os interessados pelo livro e pela leitura.

O cartaz é da autoria do ilustrador José Manuel Saraiva e o encontro apresenta, a par dos painéis compostos por mediadores culturais e bibliotecários, conferências sobre cinema e leitura, a exibição de uma curta metragem, assim como ateliês cujos temas irão da música à fotografia.

Ficha de inscrição: aqui.
Programa do Encontro: aqui.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Leonard Cohen [1934-2016]


Tributo a Leonard Cohen 

Quando uma voz se cala para sempre, isso significa, inevitavelmente,  o fim. O fim de uma vida, tal como a conhecemos.

Mais uma vez, o silêncio definitivo atinge-nos como um raio. Não há forma de nos prepararmos para a perda.  Leonard Cohen, cantor, poeta e compositor canadiano, acompanhou-nos durante décadas e ofereceu-nos a qualidade da sua obra, como quem nos traz, amorosamente, num tabuleiro arranjado com primor, o pequeno almoço à cama.

Fomos muito bem tratados por este homem das palavras e dos sons. A sua voz gravíssima inebria e apela, comovendo e alertando. São memórias, críticas sociais, poemas sentidos e com sentido.
A voz, sempre a voz. Quente, sensual, interpeladora, nunca indiferente.

A figura esguia e elegante, por vezes encimada por um chapéu, lembra personagens de algum film noir de qualidade. Quem nos dera um final mais feliz...

Tantos anos vividos e a mesma inocência. Um Artista não costuma ser bom a fazer contas aos lucros obtidos à custa do seu trabalho. Que se lhe há de fazer?

Tive a sorte de assistir ao vivo a um espetáculo de Cohen, em Cascais, já nos idos anos 80 do século XX. Eramos ainda jovens, ele e eu. Muitos dos seus êxitos foram ali desfiados perante os nossos sentidos, com a magia e o poder da performance ao vivo.

O registo permanece enquanto o homem deixa o seu corpo finito. As obras intemporais, como a de Mr. Cohen, pairam e cobrem-nos com o seu manto invisível, até ao fim dos tempos. Contêm a rara dimensão do sublime.

Mais uma perda. Ficámos órfãos, de novo.

Contudo, o Homem possui memória e é com base nessa memória que aqui rendo, postumamente, o meu humilde tributo. E a melhor forma de o fazermos, talvez seja ouvi-lo, revê-lo, deixá-lo preencher-nos um pouco daquele vazio que sempre fica e devolver-lhe a capacidade de nos tornar mais ricos.

Till the end of love, we shall dance with you in our thoughts.

Até sempre.


professora Lúcia Carvalhas



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

10º LEFFEST


UMA DÉCADA A ACENDER LANTERNAS MÁGICAS

Na sua 10ª edição, o Lisbon&Estoril Film Festival não cessa de nos surpreender, presenteando-nos durante 10 dias com um programa que prima pela diversidade de géneros, realizadores, atores, homenagens, retrospetivas e autores, o qual poderá consultar, Aqui.

Imperdível, para lá de todos os preconceitos e polémicas, é a retrospetiva integral da obra de Jean-Luc Godard, cineasta vivo, cujo pensamento e obra fílmica muito influenciou e continua a influenciar o cinema moderno e outros domínios artísticos, razão suficiente para a realização do Simpósio Internacional, Godard vu par.... , que decorrerá na Sala Luís de Freitas Branco, no Centro Cultural de Belém, entre os dias 11 e 13 de novembro.

Como o programa sublinha: A sua obra, profundamente reflexiva, plena de citações, referências ou alusões de várias origens (cinematográficas, literárias, musicais, filosóficas, científicas, de teoria política), capaz de fundir ‘alta’ e ‘baixa’ cultura, trabalhando de forma inovadora as imagens de arquivo, o vídeo (toda a produção da SonImage, a companhia que fundou com Anne- Marie Miéville em 1972 é um pequeno mundo a descobrir) e o 3D, interpela a História (e a história do cinema, com um clímax no monumental História(s) do Cinema), os traumas do nosso tempo e a linguagem (e os seus limites) com que (não) comunicamos, sempre com uma assinatura absolutamente inconfundível.

Obrigatório para todos os estudantes da 7ª Arte, para os nossos alunos dos cursos Multimédia e para todos os que amam o cinema.

Eu vou! 

professora Manuela Martins