sábado, 21 de maio de 2016

E fez-se luz!


Fez-se luz… e agora?

Em role-playing, o 11ºC3 mostrou, no dia 11 de maio de 2016, conhecimento científico, mas também competências de pesquisa, de argumentação e de comunicação numa aula aberta “Fez-se luz… e agora?” do Ciclo de Aulas Abertas sujeito ao tema “Luz e Vida”, promovido pelo BE/CRE e preparada no contexto da disciplina de Física e Química A. Tratou-se de uma discussão em que puseram à prova a sua capacidade de deliberar sobre uma questão socio-científica controversa “Lâmpadas LED – Sim ou não?”

A representação dos papéis, além de ter tornado todo o processo mais divertido, garantiu abordagens diversificadas, surgindo, a partir de um cenário fictício, argumentos de natureza científico-tecnológica, económico-sociais e ainda argumentos de natureza ética e ambiental, tal como acontece na complexidade da vida real.

A entrega foi total por parte de todos os envolvidos. Na ESLC viveu-se um BOM momento!

professora Arlete Cruz


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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Os 12 de Inglaterra




O meu nome é Inês Soares, sou aluna do 12.º ano do Curso de Artes Visuais na Escola Secundária Leal da Câmara.
Sinto que devo começar por dizer que esta palestra foi, para mim, uma agradável surpresa. Tenho de admitir que os meus conhecimentos em relação ao livro, Os Doze de Inglaterra publicado pela editora Gradiva ou até a Guilherme d’Oliveira Martins e a José Ruy eram poucos. Até à data sabia apenas que se tratava de um álbum de banda desenhada e de um administrador da Fundação Gulbenkian e de um ilustrador, pintor e autor deste tipo de arte gráfica. No entanto, acreditando que posso aprender em todas as minhas vivências e também devido à insistência da nossa diretora de turma Fernanda Filipe, ali estava eu, sentada na audiência com os ouvidos a postos.
Assim que começou a palestra apercebi-me do esforço que houve, por parte da Escola e da Biblioteca, em organizar uma iniciativa que despertasse interesse nos alunos e, uma vez que os presentes espetadores podiam, tal como eu, ter pouco conhecimento acerca da obra e dos convidados, foi feita a apresentação dos oradores por parte de dois alunos Leonor Cavalheiro e Martim Machado e foi lido um excerto do livro por parte da aluna Sara Fonseca e da professora Luísa Supico.
Apreciei muito toda a palestra. No entanto, a parte que mais me cativou, foi quando o ilustrador José Ruy partilhou connosco algumas das suas experiências. Para mim foi fascinante estar a ouvir alguém que, para além de ter vingado no desenho, atingiu o meu maior objetivo de vida que é fazer aquilo que mais amo. Ainda mais impressionante foi que iniciou a sua carreira aos 14 anos e conta agora com 86 anos de idade.
Apesar de estar em Artes, sinto alguma dificuldade na disciplina de Desenho. Dá-me imensa ansiedade e dores de cabeça. No entanto, estava ali perante alguém que desenhou durante toda a sua vida e que se sente, de facto, feliz em faze-lo. Soube, por isso, de imediato que havia algo que eu podia aprender ao estar perante alguém que apresentava em relação ao desenho um sentimento tão diferente do meu.
Ao terminar a palestra tivemos oportunidade de falar com José Ruy mais pessoalmente, o que, para mim, foi muito importante.
Apesar de não ser grande apreciadora de Banda Desenhada, senti necessidade de comprar um exemplar d’ Os Doze de Inglaterra. Pedi ao ilustrador que, como dedicatória, me escrevesse o que é para ele o desenho e/ou o que sente ao desenhar. Inicialmente pensei que ele iria escrever imenso, devido ao caráter vago da pergunta que lhe dirigi. No entanto, este conseguiu escreve-lo em apenas duas frases que partilho convosco: “O desenho representa para mim uma forma de respiração. É uma oxigenação da arte que gostamos de realizar”.

Aprendi muito com esta palestra. Espero que a Biblioteca e a Escola continue com iniciativas destas, porque é assim que a Escola cultiva a cultura e o conhecimento nos seus alunos e é devido a este tipo de iniciativas que posso dizer “Gosto da minha escola!” 

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Com o passar dos dias aprendo cada vez mais e viu-se isso mesmo hoje, dia 20 de abril, através da apresentação do livro Os Doze de Inglaterra desenhado por Eduardo Teixeira Coelho

Quem nos veio falar sobre o livro foi Guilherme d' Oliveira Martins, membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e José Ruy, o maior autor de Banda Desenhada escrita em português da atualidade.
Estive a ler algumas páginas do livro e adorei os desenhos, nomeadamente da capa e contracapa.

