sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Jogos na biblioteca



Os jogos são extremamente úteis para o desenvolvimento de várias aptidões cognitivas, como a atenção e a comunicação verbal. São uma excelente ferramenta para o convívio social e servem para aprimorar o nosso conhecimento.

Pretende-se com esta atividade promover a ocupação dos tempos livres dos alunos em atividades de natureza lúdico-pedagógica, informar a comunidade escolar dos jogos existentes, divulgar o jogo do mês e prestar apoio aos alunos por parte de alunos monitores. 

Xadrez. Tangram, Damas, Torres de Hanói, Pylos, Q4, Quixo. Mancala, Hex e Quarto são alguns dos jogos disponíveis na biblioteca.

A atividade decorre no horário  da BE estando os alunos monitores presentes às Quarta-feiras (Grupo A/11ºC1) das 15 às 16 horas e às Sextas-feiras (grupo B/11º C5) das 14 às 15 horas.

Venham daí!


professora Gisela Vaz 






sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Coleção Fernando Moreira



No ano letivo de 2012/2013 a biblioteca da Escola Secundária Leal da Câmara manifestou intenção de receber uma coleção de mais de 5.000 títulos de diversas áreas, designadamente História, Artes, Filosofia e Psicologia. Atendendo a que a Escola não possuía verba para a aquisição das estantes necessárias para disponibilizar esta coleção e que os títulos em causa ultrapassavam largamente o âmbito de uma biblioteca escolar, fundamentalmente de interesse curricular, a biblioteca escolar propôs, em junho de 2013, à Junta de Freguesia de Rio de Mouro, um projeto de abertura da biblioteca à comunidade local que, para nosso contentamento, foi aprovado: Ler+ com a comunidade.

Posto isto, em dezembro de 2013, as novas estantes foram montadas e alunos, funcionários, professores e elementos da Junta de Freguesia, todos em colaboração, deslocaram-se à casa da Portela de Sintra do nosso benemérito, o Dr. José Moreira, para recolher a nova coleção. No processo de encaixotar e transportar os documentos em causa, o Dr. José Moreira mostrou e doou à Escola uma segunda coleção, desta feita de cartazes e gravuras, a qual ronda as largas centenas de exemplares. Esta segunda coleção dará entrada na biblioteca na primeira semana de fevereiro.

José Moreira é um professor, já aposentado, da disciplina de História que possui uma formação sólida em Ciências Histórico-Filosóficas e que, para além disso, é um investigador. Com 79 anos já cumpridos, fazem ainda hoje parte da sua agenda diária a ida a seminários, a colóquios, a congressos, a exposições com visitas guiadas, a concertos, a sessões de cinema e de teatro, sejam elas em Lisboa ou noutros pontos do país ou, mesmo, do mundo. É assim que a sua coleção, para um mesmo subtema, inclui diversos documentos complementares, em diferentes suportes, proporcionando-nos uma leitura interdisciplinar.

A coleção que o Dr. José Moreira doou à Escola receberá o nome do seu filho, Fernando Moreira, nosso muito saudoso colega de 20 anos que, prematuramente, nos deixou e que, tal como o pai, foi professor, investigador e autor de diversos livros, sobretudo na área da História.

Sorte a de todos nós de podermos usufruir de uma parte significativa do espólio de um homem que dedicou toda uma vida à causa do conhecimento e que, julgando-se tão afortunado por o poder fazer, ambiciona devolver à comunidade parte do que dela recebeu.

Dr. José Moreira, bem haja pelo seu gesto!


professora Liliana Silva


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Reestruturação da biblioteca



A Biblioteca Escolar encontra-se desde o dia 9 de dezembro parcialmente encerrada para reestruturação do seu espaço,  em virtude de receber  uma coleção que lhe foi doada.

Neste período não se procederá ao empréstimo de documentos.

Prometemos ser breves.

Agradecemos a sua compreensão.


professora Liliana Silva



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Evolução do Livro (2)





Das placas de argila à estrutura líquida dos textos digitais
A história da desmaterialização da biblioteca

