terça-feira, 23 de setembro de 2014

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Ilustração Manga e Cultura Pop Japonesa





I Festival de Ilustração Manga e Cultura Pop Japonesa 
- O Mundo Mora Aqui -

Na sequência do Acordo de Cooperação que a Rede de Bibliotecas Escolares celebrou com a NCreatures em fevereiro de 2014, realizou-se, dia 13 de junho, na Escola Secundária Leal da Câmara, o I Festival de Ilustração Manga e Cultura Pop Japonesa de Sintra. Tratou-se de uma iniciativa que associou a ilustração manga à aprendizagem da língua japonesa e à construção de maquetas de mechas.

A sessão sobre ilustração dinamizada por Ricardo Andrade, em colaboração com a ilustradora Irís Loureiro, descreveu o processo de escrita e desenho manga tomando como base a história e a cultura do Japão, país no qual esta forma de contar histórias teve origem. O manga constitui um desenho em quadradinhos, de traço simplificado e com figuras cujas emoções são expressas principalmente através dos olhos grandes (redondos ou rasgados) e brilhantes. A última parte da sessão foi dedicada a desenhar: partindo de uma oval todos desenhamos um rosto ensaiando as técnicas que durante a sessão – 3 horas! - foram sendo explicadas e exemplificadas juntamente com orientações sobre anatomia e física.

A aula livre de iniciação à língua japonesa foi dada pela professora Hisako da Escola de Línguas, Artes e Cultura LanguageCraft que, começando por mostrar as semelhanças entre a cultura japonesa e a portuguesa, expressa em palavras como pan (pão), koppu (copo), tabako (tabaco), kappa (capa), esu (Jesus) e muitas outras, acabou por ensinar algumas palavras japonesas do dia-a-dia, como Ohayoo (bom-dia), Sayoonara (adeus), Arigatoo (obrigado) e Hajimemashite (como está). Desta forma, aprender japonês não pareceu assim tão difícil como se esperaria. A sessão terminou com a professora a escrever o nome de todos aqueles que participaram na sessão.

O AstrayGamer, cujo principal mentor é Ricardo Silva, expôs um conjunto de magníficos modelos construídos pelo grupo e explicou o processo da sua construção utilizando um conjunto de instrumentos e de recursos apropriados a este passatempo que exige uma observação rigorosa e uma precisão de movimentos que só os espíritos pacientes podem desenvolver.

Para muitos jovens a cultura pop japonesa representa uma forma alternativa, irreverente e criativa de se assumirem numa sociedade cada vez mais massificada como é a ocidental.

Marcou presença no Festival o presidente da Junta de Freguesia, Dr. Bruno Parreira, a coordenadora interconcelhia de bibliotecas escolares, Isabel Mendinhos e a Direção do Agrupamento.

A todos agradecemos as colaborações e participações.
Num ano de atividades consagradas ao tema do Agruapamento, O Mundo Mora Aqui, a biblioteca fecha desta forma o seu plano de atividades.
 Para o próximo ano letivo cá nos encontraremos com novas propostas de leituras e de atividades.
 A todos votos de muito boas férias. Descansem e divirtam-se!



professora Liliana Silva e alunos Luís Basto e Sarah Prates



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Augusto Raposeiro


Dia 5 de maio, às 10 horas, na biblioteca da Escola, tivemos a honra e o privilégio de receber o capitão de abril Augusto Raposeiro. Conhecido na vila de Algueirão–Mem Martins por ter aberto a primeira livraria da região, a Astrolábio (atual Dharma), ponto de encontro de escritores, lugar de tertúlias culturais e apresentação de livros, Augusto Raposeiro foi também um dos homens que integrava a coluna militar comandada por Salgueiro Maia e que, a 25 de abril de 1974, marchou da Escola Prática de Cavalaria de Santarém para Lisboa. A missão deste golpe de estado militar era acabar com a guerra colonial que, desde 1961, matou 10 000 portugueses e acabar com a ditadura e a censura que duravam há 48 longos anos.
Tomando como recurso as fotografias e os objetos da exposição sobre o 25 de abril patentes na biblioteca, Augusto Raposeiro foi descrevendo, em pormenor, as peripécias de um dos dias mais longos da história de Portugal cativando alunos e professores que, mesmo depois de terminada a sessão, continuaram, de forma entusiástica, a conversa sobre os acontecimentos deste dia.
No final da sessão exprimimos a nossa infinita gratidão a este herói pela sua e, dos seus companheiros, espantosa capacidade de acreditar e de fazer o que, até então, parecia impossível, criando as condições para que os portugueses pudessem passar a viver em paz,  democracia e liberdade. A escola e, a biblioteca em particular, têm este dever de memória.


