sexta-feira, 22 de maio de 2015

Miguel Real (2)

Cota: 82-09 REA


Em 2284, a Europa é maioritariamente composta por Baldios governados por clãs guerreiros que escravizam populações esfomeadas; subsiste, porém, um território isolado por um cordão de segurança com uma sociedade que, por via da ciência e da tecnologia, atingiu um nível altíssimo de felicidade individual, pois todos os desejos podem ser consumados, ainda que apenas mentalmente.

Nesta Nova Europa, as relações sexuais são livres e não se destinam à procriação: as crianças, desconhecendo os pais, nascem nos Criatórios em placentas sintéticas e seguem para Colégios onde, sem a ajuda de livros, andróides especializados incrementam as suas competências como futuros Cidadãos Dourados. As famílias reúnem-se por afinidades, ninguém trabalha e nem sequer existem nomes, para que ninguém se distinga, já que todas as conquistas se fazem em nome da comunidade. Mas este mundo aparentemente perfeito sofre uma inesperada ameaça: a Grande Ásia, lutando com graves problemas de demografia, acaba de invadir a Europa... 
Um velho Reitor, estudioso do passado, é chamado a liderar uma equipa que possa refundar algures a Nova Europa e a deixar o testemunho da sua velha História.

Vinte e cinco anos depois da queda do muro de Berlim, Miguel Real constrói uma utopia sublime no contexto de um novo paradigma civilizacional, revelando o seu talento de escritor e filósofo e, ao mesmo tempo, chamando a atenção para o esgotamento da Europa atual.



Ensaios sobre a guerra


Cota: 355.43 TSU

Em matéria de ensaios sobre a Grande Guerra gostaria de destacar o clássico do historiador britânico Martin Gilbert, A Primeira Guerra Mundial [cota: 94/100 GIL] e a obra da historiadora portuguesa, Isabel Pestana Marques, sobre a participação de Portugal, Das Trincheiras com Saudade [cota: 94 MAR].

Igualmente apaixonante, mas fora do contexto da Grande Guerra, foi para mim a leitura do antiquíssimo tratado do General chinês Sun Tsu, (544 a.C/.496 a.C.), A Arte da Guerra, cujas 13 sábias lições se podem e, quando a mim, se devem aplicar ao dia-a-dia.

Aqui fica um excerto de duas delas:

«Toda a guerra é baseada num engano. Deste modo, quando prontos a atacar, devemos parecer incapazes de o fazer; quando em movimento devemos parecer inativos; quando próximos, devemos levar o inimigo a acreditar que estamos longe; quando longe; leva-lo a crer que estamos perto».

Este e outros livros sobre a guerra estão disponíveis para si na biblioteca

professora Liliana Silva



terça-feira, 19 de maio de 2015

Guilherme Valente (2)



Exmo. Senhor Dr. Guilherme Valente

Gostaria de agradecer a sua presença na Escola Secundária Leal da Câmara no dia 19 de março de 2015.

O seu discurso mudou a minha vida! Como lhe disse pessoalmente no final da sessão, sei que estou numa fase difícil, em que tenho que fazer escolhas, muitas escolhas que vão, para sempre, mudar o meu futuro e o daqueles que me rodeiam. As suas palavras serviram para eu perceber que existe um mundo para além da escola e que ter conhecimento é a única condição para se viver de forma livre e consciente e ainda para eu refletir sobre a minha própria vida e recordar a minha infância: o prazer de ter um livro nas mãos, sentindo o áspero do papel na ponta dos dedos enquanto a curiosidade me move até ao final da história, é inesquecível!

Tal como o Dr. Guilherme Valente, também eu vivo rodeada de livros. O problema é que pensava que não tinha tempo para os ler e que isso não importava. As suas palavras fizeram lembrar-me o que a minha mãe me disse ao comprar o meu primeiro livro, “Um livro é um amigo que guardamos para sempre”.

Quero que saiba que irei recordar para o resto da minha vida as suas palavras e o momento em que pude sentar-me à mesma mesa que o Senhor enquanto desfrutávamos de um chá quente e de uma fatia de bolo de laranja com chocolate.

Muito obrigada por tudo!

