quarta-feira, 23 de março de 2016

Aula Aberta (3)


Aula Aberta dia 2 de março

O movimento das Luzes ou Iluminismo, como também ficou conhecido, foi um movimento intelectual que surgiu na Europa no século XVIII – apropriadamente designado por século das Luzes.

Mas porquê Luzes? A luz simboliza o conhecimento e tira o Homem da escuridão que representa a ignorância. Ora um dos principais ideais dos intelectuais iluministas era a valorização da educação e do conhecimento. A educação era o instrumento necessário para que o Homem pudesse pensar por si próprio e o conhecimento produzido racionalmente conduziria ao avanço da ciência, sinónimo de Progresso para a sociedade. Para eles, iluministas, o pensamento racional era o instrumento a utilizar para melhorar a sociedade e alcançar a liberdade – que consideravam o principal direito natural do individuo – e a felicidade, os governantes deviam organizar a sociedade de modo a garantir o bem-estar das populações.
Estas ideias de conhecimento, liberdade, felicidade vinham contra o contexto político, económico e social da época. De facto, estes intelectuais iluministas, na sua maioria de origem burguesa, criticavam a forma como a sociedade se organizava na altura, assente nas estruturas feudais e respetivos privilégios. Era uma sociedade muito desigual em que prevaleciam os direitos de nascimento – leis diferentes, acesso a certos cargos, só para referir algumas situações. De igual forma, apontavam o dedo à enorme influência da Igreja sobre a cultura e a sociedade, considerando-a responsável pela intolerância religiosa, fanatismo e bloqueio da evolução do conhecimento/racionalidade e do progresso científico, ao mesmo tempo que criticavam o regime político absolutista em vigor na maioria dos Estados europeus da época, em que os monarcas concentravam nas suas mãos todos os poderes, intervindo em todos os setores e não admitindo críticas à sua atuação (ausência de liberdade de expressão).

Os pensadores iluministas ao defenderem a separação de poderes, o contrato social como base da Soberania Nacional, a separação entre o Estado e a Igreja, a igualdade perante a lei e o direito à liberdade, à segurança e ao bem-estar marcaram de tal forma a sua época que acabaram por contribuir decisivamente para as mudanças políticas e sociais que tiveram lugar na Europa e no continente americano a partir dos finais do século XVIII, através das revoluções liberais.
Chegando a este ponto poderá pensar-se: pois, isto é tudo muito bonito mas estas ideias já têm quase trezentos anos, os pensadores iluministas já morreram todos e já não temos nada a ver com isto. Ou temos?

Cabe-nos agora refletir sobre o assunto. Se analisarmos com atenção o mundo que nos rodeia chegaremos à conclusão que, afinal, as ideias iluministas continuam bem atuais e a sua aplicação, ou não, afeta-nos diariamente.
O direito que cada um tem à liberdade individual é reconhecido por todos mas quantas vezes não surgem notícias na comunicação social referindo-se a casos de escravatura (exploração pessoal e económica) espalhados por esse mundo fora, muitos deles fomentados por empresas oriundas de países ditos democráticos que se deslocalizam em busca do lucro fácil e da desregulamentação do trabalho?
Garantir o direito dos cidadãos à segurança é uma das principais responsabilidades dos Estados mas estão bem frescos na nossa memória os vários atentados levados a cabo em várias regiões do globo e que têm abalado as estruturas de funcionamento e as liberdades individuais nos países ditos democráticos. Até onde estamos dispostos a abdicar das nossas liberdades individuais para viver sem medo?
E o direito ao bem-estar? Deve ser garantido pelos governos eleitos e que governam em representação dos povos e para os povos. Com as crises cíclicas fomentadas pelo liberalismo económico não há bem-estar que resista (educação, saúde, solidariedade social, habitação, lazer…). O número de pobres aumenta e assiste-se a uma regressão nas condições de vida e de trabalho das populações. Enquanto isso, os casos de corrupção entre os governantes vão sendo postos a descoberto (como aquele que grassa no Brasil no mesmo instante em que redijo estas linhas). Utilizam os cargos não para trabalharem em prol das populações mas em prol de si próprios, familiares e amigos.

Enfim… coitados dos iluministas… se viajassem no tempo até aos nossos dias iriam voltar a insistir na necessidade de modificar a sociedade e a organização política... 

professora Cecília Oliveira


sexta-feira, 4 de março de 2016

João Tordo (2)


Concurso Nacional de Leitura


Cota: 821.134.3 TOR


[encomendado]


João Tordo e Afonso Cruz são os autores selecionados no âmbito do Concurso Nacional de Leitura para o ensino secundário.
Dia 30 de abril os alunos concorrentes  prestarão provas sobre estas obras.

A biblioteca dispõe de 5 exemplares do livro de João Tordo.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Urso de Ouro


QUEM NÃO ESPERA, TAMBÉM ALCANÇA!

URSO DE OURO para a melhor curta, em BERLIM

Em competição com mais 24 filmes de curta metragem, Balada de um Batráquio, da jovem realizadora Leonor Teles (n.1992), ganha um Urso de Ouro na 66ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, o que por si só constitui notícia mas também motivo de orgulho nacional.

Em 10 minutos, de uma forma divertida, que nos reporta à infância, Leonor Teles dirige o nosso olhar para uma prática, comum em Portugal, que consiste na exposição estratégica, por proprietários de estabelecimentos comerciais, de sapos de cerâmica, com o objetivo de evitar a entrada de membros da comunidade cigana.

Leonor Teles, que tem raízes ciganas por parte do pai, diz que o filme "não apresenta só uma problemática, mas tenta, de certa forma, combatê-la", uma vez que a própria realizadora sentiu a "urgência" de destruir vários desses sapos em frente à câmara.

Mais do que um filme premiado, Balada de um Batráquio é seguramente um documento de interesse didático para as nossas aulas, que nos pode ajudar a refletir sobre os perigos do etnocentrismo e dos comportamentos xenófobos, mas também das superstições e das crenças enquanto marcas identitárias de uma cultura que alimentamos e fazemos nossa.

Ficamos à espera para ver, pensar e dar a pensar!

professora Manuela Martins


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Segurança na Internet




O Agrupamento de Escolas Leal da Câmara decidiu assinalar o Dia Mundial da Internet Segura, 9 de fevereiro de 2015, convidando o Inspetor-chefe da Polícia Judiciária de Lisboa, Jorge Duque que coordena a Brigada de Investigação de Pornografia Infantil da Polícia Judiciária. Para a sessão convidou representantes da Escola Segura e da Polícia de Segurança Pública de Rio de Mouro que marcaram presença na sessão enquanto parceiros fundamentais do Agrupamento nesta matéria.

Especialista no combate à criminalidade com tecnologia informática e internet, Jorge Duque sensibilizou a assistência, constituída sobretudo por pais e encarregados de educação e professores, para a importância de participar conteúdos com que os jovens se sintam incomodados através da linha Alerta Segura. Não obstante os educadores já exercerem algum controlo sobre a quantidade de tempo que os jovens passam online, é importante que conheçam os sítios e o modo como estes navegam na internet. Na utilização da internet o convívio entre gerações, ao pôr lado a lado aqueles que possuem mais experiência de vida com aqueles que dominam as tecnologias, deverá ser sempre incentivado. O aumento da consciência dos educadores em relação às atividades que os jovens realizam online deverá ser acompanhado de uma sensibilização para as implicações na vida real destas atividades, uma vez que tudo o que é publicado online pode ser descontextualizado e multiplicado de forma vertiginosa.

Realizada no dia 11 de fevereiro, pelas 20:30 horas, no auditório, esta atividade foi da iniciativa da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento e realizou-se no âmbito do Plano de Formação 2015-2017 do Agrupamento contando, para o efeito, com o apoio da Biblioteca Escolar.


professora Liliana Silva


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Córtex



«Um curto Córtex de quatro dias para descobrir o que melhor se faz no género da curta metragem pelo mundo fora.»

Há que aproveitar e fruir!
De 18 a 21 de fevereiro.

Consulte a página oficial do Festival de Curtas Metragens de Sintra, Aqui. 


professora Manuela Martins