professora Liliana Silva



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Festa de abril





Dia 28 do passado mês a Escola teve o grato prazer de receber a Dra. Marília Afonso, representante da Associação 25 de Abril, o Senhor Coronel Aniceto Afonso e o Senhor Coronel Rodrigo de Sousa e Castro, Capitães de Abril, para a comemoração dos 40 anos do 25 de abril de 1974.

A sessão combinou uma descrição dos principais acontecimentos desse dia – a saída das principais unidades militares do país dos seus quarteis à hora da 2.ª senha (Grândola, Vila Morena, a canção de Zeca Afonso) para ocupar lugares estratégicos do poder com viaturas blindadas e o comando das operações do Movimento das Forças Armadas por Otelo Saraiva de Carvalho a partir do quartel da Pontinha – com uma reflexão sobre o efeito dos mesmos: a liberdade, os direitos dos trabalhadores e das mulheres, o serviço nacional de saúde, a escola pública, o direito à justiça e a constituição de um estado social que a todos serve.

Teve ainda a felicidade de poder contar com armas maiores da Revolução como foram a canção e o poema. Na sessão estas estiveram a cargo do Conservatório de Música de Sintra nas vozes do Coro Leal da Câmara dirigido por Humberto Castanheira e do ator Paulo Campos dos Reis que a todos maravilharam. Fica aqui uma palavra de agradecimento a todos eles e à Dra. Raquel Coelho, diretora do Conservatório que, de imediato, aceitou o nosso convite em participar nesta sessão.

48 anos longos de ditadura só foram possíveis devido ao baixo nível de instrução da população portuguesa. Pessoas pouco instruídas e com um baixo nível de literacia são pessoas acríticas, fáceis de iludir e de controlar, corpos dóceis e submissos face ao poder.

Celebrar 40 anos de liberdade foi ainda oportunidade de abrir oficialmente a biblioteca da Escola à comunidade através de um projeto que ela desenvolve, desde o início deste ano letivo, com a Junta de Freguesia de Rio de Mouro, Ler+ com a comunidade e que só foi tonado possível graças à doação da coleção pessoal de livros e cartazes do Dr. José Moreira. A este e ao presidente da Junta de freguesia, Dr. Bruno Parreira, gostaríamos de deixar aqui uma palavra de gratidão.

Na Escola festejar esta data é sempre lembrar um amigo, um amigo que já partiu e que conduziu a sua ação pelo sonho de Abril: Fernando José Grave Moreira, filho do Dr. José Moreira e que dá nome à coleção doada por seu pai à biblioteca.

O contexto da iniciativa foi marcado por uma exposição construída pela biblioteca com o apoio da Fundação Portuguesa das Comunicações e das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento e para a qual contribuiram a Direção, a Associação de Pais e Encarregados de Educação e vários professores (Maria João Gomes, Lurdes Gonçalves, João Freitas, entre outros).

Associaram-se à nossa festa os Correios de Rio de Mouro e a Pastelaria Arca de Noé que ofereceu a todos os presentes uma deliciosa ceia.

Grata a todos estes amigos que a festa de Abril trouxe à Escola e à comunidade!

professora Liliana Silva



sexta-feira, 9 de maio de 2014

no JL



«Em três agrupamentos escolares do concelho de Sintra - Queluz-Belas, D. Maria II (Cacém) e Leal da Câmara (Rio de Mouro) - estão em curso projetos e práticas pedagógicas inovadoras, de iniciativa das respetivas bibliotecas escolares, que cruzam a educação com os media e a promoção de algumas vertentes da literacia mediática.
Acentuando mais a leitura literária ou a aprendizagem de conteúdos científicos, têm em comum disponibilizar e incentivar o uso competente e significativo de tablets, formar para a literacia da informação e, ainda, para a produção de conteúdos digitais e multimediáticos. Impulsionados e liderados pelos professores bibliotecários, os três projetos são cofinanciados e acompanhados pelo Gabinete Rede de Bibliotecas Escolares através de uma candidatura anual designada Ideias com Mérito

Isabel Mendinhos e Margarida Toscano in JL de 30 abril de 2014



O nº 1137 do JL está disponível na biblioteca.



