sexta-feira, 5 de junho de 2015

Malala


Edição para jovens leitores

Malala Yousafzai tinha apenas dez anos quando os Talibãs tomaram o controlo da região onde vivia. A música passou a ser um crime. As mulheres foram proibidas de ir ao mercado. As raparigas deixaram de poder ir à escola.

Nascida numa região do Paquistão outrora pacífica mas depois transformada pelo terrorismo, Malala foi educada a defender os valores em que acredita. E sob a região talibã lutou pelo seu direito à educação. No dia 9 de outubro de 2012, quase perdeu a vista por essa causa: foi gravemente atingida à queima roupa quando regressava a casa na carrinha da escola.
Ninguém esperava que ela sobrevivesse.
Hoje, Malala é um símbolo do protesto pacífico e a pessoa mais jovem de sempre  a receber o Prémio Nobel da Paz.

Esta edição das suas memórias dirigidas aos leitores mais jovens, dá-nos a conhecer a história extraordinária de uma rapariga que soube desde muito cedo que queria mudar o mundo.
E mudou.


Cota: 82-93 YOU

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Feira do Livro (3)





Começou ontem no Parque Eduardo VII em Lisboa  a 85ª edição de Feira do Livro.
De segunda a quinta-feira, entre as 22h00 e 23h00,  acontece a "Hora H", onde várias editoras, durante uma hora, colocam alguns livros à venda com descontos de 50 %.

Esta e outras iniciativas podem ser consultados no sítio oficial da feira, Aqui.



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Francisco Galope



Na  Batalha de La Lys, Milhões ficou para trás e cobriu a retirada dos camaradas. Durante vários dias vagueou por trincheiras e descampados sobrevivendo graças à sua metralhadora e a um pacote de amêndoas da Páscoa. Ao regressar ao seu acampamento, depois de matar soldados alemães e salvar civis, foi recebido como um herói.

«A história do Milhões tem qualquer coisas de conto de fadas. Qaundo o seu filhito tiver idade de ouvir histórias, se alguém o tomar sobre os joelhos e lhe contar a de seu pai, o pequeno tem de abrir uns grandes olhos, como se lhe relatassem o caso do Grão de Milho ou da Gata Borralheira.»

André Brun in Diário de Notícias (1924)

Uma história de glória e esquecimento de um soldado que se tornou uma lenda.



Aníbal Milhais, o soldado Milhões





Milhões, o herói português da Grande Guerra

Este homem valia por vinte, trinta mil, por um milhão de homens. Não devia ser Milhais, mas Milhões.
Comandante do batalhão em que Milhais servia  (França)


Aníbal Augusto Milhais (1895-1970) combateu na Grande Guerra (1914-1918) como elemento do Corpo Expedicionário Português (CEP) entre 1917 e 1918. Tal como a grande maioria dos soldados do CEP era um jovem de origens muito humildes, analfabeto, agricultor e que, até à data da sua partida para a Guerra, não tinha saído das imediações da sua terra natal, Valongo, concelho de Murça (Trás-os-Montes).
Não fora a iniciativa do jornal Diário de Lisboa, em 1924, convidá-lo para participar na cerimónia de Estado de tumulização dos dois soldados desconhecidos da Grande Guerra (um das expedições em África e outro das expedições na Flandres) e acender da Chama da Pátria que teve lugar no Mosteiro da Batalha e, provavelmente não ouviríamos falar mais dele, dada a sua simplicidade e modéstia.

O seu maior feito na frente de combate da Flandres foi durante a batalha de La Lys (9 de abril de 1918) em que, contrariando as ordens de um oficial, cobriu a retirada dos seus companheiros portugueses e britânicos, acompanhado de uma metralhadora ligeira Lewis, arriscando a própria vida.
 Pelo seu desempenho exemplar na Guerra foi o único soldado raso a receber a mais alta condecoração a que um militar português pode aspirar, a de Cavaleiro da Ordem de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito. Para além desta, foram-lhe atribuídas ainda outras condecorações, designadamente a de participação na Frente Ocidental, a Medalha Interaliada da Vitória, a Medalha de Cobre Leopoldo II da Bélgica, a Cruz da Guerra da 1.ª Classe, para além de um prémio de 1000 liras atribuído por uma sociedade italiana.

