sexta-feira, 18 de junho de 2010

Narrativas


A História é uma narrativa, sendo que as Histórias narradas pelo historiador serão tão mais convincentes quanto nelas ecoarem os mitos e as crenças culturais da sua época. O historiador deve, no entanto, realçar a importância do efeito da realidade na narrativa e simultaneamente da consciência da subjectividade.
Podemos pois afirmar que a História apenas existe nos discursos contemporâneos dos historiadores, os quais não podem ignorar as interpretações ou as tramas dos documentos.

O passado não é descoberto, mas criado e representado pelo historiador como texto.

Rui Ramos, de quem o CRE adquiriu a sua História de Portugal, insere-se neste registo historiográfico, assumindo que “(…) a História é uma revisão das lendas e do que nós julgamos saber. Nós julgamos saber algumas coisas, ouvimos, julgamos que aprendemos na escola, e a história documental, que é baseada nos documentos e na reflexão sobre os documentos, é uma revisão disso mesmo, é uma crítica e uma revisão. Quando me pergunta se sou um historiador revisionista, respondo: sou um historiador, logo um revisionista.”

A História de Portugal de Rui Ramos é um livro amplamente aclamado pelo rigor posto na “revisão” documental, apesar de ter dado origem a polémica alargada, nomeadamente devido à abordagem feita ao período histórico do Estado Novo. No entanto, deve-se realçar que uma das áreas de especialização de Rui Ramos é precisamente a história política da fase entre o fim das guerras liberais (1834) e a consolidação do Estado Novo (1936), período fundamental para se perceber os momentos mais importantes da história política portuguesa contemporânea. Só com essa longa perspectiva se consegue compreender, de facto, a Monarquia Constitucional, a República e o Estado Novo, e é esse conhecimento profundo que permite a Rui Ramos construir uma outra narrativa, uma outra interpretação.

Assumindo-se como intelectual interventivo e polémico, Rui Ramos refere “(…) é a irritação que algumas pessoas podem ter em ler algumas coisas que escrevo, mas isso tem de se perguntar a essas pessoas porque é que elas ficam tão incomodadas, à direita e à esquerda. Quando estou a dizer isto, obviamente não me estou a fazer de inocente, sei que digo determinadas coisas, que irão provocar mais, para pôr as pessoas a ler e a pensar (...)”, acrescentando noutro lado “(…) a História é um domínio académico onde é necessário afirmar originalidade, o que leva às interpretações próprias e diversas.”

Para Rui Ramos, “(…) este livro é uma proposta de síntese interpretativa da História de Portugal desde a idade média até aos nossos dias. Está construída como uma narrativa que combina a História politica, económica, social e cultural, de modo a dar uma visão integrada de cada época e momento histórico, ao mesmo tempo que integra Portugal no contexto da Europa e do mundo.”

professor João Gaspar

quarta-feira, 16 de junho de 2010

GEOlinks


Tens de investigar sobre situações concretas para um trabalho de grupo?
Queres aprofundar um dos temas que abordaste na sala de aula?
Queres saber mais sobre um assunto específico que foi tratado nas aulas?
O Professor lançou-te um desafio e tu queres responder à altura?
Tens de desenvolver um trabalho de pesquisa sobre uma região de Portugal ou de qualquer outro país?
Tens de construir um dossier sobre um tema relacionado com a geografia de Portugal?
O teu manual apresenta lacunas sobre determinado assunto?

Tudo isto deixou de ser problemático porque agora já podes explorar vários sites  relacionados com os conteúdos da disciplina Geografia dos 10.º e 11.º anos.

Jeans, hipopótamos e ornitorrincos

Ben Warner, um típico adolescente a passar umas férias de Verão enfadonhas, surpreende-se quando Lila, uma mulher jovem e atraente, lhe faz um bizarro convite. Embora tentado, Ben sente-se inseguro. E tem razões para isso!... Lila quer levá-lo para o Mundo das Ideias, um lugar completamente desconhecido para Ben. Mas Lila tem uma missão. O seu chefe, Sócrates, presidente do Mundo das Ideias - cargo que mantém há 1209 anos - fez uma aposta com o seu arqui-rival Wittgenstein. Para ganhar e manter o seu cargo, Sócrates terá de fazer crer a Ben que a filosofia pode melhorar a sua vida. (...)
Assim começa a sua viagem mental à volta das grandes e pequenas questões da vida: O que é a felicidade? A morte é o pior que nos pode acontecer? Teremos vontade própria?

Excêntrico, divertido  e original, O Dia em Que Sócrates Vestiu Jeans é a história de um jovem que escapa da sua vida entediante para um excitante mundo paralelo, despertando para a real importância da vida através da aprendizagem dos conceitos básicos da filosofia".

in, O Dia em que Sócrates Vestiu Jeans



Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para os 10º, 11º e 12º anos.

"Finalmente, uma hilariante e irreverente viagem pelas grandes escolas, tradições e pensadores filosóficos.
Platão e Um Ornitorrinco Entram Num Bar… é um livro para todos aqueles que não querem levar demasiado a sério as coisas sérias. Não precisa de saber muito de filosofia para desfrutar em pleno deste livro, pois está escrito ao estilo de Marx (Groucho, não Karl). Os autores, ambos licenciados em Filosofia por Harvard, tiveram o cuidado de não deixar nada de fora e, como tal, através deste divertido livro qualquer leitor compreenderá as grandes ideias da filosofia ocidental e fará uso delas da melhor forma possível: com humor. O livro provoca o riso, mas também deixa o leitor a pensar. É um autêntico curso intensivo em que se explica a filosofia através de uma série de anedotas e histórias cómicas."


