segunda-feira, 24 de outubro de 2016

DocLisboa´16



Começou no passado dia 21 a 14ª edição do Doclisboa – festival internacional de cinema que decorre até 30 de outubro, em vários locais da cidade – Culturgest, cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian e Palácio do Príncipe Real.


A Programação é vasta e diversa. Na Competição Internacional podemos ver 18 filmes, 7 dos quais em estreia mundial: Kimi Takesue (EUA), Yuki Kawamura (Japão, França), Maria Giovanna Cicciari (Itália), Ludovica Tortori de Falco (Itália), Féliz Rehm (França), Louis Henderson (Reino Unido), e Maximiliano Schonfeld (Argentina). Nesta selecção de obras, de diferentes formatos e durações, Rita Azevedo Gomes é a presença portuguesa, com o filme Correspondências

Na Competição Portuguesa estarão Marília Rocha, Pedro Neves, Cláudia Varejão, André Marques, Cláudia Rita Oiiveira, Miguel Faro, Ida Marie Sørensen, Joana Linda, Mário Macedo, Patrícia Pinheiro de Sousa, Edgar Pêra e Luciana Fina. Da Terra à Lua, que estreia fora de competição, traz os mais recentes filmes de realizadores como Wang Bing, Avi Mograbi, Werner Herzog e Rithy Panh, entre outros. Na secção Riscos destaca-se a homenagem a Peter Hutton, realizador experimental americano recentemente falecido, num programa assinado por Luke Fowler e Rinaldo Censi. Luke Fowler, candidato ao Turner Prizer em 2012, é também alvo de uma incursão pelos seus filmes.

Destacamos Manon de Boer, presença regular no festival, convidada nesta edição a programar uma sessão em torno do seu último filme. How I fell in Love with Eva Ras, de André Gil Mata, menção especial do grande prémio FidMarseille, também marca presença nos Riscos. O filme de abertura desta secção será Manoel de Oliveira: 50 anos de Carreira, filme realizado em 1981 por Augusto M. Seabra e José Nascimento.
No Cinema de Urgência destacamos a sessão com a presença da Mídia Ninja. A segunda edição do Arché, o laboratório de desenvolvimento de projectos do Doclisboa, além de projectos portugueses e espanhóis, abre-se este ano a projectos suíços. Este ano, a Oficina de Escrita e Desenvolvimento de Projeto conta com seis projetos e a Oficina de visionamento com cinco.  As restantes secções, Heart Beat, Verdes Anos e Doc Alliance mantêm-se.

Difícil vai ser escolher, por isso pode consultar o programa do Doclisboa’16, aqui.


professora Manuela Martins



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

The Times They Are A Changin'


Bob Dylan é o vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2016, "por ter criado novas expressões poéticas na tradição da canção americana". (...)
É a primeira vez que o Nobel é entregue a um compositor, "que pode e deve ser lido", para além de escutado.

Fonte: Observador, 13/10/2016



(...) The line it is draw
The curse it is cast
The slow one now 
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is rapidly fadin'
And the first one now 
Will later be last
For the times they are a changin'! 

1964

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Jornadas Pedagógicas (3)


(clique na foto para ampliar)

Visto de perto o mundo gira cada vez mais veloz e, por vezes, a uma velocidade cujo ritmo nos dá gozo, mas que nos deixa quase sem fôlego!

Foi assim no ano letivo 2015/2016 e, tudo leva a crer, que será também assim este ano letivo.

De facto, no ano passado juntou-se ao programa habitual da biblioteca escolar um intenso Ciclo de Aulas Abertas sobre o tema do Plano Anual de Atividades, Luz e Vida, para além de um conjunto de outras iniciativas na área do manga/anime e da cultura pop japonesa e do Plano de Formação do Agrupamento, do qual a biblioteca passou a ser responsável. Reconhecida como um pólo de desenvolvimento do conhecimento e da cultura, seja do Agrupamento, seja da comunidade (todas as suas atividades estão abertas a todos os que nelas queiram participar!) foi, no final do ano letivo transato, desafiada pelo Diretor, Professor Jorge Lemos, a organizar a segunda edição das Jornadas Pedagógicas do Agrupamento que decorreram no passado dia 12 de setembro, sob o título Desafios da Educação. Para que tudo pudesse decorrer da melhor forma a ação da biblioteca deixou de se orientar pelo ciclo do ano letivo e passou a funcionar segundo o modo NO STOP, vendo reforçado o trabalho da sua equipa e colaboradores (com e sem horas no seu horário). A eles, peças-chave deste sucesso, gostaria de deixar aqui uma palavra de sentido agradecimento. As suas ideias e as suas críticas serviram de inspiração a tudo o que foi bem feito na biblioteca. Eis alguns dos principais nomes: Lúcia Carvalhas, Teresa Lucas, Ana Tavares, Alexandre Cruz, Manuela Martins, Ana Falé, Fátima Monteiro, Fátima Loureiro, Ana Esteves, Mário Rui, Guadalupe Gomes e Arlete Cruz, António Narciso, João Manique, Lucília Santos, Conceição Mestre e todos os maravilhosos alunos do Clube Manga. Ao Carlos Pinheiro e à Ana Paula Rocha, amigos de ofício, também deixo aqui uma palavra de gratidão pela sua disponibilidade e empenho incondicionais. Às entidades como a Gradiva, a PT Merch, a LanguageCraft e a Fnac que, de forma mais regular e próxima trabalharam connosco, muito para além do envolvimento estritamente profissional, deixamos aqui também uma palavra de reconhecimento e amizade.


