domingo, 2 de agosto de 2015

Boas Leituras (6)




Chegou um outro tempo.
Um tempo lento que dispensa horários, planos e métodos e que, por isso, é atravessado por uma especial leveza.
Este tempo feito de acasos, de silêncios e de sensações constitui a oportunidade única, por um lado, de esquecimento e libertação do que, ao longo do ano pesou demasiado em nós e, por outro lado, de ensaio de um outro caminho e (re)encontro do que nos é essencial. Por isso o aguardávamos com especial urgência.

A todos os nossos leitores e amigos desejamos que este tempo seja reparador e traga o equilíbrio necessário à conquista de novos desafios. 

Em setembro aqui marcamos novo encontro.

Boas Férias!


professora Liliana Silva


José Luís Peixoto (3)


            
´"É importante encontrar os livros certos" JLP



Não é possível conceber a Literatura enquanto arte desligada da realidade, seja esta real/histórica ou ficcional. 
Se considerarmos a Literatura como a arte da palavra e pensarmos que a palavra reenvia sempre para um     referente específico, facilmente se percebe que a Literatura não pode refletir e/ou escrever sobre o vazio. Por outro lado, também não há literatura sem leitor.  Dito de  outro modo, não  existe uma obra  literária  válida  por si só. O seu valor é condicionado por estratégias de leitura e interpretações diferenciadas de comunidades de leitores que a consideram arte ou não de acordo com os seus interesses e expectativas ou com a maior ou menor proximidade daquela aos grupos influentes do poder.

Desta simples constatação decorre a ideia de que a Literatura pode ser entendida como arte em interação em que o escritor é também leitor, porque reflete sobre a realidade circundante, para a partilhar com os seus leitores, renovando, através da palavra, experiências que integram a vida vivida. 

Neste processo de leitura, partilhado pelo escritor e pelo leitor, o domínio da palavra é importante e constitui um incentivo ao pensamento e à tomada de decisões. As palavras preparam para pensar e viver; despertam no ser humano qualidades que o incentivam a viver, tornando-o mais sensível, com mais qualidade de vida, não só para sentir as vivências, mas também para pensar e refletir; para criticar o preconceito, o cliché, o «kitsch»  e, deste modo, afirmar e fundamentar as escolhas pessoais.

Com base no acima exposto, é possível afirmar que a obra literária proporciona uma reflexão sobre a realidade, que conduz necessariamente à questionação e problematização do real, ao mesmo tempo que possibilita o (auto) conhecimento em contínua evolução. Nesta medida, escrever é olhar e querer conhecer o outro, para partilhar vivências com convicção, com a consciência de que não se está só, mas ligado por um sentimento de pertença a alguma coisa que já existe e que pode ser reinventada pelo poder da palavra escrita. Da mesma maneira, ler proporciona o encontro do sujeito leitor com essas vivências num processo de crescimento e de valorização pessoal, que conduz à mudança interior, com a certeza de que tudo está em contínua renovação.

Em síntese, a Literatura pode ser considerada um fator de mudança individual que apela, por isso, à importância da escolha das leituras que norteiam a vida. Ler é uma preparação para a vida.

Saibamos, assim, escolher os livros da nossa vida!


professora Teresa Lucas

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Seguiu-se ao Encontro com o Escritor uma venda de livros de José Luís Peixoto na qual foram apurados quase 500 euros com 20% de desconto sobre o preço de venda ao público. Imagino que este deva ter sido um recorde de vendas nacional em encontros deste género em que o livro é adquirido numa escola espontaneamente por parte do leitor, sendo que este é um jovem. O número é tanto mais impressionante quanto durante toda a semana já se tinham vendido na biblioteca um número muito significativo de livros. Claro que a fila para a aquisição e   autógrafo de livros foi longa e  a maior parte dos títulos esgotaram-se.