"Heidegger e um Hipopótamo Chegam às Portas do Paraíso é um livro que, de forma séria mas também divertida, aborda algumas das questões mais prementes da filosofia: morte, justiça, moral, imortalidade, existência de Deus, religião, à luz de filósofos como Schopenhauer, Sartre, Hegel, Kierkegaard ou Heidegger."

Fiéis ao seu próprio estilo,   Thomas Cathcart e Daniel Klein,   garantem nesta obra recentemente publicada pela D. Quixote e já disponível na biblioteca,  que "através da filosofia e do humor se explica a vida, a morte, a vida depois da morte e todos os entretantos."

João Aguiar 1943-2010



Morreu o escritor João Aguiar.

Quem não recorda, com prazer, o humor e a ironia, quase sarcasmo, de obras como Eça agora, Os Herdeiros de Os Maias, Os Novos Mistérios de Sintra ou O Código d’ Avintes, que contaram com a sua participação e que fizeram as delícias da nossa leitura?

João Aguiar tornou-se, aos 40 anos, um escritor tardio. Deixou uma obra vasta e multifacetada, que marcou gerações pela cumplicidade que sempre soube estabelecer com o leitor.

Escrevia apenas sobre o que conhecia, com base num trabalho exaustivo de pesquisa e de investigação. Esta circunstância determinou, certamente, a sua preferência pelo romance histórico, com a escrita de obras sobre a história, como A Voz dos Deuses (1984), A Hora de Sertório (1994), A Encomendação das Almas (1995), Navegador Solitário (1996) e, mais recentemente, O Priorado do Cifrão (2008), que retractam as grandes questões da nossa identidade lusa, a nível individual e nacional, traduzindo as perplexidades do quotidiano, do tempo presente e passado.

Esta perspectiva crítica e dinâmica da História de Portugal, que o tornou apreciado pelo público mais adulto, não o afastou do público adolescente. Pelo contrário.

Escritor de textos para a “Rua Sésamo” e autor das colecções juvenis “O Bando dos Quatro” e “Pedro & Companhia” e de muitos outros textos para adolescentes, procurou sempre atrair as gerações mais novas, cativando a sua atenção, de modo a promover o gosto pela leitura e pela escrita, para que também elas pudessem aprender mais sobre a história.

Como testemunho pessoal desta atitude de abertura aos jovens, lembramos o debate animado que presenciámos, na nossa Biblioteca, em 2006, com alunos de Literatura Portuguesa. Nesse encontro, o escritor desvendou-se completamente, respondendo a questões dos jovens leitores suscitadas pela leitura das suas obras. Foram partilhadas e discutidas interpretações possíveis. Foi gratificante este diálogo e acreditamos que terá motivado para a leitura de outros textos do autor.

Cremos ser esta a missão do escritor. João Aguiar soube cumpri-la pelo testemunho que nos legou com a sua presença e através da sua escrita.

professora Teresa Lucas

segunda-feira, 14 de junho de 2010

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Os programas de computador permitem-nos transformar uns aparelhos enfadonhos que só sabem fazer contas com zeros e uns, em máquinas fantásticas que nos põem em comunicação com o outro lado do mundo, nos transportam para ambientes virtuais arrebatadores, nos facilitam as tarefas do dia-a-dia, como escrever um relatório, procurar uma informação específica, e milhentas outras coisas úteis, empolgantes, práticas… ou aborrecidas, viciantes e quase tudo aquilo que quisermos.

Mas, para os programas existirem, alguém tem que os criar. Para isso usam-se as linguagens de programação.

Se quiser saber muitas coisas sobre linguagens de programação, siga estas ligações:

Linguagem de programação "C" (em Inglês): AQUI.

Linguagem de programação "Java" com o NetBeans (em Inglês): AQUI

Bases de dados

Lições vídeo sobre a utilização do phpMyAdmin com o MySQL (em Inglês): AQUI.

Lições de programação em PHP para acesso a bases de dados MySQL (em Inglês): AQUI.

Programação em SQL (em Inglês): AQUI.

Observação:  a informação está em Inglês, mas se isso for uma dificuldade para si, pode tentar uma tradução automática AQUI.
Copie a hiperligação da página que quer traduzir, cole-a na caixa de texto na página do tradutor e clique “translate”.

Note que as traduções automáticas ainda têm muitas limitações, nomeadamente, a construção das frases vai ficar incorrecta, algumas palavras podem não ser traduzidas, outras podem ser traduzidas por palavras que não se aplicam naquele contexto, e os exemplos de código, que não deveriam ser traduzidos, ficam corrompidos por alteração das palavras que o tradutor reconheça.

professor Francisco Rodrigues

O pálido ponto azul

David Fu, The pale blue dot; locução de Carl Sagan. Versão HD.

Uma história portátil


"Você está aqui é uma fantástica viagem pelo Universo e uma análise da nossa relação com ele, tal como é hoje possivel observá-lo através das lentes do pensamento científico mais avançado. Christopher Potter examina brilhantemente o significado daquilo a que chamamos Universo. Conta a história de como algo evoluiu do nada e se tornou em tudo o que existe.
Como será a descrição material do nada e de todas as coisas? Como é que a ciência faz para descrever uma realidade que é feita a partir de uma qualquer coisa? Entre o nada e todas as coisas: é aí que vivemos."
in, Você está Aqui

"Erudito, elegante e cuidadosamente construído. (...) o melhor livro de ciência dos últimos anos e, juntamente com o compêndio de Richard Dawkins, The Oxford Book of Modern Science, o mais útil para o leigo"
The Sunday Times

"Um livro maravilhosamente sábio e explicativo que irá atrair leitores de todos os ramos. É simultaneamente um livro informativo e provocador".
Publishers Weekly

Obra disponível na biblioteca.