segunda-feira, 31 de julho de 2017

À minha escola


Palavras de gratidão 

No próximo ano letivo 2017/2018 não serei mais a professora bibliotecária da Escola Secundária Leal da Câmara. Por razões pessoais irei aceitar um outro desafio que me levará a outras paragens.

Dos anos em que nesta escola trabalhei como professora bibliotecária levo comigo as mais gratas recordações do trabalho cooperativo que desenvolvi com todos os departamentos e grupos disciplinares, sem exceção, da elevação e criatividade de algumas das discussões científicas e pedagógicas em que participei, do rigor e clareza de diferentes documentos que ajudei a elaborar e, sobretudo, da entrega apaixonada e incondicional à causa pública da educação que observei em alguns colegas. Estas experiências modificaram a biblioteca, a escola, o agrupamento e, sobretudo, modificaram-me a mim: passei a compreender a dinâmica da biblioteca como uma inspiração e exemplo para o tipo de trabalho que deve ser feito em sala de aula e a geri-la e a monitoriza-la tendo em conta o superior interesse da escola e do agrupamento no seu conjunto. Do trabalho realizado não posso invocar quaisquer desculpas, uma vez que a equipa da biblioteca, a Direção, o Conselho Geral e os restantes órgãos de gestão e pessoas foram incansáveis na resposta pronta e eficaz a todos os pedidos, dando ainda à biblioteca a necessária visibilidade e reconhecimento público. Todos os erros – e alguns deles foram praticados – a mim se atribuem.

Não importa o caminho a percorrer. A riqueza da experiência, das memórias e dos amigos que colhi aqui e que levo comigo farão de mim melhor pessoa e profissional mais competente. 

professora Liliana Silva


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Concurso de Fotografia (2)




AMOR DE PERDIÇÃO inspira concurso de fotografia
                  
No dia 31 de maio, ocorreu uma singela homenagem aos alunos vencedores do Concurso de Fotografia em torno da obra Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, que contou, mais uma vez, com o apoio incondicional da BE, na figura da professora bibliotecária, a professora Liliana Silva.

Esta iniciativa inseriu-se no conjunto das atividades do Departamento de Português e foi promovida pelas docentes Fátima Loureiro e Teresa Lucas, tendo como público-alvo todos os alunos do 11º ano que participaram na visita de estudo à Cadeia da Relação do Porto (Porto) e a Casa de Camilo (S. Miguel de Seide). O objetivo era recolher imagens que, na sua perspetiva, melhor traduzissem as vivências expressas no livro em confronto com a realidade.

Com esta atividade, alunos e professoras provaram que a leitura abre horizontes, que é possível estimular e criar pontos de contacto entre diferentes linguagens e possibilitar, assim, abordagens complementares que espelham a fruição da obra por parte do leitor e influenciam a sua leitura.

Parabéns aos leitores (também pela sua audácia manifestada na fotografia!)

João Pedro de Cravalho Teixeira, nº 9 do 11º E1
Daniel Pedro Valente Matias, nº 11 do 11º C3
Mariana Dinis Gomes Moreira, nº 12 do 11º E1
Wilson Kennedy Cardoso Tavares, nº 20 d 11º E1

professora Teresa Lucas


quinta-feira, 22 de junho de 2017

60 minutos


Num formato informal e descontraído, 60 minutos de Ciência pretende ser um fórum de discussão entre especialistas e cidadãos sobre temas atuais de Ciência. 
Com a duração de uma hora, as suas  sessões decorrem nas quartas quintas-feiras do mês, pelas 17:30.
Este ciclo é uma iniciativa do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, do Comité UNESCO Matemática do Planeta  Terra e da Faculdade da Universidade de Lisboa.

Mais informações: Aqui.


professora Virgínia Amaral

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Camilo Castelo Branco




Aquela visita de estudo

     Creio que tive o prazer, senão a sorte, de visitar a cidade do Porto, nomeadamente, a casa e a cadeia onde Camilo Castelo Branco permaneceu, no âmbito da disciplina de Português, no meu 11º ano.