Num mundo superficial e aparente em que vivemos toca-me particularmente esta situação em que um escritor é tomado, por parte dos nossos adolescentes, como  ídolo a venerar.

professora Liliana Silva.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Mário de Carvalho



Estes contos são vagabundos porque não param de caminhar, percorrem as estradas do arco-da-velha, deambulam pelos recantos mais sombrios, mas também surgem à claridade do dia, marcham alegremente e intrometem-se, com ironia, nas tramas do nosso quotidiano. 
Pelo caminho, vão deixando o mundo às avessas, interpelando o leitor e desafiando-o para a aventura e para as perplexidades da vida e da literatura.

O demónio também por aqui faz as suas andanças.
Insiste em pôr-nos um espelho na frente.


Cota: 821.134.3


National Geographic (4)



A mecânica quântica é a teoria que se aplica a todos os fenómenos atómicos e nucleares. É um dos pilares da física contemporânea. Max Plank já não participou na elaboração da mecânica quântica, que foi obra de físicos mais jovens como Heisenberg, Schrödinger, Dirac, Born, Jordan ou Pauli. No entanto todos reconheceram nele o seu fundador, o homem que tinha encontrado a primeira pista para a compreensão profunda  da natureza atómica da matéria. De certa forma, ele foi o primeiro revolucionário e recebeu o Prémio Nobel da Física pela sua descoberta em 1918. 
[...]
Max Plank preocupou-se também com os aspetos filosóficos da ciência. Manteve a controvérsia intensa com um dos filósofos mais prestigiados do seu tempo, Ernest Mach, sobre a natureza da investigação científica. Nos seus últimos anos, escreveu ensaios sobre ciência, filosofia e religião que tiveram uma grande receção entre o o público não especializado.
A física quântica alterou a nossa conceção do mundo natural. Também deu lugar a numerosas inovações tecnológicas que moldaram a civilização atual. Porém, por cada descoberta que realizamos, surgem dezenas de novas perguntas. Max Planck sentia dentro de si essa necessidade premente de compreensão do mundo e dos seus fenómenos que leva os homens de ciência a trabalhar incansavelmente.
A busca da Verdade e do Absoluto foi um guia constante da sua vida atribulada.



A edição especial da NG - julho de 2015 - está disponível na biblioteca.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Clube Manga (3)


Logotipo vencedor - Bruno Carrinhas, 1P3



Concurso para a criação de um logotipo do Clube

Por solicitação dos alunos da escola foi criado em setembro de 2014 um Clube de Ilustração Manga e Cultura Pop japonesa na biblioteca. Reuniu em plenário todas as segundas-feiras, pelas 14:15 horas; informalmente reuniu diariamente e, às vezes, mais do que uma vez por dia. E isto, porque este clube não é um clube qualquer: nasceu de uma imensa paixão que alguns alunos sentem pelo anime (banda desenhada japonesa) e pelo manga (desenho aos quadradinhos japonês) e de uma profunda admiração pelos valores e cultura japonesa.

O Plano Anual de Atividades do Clube foi exposto pelos seus membros e incluiu a discussão de temas sugeridos por eles (por exemplo, Otaku e Manga e Realidade), da qual resultou a redação de artigos que foram publicados neste blogue, a redação de uma história sobre corrupção protagonizada por personagens de grande densidade psicológica e que será publicada no próximo ano letivo, a divulgação de desenhos, cartazes e eventos em painel próprio colocado à entrada da biblioteca e a criação de um roteiro de leituras para quem se inicia nesta nova dimensão da realidade e da literatura. No âmbito destas ações fizeram-se novos parceiros, designadamente a loja PT Merch e a Embaixada do Japão que nos ofereceram vários materiais e a possibilidade de, no próximo ano letivo, virem à Escola dinamizar diferentes atividades.