Cumprimentos,

Rita Ferrão, aluna do 11º C2


sábado, 16 de maio de 2015

Iberanime


   
Adorei ir ao Iberanime! Foi uma experiência da qual nunca me vou esquecer.
Toda a gente era extremamente simpática e divertida e todos tinham os mesmos gostos que nós, o que nos fez sentir muito bem-vindos.
A parte do espetáculo que mais gostei foi quando todos foram dançar o para para dance: para quem não sabe é uma dança em que supostamente se imitam as orelhas de um coelho. Não faltou ninguém para se juntar aos grupos de dança. Foi a coisa mais engraçada que vi em toda a minha vida.

Participar no Iberanime foi, no seu conjunto, uma experiência que espero repetir no próximo ano.

Luis Cerqueira ^^, 2P2


A ESLS gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à loja PT Merch do Fórum Sintra todo o apoio prestado à dinamização do Clube de Ilustração manga e Cultura Japonesa.

professora Liliana Silva




sexta-feira, 15 de maio de 2015

A oeste nada de novo

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Cota: 82-3 REM


Em todo o mundo e sobretudo na Europa Ocidental, a comemoração do centenário da Grande Guerra correspondeu exatamente aquilo que se esperava dela: a realização de um conjunto diversificado de exposições, palestras e ciclos de cinema, publicação de bases de dados e reedição de ensaios e obras de literatura.
Porque existe um manifesto interesse didático de abordagem do tema, verifica-se a importância de disponibilizar estes conteúdos online em formato aberto - daí a importância do dossiê digital da Grande Guerra disponibilizado na Infoteca e no blogue da biblioteca.

Este regra apresenta, no entanto, uma lamentável exceção: o romance de Maria Remarque (pseudónimo de Erich Paul Remark, 1898-1970), A Oeste Nada de Novo, não foi reeditado em Portugal e em outros países e, por isso, só é possível obtê-lo, por pura sorte, em alfarrabistas ou lê-lo em bibliotecas, como é o caso da nossa que tem um único exemplar, por sinal bem velhinho, de 1961.
E esta é uma obra notável porque, sem apresentar juízos de valor sobre a Guerra, descreve toda uma geração de homens física e psicologicamente devastados por ela. Esta intenção podemos lê-la logo nas primeiras linhas: «Esta obra não pretende ser uma acusação nem uma confissão, mas simplesmente uma tentativa de descrever uma geração destruída pela guerra... incluindo aqueles que sobreviveram aos bombardeamentos». Para o realismo da descrição das peripécias vividas pelo protagonista, o soldado alemão Paul Bäumer de 19 anos de idade e seus amigos, muito contribuiu a experiência de Remark que, com 18 anos, foi combater para as trincheiras da Flandres (Bélgica), na qual foi ferido várias vezes.
Durante a II Guerra Mundial esta obra de Remarque foi proibida e exemplares seus queimados.

Outros romances sobre a Guerra, como o de André Brun, A Malta das Trincheiras, são interessantes e até divertidos - na Guerra havia que cultivar o humor para não enlouquecer! - mas Im Westen nichts Neues é um autêntico murro no estômago depois do qual nunca mais seremos os mesmos.

A sessão com o escritor Aniceto Afonso, sobre Portugal e a Grande Guerra, terminou com a leitura dos excertos do livro A Oeste Nada de Novo por parte do encenador do grupo de teatro da Escola, Mário Rui e dos alunos Ana Raquel Lopes e Pedro Sousa no cenário do cemitério militar que a biblioteca recriou. Esta leitura, embora feita pela professora bibliotecária, também fechou todas as sessões realizadas no âmbito do tema da Grande Guerra.

professora Liliana Silva

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes

Cota: 94(469) AFO



A Grande Guerra deflagrou nos primeiros dias de Agosto de 1914 e só terminou com a assinatura do Armistício, em 11 de novembro de 1918. Iniciada na convicção de uma campanha curta, a guerra só viria a parar cinquenta e dois meses depois, com 65 milhões de homens mobilizados, oito milhões e meio de mortos, 20 milhões de feridos, milhares de prisioneiros e desaparecidos.

Portugal participou em três frentes de combate (Angola, Moçambique e Flandres), mobilizou mais de 100 mil homens e deixou nos campos de batalha mais de oito mil mortos. A Grande Guerra demonstrou como era frágil a ordem internacional, baseada no equilíbrio de poderes e numa complexa rede de alianças. O campo de batalha modificou-se. O mundo percebeu a sua nova dimensão. Passamos todos a ser vizinhos.