Este ano letivo novos desafios estão à vista. Para podermos estar à altura da missão para a qual fomos convocados, gostaríamos de poder contar com estes e outros novos amigos.

professora Liliana Silva


Bom Ano Escolar


sábado, 21 de maio de 2016

E fez-se luz!


Fez-se luz… e agora?

Em role-playing, o 11ºC3 mostrou, no dia 11 de maio de 2016, conhecimento científico, mas também competências de pesquisa, de argumentação e de comunicação numa aula aberta “Fez-se luz… e agora?” do Ciclo de Aulas Abertas sujeito ao tema “Luz e Vida”, promovido pelo BE/CRE e preparada no contexto da disciplina de Física e Química A. Tratou-se de uma discussão em que puseram à prova a sua capacidade de deliberar sobre uma questão socio-científica controversa “Lâmpadas LED – Sim ou não?”

A representação dos papéis, além de ter tornado todo o processo mais divertido, garantiu abordagens diversificadas, surgindo, a partir de um cenário fictício, argumentos de natureza científico-tecnológica, económico-sociais e ainda argumentos de natureza ética e ambiental, tal como acontece na complexidade da vida real.

A entrega foi total por parte de todos os envolvidos. Na ESLC viveu-se um BOM momento!

professora Arlete Cruz


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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Os 12 de Inglaterra




O meu nome é Inês Soares, sou aluna do 12.º ano do Curso de Artes Visuais na Escola Secundária Leal da Câmara.
Sinto que devo começar por dizer que esta palestra foi, para mim, uma agradável surpresa. Tenho de admitir que os meus conhecimentos em relação ao livro, Os Doze de Inglaterra publicado pela editora Gradiva ou até a Guilherme d’Oliveira Martins e a José Ruy eram poucos. Até à data sabia apenas que se tratava de um álbum de banda desenhada e de um administrador da Fundação Gulbenkian e de um ilustrador, pintor e autor deste tipo de arte gráfica. No entanto, acreditando que posso aprender em todas as minhas vivências e também devido à insistência da nossa diretora de turma Fernanda Filipe, ali estava eu, sentada na audiência com os ouvidos a postos.
Assim que começou a palestra apercebi-me do esforço que houve, por parte da Escola e da Biblioteca, em organizar uma iniciativa que despertasse interesse nos alunos e, uma vez que os presentes espetadores podiam, tal como eu, ter pouco conhecimento acerca da obra e dos convidados, foi feita a apresentação dos oradores por parte de dois alunos Leonor Cavalheiro e Martim Machado e foi lido um excerto do livro por parte da aluna Sara Fonseca e da professora Luísa Supico.
Apreciei muito toda a palestra. No entanto, a parte que mais me cativou, foi quando o ilustrador José Ruy partilhou connosco algumas das suas experiências. Para mim foi fascinante estar a ouvir alguém que, para além de ter vingado no desenho, atingiu o meu maior objetivo de vida que é fazer aquilo que mais amo. Ainda mais impressionante foi que iniciou a sua carreira aos 14 anos e conta agora com 86 anos de idade.
Apesar de estar em Artes, sinto alguma dificuldade na disciplina de Desenho. Dá-me imensa ansiedade e dores de cabeça. No entanto, estava ali perante alguém que desenhou durante toda a sua vida e que se sente, de facto, feliz em faze-lo. Soube, por isso, de imediato que havia algo que eu podia aprender ao estar perante alguém que apresentava em relação ao desenho um sentimento tão diferente do meu.
Ao terminar a palestra tivemos oportunidade de falar com José Ruy mais pessoalmente, o que, para mim, foi muito importante.
Apesar de não ser grande apreciadora de Banda Desenhada, senti necessidade de comprar um exemplar d’ Os Doze de Inglaterra. Pedi ao ilustrador que, como dedicatória, me escrevesse o que é para ele o desenho e/ou o que sente ao desenhar. Inicialmente pensei que ele iria escrever imenso, devido ao caráter vago da pergunta que lhe dirigi. No entanto, este conseguiu escreve-lo em apenas duas frases que partilho convosco: “O desenho representa para mim uma forma de respiração. É uma oxigenação da arte que gostamos de realizar”.

Aprendi muito com esta palestra. Espero que a Biblioteca e a Escola continue com iniciativas destas, porque é assim que a Escola cultiva a cultura e o conhecimento nos seus alunos e é devido a este tipo de iniciativas que posso dizer “Gosto da minha escola!” 

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Com o passar dos dias aprendo cada vez mais e viu-se isso mesmo hoje, dia 20 de abril, através da apresentação do livro Os Doze de Inglaterra desenhado por Eduardo Teixeira Coelho

Quem nos veio falar sobre o livro foi Guilherme d' Oliveira Martins, membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e José Ruy, o maior autor de Banda Desenhada escrita em português da atualidade.
Estive a ler algumas páginas do livro e adorei os desenhos, nomeadamente da capa e contracapa.

Quanto ao que o Mestre José Ruy disse eu concordo plenamente... Precisamos de repetir várias vezes, seja no desenho, seja na vida, os mesmos gestos para que a nossa obra e a nossa vida se aproxime da perfeição.

Adorei a sessão!

João  Fernandes Vicente 10.º A