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sessão de contos




Contos para ver e ouvir

Limões que servem de pretexto à criação de laços numa vida que começa agora longe da terra; um pinheiro manso que consola um velho cuja casita na serra é consumida por um incêndio; um Jesus cuja mãe chama de Emanuel para que não siga a via crucis em direção ao calvário pelo qual todos afinal passamos; rosas perfumadas, de pétalas grossas e aveludadas, cor de rosa vivo e pitangas maduras que, pedindo “para serem colhidas, em vez de amadurecer no galho, virgens”, deixavam os dedos ensanguentados; o melhor e o mais belíssimo dos sinos cujo badalo tem que ser posto por cada um de nós, já que “o som mais belo é o que surge de dentro de uma mente clara e de um coração terno” e um rei dos macacos que, julgando deter um grande poder, viaja até ao fim do mundo para descobrir que, afinal, nunca fora para além do centro da palma de uma das mãos de Buda foram os protagonistas de uma sessão de leitura de contos que ocorreu, na biblioteca, dia 27 de março e que deixou os presentes com os sentidos e a imaginação desperta.

Os contos foram selecionados, pela professora Luísa Supico, a partir das obras Anti-Bonsai de Maria Teresa Maia Gonzalez (O Limão e Pinheiro Manso), Contos de Clarice Lispector (Via Crucis e Cem Anos de Perdão) e Os Melhores Contos Espirituais do Oriente de Ramiro Calle (O Sino e O Rei dos Macacos) e foram maravilhosamente lidos pelos seus alunos Carolina Arvelos, Catarina Palma, Catarina Silva e Mauro Freitas (11.º ano – turma C5) e pela própria professora.

Karina Jeppesen e a turma A do curso CEF de Assistentes de Técnicos de Imagem e Som de que é professora foram o magnífico público para quem esta sessão de contos foi criada. O mote da sessão foi dado: dar aos contos lidos as imagens, o movimento e o som de que eles estão desprovidos e sem os quais ficam, irremediavelmente, incompletos. Para estes técnicos e artistas a responsabilidade da tarefa é imensa, mas o produto final será, por certo, soberbo.

professora Liliana Silva







sexta-feira, 28 de março de 2014

Ler BD






Duas criaturas bizarras, marginais e solitárias - um rapaz e uma "coisa perdida" - cruzam-se num cenário aridamente futurista e industrializado. Enigmática, sem nome, sem proprietário, de origens e referências desconhecidas, sobre esta "coisa perdida" pouco ou nada se sabe. E, efetivamente, depois de lermos este livro nada ficamos a saber.

Shaun Tan, autor e ilustrador australiano (...), ao invés de traçar um clássico caminho de retorno para "a coisa perdida", decide apresentar-nos uma original e melancólica narrativa sobre a estranheza, a diferença e a amizade. Num deserto em que o progresso científico e tecnológico se instalou de forma flagrante, restam incólumes os seres de toque surrealista, quase daliniano, que Tan explora com acurado detalhe visual, contrastando com as ambiências cromáticas secas e estéreis que aplica à restante paisagística.
Este é um álbum para se apreciar de capa a capa e que se distingue sumamente pelo grafismo retro com que o seu autor baliza, em pano de fundo, os diferentes quadros do conto. 

The Lost Thing, publicado originalmente em 1999, inspirou Shaun Tan a realizar uma curta metragem homónima, que recebeu, em 2011, o Óscar de Melhor Curta Metragem de Animação.

Fonte: www.criacria.com,  25 outubro 2012


Os livros de BD de Shaun Tan, Contos do Subúrbio e A Coisa Perdida estarão brevemente disponíveis na biblioteca.