Quanto ao que o Mestre José Ruy disse eu concordo plenamente... Precisamos de repetir várias vezes, seja no desenho, seja na vida, os mesmos gestos para que a nossa obra e a nossa vida se aproxime da perfeição.

Adorei a sessão!

João  Fernandes Vicente 10.º A




quinta-feira, 5 de maio de 2016

João Tordo (3)



Encontro com o escritor João Tordo na Leal da Câmara

No dia 11 de março, os alunos de literatura da Escola Secundária Leal da Câmara tiveram o privilégio de receber, no seu auditório, o escritor João Tordo. Neste encontro, a que várias turmas assistiram, o escritor manteve um diálogo descontraído e honesto com os jovens. 

Tordo fez questão de descer do seu "pedestal" que, prémios como o de José Saramago, lhe concedem, de forma a mostrar-se mais próximo dos alunos para que estes se sentissem mais confortáveis.

 O autor das céleres obras As Três Vidas, O Ano Sabático, O Bom Inverno, entre outras, respondeu com muita atenção e preocupação às questões feitas pelos alunos em relação às mesmas.

 O escritor despertou em todos os participantes um interesse genuíno devido a ter mostrado não apenas o seu lado profissional, como também o humano. Com esta visita, João Tordo enriqueceu a mente dos jovens ao incentivá-los a encontrar quem são com calma e sem a pressão de corresponderem a expectativas. Em suma, este encontro breve com o escritor foi uma experiência que os alunos jamais irão esquecer e que os motivou a criar uma relação mais próxima e até divertida com a literatura.


Daniela e Luana, 10ºH4


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Concurso Nacional de Leitura (2)


Numa das longas, ternas e luminosas tardes passadas na biblioteca da escola, que, mesmo nos dias em que o sol se esconde atrás das nuvens, nos têm acompanhado todas as semanas desde o outono, foi-nos inquirido o significado dos encontros semanais que realizamos, sempre ansiosos pela próxima vez, com vista à participação no Concurso Nacional de Leitura de 2016. Esta pergunta veio como o vento. Começou por ser uma brisa calma, o despontar de uma ideia, de uma reflexão. Até que acabou por se incrustar em nós, rebelde como um tornado, amontoando uma aglomeração de pensamentos e fazendo-nos questionar tudo o que havíamos estado a fazer nas últimas tardes de quinta-feira dos nossos dias.

A nossa assídua Comunidade de Leitores é constituída por um núcleo de amantes de livros, do seu cheiro, das folhas, das palavras, do conteúdo. Somos uma massa íntegra de seres enfeitiçados, embriagados pelo fluxo de imaginação e tentados a ir à procura de mais, a ver para além daquilo que nos é sugerido pelas bonitas páginas de fundo branco recheadas de letras impressas a preto, que se encontram diante dos nossos olhos. Não nos basta olhar, nós queremos ver com os olhos de quem deseja o infinito. A nossa Comunidade tem, como todo o ser vivo, uma essência que emana de si, podemos até ousar afirmar que, tal como uma flor, ela é dotada de uma raiz, um caule, folhas e pétalas, que florescem com o andar dos ponteiros do relógio. A raiz é o segmento, a partir do qual tudo começa, é a voz orientadora, que nos oferece, de bom grado, como uma mãe, o combustível, a alimentação, o empurrão necessário para voarmos, para florirmos, para crescermos mais um bocadinho. Tendo este ponto de partida, filtramos estes estímulos através do caule e damos vida a cada uma das folhas, a cada uma das pétalas da nossa flor, que são mais resistentes, exatamente, por nascerem da união de umas quantas almas na procura da significância de uma pergunta. É isso que nós somos, umas quantas almas que, por momentos, se esquecem daquilo que são e que as define para poderem progredir em conjunto. 

Quando nos encontramos na biblioteca da secundária, estamos a trazer o sonho à realidade ou a devolver a realidade ao sonho, estamos a alargar os nossos horizontes, como quem afasta, com as suas próprias mãos, as cortinas da janela, estamos a dar asas à fecundação de várias sementes, a do espírito crítico, a do crescimento pessoal e social, a do sonho e da imaginação, a da entreajuda, do companheirismo e da valorização do outro e a da ressurreição, isto é, de um renascer constante dentro de nós mesmos.