O testemunho da sua neta no passado dia 15 de abril de 2015, pelas 15 horas, no auditório da ESLC, Dra. Leonida Milhões, constituiu a justa e singela homenagem da Escola aos humildes combatentes do CEP que, sem compreenderem as razões de uma Guerra tão mortífera, aí deixaram a sua vida. Leonida, vinda de Torres Vedras propositadamente para esta sessão, partilhou com os alunos e professores presentes no auditório o seu ponto de vista do homem e do avô que foi este soldado, mostrou fotografias do seu espólio que pode ser visto no Museu Militar do Porto, falou do projeto de construção de uma Casa Museu e ofereceu à biblioteca um bilhete-postal no qual o seu avô surge retratado e que esta conservará com muito carinho.

Aníbal Milhais não deixou escrito nada. Para que o exemplo de valentia deste jovem franzino de bigode farfalhudo perdure na memória das futuras gerações também muito contribuirá, por certo, a publicação do empolgante romance histórico do jornalista Francisco Galope, O Herói Português da I Guerra Mundial. De anónimo nas trincheiras a herói nacional, a história de Aníbal Milhais, o soldado Milhões, em 2014, pela Matéria Prima Edições e que se encontra disponível na biblioteca.

Desenvolvimento de conteúdos Aqui e Aqui.

professora Liliana Silva




sexta-feira, 22 de maio de 2015

Selma



Ava DuVernay, Selma, EUA, 2014.
[130 minutos]


Selma - A Marcha da Liberdade conta-nos a luta histórica e pacifista de Martin Luther King Jr. contra a lei da segregação racial e pela defesa dos direitos civis da população negra norte-americana - uma campanha perigosa e assustadora, que culminou com a marcha épica a Montgomery, e que galvanizou a opinião pública a ponto de convencer o presidente Lyndon B. Johnson a aprovar a Lei do Direito de Voto em 1965.

2015 é o ano em que se celebra o 50º aniversário deste momento crucial do Movimento dos Direitos Civis.

Selma conta com as atuações de David Oyelowo, Tim Roth e Oprah Winfrey e foi nomeado em duas categorias  (mehor filme e melhor canção,) na última edição dos Óscares.
Ganhou a última categoria com a canção Glory, por John Legend e Common.


O filme em DVD está disponível na biblioteca
Número de registo: 723


Miguel Real (2)

Cota: 82-09 REA


Em 2284, a Europa é maioritariamente composta por Baldios governados por clãs guerreiros que escravizam populações esfomeadas; subsiste, porém, um território isolado por um cordão de segurança com uma sociedade que, por via da ciência e da tecnologia, atingiu um nível altíssimo de felicidade individual, pois todos os desejos podem ser consumados, ainda que apenas mentalmente.

Nesta Nova Europa, as relações sexuais são livres e não se destinam à procriação: as crianças, desconhecendo os pais, nascem nos Criatórios em placentas sintéticas e seguem para Colégios onde, sem a ajuda de livros, andróides especializados incrementam as suas competências como futuros Cidadãos Dourados. As famílias reúnem-se por afinidades, ninguém trabalha e nem sequer existem nomes, para que ninguém se distinga, já que todas as conquistas se fazem em nome da comunidade. Mas este mundo aparentemente perfeito sofre uma inesperada ameaça: a Grande Ásia, lutando com graves problemas de demografia, acaba de invadir a Europa... 
Um velho Reitor, estudioso do passado, é chamado a liderar uma equipa que possa refundar algures a Nova Europa e a deixar o testemunho da sua velha História.

Vinte e cinco anos depois da queda do muro de Berlim, Miguel Real constrói uma utopia sublime no contexto de um novo paradigma civilizacional, revelando o seu talento de escritor e filósofo e, ao mesmo tempo, chamando a atenção para o esgotamento da Europa atual.



Ensaios sobre a guerra


Cota: 355.43 TSU

Em matéria de ensaios sobre a Grande Guerra gostaria de destacar o clássico do historiador britânico Martin Gilbert, A Primeira Guerra Mundial [cota: 94/100 GIL] e a obra da historiadora portuguesa, Isabel Pestana Marques, sobre a participação de Portugal, Das Trincheiras com Saudade [cota: 94 MAR].

Igualmente apaixonante, mas fora do contexto da Grande Guerra, foi para mim a leitura do antiquíssimo tratado do General chinês Sun Tsu, (544 a.C/.496 a.C.), A Arte da Guerra, cujas 13 sábias lições se podem e, quando a mim, se devem aplicar ao dia-a-dia.

Aqui fica um excerto de duas delas:

«Toda a guerra é baseada num engano. Deste modo, quando prontos a atacar, devemos parecer incapazes de o fazer; quando em movimento devemos parecer inativos; quando próximos, devemos levar o inimigo a acreditar que estamos longe; quando longe; leva-lo a crer que estamos perto».

Este e outros livros sobre a guerra estão disponíveis para si na biblioteca

professora Liliana Silva