sábado, 16 de maio de 2015

Iberanime


   
Adorei ir ao Iberanime! Foi uma experiência da qual nunca me vou esquecer.
Toda a gente era extremamente simpática e divertida e todos tinham os mesmos gostos que nós, o que nos fez sentir muito bem-vindos.
A parte do espetáculo que mais gostei foi quando todos foram dançar o para para dance: para quem não sabe é uma dança em que supostamente se imitam as orelhas de um coelho. Não faltou ninguém para se juntar aos grupos de dança. Foi a coisa mais engraçada que vi em toda a minha vida.

Participar no Iberanime foi, no seu conjunto, uma experiência que espero repetir no próximo ano.

Luis Cerqueira ^^, 2P2


A ESLS gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à loja PT Merch do Fórum Sintra todo o apoio prestado à dinamização do Clube de Ilustração manga e Cultura Japonesa.

professora Liliana Silva




sexta-feira, 15 de maio de 2015

A oeste nada de novo

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Cota: 82-3 REM


Em todo o mundo e sobretudo na Europa Ocidental, a comemoração do centenário da Grande Guerra correspondeu exatamente aquilo que se esperava dela: a realização de um conjunto diversificado de exposições, palestras e ciclos de cinema, publicação de bases de dados e reedição de ensaios e obras de literatura.
Porque existe um manifesto interesse didático de abordagem do tema, verifica-se a importância de disponibilizar estes conteúdos online em formato aberto - daí a importância do dossiê digital da Grande Guerra disponibilizado na Infoteca e no blogue da biblioteca.

Este regra apresenta, no entanto, uma lamentável exceção: o romance de Maria Remarque (pseudónimo de Erich Paul Remark, 1898-1970), A Oeste Nada de Novo, não foi reeditado em Portugal e em outros países e, por isso, só é possível obtê-lo, por pura sorte, em alfarrabistas ou lê-lo em bibliotecas, como é o caso da nossa que tem um único exemplar, por sinal bem velhinho, de 1961.
E esta é uma obra notável porque, sem apresentar juízos de valor sobre a Guerra, descreve toda uma geração de homens física e psicologicamente devastados por ela. Esta intenção podemos lê-la logo nas primeiras linhas: «Esta obra não pretende ser uma acusação nem uma confissão, mas simplesmente uma tentativa de descrever uma geração destruída pela guerra... incluindo aqueles que sobreviveram aos bombardeamentos». Para o realismo da descrição das peripécias vividas pelo protagonista, o soldado alemão Paul Bäumer de 19 anos de idade e seus amigos, muito contribuiu a experiência de Remark que, com 18 anos, foi combater para as trincheiras da Flandres (Bélgica), na qual foi ferido várias vezes.
Durante a II Guerra Mundial esta obra de Remarque foi proibida e exemplares seus queimados.

Outros romances sobre a Guerra, como o de André Brun, A Malta das Trincheiras, são interessantes e até divertidos - na Guerra havia que cultivar o humor para não enlouquecer! - mas Im Westen nichts Neues é um autêntico murro no estômago depois do qual nunca mais seremos os mesmos.

A sessão com o escritor Aniceto Afonso, sobre Portugal e a Grande Guerra, terminou com a leitura dos excertos do livro A Oeste Nada de Novo por parte do encenador do grupo de teatro da Escola, Mário Rui e dos alunos Ana Raquel Lopes e Pedro Sousa no cenário do cemitério militar que a biblioteca recriou. Esta leitura, embora feita pela professora bibliotecária, também fechou todas as sessões realizadas no âmbito do tema da Grande Guerra.

professora Liliana Silva

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes

Cota: 94(469) AFO



A Grande Guerra deflagrou nos primeiros dias de Agosto de 1914 e só terminou com a assinatura do Armistício, em 11 de novembro de 1918. Iniciada na convicção de uma campanha curta, a guerra só viria a parar cinquenta e dois meses depois, com 65 milhões de homens mobilizados, oito milhões e meio de mortos, 20 milhões de feridos, milhares de prisioneiros e desaparecidos.

Portugal participou em três frentes de combate (Angola, Moçambique e Flandres), mobilizou mais de 100 mil homens e deixou nos campos de batalha mais de oito mil mortos. A Grande Guerra demonstrou como era frágil a ordem internacional, baseada no equilíbrio de poderes e numa complexa rede de alianças. O campo de batalha modificou-se. O mundo percebeu a sua nova dimensão. Passamos todos a ser vizinhos.



Portugal e a Grande Guerra



O momento alto da comemoração da Guerra em março de 2015 foi marcado pela conferência proferida por Aniceto Afonso, autor do livro Portugal e a Grande Guerra, escrito em parceria com Carlos de Matos Gomes e reeditado em 2014 pela editora Verso da História.