Nestas tardes em que nos temos encontrado por uma pura paixão em comum, já tivemos a possibilidade de conhecer cinco obras de cinco autores distintos, para além daquelas com que nos vamos deparando ao longo das nossas reflexões. Estas relacionam-se entre si da mesma forma que a Comunidade de Leitores o faz. O Carteiro de Pablo Neruda, O que Darwin escreveu a Deus, As Cidades Invisíveis, O Ano Sabático, Flores. António Skármeta, José Jorge Letria, Italo Calvino, João Tordo, Afonso Cruz. Tantos nomes que temos vindo a discutir, uns já familiares ao ouvido, outros que se fizeram conhecer. Tantas ideias, tantas crenças, tantas afinidades, tanto conhecimento, que nos devíamos sentir tão pesados pela responsabilidade que é detê-lo, no entanto saltitamos tão leves, tão livres.

Nós somos indivíduos que partilham um universo único, através do qual podem florir. Mas estas pétalas, estas flores que criamos não estavam lá sem a raiz, que nos sustenta, que nos dá alento e coragem e que nos rega com carinho. Esta raiz não nos dá a flor que amadurece deste impulso, dá-nos antes algo ainda mais louvável, a crença na capacidade, na possibilidade, as bases sem as quais nada é feito. Essa raiz orientadora, como uma mãe, é a professora Teresa Lucas.

O nosso plano nacional de leitura é especial, porque ouvimos aquilo que de mais humano há em nós, a necessidade do outro, as relações afetivas, o espírito de equipa e irmandade. Já está mais do que na altura de sabermos que o indivíduo prospera ao máximo, quando se permite escutar o outro. O “eu” não existe sem “nós” e, por isso, este projeto aquece-nos o coração, mostra-nos que cada percurso a seguir, desde que saibamos dar lugar ao outro, é o certo.

Mariana Carvalho, 12º H2

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Ao contrário dos meus colegas, participei, no meu 9º ano, no Concurso Nacional de Leitura. Coube-nos, nesse ano letivo, apenas, ler os livros escolhidos a concurso e analisá-los sozinhos, sem discutir ideias uns com os outros. Eu apenas conhecia de vista os colegas que, tal como eu, participavam neste projeto. Entre nós não havia uma ligação, nem companheirismo, mas, apenas, uma espécie de rivalidade, porque o nosso objetivo principal era ir a concurso. Aquilo que absorvíamos do processo de leitura, a aprendizagem que fazíamos uns com os outros, o prazer do ato de folhear o livro, lê-lo e compreendê-lo era quase inexistente. Líamos só por ler, como quem lê uma revista ou um manual de História A. Não retínhamos conhecimentos, nem decifrávamos enigmas escondidos nas entrelinhas.

Agora, no meu último ano do ensino secundário, participo, novamente, neste concurso. Desta vez, sinto que esta experiência é revigorante e que estou a apreender muito. Nós criamos um grupo de leitura, encontramo-nos todas as semanas para discutirmos ideias sobre as obras que vão a concurso e não só. Esta partilha entre nós possibilitou captar melhor a essência de cada livro e as emoções que estes nos transmitem. Fez crescer, entre os membros do nosso círculo, uma amizade e conexão. Nós ficamos horas na biblioteca entretidos com conversas interessantíssimas. Descobrimos muito mais em equipa do que sozinhos.

A minha experiência neste projeto é, também, uma descoberta de mim e do meu autoconceito, o que promove o pensamento. Isto deve-se ao diálogo intensivo que estabelecemos, quando analisamos, em todas as sessões, as personagens e as suas características psicológicas, fazendo com que eu me identifique com elas. Isto ajuda--me não só a entendê-las, mas, também, a entender-me.

 Muitas vezes, as pessoas focam-se demasiado nelas próprias, esquecem-se que existem outros ´´eu´s``. Penso que esta é uma das razões para que haja tenções. A verdade  é que é complicado pormo-   -nos no lugar dos outros, percebê-los e compreender as suas perspetivas em relação às mais variadas coisas e situações. É ainda mais difícil quando aquilo que eles apregoam como o correto anula aquilo em que acreditamos. Sinto que este Clube de Leitores fomentou em mim a alteridade e a entreajuda. Cada vez que me encontro com os meus companheiros, o meu espírito crítico é estimulado, desenvolvo competências em mim que eu desconhecia e aprendo a perceber os outros, as suas perspetivas e entendo como expressar melhor os meus pontos de vista.

Penso que hoje em dia a sociedade promove cada vez mais a competição desmedida cuja principal intenção é quase que ´´eliminar`` os nossos adversários, e isso é mau… Em contraste com esta realidade, o projeto dinamizado pela Professora Teresa Lucas favorece uma competição saudável, com o objetivo de aprendermos uns com os outros.

  
    Maria Leonor Negalha Mendes Belo, 12º H2
     


terça-feira, 12 de abril de 2016

Comunidade de leitores





A Comunidade de Leitores da Escola Secundária Leal da Câmara promove encontros de leitura integrados no Plano Anual de Atividades da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Rio de Mouro. Estes encontros, que têm uma periodicidade semanal, decorrem ao longo de todo o ano letivo e destinam-se a alunos do ensino secundário, visando a promoção do gosto pela leitura, a aquisição de competências neste domínio e a criação de um espaço de partilha de ideias e de descoberta individual através do envolvimento com o livro.

A dinâmica criada no seio deste grupo de leitores é sustentada pelo envolvimento com a comunidade escolar em diferentes patamares. O primeiro, que visa a ligação ao currículo, assenta na articulação entre a Biblioteca e o Grupo de Português, que assume um papel preponderante, não só na seleção dos livros a ler, como também na divulgação das atividades de leitura a desenvolver pelos alunos interessados.

 Esta ligação ao currículo é o ponto de partida para outras iniciativas que pressupõem sempre a presença da Biblioteca e a sua articulação, seja com a Rede de Bibliotecas Escolares, através da participação em atividades no âmbito do Concurso Nacional de Leitura, dinamizado por este organismo, seja com a comunidade educativa, como, por exemplo, a Câmara Municipal de Sintra, seja com outros parceiros, como as editoras escolares, contribuindo para a preparação dos Encontros com os Escritores convidados, através da leitura e apreciação de algumas das suas obras.

Semanalmente, a leitura, em suporte papel e/ou em ebook, possibilita também a articulação entre pares. Torna-se um elo forte de ligação e de interação entre os vários elementos desta pequena comunidade, suscitando momentos de prazer e de envolvimento pessoal através da partilha, da discussão/confronto de leituras vs interpretações distintas. Através da leitura expressiva, do diálogo crítico e reflexivo sobre essas leituras, questionam-se ideias, crenças e filosofias; contestam-se as regras a que obedece a própria sociedade civil, sempre numa perspetiva dialética entre o que é lido/sugerido e o que é vivido e partilhado por cada um dos leitores participantes.

 Face ao exposto, é possível afirmar que os livros causam impacto nesta comunidade de leitores: através do envolvimento na leitura estabelecem-se novas relações, constroem-se redes de sentido, descobrem-se novas leituras/perspetivas, criam-se oportunidades para questionar os valores e crenças pessoais. A leitura torna-se um meio de conhecimento do próprio “Eu”, que possibilita o crescimento pessoal através da partilha com o outro.

Enquanto mediadora desta comunidade, apenas posso testemunhar que os seus elementos valorizam o ato de ler, encontrando na leitura uma fonte de prazer.


professora Teresa Lucas

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Parabéns Mariana!



Parabéns à aluna Mariana Carvalho, vencedora do CNL 2016!

No dia 5 de abril decorreu, na Lourinhã, a 10.ª edição do Concurso Nacional de Leitura – Fase Distrital, organizado pelo Plano Nacional de Leitura.

A vencedora do Concurso para o ensino secundário foi Mariana Monteiro de Carvalho, aluna do 12.º H2 da Escola Secundária Leal da Câmara.

Na ES Leal da Câmara a preparação para este Concurso é feita ao longo do ano no âmbito de uma comunidade de leitores presencial que é dinamizada, durante 90 minutos por semana, na biblioteca. Este ano a responsável por esta comunidade de leitores é a professora da disciplina de Português, Teresa Lucas e os alunos que participaram em todas as sessões foram, para além da Mariana, a Maria Leonor Belo (12.º H2) e o Pedro Darwisch (10.º E1) que, infelizmente, não pôde ir à Lourinhã.

Apesar de apenas a Mariana ter ido à Fase Nacional do Concurso, os três alunos irão continuar a trabalhar em conjunto as obras selecionadas.

Nesta festa da leitura e do livro queríamos deixar uma palavra de agradecimento à equipa da Biblioteca Municipal da Lourinhã, na pessoa da Dra. Dina Carreira, pela boa hospitalidade e organização da iniciativa.

professora Liliana Silva