quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Jacques Tati



No NIMAS o VERÃO EM FESTA COM JACQUES TATI continua a dar-nos ANIMA!

São seis longas-metragens e um conjunto de seis curtas (estas reunidas numa sessão), em versões digitais restauradas, meticulosamente, por mãos estudiosas e sábias, com a missão de nos oferecerem a obra completa deste singular realizador francês tal como ele a pensou, filmou, montou, remontou e guardou, na esperança de que pudesse vir a ser salva da corrosão do tempo.
Como refere Serge Daney, no seu elogio ao autor, cada filme de Tati marca ao mesmo tempo: 1) um momento na obra de Jacques Tati; 2) um momento na história do cinema francês; 3) um momento na história do cinema. Desde 1948, os seus seis filmes são talvez os que pontuam mais profundamente a nossa história.

É difícil não concordar com esta visão e é por isso que não devemos perder a oportunidade de olhar o mundo através das múltiplas janelas que, geometricamente, Tati nos abre, oferecendo-nos uma lufada de ar fresco que nos faz sentir bem, com a alma a sorrir, numa tarde ou noite de verão em festa que teima em ficar, pelo menos até 7 de outubro, no Espaço Nimas, em Lisboa.

Consulte aqui o programa, Aqui.´

O cinema de Jacques Tati teve desde sempre uma estreita relação com a ilustração.
A Leopardo Filmes lançou um desafio a seis ilustradores portugueses para criarem novos cartazes para as seis longas-metragens do realizador. São esses seis cartazes que aqui apresentamos e que se encontram expostos no Espaço Nimas, em Lisboa, e no Teatro Municipal Campo Alegre, no Porto.


professora Manuela Martins


8ª edição



Consulte o regulamento da Feira do Livro Usado, Aqui.


Bom ano escolar



A natureza tem os seus ritmos e ciclos à semelhança dos quais o ser humano organiza e gere o seu tempo.
E este é tempo de regressar à escola e  ao trabalho, de construir novas amizades, de conhecer outras coisas, de levantar diferentes perguntas, de reformular projetos e... de crescer.
 A equipa da biblioteca espera que contes com ela neste caminho.

Abriu as suas portas no dia 14 de setembro para receber os novos alunos e respetivos encarregados de educação e familiares.
Desejamos a todos um bom ano letivo 2015/2016.

professora Liliana Silva


domingo, 2 de agosto de 2015

Boas Leituras (6)




Chegou um outro tempo.
Um tempo lento que dispensa horários, planos e métodos e que, por isso, é atravessado por uma especial leveza.
Este tempo feito de acasos, de silêncios e de sensações constitui a oportunidade única, por um lado, de esquecimento e libertação do que, ao longo do ano pesou demasiado em nós e, por outro lado, de ensaio de um outro caminho e (re)encontro do que nos é essencial. Por isso o aguardávamos com especial urgência.

A todos os nossos leitores e amigos desejamos que este tempo seja reparador e traga o equilíbrio necessário à conquista de novos desafios. 

Em setembro aqui marcamos novo encontro.

Boas Férias!


professora Liliana Silva


José Luís Peixoto (3)


            
´"É importante encontrar os livros certos" JLP



Não é possível conceber a Literatura enquanto arte desligada da realidade, seja esta real/histórica ou ficcional. 
Se considerarmos a Literatura como a arte da palavra e pensarmos que a palavra reenvia sempre para um     referente específico, facilmente se percebe que a Literatura não pode refletir e/ou escrever sobre o vazio. Por outro lado, também não há literatura sem leitor.  Dito de  outro modo, não  existe uma obra  literária  válida  por si só. O seu valor é condicionado por estratégias de leitura e interpretações diferenciadas de comunidades de leitores que a consideram arte ou não de acordo com os seus interesses e expectativas ou com a maior ou menor proximidade daquela aos grupos influentes do poder.

Desta simples constatação decorre a ideia de que a Literatura pode ser entendida como arte em interação em que o escritor é também leitor, porque reflete sobre a realidade circundante, para a partilhar com os seus leitores, renovando, através da palavra, experiências que integram a vida vivida. 

Neste processo de leitura, partilhado pelo escritor e pelo leitor, o domínio da palavra é importante e constitui um incentivo ao pensamento e à tomada de decisões. As palavras preparam para pensar e viver; despertam no ser humano qualidades que o incentivam a viver, tornando-o mais sensível, com mais qualidade de vida, não só para sentir as vivências, mas também para pensar e refletir; para criticar o preconceito, o cliché, o «kitsch»  e, deste modo, afirmar e fundamentar as escolhas pessoais.

Com base no acima exposto, é possível afirmar que a obra literária proporciona uma reflexão sobre a realidade, que conduz necessariamente à questionação e problematização do real, ao mesmo tempo que possibilita o (auto) conhecimento em contínua evolução. Nesta medida, escrever é olhar e querer conhecer o outro, para partilhar vivências com convicção, com a consciência de que não se está só, mas ligado por um sentimento de pertença a alguma coisa que já existe e que pode ser reinventada pelo poder da palavra escrita. Da mesma maneira, ler proporciona o encontro do sujeito leitor com essas vivências num processo de crescimento e de valorização pessoal, que conduz à mudança interior, com a certeza de que tudo está em contínua renovação.

Em síntese, a Literatura pode ser considerada um fator de mudança individual que apela, por isso, à importância da escolha das leituras que norteiam a vida. Ler é uma preparação para a vida.

Saibamos, assim, escolher os livros da nossa vida!


professora Teresa Lucas

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Seguiu-se ao Encontro com o Escritor uma venda de livros de José Luís Peixoto na qual foram apurados quase 500 euros com 20% de desconto sobre o preço de venda ao público. Imagino que este deva ter sido um recorde de vendas nacional em encontros deste género em que o livro é adquirido numa escola espontaneamente por parte do leitor, sendo que este é um jovem. O número é tanto mais impressionante quanto durante toda a semana já se tinham vendido na biblioteca um número muito significativo de livros. Claro que a fila para a aquisição e   autógrafo de livros foi longa e  a maior parte dos títulos esgotaram-se.

Num mundo superficial e aparente em que vivemos toca-me particularmente esta situação em que um escritor é tomado, por parte dos nossos adolescentes, como  ídolo a venerar.

professora Liliana Silva.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Mário de Carvalho



Estes contos são vagabundos porque não param de caminhar, percorrem as estradas do arco-da-velha, deambulam pelos recantos mais sombrios, mas também surgem à claridade do dia, marcham alegremente e intrometem-se, com ironia, nas tramas do nosso quotidiano. 
Pelo caminho, vão deixando o mundo às avessas, interpelando o leitor e desafiando-o para a aventura e para as perplexidades da vida e da literatura.

O demónio também por aqui faz as suas andanças.
Insiste em pôr-nos um espelho na frente.


Cota: 821.134.3


National Geographic (4)



A mecânica quântica é a teoria que se aplica a todos os fenómenos atómicos e nucleares. É um dos pilares da física contemporânea. Max Plank já não participou na elaboração da mecânica quântica, que foi obra de físicos mais jovens como Heisenberg, Schrödinger, Dirac, Born, Jordan ou Pauli. No entanto todos reconheceram nele o seu fundador, o homem que tinha encontrado a primeira pista para a compreensão profunda  da natureza atómica da matéria. De certa forma, ele foi o primeiro revolucionário e recebeu o Prémio Nobel da Física pela sua descoberta em 1918. 
[...]
Max Plank preocupou-se também com os aspetos filosóficos da ciência. Manteve a controvérsia intensa com um dos filósofos mais prestigiados do seu tempo, Ernest Mach, sobre a natureza da investigação científica. Nos seus últimos anos, escreveu ensaios sobre ciência, filosofia e religião que tiveram uma grande receção entre o o público não especializado.
A física quântica alterou a nossa conceção do mundo natural. Também deu lugar a numerosas inovações tecnológicas que moldaram a civilização atual. Porém, por cada descoberta que realizamos, surgem dezenas de novas perguntas. Max Planck sentia dentro de si essa necessidade premente de compreensão do mundo e dos seus fenómenos que leva os homens de ciência a trabalhar incansavelmente.
A busca da Verdade e do Absoluto foi um guia constante da sua vida atribulada.



A edição especial da NG - julho de 2015 - está disponível na biblioteca.