       Ocorreu no dia 18, às 15:15 horas, numa biblioteca repleta de alunos, professores, elementos da comunidade, Presidente e outros membros da Junta de Freguesia de Rio de Mouro e da Direção do Agrupamento. O Coronel do Exército Aniceto Afonso começou por contar a história do processo de elaboração de uma obra de referência como esta que, para além de congregar os maiores especialistas dos temas que versa reúne um número muito significativo de ilustrações com documentos da época que a torna, onze anos depois da sua primeira publicação um documento tão atual e interessante. As razões da Guerra, o quotidiano nas trincheiras e as novas tecnologias da época (por exemplo em áreas como as da medicina e do armamento militar) foram alguns dos temas em discussão.
A fechar a sessão uma notícia trazida em primeira mão: a da criação de um Movimento de Perdão aos Fuzilados na Grande Guerra da iniciativa da Liga dos Combatentes e que, no caso português, recai sobre um único soldado, João Ferreira de Almeida que, com 23 anos de idade, é fuzilado a 16 de setembro de 1917, na Flandres. Oxalá os caminhos labirínticos da burocracia portuguesa não impeçam o reconhecimento oficial deste perdão para que, finalmente, as famílias dos que foram condenados sem justa causa possam ter paz.


         Não poderia fechar este post sem a justa referência ao contributo da Dra. Marília Afonso para o alargamento e melhoria de uma rede de bibliotecas escolares em Portugal aquando do exercício das suas funções na RBE (DRELVT) e por mão de quem Aniceto Afonso nos honrou com a sua presença. 
Amiga fiel da nossa biblioteca ofereceu-nos, desta vez, o lindíssimo e recentíssimo livro de Jorge Castro (textos e imagens), Abril - Um modo de ser, para além de nos deixar as referências bibliográficas do que de mais recente se publicou em Portugal no âmbito da Guerra e do 25 de abril de 1974 e que tem o maior interesse curricular. 

            Aqui fica a nossa palavra de sentido reconhecimento e gratidão.


professora Liliana Silva


[O dossiê da Grande Guerra, publicado a 6 de março de 2015, está disponível aqui ].



Comemoração da Grande Guerra




         No ano letivo 2014/2015 a biblioteca da ESCL assinalou a passagem do centenário do início da Grande Guerra (1914-1918) com um conjunto de iniciativas alusivas à participação de Portugal na Guerra na frente militar europeia (Flandres - Bélgica) entre janeiro de 1917 e março de 1919 (chegada dos últimos prisioneiros à metrópole). Trata-se de um modesto contributo para lembrar a participação de Portugal num conflito à escala mundial – o único no qual Portugal participou – e que poderia ter evitado, mas que por ambições imperialistas não quis evitar. Fica-nos a duríssima lição da experiência e o dever de memória deste acontecimento, até agora, tão pouco discutido na lecionação dos programas curriculares das escolas.

A biblioteca realizou esta comemoração, como habitualmente, articulando diferentes perspetivas, documentos e suportes para que uma compreensão tão alargada deste acontecimento frutifique.

O contexto de realização das iniciativas foi criado mediante a exposição na biblioteca de um conjunto de 10 painéis (Portugal e a Grande Guerra) concebidos pelo Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH-UNL) e de peças de artilharia e de uso militar na Grande Guerra amavelmente emprestadas pelo Museu Militar de Lisboa. Foi ainda enriquecido mediante a projeção de um conjunto de imagens devidamente legendadas  e a audição de músicas da Guerra, levantamento gentilmente realizado por Luís Sanches. A recriação, nos jardins da Escola, de uma pequena parcela de um cemitério militar da Guerra que contou com a preciosa colaboração do assistente operacional Paulo Viegas também foi o cenário adequado para homenagem aos soldados desconhecidos e aos homens que, não fazendo suas as razões da Guerra, pagaram com a própria vida o dever de consciência de desertar.

Nestes cenários foram realizadas durante o mês de março de 2015, diariamente e por parte da professora bibliotecária, visitas guiadas a turmas de todos os anos de escolaridade acompanhadas do respetivo professor curricular.

professora Liliana Silva



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Arte urbana


    Avenida da Índia



Cruzou-se hoje com alguma peça de grafitti? Qual foi a última obra de street art em que reparou? Agradou-lhe o seu impacto na rua?

Nas fachadas, nos muros, nos painéis, nos vidrões de Lisboa, há todo um mundo artístico por descobrir.
A cidade tem vindo a afirmar-se no panorama europeu como uma das capitais que promove e sensibiliza para as manifestações ligadas ao universo da arte urbana, reunindo trabalhos de notáveis artistas nacionais e internacionais, de dimensões mínimas e de vasta escala, criadas por diversas gerações de autores, com técnicas e discursos totalmente distintos.

Esta edição apresenta um pouco do muito que foi realizado neste universo plástico, entre 2012 e 2013, ou, sendo produções anteriores, do que ainda hoje se encontra patente, proporcionando aos seus leitores a possibilidade de traçarem percursos por algumas das mais emblemáticas criações de Lisboa. É urgente visitá-las, não apenas pela sua irrelevante, inesperada e insólita beleza, mas particularmente por esta ser uma expressão efémera, podendo desvanecer-se a qualquer instante.

Desfrutem - tal como a poesia, a arte urbana está nas ruas e também nas páginas deste livro...

in, Introdução.

A edição bilíngue  (português/inglês)  do livro Street Art Lisbon  inclui um mapa desdobrável com sugestões de itinerários.

Cota: 75.05 CML