Outra das ações propostas pelos alunos do Clube foi um concurso para a criação de um logotipo e de um nome para o Clube. Foram apresentados diversos trabalhos de grande qualidade, sobretudo atendendo às circunstâncias de que esta não é uma àrea trabalhada nos currículos e de que os seus autores não são alunos dos cursos de artes. A difícil tarefa de seleção dos trabalhos do concurso coube aos professores, Karina Jeppesen,  Tuta Santos e Fernando Neves e aos alunos do Clube que fizeram parte do júri. Os 1.º e 3.º lugares do concurso foram atribuídos ao aluno Bruno Carrinhas (1P3) e o 2.º lugar ao aluno João (11.º C7). Também foram distinguidas as propostas de trabalho das alunas Maria Zolotareva - todos quiseram uma t-shirt com o seu desenho - e Cláudia Nunes (1P3). A sessão de entrega dos prémios decorreu no dia 29 de junho, às 10 horas, na Direção; os cheques-oferta PT Merch foram entregues aos alunos por parte da sub-diretora Lucinda Santos e da professora adjunta do diretor Maria João Gomes.
Parabéns aos vencedores e ilustres concorrentes!

Aos membros do Clube - Daniel Fernandes, Katherynne Seibert, Luís Basto, Luís Cerqueira, Ricardo Santa e Yuri Inocentes  - gostaria de deixar aqui uma palavras de reconhecimento e de admiração pelo modo entusiasta , criativo e empenhado com que se entregaram à dinamização do Clube, constituindo um exemplo do quanto de bom os alunos podem dar a uma escola e a um agrupamento.
No próximo ano letivo, a biblioteca da EPAN vai inaugurar o seu primeiro Clube Manga.
Parabéns também a eles!
O Clube passou definitivamente a constar da oferta formativa do Agrupamento.


professora Liliana Silva

Marco Polo

Número de registo: 14174


prefácio de António Osório

No livro Il Milione de Marco Polo estão descritas, com verdadeira objetividade, as "maravilhas do mundo" depois de vinte e quatro anos passados na Ásia. Marco Polo é, no seu regresso, um veneziano de formação ocidental cristã, que aprendeu a ver um mundo novo e diverso sem preconceitos. Ciente da excecionalidade da experiência vivida, Marco Polo entregou aos vindouros, através deste livro, uma mensagem de tolerância, de otimismo, de pragmática confiança no homem, mensagem que decorridos sete séculos conserva inalterada todo o seu valor e atualidade. [...]

De facto, durante séculos, a  mais verdadeira imagem do Oriente foi-nos dada por este livro Il Milione, cujo título legendário deriva do segundo apelido dos Polo, Emilione. Esta obra notável move-se no plano dos costumes e dos conhecimentos geográficos e mercantis que podiam ter sido úteis a quem viajasse pelas terras do Oriente. Enfim, foi através de Marco Polo que o Ocidente ficou a conhecer os palácios sumptuosos dos déspotas asiáticos, os rios e as cidades do Catai (China), os costumes e os ritos dos indianos, as plantas e as espécies raras, os animais fabulosos. É ainda o testemunho, como escreveu Maria Bellonci, «que rompe os limites do espaço e do tempo, e que nos liberta também dos limites que temos dentro de nós e que aproxima do real a utopia da fraternidade».


Ana Osório de Castro, tradutora



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Poesia e BD



A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada acontece todos os sábados, em Campolide, desde setembro de 2012.

Por ali passaram amigos, leitores, autores, colecionadores... ao longo destes últimos 3 anos.
Ali acorreram pessoas de todo o país, do Porto ao Algarve.
Ali se realizaram tertúlias, lançamentos, leituras de poesia, encontros com autores, enchendo os sábados de Campolide de animação cultural.
Ali se encontraram autores, quase todos os sábados, em visita, a meio da tarde, que ficavam à conversa entre os livros.
Ali se divulgaram os livros de artista, as edições de autor, os livros de editoras independentes, os fanzines, as revistas literárias... a poesia e a banda desenhada.
Ali se divulgaram autores africanos com uma banca totalmente dedicada a eles.
Ali existiu uma banca de livros de livros grátis, onde as pessoas puderam entregar ou levar livros livremente.

(...) Em breve esta Feira do livro vai acabar.
Estará aberta todos os Sábados até 1 de agosto.
Das 19H00 às 19H00, no Palácio de Laguares, em Lisboa (Campolide, perto das Amoreiras)


Texto retirado, d´ AQUI.