Ler é uma função vital, natural ao ser humano, a par do batimento cardíaco ou da respiração. Surge do reconhecimento de que a um objeto (por exemplo, a carapaça de uma tartaruga), lugar (a terra onde o arquiteto vai construir a sua casa) ou acontecimento (a criança que, experimentando medo e alegria, aprende a andar) merece ser atribuída uma significação, merece ser lido. Lemos para compreender o mundo.
A escrita surge depois e, apesar de não ser um elemento indispensável ao homem – há sociedades sem escrita – confere-lhe uma virtude essencial ao autoconhecimento e evolução: a possibilidade de constituir uma memória comum.
Ao longo da história a leitura de textos escritos fez-se a partir de diferentes suportes de escrita. A pedra, a argila, a madeira, o papiro, o pergaminho, o papel e o digital foram as principais superfícies de inscrição de signos linguísticos utilizadas. Estes suportes conferiram ao texto lido diferentes formatos: a placa, o rolo, a tábua, o códice, o livro impresso e o livro digital. Neste percurso, cada nova tecnologia do texto escrito – o desenho, a gravação, o manuscrito, a imprensa e o computador - veio acrescentar possibilidades à anterior, intensificando os hábitos e o prazer da experiência de leitura. Os fatores que ditaram esta evolução da leitura foram: a duração, o manuseamento e a portabilidade do texto escrito.
Sob o ponto de vista dos seus conteúdos, a história da leitura corresponde a uma crescente dessacralização do livro e, no âmbito dos acessos, ela narra uma democratização progressiva do acesso ao livro.

Em 2013 e no âmbito do desenvolvimento do projeto, Nativos Digitais Leem+, a biblioteca da Escola disponibiliza uma coleção para a qual, pela primeira vez, não possui corpo físico visível: as licenças de eBooks descarregadas nos leitores digitais. Intermediária entre os utilizadores e a informação disponível online, a biblioteca reforça o seu papel de apoio pedagógico ao serviço da promoção da leitura e do desenvolvimento curricular esperando contribuir para o sucesso educativo dos alunos.

Nota: gostaríamos de deixar aqui uma palavra de agradecimento às professoras Teresa Sobral e Maria Joâo Castilho, à Viarco - Indústria de Lápis, Lda, e a Pedro Ferreira Artes Gráficas sem os quais a exposição não ficaria tão bem documentada. Bem hajam todos!

professora Liliana Silva


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Clube de Cinema




Ágora, palavra de origem grega que significa assembleia, lugar de reunião.

Epicentro social e cultural da urbe, afirma-se na cultura ocidental como espaço privilegiado de encontros e desencontros, argumentação e retórica, criação e fruição, pulsar da vida a caminho da morte.

Compreende-se assim a pertinência da escolha que fizemos ao selecionar o filme de Alejandro Almenábar, Ágora, como ponto de encontro para uma conversa à volta do valor dos livros como guardiões do pensamento, do saber e das ideias que, como os átomos, vão adquirindo ao longo do tempo novas configurações, dando a pensar. Os livros que, independentemente das roupagens, abrem mundos de significação e de sentido, livros que dizem e interpelam dizeres.

Foi mais ou menos isto que aconteceu na nossa “Ágora”, no dia 31 de novembro, em sessão aberta à comunidade escolar, no âmbito das comemorações do mês internacional das bibliotecas escolares.

Quem por lá passou parece ter gostado, e nós também, pois como terá dito Hipátia de Alexandria: reserve o seu direito a pensar, mesmo que esteja errado é melhor que não pensar.


professora Manuela Martins


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares




Outubro, Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

Atividades planeadas

Na biblioteca:
A evolução do livro e das bibliotecas - pequena mostra de objetos
21 de outubro a 1 de novembro

No auditório:
Ágora - atividade orientada a partir do visionamento de um excerto do filme
outubro, sessões às 10 e 15.15 horas, data a definir

Na Escola:
Lançamento do Concurso Escreve um Ensaio
21 de outubro a 17 de dezembro.

Comemoração do Dia Internacional das BEs através da rádio
28 de outubro

Encontro com o escritor Afonso Cruz
[1º período]


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Alice Munro




A arte do conto

A contista  Alice Munro, que muitos comparam a Tchekov, tornou-se, aos 82 anos, o primeiro autor canadiano a receber o Prémio Nobel da Literatura 2013.

As histórias de Munro [...] possuem uma atmosfera intemporal e sonhadora. São como "meditações" , onde não faltam nem um certo deslumbramento, nem uma ironia subtil e quase desesperada em torno da observação das eternas mutações, tanto na sociedade como no lugar mais íntimo do ser humano, com os seus anseios e lutas e, principalmente, com as suas incomensuráveis faltas e os seus patéticos erros.

Além do romance A Vista de Catle Rock(2006) , várias coletâneas de contos de Alice Munro foram já publicadas em Portugal pela Relógio D'Água. Além de Amada Vida (2012), estão disponíveis Progresso do Amor (1986), O Amor de Uma Boa Mulher (1998), Fugas (2004),  e Demasiada Felicidade (2009).

Alice Munro é o 110º autor, e a 13ª mulher, a receber o Nobel da Literatura.


Fonte:  jornal Público, págs 28 e 29, 11/10/2013