   Após esta, acredito que a obra será entendida de forma diferente, dado que nós, estudantes, tivemos a oportunidade de conhecer o ambiente da sua casa e da sua cela. De facto, Camilo escreve a maior parte das suas obras nesses locais que, de certa forma, demonstram o estado de espírito e as sensações aí transmitidas. Ou seja, as emoções tornam-se familiares para os leitores. Por exemplo, quando, na obra Amor de Perdição, Simão Botelho é preso, todos os seus sentimentos revelam-se íntimos para o leitor.

   Deste modo, foi também possível partir à descoberta do humor, da simplicidade e da gentileza do escritor. Num primeiro impacto, todo o vocabulário utilizado pelo mesmo remete para um carácter mais forte, autoritário, frio e até racional, que, ao longo da visita, é desmentido. Principalmente, na divisão do seu quarto, onde o escritor ocupa a cama mais próxima do escritório, de forma a não incomodar a mulher durante a noite, quando se levanta para escrever.

   Em suma, é de espantar a forma como uma simples visita de estudo nos pode proporcionar tal manancial de aprendizagens, de conhecimentos e até de curiosidades. Na minha opinião, esta foi muito significativa para um crescente interesse tanto pela obra Amor de Perdição, como pelo próprio autor, Camilo Castelo Branco.

Catarina Cardoso, 11ºC3

Projeto desenvolvido no âmbito de Português
professora Teresa Lucas

Concurso de Fotografia

               
Cota: 821.134.3 BRA
[A biblioteca dispõe de 8 exemplares]


  Fotografias com livros…

                Mais uma vez, o livro constituiu objeto de desafio para os nossos alunos, provando, assim, que a leitura abre horizontes, estimula pontos de contacto entre diferentes linguagens e possibilita abordagens complementares, que se traduzem numa maior fruição da obra por parte do leitor.
                No âmbito da abordagem da obra Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, os alunos do 11º ano visitaram a Cadeia da Relação do Porto (Porto) e a Casa de Camilo (S. Miguel de Seide) com a missão de recolherem imagens que, na sua perspetiva, melhor traduzissem as vivências expressas no livro.
                Para além da imagem, houve também quem usasse o poder da palavra para expressar a forma como a viagem ao mundo de Camilo Castelo Branco influenciou a sua relação com leitura da obra.
                Aqui ficam os testemunhos. Parabéns aos leitores! 

professoras Fátima Loureiro e Teresa Lucas

[Clique nas  imagens para ampliar]
Daniel Matias  -11º E1
Mariana Moreira - 11º E1

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Manuel Alegre


Prémio Pessoa 1999
Cota: 82 -1 ALE


I.10.
Eis que saltam no poema os substantivos
peixes voadores além da linha do equador.
E nos adjectivos há praias flores
aliterações provocadas pelas vírgulas mareantes
cristais de gelo vindos do antárctico
perturbações sintácticas ao largo do Adamastor.

Agora sabe-se que para chegar à Índia
era preciso inventar
a língua.

Com que Pena, Vinte Poemas para Camões (1992)
ibidem, p. 594


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Outras obras de Manuel Alegre disponíveis na biblioteca

Poesia:
O Livro do Português Errante - Cota: 82-1 ALE
Che - Cota: 82 - 1 ALE [2 exemplares]

Prosa:
O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua - Cota: 821.134.3 ALE
Arte de Marear - Cota: 821.234.3 ALE [2 exemplares]
Jornada de África - Cota: 821.134.3 ALE [2 exemplares]
Cão como Nós - Cota: 821, 134.3 ALE [5 exemplares]
Alma - Cota: 821.134.3 ALE [2 exemplares]
O Quadro e outros contos - Cota: 821.134.3 ALE [2 exemplares]
A Terceira Rosa - Cota: 82. 1 e 821.134.3 ALE [2 exemplares]
O Homem do País Azul - Cota: 821.134.3 ALE [2 exemplares]


Prémio Camões 2017



Manuel Alegre é o vencedor do Prémio Camões 2017 considerado o mais alto galardão da literatura em língua portuguesa.

Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda.
Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Foi campeão de natação e ator de Teatro Universitário de Coimbra (TEUC). Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção.

Em outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de abril de 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República  e, em 2006, candidatou-se à Presidência da República.

A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada.