sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Aula Aberta (4)




Na sexta-feira, dia 11 de novembro, os alunos de Alemão e alguns de outras áreas de estudos participaram numa palestra na biblioteca, dinamizada pela professora de História Lucília Oliveira.
O tema da palestra foi “A queda do muro de Berlim”. Comemora-se este ano o vigésimo sétimo aniversário da sua queda.
Na biblioteca os alunos tiveram oportunidade de visitar uma exposição alusiva a este tema – Als die Mauer fiel.
Na opinião dos alunos a exposição e a palestra foram muito interessantes e enriquecedoras e consideram ter aprendido bastante sobre a história recente da Alemanha. Os alunos ficaram impressionados com o facto de atualmente existirem no mundo 65 muros que dividem cidades, comunidades e países.
Os alunos agradecem a disponibilidade da professora Lucília Oliveira e das professoras de Alemão e a oportunidade que lhes foi proporcionada.
Turmas 10ºH5 e 11ºH4


Am Freitag, den 11. November haben die Deutschschüler der Escola Secundária Leal da Câmara an einem Vortrag in der Bibliothek teilgenommen.
Der Vortrag war über den Fall der Berliner Mauer. Die Mauer ist am 9. November 1989 gefallen, deshalb feiert man 27 Jahre des Mauerfalls.
In der Bibliothek haben wir auch die Ausstellung ,Als die Mauer fiel’ angesehen.
Unserer Meinung nach waren die Ausstellung und der Vortrag sehr interessant und bereichernd.
Wir haben viele Tatsachen gelernt, hauptsächlich über die Geschichte von Deutschland und die 65 Mauern, die es zurzeit in der Welt gibt.
Wir hatten viel Spaβ und wir danken Frau Oliveira und die Deutschlehrerinnen für dieses entspanntes Treffen
Klasse 11ºH4

professoras Ana Aparício e Conceição Oliveira

Miguel Boim

Cota: 908(469) BOI


Sintra é, desde os tempos antigos, o paraíso terreno de Reis e Imperadores, monges e escritores, viajantes e peregrinos. Palco das mais belas histórias de amor às mais fantasmagóricas aparições, cada uma delas nos revela um portal para outro mundo: o mundo do sonho.

Esta é a mais completa obra sobre Lendas de Sintra, onde se contam mais de sessenta histórias e de trezentas fotografias e gravuras (algumas delas de importantes monumentos cujas velhas estruturas eram até aqui desconhecidas), várias delas inéditas.

Através destas páginas somos conduzidos por um caminho de mistério, onde a tocha que alumia os antigos pergaminhos fará reluzir as velhas lendas e histórias do Monte da Lua.


Dia 7 de dezembro, realiza-se no auditório da ESLC, às 10h00, um encontro com o autor Miguel Boim, O Caminheiro de Sintra.
A iniciatica está aberta à comunidade escolar.





segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ETerna Biblioteca 2016




Vai realizar-se, nos dias 25 e 26 de novembro no Centro Cultural Olga Cadaval, a 14ª ETerna Biblioteca - Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares.

Este encontro é um momento de formação acreditado destinado a  professores bibliotecários ou simplesmente a todos os interessados pelo livro e pela leitura.

O cartaz é da autoria do ilustrador José Manuel Saraiva e o encontro apresenta, a par dos painéis compostos por mediadores culturais e bibliotecários, conferências sobre cinema e leitura, a exibição de uma curta metragem, assim como ateliês cujos temas irão da música à fotografia.

Ficha de inscrição: aqui.
Programa do Encontro: aqui.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Leonard Cohen [1934-2016]


Tributo a Leonard Cohen 

Quando uma voz se cala para sempre, isso significa, inevitavelmente,  o fim. O fim de uma vida, tal como a conhecemos.

Mais uma vez, o silêncio definitivo atinge-nos como um raio. Não há forma de nos prepararmos para a perda.  Leonard Cohen, cantor, poeta e compositor canadiano, acompanhou-nos durante décadas e ofereceu-nos a qualidade da sua obra, como quem nos traz, amorosamente, num tabuleiro arranjado com primor, o pequeno almoço à cama.

Fomos muito bem tratados por este homem das palavras e dos sons. A sua voz gravíssima inebria e apela, comovendo e alertando. São memórias, críticas sociais, poemas sentidos e com sentido.
A voz, sempre a voz. Quente, sensual, interpeladora, nunca indiferente.

A figura esguia e elegante, por vezes encimada por um chapéu, lembra personagens de algum film noir de qualidade. Quem nos dera um final mais feliz...

Tantos anos vividos e a mesma inocência. Um Artista não costuma ser bom a fazer contas aos lucros obtidos à custa do seu trabalho. Que se lhe há de fazer?

Tive a sorte de assistir ao vivo a um espetáculo de Cohen, em Cascais, já nos idos anos 80 do século XX. Eramos ainda jovens, ele e eu. Muitos dos seus êxitos foram ali desfiados perante os nossos sentidos, com a magia e o poder da performance ao vivo.

O registo permanece enquanto o homem deixa o seu corpo finito. As obras intemporais, como a de Mr. Cohen, pairam e cobrem-nos com o seu manto invisível, até ao fim dos tempos. Contêm a rara dimensão do sublime.

Mais uma perda. Ficámos órfãos, de novo.

Contudo, o Homem possui memória e é com base nessa memória que aqui rendo, postumamente, o meu humilde tributo. E a melhor forma de o fazermos, talvez seja ouvi-lo, revê-lo, deixá-lo preencher-nos um pouco daquele vazio que sempre fica e devolver-lhe a capacidade de nos tornar mais ricos.

Till the end of love, we shall dance with you in our thoughts.

Até sempre.


professora Lúcia Carvalhas



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

10º LEFFEST


UMA DÉCADA A ACENDER LANTERNAS MÁGICAS

Na sua 10ª edição, o Lisbon&Estoril Film Festival não cessa de nos surpreender, presenteando-nos durante 10 dias com um programa que prima pela diversidade de géneros, realizadores, atores, homenagens, retrospetivas e autores, o qual poderá consultar, Aqui.

Imperdível, para lá de todos os preconceitos e polémicas, é a retrospetiva integral da obra de Jean-Luc Godard, cineasta vivo, cujo pensamento e obra fílmica muito influenciou e continua a influenciar o cinema moderno e outros domínios artísticos, razão suficiente para a realização do Simpósio Internacional, Godard vu par.... , que decorrerá na Sala Luís de Freitas Branco, no Centro Cultural de Belém, entre os dias 11 e 13 de novembro.

Como o programa sublinha: A sua obra, profundamente reflexiva, plena de citações, referências ou alusões de várias origens (cinematográficas, literárias, musicais, filosóficas, científicas, de teoria política), capaz de fundir ‘alta’ e ‘baixa’ cultura, trabalhando de forma inovadora as imagens de arquivo, o vídeo (toda a produção da SonImage, a companhia que fundou com Anne- Marie Miéville em 1972 é um pequeno mundo a descobrir) e o 3D, interpela a História (e a história do cinema, com um clímax no monumental História(s) do Cinema), os traumas do nosso tempo e a linguagem (e os seus limites) com que (não) comunicamos, sempre com uma assinatura absolutamente inconfundível.

Obrigatório para todos os estudantes da 7ª Arte, para os nossos alunos dos cursos Multimédia e para todos os que amam o cinema.

Eu vou! 

professora Manuela Martins



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

João Lobo Antunes [1944-2016]


Cota: 174-ANT


A ética, que nos ajuda a esforçar-nos por viver a vida boa de Aristóteles e Ricouer, está presente em todos e cada um dos ensaios aqui reunidos e é tratada sob a mais nobre das formas de a encarar, que é a do debate baseado na escuta exigente na fundamentação lógica dos argumentos, almejando  a razoabilidade, e informado pelo respeito pelas convicções e razões dos que pensam diferentemente. Mesmo que se não concorde com João Lobo Antunes (e algumas vezes tal acontece, felizmente, comigo), não se pode deixar de  saudar este formidável argumentador, este expositor sério e comprometido de valores e virtudes, renitente a aceitar princípios esquematizantes e só aparentemente orientadores da atitude certa e do procedimento correto. A sua experiência como médico, a observação aguda da complexidade emocional-racional do ser humano, particularmente quando se declara ou assume como doente, conduzem-no por vezes a confessar-se incapaz de optar em situações dilemáticas e angustiantes, aquelas situações de vida ou morte em que só a recta intenção e a consciência sondada até ao âmago podem servir de decisor.
Por outro lado, este é um livro autobiográfico, na medida em que não só são relatadas situações vividas como se patenteia, nu ou descarnado, o homem, sem nunca se ofender o natural pudor de quem recusa qualquer exibição.

Carece-me autoridade para emitir juízos acerca da qualidade literária destes escritos. Como leitor crónico, dependente de livros, posso todavia dizer que é raro encontrar quem alie, como o Autor, a elegância formal a uma análise rigorosa, a riqueza das metáforas e imagens a uma enxuta e cristalina exposição de teses. Não é, certamente, deslustre para a ínclita geração dos Lobo Antunes, que conta entre os seus representantes três médicos escritores, este opus admirável. Basta ler a «História de um Velho» para se concluir que este realista, compassivo e rigoroso retrato da decadência orgânica e da coragem fiel do ocaso de uma vida garante uma duradoura presença na grande prosa portuguesa. 

Walter Osswald (*), in Prefácio

Outras obras de João Lobo Antunes disponíveis na biblioteca: Aqui e Aqui.


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(*) Professor aposentado da Faculdade de Medicina do Porto; Presidente da Comissão de Ética da Universidade do Porto; Conselheiro do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa; Detentor da Cátedra de Ética da Universidade do Porto.





segunda-feira, 24 de outubro de 2016

DocLisboa´16



Começou no passado dia 21 a 14ª edição do Doclisboa – festival internacional de cinema que decorre até 30 de outubro, em vários locais da cidade – Culturgest, cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian e Palácio do Príncipe Real.


A Programação é vasta e diversa. Na Competição Internacional podemos ver 18 filmes, 7 dos quais em estreia mundial: Kimi Takesue (EUA), Yuki Kawamura (Japão, França), Maria Giovanna Cicciari (Itália), Ludovica Tortori de Falco (Itália), Féliz Rehm (França), Louis Henderson (Reino Unido), e Maximiliano Schonfeld (Argentina). Nesta selecção de obras, de diferentes formatos e durações, Rita Azevedo Gomes é a presença portuguesa, com o filme Correspondências

Na Competição Portuguesa estarão Marília Rocha, Pedro Neves, Cláudia Varejão, André Marques, Cláudia Rita Oiiveira, Miguel Faro, Ida Marie Sørensen, Joana Linda, Mário Macedo, Patrícia Pinheiro de Sousa, Edgar Pêra e Luciana Fina. Da Terra à Lua, que estreia fora de competição, traz os mais recentes filmes de realizadores como Wang Bing, Avi Mograbi, Werner Herzog e Rithy Panh, entre outros. Na secção Riscos destaca-se a homenagem a Peter Hutton, realizador experimental americano recentemente falecido, num programa assinado por Luke Fowler e Rinaldo Censi. Luke Fowler, candidato ao Turner Prizer em 2012, é também alvo de uma incursão pelos seus filmes.

Destacamos Manon de Boer, presença regular no festival, convidada nesta edição a programar uma sessão em torno do seu último filme. How I fell in Love with Eva Ras, de André Gil Mata, menção especial do grande prémio FidMarseille, também marca presença nos Riscos. O filme de abertura desta secção será Manoel de Oliveira: 50 anos de Carreira, filme realizado em 1981 por Augusto M. Seabra e José Nascimento.
No Cinema de Urgência destacamos a sessão com a presença da Mídia Ninja. A segunda edição do Arché, o laboratório de desenvolvimento de projectos do Doclisboa, além de projectos portugueses e espanhóis, abre-se este ano a projectos suíços. Este ano, a Oficina de Escrita e Desenvolvimento de Projeto conta com seis projetos e a Oficina de visionamento com cinco.  As restantes secções, Heart Beat, Verdes Anos e Doc Alliance mantêm-se.

Difícil vai ser escolher, por isso pode consultar o programa do Doclisboa’16, aqui.


professora Manuela Martins